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Fiocruz cria aplicativo para pesquisar doenças e monitorar animais silvestres

Em tempo de uso crescente da tecnologia para soluções de problemas da sociedade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conta com a população para ajudar no combate de doenças no Brasil e na coleta de informações por meio do uso de um aplicativo gratuito e disponível no Google Play.

A bióloga Márcia Chame, que está à frente de um projeto de biodiversidade da Fiocruz, informou que, para ampliar a base de dados utilizados nas pesquisas, é preciso aumentar os meios de monitoramento das informações. Com o aplicativo, os especialistas recebem os dados regionais diretamente das populações.

“Acreditamos que a sociedade é parte do processo. Por isso, desde 2005 começamos a desenvolver um aplicativo em que qualquer pessoa no país pode nos ajudar no monitoramento de animais silvestres. Não só macacos, mas carnívoros, roedores e todo tipo de animais”, disse.

O aplicativo permite receber uma série de registros, inclusive fotos. “Ele funciona off line, de modo que no meio do campo há um georreferenciamento. As pessoas podem checar seus dados no mapa disponível e atrás dessas informações temos esses modelos.”

A professora acrescentou que, embora exista a sensação de que a febre amarela é uma doença nova no Brasil, ela veio da África há muito tempo e hoje alarma a população. Assim como a febre amarela veio de fora, a movimentação atual de pessoas no mundo pode levar o vírus para diversos lugares.

Vetores

“Em 24 horas, uma pessoa pode sair da China, pousar em Paris e depois seguir para o Brasil”, comentou a bióloga sobre o que classificou de compartilhamento de doenças e de agentes infecciosos com outros animais. “Isso faz parte da biodiversidade”.

A pesquisadora destacou ainda que existem alterações genéticas de vetores e parasitas e, com isso, todos os organismos vão se adaptando. A dinâmica, conhecida há 20 anos, hoje pode ser completamente diferente. Márcia descartou que o Brasil esteja atravessando uma epidemia de febre amarela. 

Conforme a especialista, o que ocorre são surtos distribuídos. Ela afirmou que os macacos são hospedeiros extremamente favoráveis à doença. Com 118 espécies do animal, o Brasil é o país que mais tem espécies de primatas no mundo. "Todas as nossas espécies são suscetíveis à febre amarela. Isso mão significa que não exista febre amarela vírus em outras espécies. Precisamos estudar mais isso.”

De acordo com Márcia Chame, o que se vê hoje no Brasil é um ciclo silvestre. Ela analisou o cenário do local onde morava o homem que morreu da doença em Casimiro de Abreu, município do Rio de Janeiro, e constatou que a paisagem é uma clareira no meio da floresta. “É uma área quase circular, onde foi feita uma plantação. Para o mosquito é uma área natural. Com uma diferença, havia uma oferta de sangue humano da família que morava ali.”

Estudos

Para a pesquisadora, as áreas de declives determinam andares diferenciados de florestas e as espécies se distribuem nos andares. Há macacos que ficam mais no alto das árvores e outros em níveis mais baixos. Os mosquitos acompanham esses níveis. Com isso, as pessoas acabam sendo alvo dos mosquitos infectados e levam os vírus para outros locais. “As pessoas entram nas florestas e cada vez mais as populações avançam nessas áreas”, disse.

Segundo Márcia Chame, são muitos os fatores para o surgimento da febre amarela, porque os ciclos são complexos, especialmente pela variedade nas espécies de macacos e mosquitos. Os estudos mostram que, desde 1980, a cada sete anos surge um ciclo novo de febre amarela.

“O que se tem de dados é que os ciclos coincidem com o restabelecimento das populações de bugios [macacos]. A febre amarela entra em determinado lugar e mata os bugios suscetíveis. Os que conseguem resistir ficam imunes, como as pessoas. Para que tenha uma nova população com indivíduos suscetíveis, essa população tem de se repopular. Isso vai demorar uns sete anos.”

Márcia Chame informou que a Fiocruz trabalha com uma base de dados relativa ao período entre 2000 e 2016, com análise de 620 casos, utilizando um cruzamento de informações de diversos órgãos. Os estudos também mostraram que um período importante de seca, antes do início das chuvas, favorece um número maior de mosquitos. “É como se todos os ovos dos mosquitos estivessem esperando uma chuva favorável [para eclodir]”. Depois dessa etapa, eles se dispersam e acabam atacando macacos, que, por causa da seca, fugiram para outras regiões a procura de alimentos.

Ação do mosquitos

Para o professor Ricardo Lourenço, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), os principais transmissores de febre amarela são os mosquitos Haemagogus leucocelaenus, que têm o corpo preto e patas em listras, e o Haemagogus janthinomys, com corpo brilhoso e colorido e patas sem listras. Lourenço revelou ainda que eles não atuam à noite.

“Febre amarela é uma doença do dia. Mosquitos não picam à noite. São brilhosos e se orientam pelo reflexo da luz nas escamas brilhosas. São mosquitos diurnos e transmitem [a doença] durante o dia. Podem picar humanos dentro da floresta ou fora dela”.

O professor esclareceu que normalmente somente as fêmeas transmitem a doença, mas pode ocorrer a transmissão por machos nascidos de fêmeas infectadas.

Lourenço afirmou que equipes da Fiocruz estão fazendo controle de mosquitos com a instalação de armadilhas nas árvores de Casimiro de Abreu. O material é coletado e analisado no laboratório do IOC por uma equipe de 42 pessoas. Com as análises, é possível identificar os tipos de mosquito da região e checar ainda a quantidade de mosquitos com a distinção entre machos e fêmeas.

Infecção

O professor André Siqueira, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, informou que, no caso da febre amarela, pode haver o registro de pessoas infectadas com quadro bem leve. Segundo Siqueira, a partir da infecção há o período de incubação de três a seis dias em que o vírus está no organismo, mas ainda não se manifestou. Depois tem o período de infecção em igual período quando o vírus está se replicando no organismo em grande quantidade.

É nesse momento que surge a febre acima de 40 graus, associada às dore de cabeça, costas e tonturas. Em seguida, o paciente pode passar por um tempo de melhora entre duas a 24 horas. Após essa etapa, podem surgir complicações com as infecções no fígado, a dor no estômago que podem evoluir até a morte em algumas situações.

 

Fonte: Agência Brasil.

Em Teresina, estudante faz 'cãopcakes' para pagar formatura em Medicina

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Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Um problema de saúde com a cadelinha Liz, de apenas um ano de idade, fez a universitária Lorena Piauilino, a empreender. E hoje sabe o que ela faz? cãopcaked. Isso mesmo, um bolinho no formato dos tradicionais e deliciosos cupcakes, só que para cachorros. O negócio começou recentemente, mas a dona da Liz já tem um destino certo para renda que vai ganhar com as guloseimas caninas: pagar a festa de formatura em Medicina.

"A Liz teve um problema hepático e desde então não pôde mais comer ração. O veterinário passou uma dieta natural que incluía legumes, abóbora, ovo...tudo natural. Por coincidência, recentemente, comecei a fazer bolos confeitados pra vender e a Liz sempre ficava olhando...como ela não podia comer, me veio a ideia fazer os cãopcakes e ela adorou", conta a estudante.

Com a aprovação da cadelinha da raça maltês, a universitária resolveu comercializar os cãopcakes e o primeiro grande desafio foi fazer os bolinhos para o aniversário de um ano da Liz.

"No aniversário dela teve bolo confeitado, brigadeiro e também os cãopcakes...Claro que não podia faltar, já que a festa era dela. A partir de então, comecei a vender os bolinhos e decidi que vou guardar toda a renda que ganhar para pagar minha festa de formatura que é em 2020", disse a estudante, que cursa com bolsa integral, o 4º período de Medicina em uma faculdade particular de Teresina.

Lorena explica que os bolinhos são feitos com produtos naturais apropriados para a dieta canina e incluem, entre outros ingredientes, farinha de trigo de integral, linhaça, aveia, legumes, verduras e frutas, além de um complemento vitamínico. A unidade custa R$ 5. 

"Faço os cãopcakes de vários sabores. Quando recebo uma encomenda, sempre pergunto ao cliente qual o sabor que o pet gosta mais. Tem um cãozinho, por exemplo, que adora tomate", disse Lorena. 

 

As encomendas dos cãopcakes podem ser feitas por meio do Instagram Boloterapiaporlorena.

 

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Peixe-boi encalhado em Luís Correia vai para Ilha de Itamaracá

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Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

A história do filhote de peixe-boi que encalhou vivo no litoral piauiense tem mais um capítulo. O 'bebê' embarcou para a Ilha de Itamaracá (PE) onde deve ficar pelos próximos dois anos sob os cuidados do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio). O animal marinho foi encontrado por turistas na Praia de Atalaia, possivelmente, após se perder da mãe. 

A biológia Liliana Souza, responsável pelo projeto Pesca Solidária que realizou o resgate, ressalta que nesse estágio de vida, o animal- que tem menos de um mês de idade- necessita de cuidados bastante específicos e especializados.

"Em um ambiente natural, ele estaria aos cuidados da mãe até completar os dois anos de idade. É um mamífero, então a alimentação dele seria o leite materno, mas infelizmente ele deve ter se desprendido da mãe e por causa da sua inexperiência não conseguiu sobreviver ao mar”, disse Liliana Souza. 

O filhote foi encontrado por turistas, no fim de semana, que tentaram reintroduzi-lo ao mar, mas no dia seguinte, o 'bebê' encalhou novamente e foi resgatado por uma equipe do Pesca Solidária. O animal é fêmea e ainda estava com cordão umbilical, mede 1,28 metro e pesa cerca de 50 kg. 


Com informações Pesca Solidária
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Cavalo esfaqueado comove moradores no Grande Dirceu

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Maria Romero e Graciane Sousa
bicharada@cidadeverde.com

Um cavalo- que já foi batizado de Abandonado- apareceu há cerca de uma semana na praça do Novo Horizonte, localizada na rua Jaime Fortes, região do Grande Dirceu, zona Sudeste de Teresina. A situação tem comovido moradores do bairro, porque o animal apresenta um enorme ferimento no peito e há a suspeita de que ele tenha sido esfaqueado. 

"Isso é uma perversidade. Se você não quer ou não gosta, deixa o animal no canto dele. Não faça maldade", disse uma moradora que não quis se identificar. 

Ribamar Ribeiro, supervisor de gráfica, é quem tem cuidado do Abandonado. Ele comprou uma medicação e tem aplicado vários vezes ao dia no ferimento, embora o animal não aceite bem a aproximação. 

"Ele tenta virar de costas e me dar um coice, mas é porque ele deve estar sentindo muita dor. Agora é que ele está melhorando, porque eu não aguento ver isso e estou tentando tratar pra ele ficar bom, usando um antiséptico e cicatrizante", disse Ribeiro. 

O morador conta que é comum aparecer cavalos, jumentos, cães e gatos vítimas de maus-tratos na região. Ele atribui as ações violentas, principalmente, a usuários de entorpecentes. 

"Esse pessoal usa drogas, sai na rua e maltrata o que vê pela frente. Aqui é comum ver cachorro ferido com faca", disse. 

Ribamar informou ainda que vizinhos chegaram a ligar para o Centro de Zoonoses, mas até o momento não obtiveram resposta. 

Apesar do ferimento, o animal está aparentemente saudável, caminha normalmente e está se alimentando e bebendo água sem dificuldades. Não há informações sobre o antigo dono do cavalo. 

 

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Perdido da mãe, filhote de peixe-boi encalha em praia de Luís Correia

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

 

Um filhote de peixe-boi encalhou entre as praias de Atalaia e Peito de Moça, em Luís Correia, município do litoral piauiense. O animal estava vivo e foi encontrado por turistas no fim de semana. Liliana Sousa, coordenadora do projeto Pesca Solidária, acredita que a espécie marinha tenha se perdido da mãe e por isso foi parar na praia após ser levado pela correnteza. 

"A gente acredita que a fêmea pariu em alto mar, uma vez que a espécie procura águas mais tranquilas, protegidas por manguezais para dar à luz. A mãe deve ter parido no mar e o filhote acabou se desprendendo, sendo levado pela correnteza e acabou encalhando. Com certeza, a mãe ficou à sua procura", acredita Sousa.

O filhote teria menos de um mês de idade e ainda estava com o cordão umbilical. Por se tratar de um 'bebê', o animal ficará em cativeiro por cerca de dois anos. 

"Ele não sabe procurar alimento e nem nadar ainda. A mãe é que tem esse cuidado parental. Se a mãe não tá, os técnicos têm que fazer o trabalho inteiro até o momento que ele possa se alimentar sozinho para ser reintroduzido no mar. Ter encontrado um filhote vivo foi um registro histórico. Isso nunca aconteceu antes. Já tivemos dois encalhes de animais mortos, mas filhote vivo foi a primeira vez.", disse a coordenadora do projeto. 

Liliana Sousa conta ainda que os próprios turistas reintroduziram o filhote na água, mas ele acabou encalhando novamente, até ser resgatado por uma equipe do projeto. Recentemente, um outro peixe-boi foi encalhou no litoral do Piauí, mas estava morto. A coordenadora do projeto diz que a situação é preocupante e que, cada vez menos, tem se percebido a presença de peixes-bois no estuário de Timonha e Ubatuba ( PI/CE). 

"O encalhe de um filhote triplica essa preocupação e aumenta os esforços para a conservação da espécie. O estuário Timonha e Ubatuba é considerado o mais bem preservado do Brasil e abriga diversas espécies ameaçadas de extinção, mas temos observados fluxo de embarcação de médio e grande porte em uma área considerada prioritária para conservação dessas espécies. Isso pode estar afugentando os animais para áreas mais desprotegidas, que acabam parindo em alto mar, ocasionando o encalhe de seus filhotes por não conseguirem nada", alerta Liliana Souza que orienta como proceder ao encontrar um peixe-boi encalhado vivo ou morto.

Animal vivo

-Se aproxime devagar, com cuidado para não assustá-lo;
-Certifique-se de que o animal esteja respirando e se mexendo;
-Informe imediatamente ao órgão atuante na região;
-Proteja-o do sol, fazendo uma sombra, molhe a pele sempre, tomando cuidado para não cobrir as narinas;
-Cuidado para não jogar água nas narinas, quando estas estiverem abertas;
-Afaste os curiosos. Chame policiais e bombeiros caso necessário;
-Não devolva o animal para o mar;
-Não alimente.

Animal morto

-Aproxime-se e veja se o animal respira ou se mexe;
-Informe imediatamente ao órgão atuante na região;
-Não toque-o;
-Se for captura acidental, leve-o para a praia.

 

bicharada@cidadeverde.com

Condomínio não pode proibir pet

Quem mora em condomínio sabe muito bem como o assunto pet costuma levantar discussões acaloradas. Se, por um lado, há quem reclame da presença de cães e gatos apenas por implicância, por outro, muitos tutores estimulam essa antipatia, por deixar os animais sozinhos por muito tempo (o que acaba em muito latido e miado), não segurá-los na guia ou deixar de catar o cocô.

Que os tutores devem respeitar as regras, não há dúvidas. O problema é que, por desconhecimento, condomínios acabam criando normas inconstitucionais, se esquecendo que a convenção não pode ferir a legislação. Desse modo, surgem coisas absurdas como proibição de cães no elevador ou nas áreas comuns.

O que todos os condôminos deveriam saber é que obrigar os tutores a levar os cães no colo ou apenas pelas escadas é inconstitucional e se configura como constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) e maus-tratos (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40). O direito de ir e vir está garantido pela Constituição no Art. 5º, e não há norma de condomínio que possa confrontá-lo. Por outro lado, não custa nada pegar o elevador de serviço e, se entrar alguém, encurtar a guia, para que o pet não chegue perto do vizinho.

Outros erros comuns nos condomínios são regras que determinam que os cães podem circular, mas não “permanecer” nas áreas comuns. Novamente, o Art. 5° da Constituição assegura o direito de ir e vir, e insistir contra essa prática também é constrangimento ilegal. O síndico não pode obrigar ninguém a colocar focinheira nos animais dóceis, independentemente do porte. Esse tipo de norma, comum nas convenções, causa desconforto desnecessário ao cão, e configurando crueldade e crime de maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

Direitos e deveres

Os tutores não estão livres de deveres, porém. Além de importante para garantir a convivência pacífica, alguns deles estão previstos na lei. Cães agressivos devem usar focinheira (Art. 10 da Lei Nº 4.591/64 e Art. 1.277, Art. 1.335 e Art. 1.336, IV da Lei Nº 10.406/02) e, mesmo se forem dóceis, não podem ficar soltos nem em guias longas, para não atentar contra a segurança dos demais (mesmos artigos que os anteriores).

Nem é preciso lembrar que o tutor deve recolher os dejetos dos animais, em qualquer lugar: seja na rua ou no condomínio. E pega muito mal pedir a um funcionário para fazer isso. Quem sujou limpa.

Implicar com latidos e miados não faz o menor sentido: afinal, esse é o meio de comunicação dos animais. Contudo, quando o barulho é excessivo, isso pode ser sinal de maus-tratos e abandono. Nesse caso, o tutor pode ser acusado de maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

O que fazer? 

Tente, em primeiro lugar, conversar com os vizinhos e o síndico. Se isso não deu certo, registre ocorrência por constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) na delegacia mais próxima. No caso de proibição de cães no condomínio, considere entrar com uma ação judicial cautelar em caráter liminar, para garantir a permanência dele. A ação judicial extraordinária desqualifica a decisão do síndico e da assembleia.

Quanto à proibição do cão em elevador, entre com uma ação criminal por maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34). Faça o mesmo no caso de obrigação do uso de focinheira.

Se o síndico insistir que o tutor deve carregar animais moradores ou visitantes no colo nas áreas comuns do condomínio, peça indenização por danos morais por constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40).

 

Com informações Blog Mais Bichos
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Cão morre após semanas diante de delegacia esperando dono preso

Por Maria Romero
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O cão adulto Sem Raça Definida (SRD) que comoveu a todos na cidade de Piripiri (157 km de Teresina), morreu ontem (12) após dias sem comer e apresentando sinais de fraqueza. O animal foi levado por policiais civis ao veterinário, mas não resistiu. Ele estava há cerca de três semanas diante do complexo de delegacias e os policiais acreditam que o cachorro estava aguardando o retorno de seu dono, possivelmente um dos presos no DP.

Segundo os policiais, médicos veterinários informaram que o cão apresentava sinais de depressão e, devido à mudança de rotina, pode ter ficado com o sistema imunológico debilitado.

A principal suspeita é de que o cão tenha contraído a doença do carrapato, que tem cura, mas se não tratada no início pode matar. Os sistomas são principalmente fraqueza e falta de apetite, posteriormente inchaço no abdômen.

O cão chegou ao local junto com alguns presos e nunca mais abandonou a porta. Os policiais acreditam que ele aguarda o dono, mas todos os detidos no Distrito Policial já foram transferidos para o presídio e ninguém sabe quem é o tutor do animal. 

O titular do 2º DP da cidade, delegado Ricardo Oliveira, disse que o cachorro ficava bastante gitado sempre que novos presos chegavam ao complexo. 

"Ele ficava como se estivesse esperando o dono voltar. Nós sabemos que ele chegou com alguns presos, mas todos já foram para o presídio de Esperantina (174 km de Teresina) e não sabemos quem é o dono", informou. 

Os policiais alimentavam e davam água para o animal, na esperança de que ele reencontrasse sua família. Caso o tutor não fosse localizado, ele seria o novo mascote do complexo. 

O cão foi enterrado em local apropriado e os policiais e moradores da região estão bastante comovidos com a partida do cãozinho.

 

bicharada@cidadeverde.com

Cão passa semanas diante de delegacia à espera de dono preso no Piauí

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

Um caso está chamando atenção e comovendo policiais e moradores do entorno do complexo de delegacias de Piripiri (157 km de Teresina). Há cerca de três semanas, um cão adulto Sem Raça Definida (SRD) chegou ao local junto com alguns presos e nunca mais abandonou a porta. Os policiais acreditam que ele aguarda o dono, mas todos os detidos no Distrito Policial já foram transferidos para o presídio e ninguém sabe quem é o tutor do animal. 

O cão ainda não recebeu um nome, mas já conquistou a todos. Uma moradora da região - Dária Silva - publicou em seu perfil no Facebook duas fotos do animal e compartilhou a história, que comoveu as pessoas. 

"Os animais têm mais respeito e consideração pelas pessoas do que muitos têm pelo seu próximo", diz um comentário. "Muito amor! Uma vez assisti um filme parecido! História real...", comentou outra pessoa.  

O caso faz lembrar o filme Sempre Ao Seu Lado, em que um cão da raça Akita, chamado Hachiko, conhece um professor universitário (interpretado por Richard Gere) e passa a acompanhá-lo todos os dias até a estação de trem onde embarca para dar aulas. 

Hachiko permanece no local todos os dias até que o seu amigo retorne. Um dia, contudo, o professor morre e o cão continua na estação à sua espera, sem saber que nunca mais irá revê-lo.

A história é baseada em um fato real que aconteceu no Japão. Na estação de trem, atualmente, há uma estátua em homenagem à fidelidade de Hachiko. 

Em Piripiri, o cão também não parece querer abandonar a porta da delegacia. O titular do 2º DP da cidade, delegado Ricardo Oliveira, disse que o cachorro fica agitado sempre que novos presos chegam ao complexo.  

"Ele fica como se estivesse esperando o dono voltar. Nós sabemos que ele chegou com alguns presos, mas todos já foram para o presídio de Esperantina (174 km de Teresina) e não sabemos quem é o dono. Queremos encontrá-lo, porque ele tem coleira, está bem cuidado", comentou o delegado.

Nos últimos dias, o cenário diante do DP mudou: o cão não está mais lá. Mas o delegado informa que ele foi levado por um policial civil até um médico veterinário, para que seu estado de saúde seja consultado. O cão pode virar mascote da delegacia. 

"Nós queríamos que ele voltasse para o dono, estamos tentando descobrir quem é, mas se não encontrarmos, vamos adotá-lo, porque ele não deixa a delegacia", declarou. 

O animal tem recebido comida, água e o carinho dos policiais e moradores, que estão emocionados com a fidelidade do cão. 

 

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Teresina sedia exposição de cães de todas as raças, com premiação

Acontece neste domingo (9), a partir das 9h, no Sesc Ilhotas, a exposição de cães de todas as raças, que premiará os cães mais bonitos da capital piauiense. O evento é aberto ao público e a entrada é um quilo de alimento não perecível. 

O evento acontece de três a quatro vezes por ano e premia os cães com características mais bonitas ou puras em suas raças. Para participar, o animal deve ser registrado junto à Confederação Brasileira de Cinofilia. 

Embora o conceito de "beleza" pareça subjetivo, os juízes avaliam criteriosamente cada quesito de pureza do animal. O Kennel Club do Estado do Piauí (Kcepi) espera receber cerca de 150 animais para o evento. 

 

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Ter pet faz diferença na paquera e donos de cães atraem mais, diz pesquisa

Os apaixonados por animais podem levar alguma vantagem na hora de encontrar a cara-metade. Segundo uma pesquisa do aplicativo de relacionamentos Elite Singles, do Canadá, ter um bichinho em casa é visto como um grande atrativo. Se for um cachorro, o “índice” de sucesso aumenta.

A enquete realizada com 600 usuários do serviço revelou que 60% dos solteiros acreditam que ter um animal é atraente e que 73% deles preferem os donos de cães. 11% dizem que cuidar de um gatinho faz diferença. Segundo os entrevistados, isso seria o sinal de que o candidato é uma pessoa carinhosa e cuidadosa.

68% dos solteiros afirmam que ter uma foto com o bichinho no perfil também ajuda na hora da paquera, enquanto 23% dizem que é muito importante mencionar o amor por animais na descrição pessoal.

Pintou um encontro? 61% dos entrevistados disseram que levam em conta a reação de seus pets para escolher um parceiro e 83% dos apaixonados por cães acreditam que o relacionamento não teria futuro se o bichinho e o parceiro não dessem bem – contra 22% dos donos de gatos.

 

Fonte: UOL.

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