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Dia dos Pais: o amor incondicional dos 'papais' de bichos

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Inúmeros são os significados da palavra pai e muitos estão ligados à amor e carinho. Baseado na frase: pai é quem cria, não quem faz, o Bicharada resolveu mostrar a sensibilidade de alguns homens que sentem orgulho de serem 'papais' de seus bichinhos de estimação. 

A ligação afetiva do delegado de Polícia Civil do Piauí, Francisco Costa, o Baretta, com os animais parece mesmo vir de berço, pois até o data do seu aniversário coincide com o dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais e padroeiro da ecologia. A grande paixão dele e da família é a Linda Rosa Jakell Gomes Costa, uma yorkshire.

"A Linda Rosa é o nosso xodó, inclusive, dorme no meu quarto, na cama, no carro tem o local dela. Só ando em restaurantes e outros locais de lazer que aceitem a presença dela. Aliás, o Piauí é muito atrasado nessa questão e para não passar constrangimento, só frequento lugares que aceitem animais. Eu e minha família não nos separamos da Linda em nenhum momento", disse Baretta que também contou aguns segredinhos da intimidade de 'pai e filha'. "Sempre faço aniversário da Linda com direito a bolo personalizado e tudo. Também costumamos levá-la conosco a fast foods", revelou.

O amor do delegado por Linda vai muito mais além. Não são raros os momentos de lazer com a 'filhota' de quatro patas. Pela profissão, a postura de Baretta é geralmente séria, mas a falar da 'filha' caçula, é bem diferente. 

"Me sinto um paizão da Linda Rosa. Ela é minha filha caçula. Um amor perfeito. Ela me dá amor sem pedir nada. É fiel e amiga. Por conta da minha profissão, que é estressante, chego em casa ao fim do dia cansado, mas ela me faz espairecer. Brinco, recebo aquele carinho e beijo.Ter um animal de estimação não é só colocar comida, tirar fotografia, falar bem. É preciso dar carinho. A gente não abre mão de estar com ela, inclusive, em locais de lazer. Ela nos dá carinho sem pedir nada e é fiel", disse Baretta. 

Linda se tornou membro da família de Baretta há quatro anos e foi um presente dado pela esposa.

"Ela tem o meu sobrenome e o da minha esposa que é também mãe dela. Minhas filhas são as irmãs", brinca o delegado que já teve outros 'filhos' de quatro patas.

"Tivemos à Paloma, Pâmela, Paola e Pandora. Deus as levou depois de muitos anos de carinho, amor e felicidade. As quatro estão no cemitério Cadelinha Sacha, na Universidade Federal do Piauí, mas sempre vamos lá visitá-las e guardamos as lembranças delas com todo o amor eterno. Ainda hoje temos brinquedos e fotos das quatro. Elas não estão mais entre a gente, mas o carinho é o mesmo", revelou com saudades o delegado que também cuida de animais de rua e costuma adotar cães que frequentam os distritos policiais onde trabalha. Na Polinter, ele chegou a adotar oito cães. Há cerca de um ano, o gato batizado de Mimoso virou o mascote da Delegacia de Homicídios, onde Baretta é coordenador. 

E se no coração de mãe sempre cabe mais um filho, no coração dos'papais' também. O servidor público Marcus Vinícus é um bom exemplo e dá uma lição sobre o que é ser 'pai' destes bichinhos. O amor dele pelos animais é imenso que até mesmo no dia do seu casamento, eles estavam lá. 

"Ser pai de cachorro é se entregar, se doar, ter zelo para com uma criatura que depende exclusivamente de você. É saber dar e receber amor de uma forma muito pura. É saber que ao chegar em casa sempre será recebido com alegria por um companheiro, amigo fiel. Ser pai de cahorro é tudo de bom", disse orgulhoso o pai da Overdose, Mel, Bartolomeu, Babilônia, Chanel, Messi, Belzebu (que faleceu recentemente) e a Shakira, uma gata mestiça. 

Quem também teve sorte de ter uma família foi o pequeno Shakespeare que tem apenas cinco meses de idade. 

"O amor entre dono e cachorro é indescritível só quem tem e o ama, sabe como é. Os cuidados diários são os mesmos, como uma criança: comida na hora certa, consultas regulares, brincadeiras e carinho", disse João Paulo Campelo, servidor público.  

Já os xodós do jornalista e colunista, Péricles Mendel, são Mila e Thor. 

Ravel Barbosa é administrador e como todo pai também é 'babão'. O 'filho' se chama Moleke, um cãozinho SRD, que foi dado de presente à namorada. 

"Minha relação com ele é muito boa, nos damos super bem. Quando deito no chão ele sempre chega e fica perto e não faz isso com ninguém. Eu fico fazendo carinho e o Moleke chega a dormir. Ele tem o olhar diferente que faz com tenhamos uma conexão forte. Além de ser muito fotogênico como nunca vi igual. Adora, inclusive, uma foto. É muito engraçado", disse Ravel que, apesar de ainda não morar com Moleke, dá toda atenção e carinho.                     

"Me preocupo com sua saúde, alimentação, cuidados com a higiene. É realmente um filho. Ele mora  com a minha namorada, mas todos os dias eu vou lá. Chegar e ser recebido por ele é uma das melhores sensações do dia. É uma animação, uma alegria e carinho que nos faz esquecer da correria do trabalho", disse o administrador. 

O delegado Matheus Zanatta é 'pai' do Thor, um buldogue frânces que também é muito mimado e sempre faz sucesso por onde passa. 

Apesar de não morar com o 'filho', o jornalista Emílio Cerqueira é só amores pelo Caetano, a quem chama carinhosamente de Cae. 

"Mesmo longe, sei que nunca vai me esquecer. Hoje mora com a vó em Parnaíba onde também é muito mimado", disse o jornalista. 

 

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