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Empresária faz campanha na web e oferece recompensa por cão desaparecido

Por Graciane Sousa
 

Fotos: Arquivo pessoal

Os dias da empresária Gabriele Pessoa tem sido de angústia e sofrimento após o desaparecimento do Pantro, que tem cerca de três anos idade. O Rottweiler sumiu de casa há cinco dias após abrir o portão de um condomínio de casas, onde ele morava, na Zona Leste de Teresina. A tutora do bichinho já espalhou cartazes em postes da cidade e faz campanha nas redes sociais para quem o encontrá-lo, inclusive, oferece recompensa para quem devolver o animal. 

Ela acredita que o Pantro pode ter sido pego por alguém, por ser um cão dócil. 

Imagem do Pantro após o desaparecimento

"Na segunda-feira (16), quando ele sumiu, tivemos notícias dele próximo ao condomínio Jardins do Leste, e recebemos uma foto dele, mas não o encontramos. Há dois dias, nos informaram que ele estava no bairro Santa Bárbara, próximo ao Planalto Uruguai, porém também não conseguimos localizá-lo. Ele é bem dócil, mas por ser um cão grande, tememos que alguém possa matá-lo. Uma mulher chegou a dizer que ele entrou na casa dela e ela o colocou para fora com medo. Também soubemos que ele tinha sido atropelado, mas graças a Deus, não era verdade. Acredito que alguém esteja com ele, e peço que devolva, por favor. Quero acreditar que essa pessoa que esteja com ele, pode não tê-lo devolvido porque não sabe de quem é. Mas pedimos que nos entregue. Pagamos até recompensa", disse Pessoa. 

Pantro morava com Gabriela há cerca de um ano. Seu antigo dono era traficante de drogas e quando foi preso, o bichinho foi parar no Centro de Zoonoses, em Teresina, sendo resgatado pela empresária. 

"Ele apegado a todos da família. Era só alguém chegar que ele vinha correndo e pulava em cima pra brincar. Meu pai mesmo, que morria de medo de cachorro grande, tem um carinho tão grande por ele. No dia que o Pantro fugiu, eu estava viajando e meus pais ficaram até meia-noite, rodando em todo lugar atrás dele. Cada ligação no meu celular ou WhatsApp é uma esperança de ser alguma novidade. Graças a Deus tem muita gente ajudando, divulgando a foto dele. Com Fé em Deus ele vai aparecer", torce Gabriela Pessoa. 

Quem tiver informações do bichinho pode entrar em contato através do 86 9 9430-0808. 

 

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Prefeitura do Rio proíbe charretes na Ilha de Paquetá após maus tratos a animais

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sancionou na última quinta-feira (19) uma lei que proíbe veículos de tração animal na Ilha de Paquetá, localizada no meio da Baía de Guanabara. Na prática, a lei impede a circulação das tradicionais charretes, usadas por visitantes e moradores da bucólica ilha carioca, a partir do final de agosto.

Antes mesmo da lei entrar em vigor, a prefeitura já fez, nesta semana, o recolhimento de 31 cavalos que eram utilizados para puxar as charretes. O recolhimento dos animais foi feito depois de uma recomendação do Ministério Público, que considerou que os animais estavam sendo mal tratados e que suas fezes e urina estavam contaminando o meio ambiente. Os animais foram levados para o Centro de Proteção Animal da Fazenda Modelo, em Guaratiba, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Para substituir as charretes, a prefeitura comprou e doou 17 carrinhos elétricos. Ainda de acordo com a prefeitura, os veículos serão conduzidos pelos charreteiros, que receberam treinamento para dirigir esses carrinhos.

Alguns moradores, no entanto, se opõem à substituição. De acordo com a professora universitária Liliane Ferreira Mundim, que mora na ilha desde que nasceu, há 59 anos, além de acabar com uma tradição da ilha, a substituição das charretes pelos carrinhos elétricos aumentará o trânsito de veículos motorizados pela ilha, que, segundo ela, já tem um número excessivo de bicicletas, ecotáxis e motos elétricas.

“Eles trocaram uma coisa totalmente típica da ilha por carros que vão piorar nossa situação urbana interna. Vai aumentar o número de veículos motorizados. As pessoas já empreendem velocidades absurdas. Não tem fiscalização, nem controle. Daqui a pouco, todos vão se achar no direito de ter esses carrinhos. Além disso, a ilha é de saibro. Qualquer chuva, vai fazer lama e estragar os carrinhos. Provavelmente, vão querer asfaltar as ruas [para que os carros possam circular]”, disse.

Liliane e outros moradores prometem fazer um protesto quando os carrinhos chegarem até a ilha. Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura informou que não há intenção de descaracterizar a ilha e que, desde que foi notificada pelo Ministério Público para retirar os cavalos da ilha, tem mantido diálogo constante com charreteiros e moradores. A prefeitura também comprometeu-se a intensificar a fiscalização dos veículos motorizados na ilha.

 

Com informações da Agência Brasil
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Cão carismático 'mergulha' em cenas criadas pelo dono e vira hit na internet

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Jimmy já saltou de bungee jump, posou de biquíni, voou em um tapete mágico, equilibrou pratos no nariz, arriscou passos de balé e até se transformou em uma vaca malhada. O bull terrier de seis anos de idade vive as cenas mais incríveis dentro de um apartamento no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, graças à imaginação do dono, o designer Rafael Mantesso.

“É um universo imaginário que vou criando pra ele através do desenho e de acessórios. Para o Jimmy é sempre mais uma brincadeira. Ele adora”, disse.

As imagens criadas pelo designer e interpretadas por Jimmy são postadas na internet desde 2014. O perfil criado no instagram já tem mais de 500 mil seguidores.

A popularidade rendeu a Rafael Montesso o prêmio Webby na categoria fotografia em redes sociais. A premiação, que aconteceu nesta segunda-feira (16) em Nova York, está para a internet, como o Grammy está para a música.

Os Webby Awards são concedidos pela Academia Internacional de Ciências e Artes Digitais e premia pessoas escolhidas por um comitê de juízes, assim com por votações populares online.

As fotos de Jimmy tiveram 36% dos dois milhões de votos computados nesta edição.

“Foi uma honra incrível. Ficamos muito felizes. O Jimmy ficou aqui em casa mesmo porque a viagem é bem desgastante, né? Ele aproveitou o prêmio descansando”, brincou Rafael, que hoje vive em São Paulo.

Separação

Os desenhos começaram após o fim do casamento de Rafael. Na separação, a ex-mulher levou todos os móveis do apartamento de Belo Horizonte. “O bom é que ela não quis ficar com o Jimmy, apesar da gente ter comprado ele junto. Ele sempre foi mais meu mesmo e isso ela entendeu”, disse o designer.

Com a casa vazia, o espaço se tornou uma “tela em branco” para a imaginação de Rafael. “O primeiro desenho que fiz com o Jimmy foram umas asas. Putz, eu achei que tinha fica demais e fiquei com aquilo na cabeça. Dias depois, eu comprei uma lixeira. A caixa era branca e resolvi desenhar um esqueleto, como se fosse o raio-X do Jimmy. Aí postei. Daí comecei a fazer vários desenhos. Até que o ator Ashton Kutcher falou sobre um deles. O número de seguidores deu um salto”, contou.

O apartamento, que ele pensou tantas vezes em vender, não ganhou novos móveis, mas acabou se tornando o estúdio onde acontecem as sessões do bull terrier.

“A gente faz foto é pra ser divertido”, disse Rafael. Jimmy concorda.

 

Fonte: G1.

Curso em Teresina ensina a deixar cães como bichinhos de pelúcia

Por Graciane Sousa

Sabe aquele cabelo de dar inveja? No mundo pet também existe isso e deixa os cães com caras de bichinhos de pelúcia. Ontem (19), em Teresina, ocorreu o I Dog Show no seguimento de banho e tosa. O curso- que reuniu cerca de 90 profissionais de várias cidades do Piauí- foi ministrado por Rony Peterson, especialista em estética canina, e que já cuidou do look de cães de alguns famosos como os atores Márcio Garcia e Yoná Magalhães. 

O especialista conta que, atualmente, ter cuidados especiais com os cães não é apenas questão de luxo, tornou-se algo necessário. "Os cães passaram dos quintais para as nossas camas. Eles são criados como filhos e, por isso, precisam de uma higienização melhor. Os cães contém bactérias, assim como nós, mas precisam de mais higienização para viver tão próximo da gente. Não tem haver só com beleza, mas bem-estar e saúde", explica o especialista. 

No curso, Peterson ensinou aos profissionais os segredos de uma tosa com textura de pelúcia. Ele explica que a tesoura usada na tosa e, principalmente, a técnica usada no procedimento, bem como os produtos aplicados no pelo do animal, são essenciais para deixá-los ainda mais fofos. Uma tosa destas- que deixa o cão com cara de urso- varia de R$ 80 a R$ 150.

"Dentro do meu centro estético, a tosa de pelúcia é um dos serviços mais procurados. Este tipo de tosa é voltado para cães de pelagem primitiva como Husky Siberiano, Chow-chow, Samoieda, Malamute-do-alasca, Spitz alemão, entre outros. Algumas pessoas acham o serviço caro, mas pagam muito mais para ir à um salão de beleza. E lá, o cabeleireiro não tem que limpar xixi, coco e tirar pelos das partes íntimas. E nós que cuidamos da estética dos cães, temos que encarar tudo isso", brinca o especialista.

O Dog Show propicou aos profissionais, o aprimoramento da técnica, como o tipo certo de shampoo para cada tipo de pelo, a maneira correta de aplicar produtos e dar banho, como não embaraçar a pelagem do animal, entre outros. "Ensinamos aos profissionais como aliar produtividade, rapidez, bem-estar animal e segurança", reitera.  O evento foi promovido pela Serrana Distribuidora. Os produtos utilizados na tosa de pelúcia foram da marca Petsmack.

Em entrevista ao blog, Rony Peterson destaca que o mercado voltado para a estética canina tem crescido bastante e está na contramão da crise econômica.

"Os profissionais precisam ainda se capacitar muito para chegar nesse mercado mais glamouroso. Hoje é o mercado que mais cresce: não existe desemprego. Se eu tiver cem alunos, são cem pessoas empregadas", disse Peterson, que tem uma escola de estética há dois anos em Fortaleza-CE. 

Atualmente, Rony Peterson é um dos maiores groomers comerciais do Brasil, profissional voltado para cuidar da aparência dos bichinhos. Com carreira consolidada no país, ele busca ser reconhecido também em outros países, tem mais 17 anos de atuação profissional, conquistando vários títulos na área e preparando cães para vários eventos, como exposições. 

Professor da UFPI identifica sete novas espécies de aranhas

Por Maria Romero e Graciane Sousa

O doutorando em Zoologia e professor do curso de Biologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Leonardo Carvalho, identificou sete novas espécies de aranhas, sendo duas encontradas somente no Piauí até o momento: Xeropigo aitatu eXeropigo cajuina. A descoberta, segundo o professor, tira da inércia de quase 70 anos as publicações sobre esses animais que compõem a fauna piauiense. O trabalho foi publicado na última segunda-feira (16) na revista neozelandesa Zootaxa.  

O mestre em Zoologia explica como o trabalho teve início e conta que algumas das aranhas foram encontradas na casa de seus pais, em Teresina. Ele diz que apesar de a descoberta de novas espécies ser algo comum para quem trabalha com aranhas, descrevê-las não é assim tão simples. Ele diz que os animais encontrados possuem veneno, mas que são inofensivos para o ser humano. 

“No mestrado, meu trabalho foi fazer o inventário das aranhas do Parque Nacional de Sete Cidades. As aranhas que o trabalho aborda são comumente encontradas dentro de casas no sul, no sudeste e no norte do Brasil, além de muitos países pelo mundo. Porém, os bichos que ocorrem no interior de residências do Piauí, são de uma das espécies-novas e isto não era o que esperávamos. Encontrar uma espécie-nova é algo extremamente comum para quem trabalha com aranhas. Descrevê-las nem sempre é tão fácil, pois precisamos comparar as supostas novas espécies com todas as outras já descritas”, relatou. 

Ele explica ainda o motivo da escolha dos nomes das aranhas, que têm relação com a cor e o formato dos animais, além do local onde foram encontradas. O grupo descreveu ainda as aranhas que receberam os nomes de Xeropigo crispim e Xeropigo piripiri. O trabalho foi feito em parceria com os pesquisadores Alexandre Bonaldo (Belém-PA), Yulie Shimano (Belém-PA) e David Candiani (Belo Horizonte-MG).

"Quando vamos descrever uma espécie-nova, devemos escolher nomes que sejam únicos. Utilizar nomes locais ajuda nesta tarefa, além de homenagear o local ou alguém. Então, quando um dos colaboradores veio ao Piauí já pensou logo "precisamos descrever algum bicho em homenagem ao Cabeça-de-cuia e a cajuína". E assim fizemos!”. 

Doutorando em Zoologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Leonardo comenta a importância da descoberta tão apenas para o Piauí, mas para a ciência de forma geral, embora o trabalho seja classificado como pesquisa básica. 

“Para a ciência, mostramos mais uma vez que mesmo grupos bem conhecidos ainda podem revelar novas espécies. É extremamente importante que este tipo de trabalho - classificado como pesquisa básica por não resultar em aplicação direta à sociedade - necessita ser  incentivado por governos. O Piauí é um dos estados do Brasil que apresenta o pior conhecimento da sua biodiversidade. Falta incentivo dos órgãos de fomentos locais e cursos de pós-graduação voltados diretamente a biologia”, diz.  

Ele fala ainda da importância do trabalho para o Piauí. Ele diz que o estado possui baixíssimo conhecimento da diversidade de sua fauna e que ainda falta incentivo a esse tipo de pesquisa no estado. 

“Para o Piauí, isto é importante, pois depois de quase 70 anos de inércia do conhecimento das aranhas da região, enfim passamos a ter publicações mais frequentes e recentes, porque há diversas outras além desta minha, descrevendo a nossa fauna. Finalmente a fauna de aranhas do Piauí apresenta uma boa representatividade”, explica. 

Novas pesquisas 

Atualmente, o professor desenvolve dois grandes projetos de pesquisa. Um deles tem foco na conservação de invertebrados da Caatinga. 

“Este é um grandioso projeto multi-institucional, que envolve a definição de locais para desenvolver pesquisas e atividades de conservação, como a criação de novos parques e outras unidades de conservação, utilizando dados de muitos grupos de animais, como borboletas, cupins, besouros, aranhas e escorpiões”, descreve o pesquisador.

O segundo projeto é focado nas aranhas-treme-treme da Mata Atlântica. Nesta região, acredita-se que este grupo de aranhas é bastante diversificado, apresentando muitas espécies em cada localidade. 

“Acredita-se ainda que estas espécies apresentem uma distribuição geográfica muito restrita, logo precisamos de ações de conservação muito mais eficientes para proteger essa rica e frágil biodiversidade. Este é o foco do meu doutorado”, diz Leonardo. 

Londres terá bar de cerveja com cachorros garçons

Uma fabricante francesa de cerveja anunciou que vai abrir um bar em Londres em que todos os funcionários são cachorros.

O bar temporário da Kronenbourg 1664 vai se chamar D'Alsace-tian e deve abrir em 6 de maio.

Os garçons vão ser pastores alemães treinados.

Os cachorros vão servir a cerveja em barris customizados, leves, parecidos com os usados por são bernardos, gratuitamente, em sessões de duas horas.

Mas os fregueses precisam fazer reserva, pois as vagas são limitadas.

Fonte: G1

Gato mais velho do mundo morre aos 30 anos após entrar para o Guinness Book

           Foto: Livro Guinness dos Recordes

Um siamês que acabou de ser reconhecido pelo Guinness Book como o gato mais velho do mundo morreu aos 30 anos. De acordo com sua dona, Gail Floyd, de Mansfield, Texas, Scooter morreu logo que teve o recorde de longevidade certificado em 8 de abril.

A veterinária Tricia Latimer disse que Scooter viveu o equivalente a 136 anos humanos. Para Gail Floyd, o segredo da longa vida foi ter mantido seu gato ativo e feliz. O animal viajava muito com sua dona e chegou a conhecer 45 dos 50 estados americanos.

O Guinness Book divulgou, na última terça-feira, que havia reconhecido Scooter como o gato mais velho do mundo. Ele completou 30 anos em 26 de março. Segundo a instituição, o animal era "ativo, cheio de energia e brincalhão".

Apesar de ter vivido 30 anos e ter quebrado um recorde, Scooter não foi o gato que mais tempo viveu. Esse título pertencia a Crème Puff, que morreu aos 38 anos e três dias.

 

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Com informações Extra Globo

Iraniano é condenado a 74 chicotadas por maus-tratos a cachorro

Foto: © AFP 2016/ BEHROUZ MEHRI

Um cão descansa em um sofá, Vafa, o primeiro abrigo de animais no Irã

Infelizmente, casos de maus-tratos a animais são comuns em todo o país. Na semana passada, por exemplo, tivemos informações de dois casos em Teresina envolvendo cavalos: um deles morreu após ser esfaqueado e o outro em decorrência de sede e fome. E estas são apenas duas das situações que tivemos conhecimento. O pior é que geralmente o autor das agressões fica impune. Na contramão disso tudo, o Bicharada mostra o caso de um iraniano que foi condenado por maus-tratos ao próprio cachorro.

O homem foi considerado culpado por submeter o animal a espancamento e outras formas de tortura.

Tudo foi filmado e postado na internet. Como punição, o iraninado foi condenado a 74 chicotadas e 270 horas de trabalho correcional por maus tratos ao cachorro dele. A sentença foi pronunciada ontem (15). 

O autor do vídeo também será punido. A sentença foi anunciada por um tribunal local, de acordo com a agência de notícias iraniana Mizan.

De acordo com a agência, “o cachorro sobreviveu à provação e agora está em um abrigo de animais”.


bicharada@cidadeverde.com
Com informações Sputinik Brasil 

Cavalo resgatado não resiste a maus-tratos e morre de sede e fome

Por Graciane Sousa

Assim como nós que assinamos o blog, internautas também se solidarizaram com a situação do cavalo vítima de maus-tratos resgatado nesta quarta-feira (13), no Parque Brasil, na Zona Norte de Teresina. Desde que fizemos o post, o Bicharada recebeu emails e ligações telefônicas de leitores interessados em saber notícias do bicho. Entramos em contato com o Centro de Controle de Zoonoses de Teresina e tivemos a triste notícia que o animal morreu ainda na tarde de ontem. 

"Ele veio a óbito por volta das 15h. Estava muito magro, debilitado e ferido. O animal, visivelmente, sofria maus-tratos e moradores nos disseram que o cavalo vinha puxando uma carroça já muito mal, cambaleando, quando caiu com o peso que carrega. O dono simplesmente teria tirado a carroça e ido embora, abandonando o animal", explica o veterinário Romualdo Spíndola, do Centro de Zoonoses. 

O médico destaca que não foi possível detectar a causa da morte do animal, que apresentava lesões nas patas dianteira e traseira. "O cavalo pode ter morrido de desidratação, fome, anemia ou mesmo outra doença", reitera.

O veterinário lamenta ainda o tratamento dado a burros, jumentos e cavalos, animais usados em veículos de tração. 

"Os donos destes animais não cuidam da alimentação dos bichos, não se preocupam com medicação, vermifugação ou outros cuidados. Os animais adoecem e os carroceiros abandonam. Não cuidam. Só querem explorar e ganhar dinheiro à custa dos bichos. E quando o animal morre, eles vão atrás de outro bicho para explorar", desabafa Spíndola. 

Assim como esse cavalo, outros animais de grande porte recolhidos pela Zoonooses são levados para um curral público, no Parque Alvorada, próximo ao Residencial Zilda Arns, Zona Norte de Teresina. No local, os bichos recebem cuidados até serem adotados ou devolvidos aos donos. Atualmente, cerca de 10 animais entre burros e jumentos vivem neste abrigo.

"O trabalho da Zoonoses consiste em capturar animais de pequeno porte que estão soltos nas ruas. Eventualmente quando recebemos denúncia de algum bicho acidentado ou agredido, fazemos o resgate e o levamos para o currral. Lá, eles ficam sendo tratados até aparecer o dono ou alguém que queria adotar. Sempre temos o cuidado de perguntar para quem vai quer adotar, como vai o animal será tratado. Por exemplo, os dois burros que abrigamos, atualmente, têm boa saúde, mas ficaram com sequelas após terem as patas quebradas. Com isso, não podemos deixar uma pessoa levá-lo para explorar em qualquer atividade que seja, pois eles não suportam e isso seria maus-tratos. Nesse caso, eles só podem ser liberados para serem criados no quinta de casa", explica Romualdo Spíndola. 

Ainda sobre maus-tratos, o veterinário conta sobre um outro caso chocante envolvendo animais. Também na manhã de ontem, um cavalo foi esfaqueado até a morte por seu antigo dono, na Usina Santana, Zona Sudeste de Teresina. Provavelmente, mais um caso impune. Em situações como esta, o Batalhão de Polícia Ambiental é a autoridade responsável em apurar o caso que, geralmente, só é levado adiante quando o autor da agressão contra o bicho é flagrado maltratando o animal. 

 

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Cavalo é abandonado após ser explorado por dono até à exaustão

Por Graciane Sousa

A situação de um cavalo abandonado está comovendo moradores do Parque Brasil II, Zona Norte de Teresina.  O animal foi abandonado no meio da rua e a suspeita é de maus tratos. Quem mora na região, acredita que ele teria sido chicoteado e obrigado a puxar carroça exaustivamente até cair ao chão, após não mais resistir as agressões. 

O cavalo apresenta ferimentos na pata e no lombo e, a pesar de estar bastante debilitado, não consegue se alimentar. O Batalhão de Polícia Ambiental foi acionado para tentar localizar o dono do animal, uma vez que, a equipe só atua na captura de animais silvestres ou em flagrantes de crime ambiental. 

A Gerência de Zoonoses de Teresina- que seria responsável pelo resgate do cavalo- já foi comunicada e informou que o transporte do bicho dependia da disponibilidade de um veículo. O destino de animais de grande porte, como este, não foi informado.
 
Infelizmente, a realidade de cavalos de carroceiros em todo o país é muito triste. Muitos ficam desnutridos ou mesmo morrem em acidentes de trânsito que poderiam ser facilmente evitados se seus donos, que dependem do trabalho deles para conseguir o sustento, fossem mais cuidadosos. 

Como são submetidos a jornadas cansativas de trabalho, os bichos necessitam de alimentação balanceada e um limite de peso para puxar, cuidados que, geralmente, não são respeitados pelo donos. 

O destino desses animais só muda quando, felizmente, eles são adotados por pessoas que respeitam seus limites e necessidades. 

 

bicharada@cidadeverde.com

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