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Cavalos do hipismo chegam ao Rio de 'classe executiva'

Cavalo que participará dos Jogos Rio 2016 desembarca no Galeão (Foto:Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Para grande parte das pessoas no mundo, viajar de avião não é exatamente algo confortável. Cadeiras apertadas, comida sem sabor e falta de espaço para descansar fazem parte da rotina de quem se desloca ao redor do globo a bordo de aeronaves. Mas a realidade não foi exatamente esta para 34 viajantes que chegaram ao Rio vindos de Londres para os Jogos Olímpicos. Eles tinham espaço de sobra, em baias individuais e personalizadas. Legumes e frutas frescas, além de água ou suco de maçã, foram servidos durante as quase 12 horas de vôo. Todo esse tratamento VIP não foi destinado a autoridades ou a algum atleta, mas sim aos cavalos que irão participar das provas de hipismo nos Jogos Rio 2016.

O tratamento diferenciado se justifica. Fruto de linhagens puras e de raças nobres, um cavalo que compete em alto nível é avaliado em milhões de euros. Tanto que o avião que os trouxe ao Brasil foi projetado especialmente para o transporte dos animais. Além do peso dos próprios cavalos - cerca de meia tonelada cada -, o avião trouxe quase dez toneladas em equipamentos. 

O vôo trouxe cavalos de 10 nações diferentes (Grã-Bretanha, Irlanda, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Zimbábue, Brasil, Japão, Itália e China), entre eles Chilli Morning, montaria do britânico William Fox-Pitt, dono de três medalhas Olímpicas. 

Cavalos deixam avião especialmente produzido para transportá-los (Foto: Rio 2016/Gabriel Nascimento)

Durante a viagem, cuidados especiais foram tomados, como o uso de bandagens para aquecer as patas dos animais e acompanhamento de veterinários para neutralizar qualquer tipo de alteração. Mas no fim, tudo correu bem. "Eles se alimentaram, se hidrataram bastante e se comportaram bem durante a viagem", disse Nathan Anthony, veterinário da equipe australiana que acompanhou os cavalos do país no voo.

Após o desembarque, os animais foram transportados em quatro caminhões, que seguiram em comboio do terminal de cargas do Galeão até o Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro. Lá, encontraram mais luxo: o local foi totalmente reformado e conta com baias customizadas para que eles possam descansar, amenizando o desgaste das horas dentro do avião.  

Ao todo, serão nove vôos, totalizando 236 animais que vão competir nas provas individuais e por equipes de CCE (Concurso Completo de Equitação), Adestramento e Saltos dos Jogos Rio 2016.

Segundo o "Global News", os animais são tratados "como atletas". Os custos dessa operação são altos. De acordo com reportagem do "Horse and Hound", do Reino Unido, especializado nesse segmento, é o Comitê Rio 2016 quem bancou o traslado. 

Site brinca com montagem de cavalos sentados em poltrona a caminho do Rio (Foto: Divulgação FEI)

Trata-se de um compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Essa medida começou em Sydney 2000. Antes disso, os Comitês Nacionais pagavam a conta. Procurado pelo GloboEsporte.com, o Comitê Rio 2016 não falou em valores da operação.

A FEI divulgou um release em que fez uma montagem de um cavalo na poltrona do avião a caminho dos Jogos Olímpicos. Também fez algumas brincadeiras como filmes preferidos que os atletas equinos preferem como "O encantador de cavalos" e "Seabiscuit - alma de herói".

 

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Com informações Rio2016

Bandidos envenenam e roubam cães para praticar arrastões na zona Sul

Por Maria Romero
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A Polícia Civil está investigando um grupo criminoso que está causando pânico em tutores na zona Sul de Teresina, em especial no bairro Angelim. Os bandidos estão invadindo residências, matando os cães dos moradores e roubando eletrônicos nas residências. A polícia já tem suspeitos e aguarda autorização judicial para realizar prisões. 

Um dos moradores do bairro, que prefere não se identificar, teve um enorme prejuízo financeiro e, principalmente, um grande choque emocional na madrugada do último sábado (23). Bandidos entraram na sua casa, mataram envenenados dois de seus cachorros - os Pinschers Maradona e Toddynho e roubaram três televisores. 

"Os dois cachorros morreram, pararam de reagir e eles invadiram as casas. Aí entraram pelos fundos da casa, forçaram uma janela e levaram uma televisão de 70 polegadas e mais duas de 32", disse o morador. 

Quando entraram na residência, os bandidos tiveram uma surpresa: o morador tinha um outro cão, Baruk, um filhote de Bulldog Francês. Este, foi roubado pelo bando, e o tutor pede ajuda para encontrar. Quem tiver informações, pode entrar em contato pelo telefone (86) 9 9996-0668.


Baruk foi levado pelos bandidos
 

"Eles levaram nossas coisas, mas o que eu senti mais foi pelos cachorros. A gente fica muito apegado. O Baruk tinha pouco tempo em casa, mas eu estava já muito próximo dele", lamentou. 

Ele relata ainda que, como ele, outros vizinhos passaram pelo mesmo problema. "Eu conheço duas pessoas só na minha rua que passaram a mesma coisa. Eles jogam salsicha com veneno para matar os cachorros. Duas famílias já perderam seus animais e tiveram suas casas roubadas perto de onde eu moro", declarou. 


Maradona e Toddynho, que foram envenenados no último sábado

A polícia confirma a informação. Segundo o delegado Erisvaldo Machado, titular do 4º distrito policial, há cães também sendo mortos a tiros e espancados. 

"Acreditamos que eles estão matando os cães para roubar as casas e já há suspeitos", informou. 

Pelo menos quatro homens seriam responsáveis pelos ataques. Os quatro já são conhecidos da polícia e possuem antecedentes criminais por roubos. a polícia aguarda decisão judicial para que os mandados de prisão contra os suspeitos sejam expedidos. 

 

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Cão com vitiligo vai ajudar crianças com a doença a lidar com preconceito

Rowdy é um labrador cheio de histórias para contar. Com 14 anos, ele já sobreviveu a um envenenamento acidental com água contaminada e até a um tiro, quando a polícia o confundiu com um ladrão. Mas ele se tornou uma celebridade quando foi diagnosticado com uma doença: vitiligo.

Em 2015, os donos de Rowdy descobriram a doença após manchas brancas aparecerem ao redor dos olhos do animal. A cor da pele de Rowdy começou a mudar há cerca de um ano. Niki e Tim Umbenhowe eram até parados nas ruas por curiosos que queriam saber o que havia acontecido com Rowdi.

"Todos adoram parar para nos perguntar o que fizemos com ele ou se o pintamos", disse Tim à KPTV.

Por causa de sua condição, Rowdy foi nomeado representante para crianças com vitiligo da Fundação de Pesquisas Vitiligo americano (AVRF). Agora, ele vai ajudar crianças a lidar com o bullying e o preconceito.

"Eu acho que é ótimo que ele pode ajudar a sensibilizar e educar as pessoas sobre o vitiligo", disse Niki em entrevista ao jornal Daily Mail.

Fundadora da AVRF, Stella Pavlides, acredita que o animal vai ensinar às crianças que não há problemas em ser diferente.

As crianças vão adorar Rowdy. Ele vai ajudá-los a se sentir bem sobre a condição. A fundação apóia encontrar uma cura através de uma alternativa aos ensaios em animais, por isso é ótimo ter Rowdy a bordo."

Apesar de causar a perda de pigmentos, o vitiligo não é uma doença grave. Os donos de Rowdy fazem acompanhamento com o veterinário do animal, que continua esbanjando charme com suas manchinhas nas ruas e na internet.

 

Fonte: Extra

Vaquejadas: entidades manifestam repúdio a termo assinado pelo Ministério Público

Por Maria Romero
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A Federação das Organizações Não Governamentais (FAOS), formada por diversas entidades de proteção animal no Piauí,  divulgou nota de repúdio na manhã desta quinta-feira (28). O repúdio ocorre quanto ao termo de cooperação técnica firmado entre o Ministério Público do Estado (MP/PI) e entidades e órgãos ligados à prática da vaquejada no estado. Para a Federação, a ação é inconstitucional. 


Prática é considerada extremamente cruel para a Federação.

Na nota, a entidade destaca que a constituição brasileira destaca que o estado tem o dever de coibir qualquer prática considerada danosa aos animais. A Federação deixa claro ainda que as ongs de proteção animal "não estão nem nunca estarão de acordo" com o termo assinado entre o MP/PI e a Associação Brasileira de Vaquejadas (ABVAQ), a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI) e o Conselho de Medicina Veterinária do Piauí (CRMV-PI). 

O termo foi assinado no último dia 13 e, de acordo com o Ministério Público, o objetivo é "orientar o trabalho dos organizadores de vaquejadas, para que observem a legislação sanitária e evitem as práticas que caracterizam maus tratos aos animais". 

O MP informou que os órgãos envolvidos terão funções de fiscalização e manutenção do bem-estar animal. A ABVAQ irá fiscalizar os eventos e denunciar eventuais irregularidades de que tome conhecimento, com comunicação direta ao Ministério Público. A Agência de Defesa Agropecuária ficou obrigada a fiscalizar as vaquejadas, além de orientar os organizadores para o cumprimento da legislação em vigor. Ao CRMV/PI, coube a verificação das condições higiênicas e sanitárias, através de expedição de relatórios por parte dos médicos veterinários.

Abaixo, veja a nota na íntegra:

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Rio 2016 dá abrigo e busca novo lar para gatos de rua

Os gatos de rua do Rio de Janeiro só têm a ganhar com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos na cidade. O Rio 2016 firmou uma parceria com a ONG Proteção Animal Mundial para dar abrigo aos bichanos antes e durante o grande evento, que começa no dia 5 de agosto.

"Estamos orgulhosos de trabalhar com o Comitê Rio 2016 para garantir que os animais do Rio estejam seguros", disse Rosangela Ribeiro, diretora do programa veterinário da entidade.

A parceria inclui o treinamento de membros da equipe operacional do Rio 2016, para que saibam lidar com os animais, bem como a criação de um gatil para abrigo temporário, com comida e cuidados veterinários apropriados. A iniciativa ainda prevê a busca de novos lares para os gatos de rua.

Um dos focos do projeto é uma colônia de cerca de 60 animais que se reproduziam livremente. Eles agora são castrados, tratados, vacinados e testados para FeLV (Vírus da Leucemia Felina) e FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), antes de serem encaminhados para a adoção.  

Natalia Kingsbury, moradora do Rio de Janeiro e há 20 anos voluntária no cuidado com gatos, festejou a iniciativa. "Estamos muito animados com o apoio do Rio 2016. É um sonho realizado ver a Proteção Animal Mundial resgatando os gatos".

A proteção de animais afetados pelos Jogos tem sido parte integral do planejamento do Comitê Rio 2016. A intenção é garantir que qualquer animal de rua, doméstico ou selvagem dentro ou nas imediações das instalações Olímpicas seja cuidado, de acordo com a legislação brasileira.

A iniciativa em parceria com a Proteção Animal Mundial vai além, garantindo um legado de cuidado à população de gatos da cidade. 

 

Fonte: Rio 2016

Vídeo flagra cachorros pulando do quinto andar de prédio da UFC

Um vídeo publicado no Youtube mostra o momento em que quatro cachorros pulam do quinto andar de um prédio em construção no Campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC). O fato ocorreu no último domingo, 17, e foi confirmado pela UFC. A instituição afirma que está apurando o caso junto à vigilância para saber como os cães foram parar no local e, então, decidir que providências irá tomar. A informação é de que os quatro sobreviveram à queda.

Conforme a Universidade, a obra já teve sua primeira etapa concluída e está, no momento, suspensa, à espera da finalização da licitação para a segunda etapa. A área está isolada e o canteiro de obras conta com um vigilante.

A imprensa local tentou entrar em contato com a estudante responsável por gravar o vídeo, mas até o momento não deu retorno. Em um grupo fechado de alunos da UFC no Facebook, a universitária que gravou o vídeo teria dito que os cães sobreviveram a queda. 

Segundo a UFC, a instituição tem buscado impedir que animais sejam abandonados em suas dependências.

"Várias ações já são executadas. No Centro de Ciências (Campus do Pici), o Núcleo Sete Vidas, formado por estudantes e servidores da UFC, realiza bazares para arrecadar fundos destinados à compra de remédios, vacinas, serviços veterinários e castração (no caso de gatos), além de realizar feiras de adoção (de cães e gatos). No Porangabuçu, uma equipe também se reúne para executar ações semelhantes. A UFC tem realizado ainda um trabalho educativo, com base na divulgação do Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), que classifica como crime abandono e maus-tratos de animais", disse a Universidade por meio de nota.

 

Com informações do O Povo Online

Cães da PRF do Piauí chegam ao Rio de Janeiro para atuar nas Olimpíadas 2016

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Por Maria Romero
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Quatro cães policiais da Polícia Rodoviária Federal do Piauí - Jack, Titan, Colt e Saymon - desembarcaram no Rio de Janeiro na última semana. Adestrados desde filhotes pra atuar em operações policiais, os quatro pertencem ao canil da PRF piauiense estarão na sede dos jogos olímpicos até setembro deste ano, ajudando seus guias a garantir a segurança dos jogos. 

Rodrigo Almeida, que é guia da PRF e também médico veterinário, explicou que os animais e seus guias foram em uma aeronave da PRF até o local de destino. Os outros policiais do Piauí seguiram de carro. "Eles normalmente vão dormindo durante toda a viagem, só alguns que enjoam um pouco", contou.

Os cães são treinados para atuar em operações na busca por drogas, mesmo em locais muito escondidos ou ainda quando outros odores são utilizados para disfarçar o cheiro característico do entorpecente. 


Rodrigo e Jack durante embarque para o Rio de Janeiro

Jack, um dos pastores belgas de malinois do canil, é o cão guiado por Rodrigo e possui uma habilidade especial que será bastante útil na atuação nos jogos. Além de droga, ele fareja ainda armas e munições. Os outros pastores são Titan e Colt. Saymon é um labrador de pelagem preta.

É dessa forma que os animais serão úteis durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. A grande circulação de pessoas torna fundamental o combate ao tráfico de drogas e a presença de armas e munições dentro dos locais dos jogos e de presença de turistas e atletas. 

O Bicharada já fez uma reportagem especial sobre o trabalho dos cães policiais da PRF no Piauí, que pode ser conferido clicando aqui

 

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Júnior do Salve Rainha vira "cão" em homenagem de artista piauiense

                                                                                                                       Fotos: Felícia Mendes

A morte do produtor cultural e idealizador do coletivo Salve Rainha, Francisco das Chagas Júnior, causou comoção em amigos,  em pessoas que o conheciam pouco ou mesmo jamais o tinham visto.  A ida repentina do jovem rendeu várias homenagens nas redes sociais por pessoas que, de alguma forma, querem retribuir o carinho. Em diversos posts, o turbante e saia longa usados por Júnior, foram redesenhados para homenagear o artista. 

De muitas amizades, Júnior passou pela vida de muita gente e sempre as marcou de alguma forma. Assim, ocorreu com a ilustradora e slow designer, Felícia Mendes, que resolveu homenageá-lo através da arte. Ela é responsável pelo projeto @parabob que ajuda animais de rua, não apenas animais com deficiência, mas que precisam de algum tipo de ajuda

Nos toys e chaveiros confeccionados pela artista, Bob- seu cãozinho- é retratado em várias situações e versões, encarnando vários personagens, artistas como Frida Kahlo, imagens religiosas como São Francisco e Iemanjá, e até cantores. Em uma das mais recentes criações, o cãozinho é retratado como Bob Rainha, em homenagem ao Júnior.. 

"Eu tive pouco contato com o Júnior, mas o primeiro foi em relação ao Bob que tinha acabado de ter a pata amputada. Decidi fazer essa homenagem porque o projeto @parabob foi abraçado pelo Salve Rainha de uma maneira muito bonita. Como o meu projeto é solidário, o coletivo me deu passagem livre e gratuita para que o atelier fosse ao Salve Rainha, sem pagamento de taxa, assim eu conseguia expor meus produtos. Fiz essa homenagem por gratidão ao Júnior e à todos do movimento. Enquanto desenhava, não conseguia parar de pensar quando ele me ligou. O Bob tinha acabado de sair da cirurgia. enquanto desenahva foi algo cauteloso e significativo", disse a artista.

Apesar da homenagem singela, Felícia conta que teve receio de criar o Bob Rainha, mas que representá-lo por meio de um toy, foi a maneira de homenegeá-lo à sua maneira.

"Parece que o Júnior passou na vida de todos os teresinenses de alguma forma e ele também passou em minha vida de uma maneira muito bonita, com apoio, dedicação e preocupação. Quando resolvi fazer o Júnior, fiquei com o 'pé atrás' e falei com amigas íntimas do Júnior que trabalharam com ele no Salve Rainha. Elas disseram que eu podia fazer o Bob vestido de Júnior que seria uma homenagem e que o Júnior adoraria. Meu receio no começo foi porque se trata de um cão e algumas pessoas poderiam achar ofensivo", disse.

A artista destacou ainda o olhar visionário de Júnior. 

"Eu nem tinha contado a história do Bob direito para ele, mas foi atento o suficiente...diante de um mihão de pessoas que o Júnior conhecia, ele sabia da história do Bob e isso foi definitivo para eu criar afeto, respeito e dmitração muito grande por ele", finaliza a ilustradora.

Os toys do Bob Rainha e de outros personagens podem ser adquiridos em bazares beneficientes, pela rede social @parabob ou através do telefone (86) 9 9992-0196.

 

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Cão amputado inspira projeto para ajudar animais de rua no Piauí

Senado aumenta pena para furto de gado e venda irregular de carne

O Senado aprovou nesta semana o projeto que torna mais grave a pena em casos de furto de animais criados para abate e produção de bens. A matéria, que pune o comércio de carne e outros alimentos de origem ilícita, segue para a sanção do presidente interino da República, Michel Temer.

A proposta condena o roubo de animais vivos ou já abatidos, divididos em partes para o consumo. A matéria protege criadores de espécies como gados, porcos, cavalos, ovelhas, entre outros. A pena para quem cometer o crime é de reclusão de dois a cinco anos.

A prisão durante o mesmo período é aplicável a pessoas que transportam, armazenam em depósito ou vendem animais, mesmo que abatidos, de procedência ilícita. A diferença é que este crime prevê uma multa de R$ 500 a R$ 1 mil por dia. O número de dias varia de acordo com a sentença.

O projeto de lei da Câmara é de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS). O senador Aécio Neves (PSDB-MG), relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, afirma que o texto discute uma questão de saúde pública.

"Nós estamos falando de uma questão de saúde pública. Essa proposta vem desde o governo passado, com o apoio da área de saúde pública do governo, do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura. Não foi uma construção, aqui, aleatória. Foi feita a partir de uma demanda dos produtores, principalmente de gado, pecuaristas e pequenos pecuaristas, em razão dos danos gravíssimos à saúde pública que essa comercialização inadequada vem causando", disse Aécio.

Apesar de votar a favor da matéria, por ser o último dia de sessão antes do recesso da Casa Legislativa, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o aumento de pena para os crimes tipificados no projeto.

"A gente está votando aqui, toda semana a gente vota alguma coisa que aumenta pena. E isso não é resolução do problema. Nós já somos a quarta população carcerária do mundo. Mais de 700 mil presos", concluiu o parlamentar.

 

Com informações Globo
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Pesquisadores de Oxford e da USP observam uso de ferramentas de macacos no Piauí


Macacos-prego do Piauí foram o objeto do estudo

Uma nova evidência arqueológica sugere que macacos-prego do Brasil utilizavam ferramentas de pedra para quebrar castanhas de caju há cerca de 700 anos. Os pesquisadores observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos. Os cientistas levantaram questões sobre as origens e a disseminação do uso de ferramentas pelo mundo. De certa forma, os vestígios podem mostrar que o comportamento humano foi influenciado por suas observações aos macacos.

Os pesquisadores dizem que, para a data, esses foram os primeiros vestígios do uso desses materiais pelos animais fora da África. O estudo foi publicado pela revista “Current Biology”.

A pesquisa foi conduzida por Michael Haslam, da Universidade de Oxford. Ele já havia encontrado evidências arqueológicas de macacos selvagens na Tailândia, que também utilizavam ferramentas de pedra para abrir mariscos e nozes.

Neste último trabalho envolvendo o Brasil, o pesquisador de Oxford se juntou à Universidade de São Paulo (USP). Eles observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos.

Os estudiosos observaram os macacos usando pedras como martelos e bigornas para bater em alimentos duros, tais como sementes e castanhas de caju. Os animais jovens aprendiam com os mais velhos a fazer o mesmo.

Usando de métodos arqueológicos, os pesquisadores escavaram um total de 69 pedras para ver se a tecnologia utilizada hoje pelos macacos no Piauí foi se desenvolvendo ao longo do tempo. Eles cavaram a uma profundidade de 0,7 metro em um local perto dos cajueiros onde estão os macacos-prego hoje.

De acordo com o estudo, foram identificadas ferramentas para medir o tamanho e a forma das pedras. Foram achados danos na superfície das pedras antigas, causados pelas pancadas dos macacos.

Por meio de espectrometria de massa (medição e caracterização de estrutura química), os cientistas foram capazes de confirmar os resíduos de cor escura nas ferramentas e determinar que eram da castanha de caju.

Eles também encontraram pequenos pedaços de carvão descobertos nas pedras, sendo que os mais antigos tinham de 600 a 700 anos. Isso mostra que essas ferramentas são anteriores à chegada dos Europeus ao Brasil.

De acordo com o estudo, cerca de 100 gerações desses macacos têm usado as pedras. Na comparação entre as criações dos animais de séculos atrás com os de hoje, os estudiosos concluíram com os “martelos” são semelhantes em em termos de peso e materiais escolhidos. Essa característica aponta que esses macacos são “conservadores” e preferem não mudar a tecnologia utilizada.

“Até agora, o único registro arqueológico de uso de ferramentas de animais pré-modernos vem de um estudo de chimpanzés em três locais na Costa do Marfim, na África, onde as ferramentas foram datados de entre 4.300 e 1.300 anos atrás. Aqui, temos uma nova evidência que sugere que macacos e outros primatas da África também estavam usando ferramentas centenas, ou possivelmente, milhares de anos atrás”, disse Haslam, da Universidade de Oxford.

O estudo de Haslam na Tailândia foi publicado em junho deste ano, no periódico “Journal of Human Evolution”. A equipe observou que os grupos de macacos em um parque nacional do país usavam ferramentas para esmagar caracóis marinhos, nozes e carangueijos. Eles identificaram 10 ferramentas de escavação.

 

Fonte: G1.

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