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"Cães que morreram após vacinas podiam estar doentes" diz médico

Por Graciane Sousa

A morte de quatro animais após vacinação antirrábica deixou muitos tutores apreensivos. Alguns, até pensam em deixar de imunizar os bichinhos nas campanhas gratuitas de imunização. Contudo, o médico veterinário José Wilson, ressalta a importância de se manter o calendário vacinal em dia, mas alerta para a necessidade de uma avaliação clínica do cão ou gato, antes de serem imunizados. 

"Todo animal a ser vacinado, deve ser avaliado previamente. Se possível, por um veterinário. Os animais devem ser avaliados, mesmo que seja antes da vacinação em campanhas gratuitas, para que não ocorra o que sempre acontece: casos de óbitos de animais que naquele momento não deveriam receber imunização", explica o veterinário.

A morte dos cães teriam sido decorrentes de reações alérgicas da vacina contra raiva. O Ministério da Saúde será notificado sobre os casos.  A Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que os registros estão dentro do esperado.

A questão é que ninguém quer perder seu bichinho de estimação. 

O médico José Wilson reitera a informação repassada pela Gerência de Zoonoses de que os animais que vieram a óbito já poderiam estar doentes. Segundo ele, reações alérgicas pós-vacinas são comuns, mas é imprenscindível a ida ao veterinário para diminuir os riscos. 

"Qualquer animal está sujeito a uma reação pós-vacinal que pode ser leve, moderada ou severa. Para que a gente possa minimizar os riscos de uma reação, o animal vai ter que estar extremamente saudável, antes de ser vacinado. Na maioria dos casos em que há reações, os animais estão imunossuprimidos, ou seja, com redução do sistema imunológico, com alguma doença que causa baixa imunidade. Ao serem vacinados, eles apresentam uma reação que pode chegar até o nível severo", explica. 

 

A importância da vacinação contra raiva

A raiva é uma doença incurável que atinge o sistema nervoso. Ela causa salivação excessiva, mudança repentina de humor e paralisia. Pode se apresentar em três formas: raiva furiosa, raiva muda e raiva intestinal. Neste último caso, provoca sintomas como cólicas e vômitos constantes.

Além de afetar seu cachorro, a raiva pode ser transmitida para você pela mordida do animal. A doença atinge qualquer mamífero e é preciso ficar atento aos primeiros sinais. Para evitá-la, vale a pena checar a ficha do seu cão para ter certeza de que a vacinação contra a raiva está em dia.

Se você for mordido, lave o ferimento com água e sabão e procure orientação médica. Identifique o dono do cachorro para saber se já é vacinado e observe o animal por 10 dias, verificando se ele apresenta os sintomas da doença. Caso o animal não tenha dono, desapareça ou morra, procure imediatamente orientação com o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.

Após problemas, Teresina terá postos extras de vacinação contra raiva

Por Graciane Sousa

Problemas no dia da campanha de vacinação antirrábica, ocorrida no último sábado (03), levaram a Fundação Municipal de Saúde (FMS)  a disponibilizar posto extras para imunização dos animais. Tutores deixaram de vacinar seus animais porque não havia profissionais para a aplicação das doses. O posto de vacina do bairro Santo Antônio, na zona Sul de Teresina, foi um dos locais afetados.

"Eu levei minha cadela ao posto pela manhã, no horário entre 11h e meio dia, e não tinha ninguém para aplicar. Fui para casa, retornei às 16h30 e o local já estava fechado. O outro posto na minha região ficava no bairro Santa Fé e não tinha como ir caminhando. Assim como aconteceu comigo, vários vizinhos voltaram para casa sem vacinar os bichinhos", conta o assistente financeiro, Marcílio Lima.

A gerente da Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Oriana Bezerra, admitiu o problema e atribuiu a situação à mudança de data da campanha e também à realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

"A vacina contra raiva a dinâmica e diferente de vacinação de crianças e idosos, onde as pessoas vão as UBS e são imunizadas. Os animais são vacinados em praças, escolas e outros postos. Todos os anos, fazemos a distribuição nos postos e lotação de profissionais, mas acreditamos que com a mudança de data da campanha e a coincidência com o Enem- alguns profissionais escalados para trabalhar fizeram provas- ocorreu esse problema", explica Bezerra. 

Das 132 mil doses disponibilizadas, 94 mil foram aplicadas. A falta de profissionais nos postos de aplicação atingiu, pelo menos, as zonas Sul e Sudeste de Teresina. Com a disponibilização de postos extras, a campanha de vacinação na zona rural que deveria acontecer no próximo sábado (10) foi adiada, sem data definida. 

Nesta terça-feira (06), seis postos extras de vacinação serão instalados no bairro Porto Alegre (confira lista abaixo).

Teresina não registra casos de raiva em seres humanos desde o ano de 1986. Já o último caso em animais aconteceu em 2011, com um cão que foi infectado no interior do estado. "Diante de casos como o falecimento de uma pessoa por raiva no Ceará, e outros episódios pontuais de raiva animal no interior do estado, podemos dizer que o vírus está circulando e por isso precisamos nos proteger", diz a diretora de Vigilância em Saúde da FMS, Amariles Borba.

A gerente de Zoonoses acrescenta que a vacina contra a raiva animal é segura. Ela é constituída por vírus atenuado, 2% de tecido nervoso e conservantes a base de fenol e timerosol.

“Antes de sua aplicação, elas são submetidas a testes de potência, inocuidade (que verifica se a vacina causa algum efeito adverso não esperado) e esterilidade (que detecta se há contaminação por bactéria ou fungo)”, diz a gerente.

A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.


POSTOS DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA 

 

Sítio do IPMT
Endereço: Residencial Teresa Cristina - Angelim III

Sede Prov. do Cons. Com. Portal da Alegria III e IV
Endereço: Próximo ao Terminal de Ônibus - Vila Palitolândia

Escola M. Ofélia Leitão
Endereço: Av. Principal - Porto Alegre

Escola Municipal Velho Monge
Av. Principal Loteamento - Porto Alegre II

CEU Centro de Artes e Esportes Unificados
Endereço: Quadra L Casa 6 - Portal da Alegria

Creche de N. Srª Aparecida
Endereço: Rua Agricolândia - Vila da Glória - Porto Alegre

Quatro cães morrem após vacina contra raiva e Ministério da Saúde será notificado

Por Graciane Sousa

Quatro cães morreram em Teresina, supostamente, após reações alérgicas da vacina contra raiva. A gerente de Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra, informou que amostras das doses foram recolhidas e serão encaminhadas ao Ministério da Saúde. 

"O procedimento normal é, quando se aplica uma vacina e há relatos de reação, notificar ao Ministério da Saúde que consequentemente aciona o laboratório. Hoje à tarde, vamos nos reunir com a veterinária, ver qual o lote da vacina e onde ocorreram esses casos, se foram todos em uma mesma região", explica Bezerra.

Na Capital, mais de 94 mil animais foram imunizados no último sábado (03). A gerente de Zoonoses explica que a vacina é segura e  rigorosamente testada antes de ser liberada. Ela ressalta que a quantidade de animais que apresentaram possíveis reações alérgicas está dentro do esperado. 

"A literatura inglesa fala que o percentual de reação adversa esperada em uma vacinação contra raiva é de 0,004%, exatamente, dentro do que ocorreu em Teresina. A gente lamenta porque não queríamos ter nenhuma morte, mas sabemos que não é assim. É a mesma coisa quando se aplica vacina em uma pessoa: eu espero que ela fique imunizada. Tem animais que não respondem a vacina. Contudo, a vacina é segura e os benefícios são enormes", explica Bezerra. 

Ela destaca ainda a possibilidade dos animais, que vieram a óbito após a vacinação, estarem com uma virose inaparente.

"Toda aplicação de uma vacina- que é composta por antígeno mais conservantes- gera uma reação adversa. A gente trabalha para que não ocorra. Não podemos confirmar se esses animais tiveram ou não alguma reação alérgica, como também não podemos descartar.  Quando se aplica uma vacina, o sistema imunológico do animal é sobrecarregado. Esse animal já podia estar com uma virose inaparente que, com o stresse do organismo na produção de anticorpos, levou a uma reação", disse Oriana Bezerra. 

Ela frisa que os tutores de animais devem ficar tranquilos e reforça que a vacina é segura.

"Antes de sua aplicação, elas são submetidas a testes de potência, inocuidade (que verifica se a vacina causa algum efeito adverso não esperado) e esterilidade (que detecta se há contaminação por bactéria ou fungo.O prazo para que o animal apresente alguma reação é de até 24h após a aplicação  e esse período já expirou. Os donos podem ficar tranquilos, pois se o cão ou gato não teve nada até agora, não vai ter mais, por conta da imunização contra a raiva", finaliza.


A importância da vacinação contra raiva

A raiva é uma doença incurável que atinge o sistema nervoso. Ela causa salivação excessiva, mudança repentina de humor e paralisia. Pode se apresentar em três formas: raiva furiosa, raiva muda e raiva intestinal. Neste último caso, provoca sintomas como cólicas e vômitos constantes.

Além de afetar seu cachorro, a raiva pode ser transmitida para você pela mordida do animal. A doença atinge qualquer mamífero e é preciso ficar atento aos primeiros sinais. Para evitá-la, vale a pena checar a ficha do seu cão para ter certeza de que a vacinação contra a raiva está em dia.

Se você for mordido, lave o ferimento com água e sabão e procure orientação médica. Identifique o dono do cachorro para saber se já é vacinado e observe o animal por 10 dias, verificando se ele apresenta os sintomas da doença. Caso o animal não tenha dono, desapareça ou morra, procure imediatamente orientação com o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.

 

bicharada@cidadeverde.com

Vacinação contra a raiva na zona urbana acontece neste sábado (03)

Hoje (03) é o dia D da etapa urbana da Campanha de Vacinação Contra a Raiva em Teresina. Mais de 260 postos estarão espalhados por toda a cidade para a imunização de cães e gatos, das 8h às 17h. Em Teresina, a campanha é organizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Veja os postos.

A meta é imunizar mais de 140 mil cães e gatos contra a raiva, uma doença aguda do sistema nervoso central que pode acometer todos os mamíferos. “A vacina é a forma de prevenção mais segura contra a raiva, e é disponibilizada para toda a população de forma gratuita”, informa a gerente de Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra. 
 
Teresina não registra casos de raiva em seres humanos desde o ano de 1986. Já o último caso em animais aconteceu em 2011, com um cão que foi infectado no interior do estado. “Para que possamos continuar com essa estatística positiva da doença em nossa cidade, pedimos que todos levem seus cães e gatos ao posto mais próximo, e chamem seus amigos e familiares que também possuam animais de estimação”, chama Oriana Bezerra. 
 
A gerente dá ainda algumas orientações para o transporte seguro dos animais até os locais de vacinação, que deve ser feito por pessoas que tenham condições físicas de contê-los nos postos, para prevenir acidentes entre animais e pessoas. “Para gatos, recomendamos que sejam levados na caixa de transporte ou sacos de estopa ou nylon. Para cães, o ideal é o uso de guia ou corrente”, recomenda a gerente. Ela orienta ainda que a população dê preferência ao horário da manhã, por ser mais fresco e confortável, assim como evita a formação de filas ao fim do dia e eventual estresse entre os bichinhos.
 
Nas próximas semanas será realizada ainda a etapa da vacinação correspondente à zona rural, cuja logística se difere da etapa urbana. “Na etapa rural não são montados postos fixos de vacinação; as equipes da FMS vão de propriedade em propriedade imunizando os animais”, informa Oriana Bezerra.
 
A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.

 

bicharada@cidadeverde.com

Vacinação contra a raiva na zona urbana acontece amanhã (3)

Amanhã (03) é o dia D da etapa urbana da Campanha de Vacinação Contra a Raiva em Teresina. Mais de 260 postos estarão espalhados por toda a cidade para a imunização de cães e gatos, das 8h às 17h. Em Teresina, a campanha é organizada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). 

Veja lista de postos de vacinação nas zonas:

Sul

Norte

Leste/Sudeste

A abertura da campanha será na Praça Santa Teresinha, que fica em frente à igreja católica do bairro Satélite, zona Leste da capital. A meta é imunizar mais de 140 mil cães e gatos contra a raiva, uma doença aguda do sistema nervoso central que pode acometer todos os mamíferos. “A vacina é a forma de prevenção mais segura contra a raiva, e é disponibilizada para toda a população de forma gratuita”, informa a gerente de Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra. 

Teresina não registra casos de raiva em seres humanos desde o ano de 1986. Já o último caso em animais aconteceu em 2011, com um cão que foi infectado no interior do estado. “Para que possamos continuar com essa estatística positiva da doença em nossa cidade, pedimos que todos levem seus cães e gatos ao posto mais próximo, e chamem seus amigos e familiares que também possuam animais de estimação”, chama Oriana Bezerra. 

A gerente dá ainda algumas orientações para o transporte seguro dos animais até os locais de vacinação, que deve ser feito por pessoas que tenham condições físicas de contê-los nos postos, para prevenir acidentes entre animais e pessoas.

“Para gatos, recomendamos que sejam levados na caixa de transporte ou sacos de estopa ou nylon. Para cães, o ideal é o uso de guia ou corrente”, recomenda a gerente. Ela orienta ainda que a população dê preferência ao horário da manhã, por ser mais fresco e confortável, assim como evita a formação de filas ao fim do dia e eventual estresse entre os bichinhos.

Nas próximas semanas será realizada ainda a etapa da vacinação correspondente à zona rural, cuja logística se difere da etapa urbana. “Na etapa rural não são montados postos fixos de vacinação; as equipes da FMS vão de propriedade em propriedade imunizando os animais”, informa Oriana Bezerra.

A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.

 

redacao@cidadeverde.com

Cão anda de ônibus sozinho para visitar o dono no trabalho

Ele tem nome de cantor de sofrência, mas em Fernando de Noronha Pablo também é sinônimo de cachorro esperto. O cão é visto sempre nas paradas de ônibus da ilha esperando o transporte coletivo. Pablo sabe o que faz, ele pega o ônibus sozinho para visitar o dono, Erick Nascimento, conhecido como Galego.

Foto: Andressa Togeiro)

O cão Pablo circula no ônibus sem a companhia do dono 

O animal não se perde, espera na parada e vai  do bairro dos Três Paus, onde mora, até a Vila dos Remédios, local onde desce do coletivo e segue até a Praia do Cachorro,  endereço do trabalho de Erick.

O fato do cão ficar desacompanhado na parada chamou atenção de Andressa Togeiro, gerente de loja na Vila dos Remédios. "Eu vi o cachorro sentado só no ponto de ônibus e não entendi, aí um amigo me falou que ele era Pablo, o cão que andava de ônibus sozinho.  A partir daí passei a observar , é muito interessante, então  comecei a divulgar", disse Andressa.  

O motorista do ônibus da ilha já conhece o animal. "Este cachorro pega ônibus só, ele sabe bem onde descer, sempre na Vila dos Remédios. É um cão inteligente, só não pagou passagem até hoje, como é morador da ilha tem direito a gratuidade, mas ele nunca mostrou a carteira", disse o motorista Eduardo Azevedo.

Foto: Ana Clara Marinho/ TV Globo

O cachorro já fez amizade com o motorista do ônibus 

O dono do cão fica orgulhoso com o amor do animal. "O cachorro me escolheu, quando eu saí da ilha ele era menino, novinho, aí eu voltei para Noronha e Pablo me escolheu. Eu estou criando e também gosto muito dele, dou carinho e amor.  Ele dorme dentro de casa, tem uma cama especial, o cantinho dele", contou Erick Nascimento.

Mas quando vai trabalhar, o dono precisa deixar Pablo preso. O problema é que, pela lei em vigor em Fernando de Noronha, os cães não podem circular nas praias, e ainda tem uma ironia, que o local é justo a Praia do Cachorro. "Tenho que deixar o cão preso em casa, ele fica chorando, é triste. Quando Pablo consegue se soltar ele pega o ônibus e vem me visitar", revelou o dono.

Foto: Ana Clara Marinho/ TV Globo

O cão é visto sempre nas paradas de ônibus da ilha esperando transporte coletivo

Ao chegar à praia o cão corre, se diverte. Se o dono entrar no mar,  Pablo também entra na água, encara as ondas. Os turistas querem que cão tenha autorização para visitar o dono. "Eu conheci este cachorro na praia, ele é manso. Esse é o lugar dele, o nome já diz, é a Praia do Cachorro.  Na verdade os turistas é que estão invadindo", falou o turista Adriano Formi . "Eu acho ele lindo, adoro cachorro, ele não me incomoda, vou fazer a campanha #ficapablo", disse a turista Jaqueline Carvalheiro.

Foto: Ana Clara Marinho/ TV Globo

O cachorro Pablo e o dono Erick em Fernando de Noronha

 

O dono do cachorro já planeja criar um perfil, nas redes sociais, para mostrar o dia a dia do cão Pablo Noronha. 

 

Com informações Globo
bicharada@cidadeverde.com

Protesto contra fim das vaquejadas mobiliza protetores de animais no Piauí

 

Dezenas de ativistas e representantes de ONGs de proteção aos animais se mobilizaram contra a realização de vaquejadas no Estado. O ato ocorreu ontem (27) em várias cidades do país. Em Teresina, o protesto foi organizado pela Federação da Associação de ONGs de Proteção Animal no Piauí (FAOS) e contou com apresentações culturais e caminhada pela avenida Raul Lopes, na zona Leste da Capital. 

“Vaquejada não é cultura, nem esporte. A cultura está presente na capoeira, nos grupos folclóricos e em tantas outras manifestações que favorecem o bem comum. O Piauí precisa se unir contra as vaquejadas. Apoiamos a decisão do STF (Superior Tribunal Federal), que considera esta prática inconstitucional. Vamos seguir juntos em defesa dos nossos animais”, destaca a vereadora Teresa Britto, defensora da causa animal.

Por meio de cartazes, os manifestantes pediram respeito aos direitos dos animais. 

“Vamos mostrar que o Piauí é um estado que ama seus animais, que aqui nós temos proteção animal. Vamos fazer nosso movimento e a nossa parte”, diz a presidente da FAOS, Zélia Soares.

Representantes da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) e Guardiões dos Direitos dos Animais no Piauí (Gdapi) também levantaram a 'bandeira' da causa animal. 

“Não existe bem-estar animal nas vaquejadas. Quem fala isso não sabe o que está dizendo. Vamos lutar para manter esta prática ilegal”, defende a médica veterinária Roseli Klein, da Apipa.
 
A manifestação também contou com representantes de ONGs de outros municípios como a 'Corrente do Bem', do município de Parnaíba.

“Nós trabalhamos preventivamente e uma das nossas ações é a castração de animais, para tentar conter aumento de cães e gatos nas ruas. Viemos em defesa dos animais que sofrem maus tratos nas vaquejadas e estamos juntos nesta causa”, disse Rilza Amália Meireles.

 

Inconstitucionalidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 6 de outubro derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura regional e que se trata de uma atividade econômica importante e movimenta cerca de R$ 14 milhões por ano. Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais. 

Piauí

No Piauí, a vaquejada como prática desportiva e cultural no Estado do Piauí é regulamentada desde 2012 ( artigo 2º da Lei 6.265/2012). Agora, o deputado estadual João Madison (PMDB) enviou um novo projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Piauí que visa unificar as regras da Vaquejada e Cavalgada no Estado do Piauí, estabelecendo normas de realização dos eventos, do bem-estar animal, além de definir procedimentos e estabelecer diretrizes que garantam o bom andamento do esporte, através do controle e prevenção sanitário-ambientais, higiênico-sanitárias e de segurança em geral.

Mesmo sendo prática permitida no Estado, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.

 

bicharada@cidadeverde.com

Grupo fará protesto contra a vaquejada no próximo domingo (27) em Teresina

A cidade de Teresina adere ao Movimento Crueldade Nunca Mais e realiza no próximo domingo, dia 27 de novembro, uma manifestação contra a vaquejada. Organizado por defensores dos animais, o evento acontecerá, simultaneamente, em diversas cidades brasileiras. Na capital teresinense, a manifestação será a partir das 16 horas, no complexo cultural da Ponte Estaiada, localizado na Avenida Raul 

O Movimento Crueldade Nunca Mais tem a intenção de colocar, nesse domingo (27), milhares de pessoas nas ruas, distribuídas em dezenas de cidades brasileiras. A ação acontece em apoio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera a vaquejada uma prática cruel e um desrespeito à Constituição Federal, que proíbe expressamente em seu artigo 225, § 1º, inciso VII, a crueldade para com os animais. 

A decisão da Suprema Corte brasileira sobre a vaquejada é recente, decorre da finalização, no último dia 06 de outubro, do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4983. Na ocasião, o STF julgou procedente a referida ADI contra a Lei 15.299/2013, do estado do Ceará, que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural naquele estado. Portanto, a decisão do STF torna a “lei cearense da vaquejada” inconstitucional porque a crueldade e os maus tratos estão intrinsecamente ligados à prática da vaquejada. 

Senado aprova projeto contrariando o STF

Apesar da decisão do Supremo, o Plenário do Senado aprovou este mês o Projeto de Lei da Câmara nº 24, de autoria do Deputado Capitão Augusto, que eleva o Rodeio e a Vaquejada à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial. Tal projeto segue, agora, para sanção presidencial. A decisão do Senado contraria inclusive a consulta pública disponibilizada na página virtual da Casa Legislativa. 

A pesquisa, que teve o seu resultado apurado em 22/11/16, diz que 51.490 (cinquenta e um mil, quatrocentos e noventa) votos rejeitam a vaqueja e o rodeio como atividades culturais. Contra 17.845 (dezessete mil, oitocentos e quarenta e cinco) daqueles que entendem que a vaquejada e rodeio são manifestações culturais. Outros Projetos de Lei relacionados a tais práticas estão em tramitação. 

Há ainda uma Proposta de Emenda Constitucional. Trata-se da PEC 50, a qual altera a Constituição Federal ao acrescentar o § 7º ao art. 225 à Carta Magna. O texto diz: “§ 7º Para fins do disposto na parte final do inciso VII do § 1º deste artigo, não se consideram cruéis as manifestações culturais previstas no § 1º do art. 215 e registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro, desde que regulamentadas em lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos". 

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lançou nota se posicionando contra a prática de vaquejada, afirmando que a atividade causa maus tratos aos animais. 

Serviço: MANIFESTAÇÃO “CRUELDADE NUNCA MAIS” 
Data: 27 de Novembro de 2016 (domingo) 
Horário: 16h00 Local: Teresina – Complexo Cultural Ponte Estaiada.
http://www.somoscontravaquejada.com/.

 

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Campanha de vacinação contra raiva em Teresina acontece dia 3

A etapa urbana da Campanha de Vacinação Contra a Raiva acontecerá no sábado (03), das 8h às 17h, em Teresina. A meta é imunizar mais de 140 mil cães e gatos contra a Raiva, que é uma doença aguda do sistema nervoso central, que pode acometer todos os mamíferos e a única forma de prevenção é a vacinação dos animais domésticos, que podem ser transmissores da doença. 

Veja aqui a lista de postos de vacinação. 

A campanha que estava programada para acontecer no último dia 19 foi adiada. O adiamento, segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí, foi por conta da empresa responsável pelo fornecimento dos insumos (seringas e agulhas) não os ter entregue em tempo hábil, o que inviabilizou a vacinação. 

“Pedimos que todos levem seus cães e gatos de estimação ao posto mais próximo no dia 3 de dezembro, e chamem seus amigos e familiares. Desta forma, poderemos manter a doença longe de nossa cidade. Lembramos que a vacina é gratuita e qualquer animal sadio acima dos dois meses de idade pode receber sua dose”, explica a veterinária Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

Teresina não registra casos de raiva em seres humanos desde o ano de 1986. Já o último caso em animais aconteceu em 2011, com um cão que foi infectado no interior do estado.

A etapa da vacinação correspondente à zona rural ainda não tem data definida, mas assim que houver definição a FMS divulgará amplamente à população. “Diferente do que ocorre na zona urbana, não são montados postos fixos de vacinação na zona rural; as equipes da FMS vão de propriedade em propriedade imunizando os animais”, informa Oriana Bezerra.

Oriana orienta a população para que dê preferência ao horário da manhã, por ser mais fresco e confortável, assim como evita a formação de filas ao fim do dia e eventual estresse entre os bichinhos. Eles devem ser transportados de forma segura e por pessoas que tenham condições físicas de contê-los nos postos, para prevenir acidentes entre animais e pessoas. “Para gatos, recomendamos que sejam levados na caixa de transporte ou sacos de estopa ou nylon. Para cães, o ideal é o uso de guia ou corrente”, recomenda a gerente.

 

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Por que os cães comem grama?

Se você tem um cão, já deve ter ficado intrigado quando vê o bicho comer grama em um parque ou no jardim de casa. Mas será que esse é um comportamento normal? Segundo Ricardo Tamborini, especialista em comportamento canino, é comum cães comerem grama ou qualquer vegetal que esteja por perto.

“Uma das explicações mais interessantes é que os parentes selvagens de nossos cães domésticos –lobos, raposas e cachorros do mato- têm como base de sua alimentação animais herbívoros. Por isso, acabam ingerindo, indiretamente, plantas e gramas que estavam no estômago desses animais”, destaca.

Outro fato bastante curioso é que os cães comem grama enquanto estão correndo e caçando. Eles fazem isso para juntar mais informações de cheiro e gosto do “animal” que estão caçando.

Os cães também comem grama e plantas quando estão com algum desconforto estomacal, isso porque a grama age como um irritante no estômago, fazendo o animal vomitar a comida indesejada. A grama também adiciona fibra à dieta do animal, melhorando o trato intestinal e reduzindo as chances de câncer de intestino.

O mais interessante é que quando os cães comem algum tipo de planta, mesmo que involuntariamente, estão consumindo clorofila, que é de extrema importância para a saúde deles, pois atua no organismo limpando impurezas e toxinas. Alguns estudos indicam que 80% dos cachorros domésticos comem grama ou outros tipos de mato, mas que não fazem isso necessariamente por problemas estomacais.

A clorofila também inibe o crescimento bacteriano em feridas, combate as infecções de gengiva, garganta, ulceras gástricas e inflamações de intestino, além de ser responsável pela renovação de tecidos, promovendo uma flora intestinal saudável e ativando enzimas para produzir vitaminas A, E e K.

Apesar de todos os benefícios encontrados na clorofila, presente nas plantas, o especialista alerta quanto ao cuidado em deixar o cão solto, comendo grama em qualquer lugar. “Esses matinhos podem estar contaminados pela poluição ou agrotóxicos, e a ingestão pode intoxicar o seu amigão, sem contar que ele ainda pode ingerir vermes e parasitas”, explica.

Portanto, ter cautela é sempre importante. Evite que o seu cão coma plantas em locais suspeitos. Ter um jardim em casa é a melhor opção.

 

bicharada@cidadeverde.com

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