Cidadeverde.com

Cães abandonados serão gandulas de torneio de tênis

Depois do sucesso que fizeram em 2016, os CãoDulas estão de volta ao Brasil Open de Tênis, que acontece entre os dias 27 de fevereiro e 5 de março no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Um time de seis cachorros vai entrar em quadra no sábado, dia 4 de março, durante a Semifinal do torneio. Eles vão fazer o que mais gostam: pegar bolinhas - e provar que podem ser grandes companheiros do homem! Depois participam cerimônia de premiação que acontece no domingo, dia 5 de março, para receber os aplausos.

Foto: Brasil Open/Divulgação

Cindy, Nanda, Pretinha, Mia, Arlete e Ovelha, cães das ONGs Projeto Segunda Chance (São Paulo) e Cão Sem Dono (Itapecirica da Serra), foram selecionados para participarem do projeto. O que esses cães têm em comum? Além de uma história de abandono e estarem em busca de adotantes, amam correr atrás de bolinhas e têm energia e saúde de sobra para isso. "Ao levar os CãoDulas às quadras, queremos mais uma vez mostrar ao público que os cães que aguardam por um lar só necessitam de afeto, cuidado e nutrição de alta qualidade. Não importa sua origem ou idade, quando são amados e alimentados corretamente podem ser maravilhosos companheiros, brincar, aprender coisas novas e realizar grandes feitos", afirma Madalena Spinazzola, diretora de marketing corporativo e planejamento estratégico da PremieR pet.

Cachorros que participarão do torneio estão disponíveis para adoção

Madalena destaca que o objetivo da ação é incentivar a adoção por meio de uma abordagem alegre, olhando para frente. "São cães que tiveram uma trajetória difícil, sim. Porém, o que queremos evidenciar não é a história sofrida do passado, mas provar que, independentemente do que eles passaram, podem ser grandes companheiros hoje e no futuro", defende.

E o sucesso desta ação já está mais do que comprovado! No Brasil Open 2016, os CãoDulas Frida, Mel, Costela e Isabelle conquistaram o público e suas imagens em quadra ganharam o mundo. Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Índia, Austrália e até China noticiaram a iniciativa. E o melhor: todos eles ganharam um lar amoroso.

 

Com informações Brasil Open/ divulgação
redacao@cidadeverde.com

Cão com microchip some da porta de casa e dona oferece recompensa

Por Graciane Sousa

Yuriu, um cãozinho da raça Maltês, sumiu da porta de casa há dois dias na rua desembargador Adalberto Correia Lima, próximo aos condomínios Santa Marta e Santa Mônica, zona Leste de Teresina. A proprietária do animal, Deborah Oliveira, conta que ele tem um microchip e pede a quem encontrar, levá-lo até a uma clínica veterinária que será recompensado. 

"A porta ficou aberta e acreditamos que ele saiu para xixi e alguém deve ter pego. Ele não tem hábito de sair de casa, está sem coleira, é muito pequeno e até parece um poodle toy. Ele tem um microchip e quem encontrá-lo, pode ligar para o telefone (86) 9 9571 0732 ou levar até a clínica veterinária na avenida Nossa Senhora de Fátima, que tem um leitor de microchip e assim poderão me localizar.", disse a professora Deborah Oliveira.

A proprietária explica que o microchip foi implantado no pescoço do animal e, apesar de ser do tamanho de um grão de arroz, pode ser sentido através do toque. 

Yuri saiu de casa no último sábado (18) e foi visto atravessando a rua por volta das 16h.  

Padre se recusa a casar noiva que queria entrar com cachorro na igreja

Imagem ilustrativa

A atitude de um padre causou repercussão entre donos de pets. Em Napóles, cidade da Itália, um religioso se recusou a realizar o casamento de uma noiva após ela pedir para levar ao altar um cachorro no dia da cerimônia.

“Ela me disse que era o afeto mais importante que tinha e que queria levá-lo ao altar no momento mais importante de sua vida, eu não posso dizer o que respondi”, contou à ANSA o padre dom Franco Rapullino, da igreja napolitana de San Giuseppe a Chiaia.

O padre, que tem mais de trinta anos de experiência, é conhecido pelo convite feito aos jovens para escapar de Nápoles nos anos noventa, durante o funeral de uma criança morta pela máfia.

Entretanto, o sacerdote salienta que não há desprezo pelos animais, mas preza pela manutenção de uma tradição, onde a noiva entra na igreja com seu pai.

 

Padre Franco Rapullino | Foto: Divulgação / Ansa


”É uma característica dos tempos em que vivemos hoje” – disse ele – “O distanciamento dos seres humanos faz que a proximidade com os animais aumente, mesmo em uma ocasião solene como o casamento. Mas você não pode confundir os animais com as pessoas.”

O pároco levou a história a público durante uma recente homilia dominical. “Posso dizer apenas que depois disso eu precisei confessar. Eu não acredito que aquelas pessoas (mãe e filha) vão voltar na minha igreja. Não fui diplomático em dizer não”, concluiu Franco.


Com informações Anda
bicharada@cidadeverde.com

Estudo diz que cães refletem a personalidade dos donos

Tal dono, tal cão. Essa crença de que o cachorro tem a mesma personalidade de quem o cria acaba de ganhar um suporte científico. Se o seu animalzinho é brincalhão, nervoso ou agitado, saiba que isso pode estar relacionado com o seu jeito de ser.

Um estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Viena, descobriu que os cachorros podem “herdar” algumas características de seus donos. Animais que vivem com pessoas neuróticas, por exemplo, têm menos capacidade de lidar com o estresse. Já os que são adotados por donos “zen”, tendem a ser mais relaxados e até mais amigáveis.

Mais de 130 cachorros – e seus respectivos donos – participaram de um experimento com vários testes, incluindo a medição da frequência cardíaca e a resposta que os bichinhos têm diante de ameaças (como a aproximação de um estranho mascarado ou atravessar uma ponte que balança). Amostras de saliva também foram analisadas para medir o nível de cortisol – um marcador de estresse.

Os donos foram avaliados de acordo com cinco traços de personalidade: neuroticismo (tendências a emoções negativas, como raiva, ansiedade ou depressão), extroversão (grau de sociabilidade), abertura à novas experiências, agradabilidade e conscienciosidade (de consciência e ética). A personalidade dos cães foi analisada por meio de um questionário.

Com os dados coletados, um cruzamento de informações mostrou que, de fato, humanos e caninos interferem no humor uns dos outros, mas que a influência humana é mais marcante. “Os animais são sensíveis aos estados emocionais de seus companheiros humanos”, explicou a pesquisadora Iris Schoberl à BBC . Segundo ela, os cachorros ajustam seu comportamento em função dos sentimentos que captam de seus donos.

Com a capacidade de ler as emoções, os cães de pessoas negativas pensam que o mundo é mais perigo e têm menos variação nos níveis de cortisol – sinal de que eles são ansiosos e não conseguem lidar com situações estressantes. Lamber os lábios do dono, bocejar ou se afastar de objetos ameaçadores são os principais sintomas.

Já os que têm proprietários mais calmos, apresentam maiores alterações no cortisol, são mais resilientes e conseguem se adaptar bem a diferentes situações – podem, inclusive, transmitir tranquilidade para os seus donos.

“As pessoas esquecem que os bichinhos nos observam e nos estudam para aprender a se comportar, principalmente em ambientes novos”, explicou Carolyn Menteith, especialista em comportamento de cachorros, ao Daily Mail. “Quanto mais confiança demonstramos, mais segurança passamos ao cãozinho”, pontuou.

A pesquisa foi publicada em janeiro no jornal Plos One.

 

Com informações Superinteressante
bicharada@cidadeverde.com

 

Polícia investiga atropelamento que deixou cadela cega em Teresina

Por Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

 

Os policiais do 11º Distrito Policial estão investigando uma denúncia de maus tratos que revoltou moradores do Vale do Gavião, zona Leste de Teresina. A cadela Branquinha ficou cega após um atropelamento e seus tutores acreditam que um vizinho, responsável pelo acidente, agiu de forma intencional. 

Maria das Graças, autônoma, conta que passou mal quando viu Branquinha após o acidente, que chorava muito e estava coberta de sangue. 


Foto: reprodução/arquivo pessoal.

"Ela estava o tempo todo com a patinha em cima do olho, que já não estava no lugar. Só quem viu sabe o quanto foi horrível. Eu comecei a passar mal, porque crio ela desde filhote, eu gosto muito dela, é uma cadelinha que onde eu vou me acompanho, muito mansa", relembra. 

Segundo Maria das Graças, seu irmão presenciou o momento do acidente. A cadela estava deitada na rua de casa, próximo à calçada, quando o suspeito teria desviado o carro, que conduzia, na direção do animal. Um dos pneus atingiu a cabeça de Branquinha e ela ficou cega de um dos olhos. 

Inicialmente, a autônoma disse que a família tentou negociar com o vizinho, para que custeasse o tratamento médico. 

"Só que ele não quis, foi grosseiro, então meu marido decidiu prestar queixa. Agora eu quero indenização, quero que ele responsa pelo que fez, porque isso é coisa de gente ruim, todo mundo aqui ficou revoltado, porque viram que foi de propósito", relata. 

A motivação para o ato teria sido porque Branquinha teria ameaçado morder a esposa do suspeito. Uma audiência foi marcada para a última segunda-feira, mas o investigado não compareceu. Um novo encontro foi agendado para o dia 15. 

O atropelamento aconteceu há cerca de 15 dias e a família está fazendo o tratamento com medicação em casa, mas a cadela precisa passar por cirurgia, pois corre risco de infecção. 

A polícia está apurando o caso e a família aguarda indenização para cobrir os custos do tratamento. Somente a cirurgia custará R$ 400 no Hospital Veterinário Universitário, que oferece os serviços com os menores custos. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Impasse judicial mantém gato por 8 meses no Hospital Veterinário da UFPI

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Um impasse judicial manteve um gato preso em uma gaiola por cerca de oito meses no Hospital Veterinário Universitário (HVU), da Universidade Federal do Piauí. A situação do animal - chamado Leo- sensibilizou funcionários que só podiam manter contato com o bichinho para colocar ração, água e fazer a limpeza, pois o dono entrou com uma ação na Justiça para ficar com o gato, mas sem pagar as despesas do tratamento médico. Recentemente, o juiz Emanuel José Matias Guerra, da 7ª Vara Federal, negou a guarda do animal para o antigo tutor e finalmente Leo foi colocado para a adoção.  O caso é inédito no Piauí.

O diretor do HVU, João Macedo, explica que tudo começou porque o antigo tutor se recusou a pagar as despesas do tratamento do animal, mas entrou com uma ação no juizado especial para tentar recuperar o animal. Em tentativa de acordo entre as partes, a UFPI pediu o pagamento das despesas em troca da liberação do animal. O proprietário, contudo, disse considerar abusivo o valor cobrado pelo tratamento médico.

O blog apurou que a ação foi movida por um empresário que, por já estar inadimplente com o hospital, colocou um funcionário como responsável pelo animal. A dívida é de pouco mais de R$ 500. Como o pagamento não foi efetuado, Leo foi para a adoção, procedimento comum quando o animal fica mais de sete dias após alta médica, o que é considerado abandono. Assim, O gato foi adotado por uma família de Parnaíba, mas teve que ser trazido para Teresina após a ação judicial. 

"Com a ação, o HVU e o empresário foram colocados frente a frente durante audiência de instrução no Juizado Especial de Cível e Criminal, em Teresina. Ele é empresário, mas disse que estava desempregado e inclusive pediu dispensa da taxa da Justiça. Mas, a própria Justiça descobriu que ele tem empresa, inclusive, na Bahia, bem como tem motorista. Não entendo porquê  se recusou a pagar a conta do animal que foi quem pagou um preço alto por tudo isso", lamenta o diretor do HVU. 

De acordo com  a sentença, Leo ficou com o Hospital Universitário Veterinário, responsável por transferir a guarda do felino, uma vez que o animal já passou muito tempo internado e o confinamento demorado pode por em risco até mesmo a saúde deste animal. A decisão do magistrado é passível de recurso, embargos de declaração ou recurso inominado para a Turma Recursal da Justiça Federal. 

"A parte (antigo tutor) questionava o valor do débito e disse que era abusivo, mas a Justiça teve outro entendimento. Sabemos que pelo período de oito meses esse mesmo tratamento sairia muito mais caro em uma clínica particular. Como a situação judicial foi resolvida, o gato foi liberado e está aos cuidados do responsável pela internação do animal", apurou o blog Bicharada.

De acordo com o HVU, Leo foi cadastrado no nome de um funcionário do empresário. Após a decisão judicial, não há informações confirmadas sobre quem, de fato, está cuidando do gato. O que há confirmado é que o gato saiu do hospital em 26 de janeiro, mas voltou a ser internado três dias depois com problemas de saúde. 

"Antes do Leo voltar para casa foi feito um check up e estava tudo bem, mas ele voltou três dias depois com dificuldades para urinar. Não sabemos o que ocorreu, se ele ficou estressado devido a mudança de local ou ficou sem beber e sem comer. O gato permanece internado e sob avaliação", finaliza a veterinária Francisca Barros. Até o momento, não há informações se a dívida foi quitada.

 

Empresário responde

Em contato com o Cidadeverde.com, o proprietário do gato se identificou com José Eudes e contestou a versão repassada pelo HVU. O empresário pediu para esclarecer alguns e confirmou que o gato foi cadastrado no nome do funcionário, apenas porque ele estava viajando. 

"Eu não abandonei o Leo. A Justiça que decidiu que a guarda dele ficasse com o HVU. Ele chegou ao hospital em abril de 2016 e foi internado pois estava urinando sangue. No dia, estava viajando e pedi a um funcionário que levasse o gato que é da minha filha caçula. Ele foi levado para lá porque era um caso de urgência. Eu não sou inadimplente e o hospital distorceu a verdade", disse José Eudes. 

O empresário argumenta que Leo foi internado com um problema de saúde e, ao sair ho hospital, continuava para doente. 

"Nunca abandonamos o Leo. Me devolveram ele doente, cheio de pulgas, carrapatos, urinando sangue e com problemas no ouvido. Não tenho problema em pagar o valor cobrado. A questão é que o Leo foi e voltou doente e o HVU ainda quer cobrar? Ele chegou com sinais de maus tratos e tenho como provar tudo. Como hospital-escola, o HVU deveria cobrar apenas pelo material utilizado e não cobrar pelo anestesista, cirurgia e outros, como acontece em clínica particular. O juiz demorou a julgar e quando foi julgar indeferiu a liminar. Eu questionei a dívida e ele me disse que como o pagamento não foi feito, o gato ia ficar no lugar da dívida. Até questionei se se tratasse de gente, a pessoa ia ficar retida? Todo animal deve ter dignidade e ele faz parte da nossa família", disse José Eudes.

O empresário acrescenta ainda que, nesta quinta-feira (09), vai ao HVU para verificar se já foi dada alta médica do hospital e, assim, possa levá-lo para casa. 

Apipa pede ajuda para manter animais em abrigo por falta de recursos

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) novamente passa por dificuldades financeiras para manter seu abrigo e os animais que estão sob seus cuidados. Jane Hadhad, da diretoria da Apipa, disse ao Cidadeverde.com que a associação está quase sem ter como receber novos animais, devido à falta de recursos. 

"Estamos sem muita coisa, está tudo acabando, a questão financeira está pesando muito. Estamos sem luvas de procedimento, sem máscaras, sem botas. Falta também ração para gatos adultos e filhotes, as pessoas lembram de doar para os cães, mas esquecem dos gatos", conta Jane. 

Ela destaca ainda que os problemas financeiros estão afetando o pagamento dos funcionários e a aquisição de medicamentos para os bichinhos abrigados no local. Segundo ela, somente agora no fim de janeiro a Associação conseguiu pagar a segunda parcela do 13º salário. 

Além disso, Jane relata que a maioria das pessoas que busca adotar um animal quer somente os filhotes. "Os animais adultos vão ficando e se tornando residentes, então não temos espaço para receber novos bichos que precisam de ajuda. Há alguns dias deixaram um cão idoso e cego aqui na porta, além de caixas de filhotes, que foi um terror para conseguirmos arrumar um espaço", explicou. 


Nas redes sociais, entidade iniciou a campanha SOS APIPA

A Apipa existe há nove anos resgatando animais, lutando contra os crimes ambientais e atuando por políticas públicas em defesa dos bichos. Jane lembra que a entidade é mantida apenas com doações de voluntários e não recebe recursos públicos. 

Além das doações em dinheiro, a Apipa recebe ração para cães e gatos adultos e filhotes, material de limpeza e medicamentos veterinários. 

Para ajudar

Contas Bancárias da APIPA (doações)*

CNPJ: 10.216.609/0001-56

BANCO SANTANDER
Agência: 4326
Conta Corrente: 13000087-4

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 0855
Operação: 013
Conta Poupança: 83090-0

BANCO DO BRASIL
Agência: 3507-6
Conta Corrente: 57615-8

 

bicharada@cidadeverde.com

Filhote tem duas patas amputadas após lesão e ganha um lar em Teresina

  • flash6.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash1.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash2.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash3.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash4.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash5.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash7.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal
  • flash8.jpg Reprodução / Arquivo Pessoal

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

 

Uma enorme vontade de viver. É o que sentem todos que têm e tiveram a oportunidade de conhecer Tufão - agora, Flash. O cachorrinho sem raça definida foi encontrado bastante ferido na zona Leste de Teresina e precisou amputar as duas patas traseiras. Recuperado, ele já está em um novo lar e aguarda a chegada de uma cadeira de rodas adaptada às suas necessidades. 

A advogada Carla Danielle Moreira foi quem recebeu Flash em casa e deu a ele seu novo nome. Ela conta que, desde o início, já sabia que ia querer o animalzinho, independente dos problemas que ele pudesse ter, em decorrência dos graves ferimentos. 

"Eu sempre quis ele assim, já sabia que ele ia ficar na cadeirinha, mas pra mim não foi um problema. Porque ele quer viver, mesmo depois da cirurgia, ele quer brincar, quer correr, para mim ele é uma alegria", diz Danielle. 

A adoção garantiu também muita felicidade para a protetora Shayana Raianny, que fez o resgate de Flash. "Ficamos muito felizes que ele vá ter alguém para cuidar, dar 100% de atenção a ele, porque ele vai precisar. E eu vou dar assistência, porque ele é meu resgate e a gente acaba se apegando".

A médica veterinária Nhirneyla Marques foi quem atendeu Flash. Ela conta que as lesões, com fratura exposta, não tiveram sua causa determinada. Contudo, destacou que o filhote não teria sobrevivido sem a amputação. Isso porque ele desenvolveu uma infecção óssea. 

"Sabemos que não foi atropelamento, porque ele não tinha outras escoriações, mas não sabemos o que houve. O problema é que ele teve uma fratura exposta, o que aumenta risco de contaminação, mas tentamos manter as duas patas. Mesmo após a limpeza, tomando medicamentos, vimos que ele desenvolveu uma osteomielite. Não teve outro jeito, tivemos que amputar", explica. 

A recuperação surpreendeu a todos, já que a amputação bilateral normalmente debilita e restringe bastante as ações do animal. Flash, contudo, logo após a cirurgia já tentava correr pelo consultório. Agora, Danielle aguarda uma cadeira de rodas especialmente para ele, que poderá viver de forma mais independente. 

Nhirneyla explica que o aparelho será necessário para evitar que Flash tenha problemas na coluna, já que tentaria adaptar o movimento para se locomover. Mesmo assim, Danielle conta que ele já se adapta bem ao novo lar. Em sua chegada ao condimínio onde a advogada mora, na última terça-feira (17), ele foi recebido como um super-heroi.

"Ele é uma motivação para todos, tanta gente sofrendo por problemas menores, ele perdeu as duas patinhas, mas tem uma enorme vontade de viver, que estimula a gente a ter paciência e dar um passo de cada vez", diz a médica. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Vídeo de maus tratos no set de 'Quatro vidas de um cachorro' causa polêmica

Um vídeo vazado do set de "Quatro vidas e um cachorro" está causando polêmica. Nele, um cão da raça pastor alemão, chamado Hercules, é obrigado a entrar numa piscina com correnteza apesar de parecer apavorado.

Na cena, o cão salva uma criança de um afogamento em um rio. Assustado, Hercules tenta fugir e se desvencilhar da água, mas o treinador força sua entrada na piscina. Em um momento, o animal fica completamente submerso e membros da equipe gritam, tentando tirá-lo da água.

O vídeo foi gravado clandestinamente por um membro da equipe, em novembro de 2015. Dirigido por Lasse Hallström e estrelado por Britt Robertson e Dennis Quaid, o longa está previsto para estrear no dia 26 de janeiro no Brasil.

Segundo fontes do "TMZ", que conseguiu a gravação, o diretor interrompeu a gravação e, na volta, o cachorro gravou a cena normalmente, sem precisar ser novamente jogado na água.

Os estúdios Amblin Partners e Universal Pictures, responsáveis pelo filme, divulgaram um comunicado: “Promover um ambiente seguro e garantir o tratamento ético de nossos animais atores foi de extrema importância para aqueles envolvidos na realização deste filme, e vamos analisar as circunstâncias em torno deste vídeo”.

No Twitter, Hallstrom se defendeu: “Eu não testemunhei essas ações. Todos nós estávamos empenhados em proporcionar um ambiente amoroso e seguro para todos os animais no filme. Me prometeram que uma investigação completa desta situação está em andamento e que qualquer irregularidade será relatada e punida”.

A Peta (People for the Ethical Treatment of Animals, que defende a causa animal) já convocou boicote ao longa. "A Peta está convocando os que amam cães a boicotar o filme para enviar a mensagem de que cães e outros animais devem ser tratados com humanidade e não como adereços de filmes".

No filme, um cachorro morre e encarna várias vezes, sempre mantendo o sonho de reencontrar seu primeiro dono e melhor amigo.

*Com informações de O Globo

Cachorrinhos preferem que você fale com eles como fala com bebês

Muita gente tenta se segurar, mas é difícil não mudar o tom de voz ao falar com um bebê. Além de olhares tortos, esse tom pode atrair algo bem mais positivo: cachorrinhos. Uma pesquisa publicada na Proceedings of the Royal Society B indica que os filhotinhos tendem a ficar mais atentos quando usamos um tom agudo e falamos mais lentamente com eles.

Os pesquisadores mostraram fotos de cachorros a um grupo de adultos e pediram que eles falassem diretamente com os animais - alguns filhotes, outros mais velhos. Para comparar, gravaram as mesmas frases em tom normal, falando diretamente com um ser humano. Depois de analisarem diversos aspectos das gravações, como tom de voz e frequência, os pesquisadores perceberam que a forma de falar muda ainda mais quando nos dirigimos aos filhotes.

Então foi a vez de um grupo de cachorros ouvir os áudios. Enquanto os mais idosos responderam igualmente às gravações direcionadas aos humanos e às direcionadas aos cães, os filhotes ficaram bem mais atentos ao ouvir as gravações direcionadas a eles - com tom de voz mais agudo e fala mais lenta.

Não foi possível concluir exatamente por que isso acontece, mas os pesquisadores arriscam dizer que, assim como os bebês, falar com os cahcorrinhos dessa maneira "pode ser eficiente para promover aprendizado de palavras - uma habilidade demonstrada pelos cães." Eles ainda ressaltam que nossa mente acaba juntando cachorros e bebês na mesma categoria de "companhias não-verbais", ou seres que apenas 'meio que entendem' o que estamos dizendo.

 

Fonte: Estadão.

Posts anteriores