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Time cita 14 gatos na lista dos 100 animais mais influentes de 2016

Xodós nas redes sociais, os gatos chamam a atenção sempre. A revista norte-americana Time publicou na última quinta-feira (21) uma lista dos 100 animais mais influentes de 2016. Os gatos, claro, não poderiam passar despercebidos e ocupam 14 das 100 posições. Clique aqui e veja a lista completa.

Em primeiro lugar na lista da Time não aparece um gatinho doméstico, mas sim um felino maior: Cecil, o leão que foi caçado e morto no Zimbábue pelo dentista norte-americano Walter James Palmer.

A morte de Cecil chocou o mundo e provou que a caça desportiva não é mais socialmente aceitável: o Fish and Wildlife Service, departamento que defende a vida selvagem nos EUA, incluiu duas subespécies de leões na lista de animais ameaçados de extinção; a França proibiu a importação de leões mortos e levados para o país como “troféus” e mais de 40 companhias aéreas proibiram o transporte do corpo desses bichos. A repercussão da morte de Cecil foi tão grande que o apresentador Jimmy Kimmel chorou no ar ao falar sobre o assassinato desse gatão.

Quanto aos gatinhos influentes que aparecem na lista, o leitor já pôde ler as histórias de alguns deles aqui no blog: Nitama, a gata que é chefe de uma estação de trem no Japão; Meredith e Olivia, as gatas da cantora Taylor Swift; Thula, a gata que é a melhor amiga de uma garota autista; Bubba, o gatinho que não perde uma aula em uma escola na Califórnia e os três gatos que decidiram participar de uma reunião do G20, na Turquia.

Para definir quais bichos entrariam na lista, a Time disse que montou uma comissão julgadora com Ingrid Newkirk, presidente da PETA, Rich Ross, presidente do grupo Discovery Channel, Animal Planet e Science Channel, Philippe Cousteau, ambientalista, Gene Baur, presidente do Santuário Farm, Chelsea Marshall, editora do BuzzFeed Animals, e  Phil Johnston, co-autor do filme “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”, e o músico vegano Moby.

 

Com informações da Folha
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Piauí registrou movimentação de mais de 700 mil animais no ano passado

O transporte de bovinos, ovinos, caprinos e suínos dentro do nosso Estado segue uma série de exigências. Entre estas, a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento OBRIGATÓRIO, emitido pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi), através do Sistema Informatizado da Integração da Agropecuária (Siapec). No Piauí, somente no ano passado, foi registrado o trânsito de mais de 700 mil animais e emitidos quase 67.486 mil guias, sendo que 54% eram relacionadas ao transporte de bois e vacas. 

A GTA é um documento oficial e federal, de emissão obrigatória tanto para o trânsito intraestadual como interestadual de animais independente da finalidade, seja para abate, engorda, reprodução, leilão, esporte e exposição. Para cada espécie de animal existe um modelo específico de guia, que contém informações a respeito da origem do animal, tais como o código do estabelecimento e da exploração pecuária, nome do produtor rural, nome do município e o destino para o qual o anima está sendo transportado.

A guia permite aos serviços de defesa agropecuária acompanharem a movimentação de animais, evitando assim a introdução de doenças que possam pôr em risco a população ou causar prejuízos aos produtores.

O gerente de defesa sanitária animal da Adapi, Idílio Moura, explica que para adquirir a guia, o produtor e a propriedade devem estar adimplentes com todas as obrigações sanitárias, principalmente, em relação as vacinas de aftosa e brucelose dos animais, entre outros requisitos. Para retirar a GTA, os proprietários devem procurar o escritório da Adapi em seu município.

Quem for flagrado transportando ou comercializando animais sem a GTA pode ser multado e ter a carga apreendida. 


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Stefhany Absoluta e marido criam ONG para proteger jumentos no Piauí

Após anunciar que está esperando seu primeiro filho, Stefhany Absoluta está se dedicando a outra atividade além da maternidade e da música. Juntamente com o marido, Roberto Cardozo, ela criou uma ONG de proteção a jumentos no Piauí, onde mora o casal.

O projeto surgiu há três meses e ainda não tem um nome porque, de acordo com a cantora gospel, eles ainda esperam a ideia ganhar mais corpo. Mas já são 50 animais atendidos pela iniciativa. “Tratam-se de animais que são jogados na rua ou que sofreram algum tipo de acidente. Eles chegam feridos e a gente cuida”, disse ela.

Segundo o marido, Roberto Cardozo, a ideia é antiga: “Vim de uma família muito pobre. Sempre viajava pelas estradas e presenciei muitos acidentes com jumentos por onde eu passava. Queria fazer algo por eles”.

Roberto revela ainda que um momento em especial o fez ter certeza de que o desejo se concretizaria: “Quando eu vi a Stefhany chegando no nosso casamento em cima de um jumento, eu percebi que era um sinal. Um conhecido me falou que ela chegaria desse jeito, mas achei que era brincadeira. Então, foi uma surpresa. Naquela hora, Deus confirmou tudo”.

E foi exatamente após um mês do tão polêmico casamento, que o casal começou a colocar em prática o projeto de proteger os jumentos. Eles são levados para a Fazenda Bom Jesus, na cidade de Valença do Piauí, onde são vacinados contra a raiva, alimentados e lá recebem os devidos cuidados. De acordo com a cantora, “tudo por conta de Deus”. Roberto disse ainda que paga R$ 50 para o frete transportar cada animal para sua fazenda, onde um casal também ajuda a administrar a recente ONG.

Mas apesar da boa ação, Stefhany diz que ainda recebe críticas. “Muitas pessoas criticam, perguntam porque a gente não cuida de vaca, porque daria dinheiro com a produção de leite. Mas não ligamos. O projeto era um segredo de Deus que foi confirmado no nosso casamento”, afirmou a cantora.

E os planos para o futuro já estão sendo pensados. “Queremos algo mais organizado. Estamos pensando em comprar outro terreno para oferecer mais espaço para os animais", adiantou ela.

 

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Com informações Ego

Gatos abandonados fazem morada em hospital público no Piauí

Por Graciane Sousa

A superpopulação de cães e gatos nas ruas é bem comum em todo o país. Abandonados e sem tutores, os bichinhos sofrem e passam os dias perambulando em busca de abrigo e alimentos. Um caso que mostra bem essa situação estaria acontecendo em um hospital público no Piauí. De acordo com o  Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Piauí de Picos (Sindespi), no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, os animais ficam debaixo das camas da enfermaria, na porta da cozinha e até no necrotério Sem questionar se isso é ou não falta de gerência da Organização Social, responsável pela administração do hospital, o fato é que a situação se torna um problema de saúde pública e cabe lembrar que os gatos NÃO TÊM CULPA. 

           Fotos: Reprodução/Facebook

"Na próxima semana, vou levar o caso ao conhecimento da Vigilância de Saúde e Epidemiológica- porque a situação é um caso de saúde pública- e também à Zoonoses,  ver se eles levam os gatos para um local indicado. A presença de animais lá é ruim tantos para as pessoas que estão doentes como para os próprios gatos", disse Eliete Pereira, diretora do Sindespi, em Picos. O Blog  tentou contato com a administração do hospital, mas não obteve retorno.

A solução para esta situação, bem como para controle populacional dos animais em geral, não é sacrificá-los. Entre as medidas viáveis para diminuir o número de cães e gatos abandonados nas ruas está a castração gratuita, o que já vem acontecendo em Teresina há alguns meses e que pode e deve ser copiado também em outros municípios do Piauí. 

Outra solução é a adoção, assim como ocorreu neste mesmo hospital no ano passado, quando a Associação de Amigos Protetores dos Animais de Picos (Apapi) resgatou gatos que estavam soltos pelo hospital e promoveu um mutirão de adoção. Um gesto lindo que o Bicharada torce para que ocorra novamente. 

           Fotos: Fátima Miranda/ A3portal

Animais que foram resgatados no hospital em 2015 durante mutirão da Apapi

 

Animais que foram resgatados no hospital em 2015 durante mutirão da Apapi

 

Vizinhos buscam lar para cão abandonado que espera volta de tutores há um mês

  • bidu9.jpg Ismênia NoletoArquivo Pessoal
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  • bidu1.jpg Ismênia NoletoArquivo Pessoal

Por Maria Romero

O cãozinho Sem Raça Definida (SRD) adulto, que ganhou dos vizinhos da rua Chico Doca, no bairro Acarape, zona Norte, o nome de Bidu, aguarda há mais de um mês o retorno de seus antigos tutores. Eles foram embora, deixaram o bichinho na rua e agora os vizinhos buscam um novo lar para ele.

Ismênia Noleto, uma das vizinhas do casal que deixou Bidu para trás, é quem coloca água e comida para ele. Ela ralata que desde que foi abandonado, o animal aguarda o retorno da família e está cada dia mais fraco. 

"Ele era um cachorro grande e forte, muito bonito, agora ele não come mais direito, está fraco, apareceram até sarnas dele, porque ele fica na rua o tempo inteiro. A gente se preocupa com ele, porque não sabemos onde ele fica quando chove, não sei se ele tem onde se abrigar", descreve Ismênia. 

Bidu passa seus dias deitado nas calçadas dos vizinhos e de sua antiga casa, com os olhinhos grudados no portão de entrada. "Acho que ele fica esperando alguém voltar", conta a vizinha. 

Ismênia diz que já tem três cachorros e, por isso, infelizmente não pode adotar Bidu. Ela diz que o cachorro é bastante dócil e aceita a aproximação de todos os vizinhos. Aos poucos, ele já reage àqueles que costumam lhe oferecer água e comida. 

"Ele aos poucos já fica mais alegrinho, balança o rabinho quando vê a gente, mas a gente percebe que ele está muito triste, deprimido, foi completamente abandonado. Não entendo como alguém faz uma maldade dessas", lamenta.

Adoção

Sem um lar, Bidu está disponível para ser adotado. Os que tiverem interesse e puderem se comprometer com uma adoação responsável de Bidu, podem entrar em contato com o blog Bicharada pelo número (86) 9 9994-0065. É importante que os futuros tutores de Bidu tenham bastante espaço, tempo para lhe dar carinho e companhia e condições de custear as despesas que um animal sempre oferece, como de alimentação. 

 

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Motorista é preso após ser flagrado transportando marrecos dentro de caixa

Em quatro dias, a Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF-PI), resgatou 25 aves que eram transportadas ilegalmente pelas rodovias federais que cortam o Piauí. O último flagrante ocorreu na noite de ontem (20), no posto fiscal de Floriano, no Sul do Estado. Sete marrecos selvagens eram transportados em uma caixa dentro de um veículo modelo Gol de placas LVI-0623

Dentro do veículo, os policiais ainda encontraram redes e outros equipamentos de captura e caça de aves. Esse tipo de conduta é comum em todo o país, mas é CRIME, com pena de detenção, de seis meses a um anoa, além de multa.

Os animais apreendidos serão encaminhados para o Ibama. 

 

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Câmeras flagram roubo de cadela no Mercado Velho de Teresina; veja

Por Maria Romero

Câmeras de segurança flagraram o roubo de uma filhote fêmea da raça pastor alemão - de nome Maya - em uma loja do Mercado Velho, no Centro de Teresina, na última quinta-feira (14). Após anunciar recompensa, o animal foi devolvido. Maxuel Rodrigues, dono do local, conta que a família é proprietária do espaço há 70 anos e que um roubo desse tipo nunca havia sido registrado. Nas imagens, uma mulher sai com o animal de dentro do Mercado e tenta esconder a cadela sob uma sacola. 

"Eu nunca tinha visto uma coisa dessas. Sempre roubam gaiolas, objetos, mas animais não. Eu na verdade fazia tempo que não trabalhava com venda de cães, porque dá muitos problemas, as pessoas não sabem cuidar. Muitos compram e depois querem devolver o animal porque não cuidaram direito, não deram comida corretamente, não viram que a casa estava infestada com algum vírus", declarou. 

Ele conta que a devolução aconteceu na manhã de hoje (20), depois que ele ofereceu uma recompensa para que Maya fosse devolvida. Ele já havia registrado boletim de ocorrência, mas desistiu de prosseguir com a queixa.  

"Como já estamos com ela de volta, vou deixar para lá. O problema é que ela não foi cuidada, acho que ficou deprimida ou não recebeu alimentação corretamente. Voltou fraca, debilitada, estou lutando para ela se recuperar e conseguir comer", disse. 


Filhote de pastor alemão, semelhante à cadela Maya

O relato da mulher que teria levado o animal, a Maxuel, foi de que encontrou a cadela perdida no mercado. "Ela disse que a Maya seguiu ela e que ela mora sozinha, queria companhia, aí levou. Ela tinha comprado até alguns remédios para feridas da cachorra", disse ele. 

Adoção 

A história de Maya teve um final feliz, mas o blog Bicharada destaca a importancia da adoção responsável. Abrigos como os da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) estão lotados de animais saudáveis que estão prontos para irem para um lar. Contudo, é importante que o protetor possua espaço, tempo e condições financeiras de manter um gato, cachorro ou outro animal que possa viver em ambiente residencial.

Aos que tiverem interesse em adotar um bichinho, basta procurar a sede da entidade, que fica na Rua Trinta e Oito, 1041 - Loteamento Vila Uruguai, zona Leste de Teresina (próximo à Uninovafapi). 

 

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Vira-lata "prende" suspeito de agressão a mulheres

Hoje (19), o Bicharada está muito, mais muito foofo. Desta vez, vamos contar a histórinha de um cão do Rio de Janeiro, o Amarelo. No nosso primeiro post, falamos como os cães da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Piauí auxiliam nas operações policiais e são treinados para encontrar drogas e até mesmo munição e armas. O Amarelo ainda não tem estas habilidades,  mas conseguiu "prender' um suspeito de agressão contra mulheres. 

Amarelo é um cachorro de 12 anos, sem raça definida, mais conhecido pelos policiais como o vira-lata que tira plantão de 24 horas na 21ª DP (Bonsucesso). Um "boêmio" de quatro patas, que dorme durante o dia e que, à noite, costuma saracotear num bar atrás de um hambúrguer ou uma coxinha, antes de voltar para seu posto. 

 

                             Foto: Márcio Alves / Márcio Alves/ Extra/ Agência O Globo


Durante o fim de semana, o cachorro estava “de serviço” e ajudou o inspetor Luiz Carlos Barbosa a perseguir e prender um homem.

O suspeito teria acabado de agredir duas mulheres na porta da delegacia de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. O policial recebeu um pedido de socorro e deu voz de prisão ao homem.

Ao ser abordado, ele tentou tirar a arma do inspetor. Houve luta e o suspeito resolveu fugir correndo. Amarelo viu a cena e disparou. Mais rápido do que muita gente, o vira-lata cruzou os quarteirões da avenida e só parou quando conseguiu abocanhar o calcanhar do agressor. A dentada fez o perseguido cair no chão. O inspetor se aproximou e algemou o fugitivo, que não se feriu gravemente.

Nesta segunda-feira, o vira-lata viveu seus minutos de fama. Entre um bocejo e outro, em pleno período de descanso diurno, Amarelo posou para fotos e para câmeras de emissoras de TV. O cachorro, é claro, não sabe, mas será recompensado. Além da ração diária e de doses de carinho, ele receberá do delegado Wellington Vieira um mimo.

"Ele foi de extrema valia e vai ganhar um prêmio sim. Comprei uma coleira e mandei fazer um pingente com a inscrição "21ª DP". Vai ser pendurado no pescoço dele", disse o delegado.

Após ajudar em prisão, Amarelo recebe carinho de policial da 21ªDP (Bonsucesso) (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

 

O inspetor Luiz Carlos não se surpreendeu com a ajuda recebida de Amarelo.

"O mérito da prisão é todo dele. Não é nada de anormal para o Amarelo. Este cachorro está aqui há oito anos e é familiarizado com a gente. Se houver algum policial em situação e risco, ele vai se colocar em nossa defesa. Já tinha me ajudado antes. Uma vez, um drogado tentou invadir à delegacia e o cachorro ficou o tempo todo ao meu lado, ajudando na prisão", disse o inspetor.

Segundo os policiais, Amarelo já teve um relacionamento sério e gerou até alguns filhotes, que ficaram com a mãe. O cachorro não tem problema em lidar com a paternidade. E só perde o bom humor quando assunto é banho. Ou quando algum outro cão se aproxima do seu reduto.

"Ele só não gosta muito é do banho. Também não permite que outro cachorro entre na delegacia. O pedaço é dele! Todos aqui amam o Amarelo - isse uma inspetora, entre um afago e outro no animal", relatam os policiais. 

O cão foi adotado pelos policiais e mora dentro da delegacia (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

 

Se você tem uma história tão interessante ou curiosa como a do Amarelo, envia um email para o bicharada@cidadeverde.com. Será um prazer compartilhar boas histórias com cães, gatos, papagaios, cobras, periquitos, porcos....

Vamos lá!


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Com informações Extra

Animais são sacrificados com crueldade em abatedouros clandestinos no Piauí

Em Teresina, existem apenas cinco abatedouros privados que são inspecionados rigorosamente pela Superitendência de Desenvolvimento Rural (SDR). Enquanto os demais são clandestinos, onde ainda é comum a prática de matar o animal com pancadas na cabeça. Muitos animais de pequeno porte, principalmente ovinos, caprinos e suínos, ainda são abatidos de forma irregular, o que acaba ocasionando um sofrimento ainda maior nos bichos.

O gerente da Vigilância Sanitária (Gevisa), Francisco Cesário, diz que a fiscalização acontece de forma rigorosa, mas localização de alguns desses abatedouros clandestinos dificulta o trabalho. 

"Há fiscalização, mas temos muito abatedouros, às vezes em locais de difícil acesso, que fogem da nossa fiscalização.  Mas a vigilância sanitária, por determinação do Ministério Público, desde o início do ano, está terminando o processo para disponibilizar abatedouros oficializados, ou seja aqueles que têm o Serviço de Inspeção Municipal (SIM)", disse o gerente da Gevisa.

Ele conta que, nestes abatedouros, são utilizados procedimentos que minimizariam o sofrimento animal. 

"Há todo um processo de abate que inclui o atordoamento, uma espécie de choque. Após o abate é inspecionada toda a carcaça do animal. Então, a carne é colocada em uma câmera frigorífica e são destinados aos pontos de revenda. Noss abatedouros clandestinos, isso é feito de maneira rudimentar, eles são do tempo em que se dá uma pancada com machado na cabeça do animal", diz Cesário. 


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Ativistas protestam contra eutanásia em animais abandonados

Fotos: Reprodução/ Facebook

Um protesto contra a eutanásia em animais foi realizado em frente ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na manhã desta segunda-feira (18), em Teresina. Vestidos de preto e com camisas com a palavra LUTO, membros Federação de Defesa Animal do Piauí se manifestaram contra a morte de cães e gatos que, de acordo com  Roseli Klein, presidente da federação, em alguns casos são sacrificados apenas para controle populacional ou porque são abandonados com alguma enfermidade que tem cura. 

"A eutanásia em animais deve seguir um protocolo do Ministério da Saúde. É permitido quando os animais têm calazar ou quando estão sofrendo com alguma patologia irreversível. Porém, muitas vezes esse procedimento acontece sem necessidade. Por exemplo, quando o cão o gato envelhece e acabam adoecendo com mais frequência, e por isso são abandonados. Que tipo de educação as pessoas que fazem isso estão dando para seus filhos? Quer dizer que depois que a pessoa envelhece, fica imprestável? Procuramos fazer sempre este elo com humanos, comparando com a crueldade a qual são submetidos os animais. Hoje a gente veio vestido de preto em respeito aos animais, demonstrando luto por milhares de vidas que são eutanasiadas", disse a médica veterinária. 

A veterinária acredita que a redução do número de mortes por eutanásia passa também por conscientização da população. Durante a visita técnica, representantes da federação também observaram as instalações do Centro de Zoonoses, que passou por reforma no ano passado. 

"Percebemos que mudaram o chão, azulejaram as paredes, as fêmeas ficam separadas dos machos e tem um canil só para a adoção e as pessoas têm ido ao local adotar os bichinhos. Precisamos de mais melhorias e a prefeitura precisa investir mais. Outro ponto que melhorou, foi a sala para eutanásia, que antes era aberta e agora é fechada e climatizada. Além do que, os animais que vão ser sacrificados não ficam na frente dos demais. Foi um diálogo tranquilo e de bom senso com a diretora do Centro de Zoonozes", reitera Klein. 

A presidente da federação ressalta que a situação irá melhorar, significativamente, com um novo Centro de Controle de Zoonoses, que deverá ser construído na Santa Maria da Codipi, também na Zona Norte de Teresina. 

"O CCZ está preparado para atendimento clínico, ou seja, a pessoa pode levar um animal enfermo e doente, mas se ele precisar de cirurgia, tem que ser transferido, pois lá não tem estrutura. Nossa expectativa é que esse novo Centro seja melhor estruturado", reitera. 

A Federação de Defesa Animal do Piauí reúne ONgs de todo o Estado que lutam em defesa dos direitos dos animais. Além de representantes da Apipa, Guardiões dos Direitos Animais, Anjos dos Animais Abandonados e professores, a mobilização contou com a presença da vereadora Teresa Britto. 

 

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