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Calendário e importância das principais vacinas para cachorro

Assim como os humanos, os cachorros também podem sofrer com uma série de doenças capazes de ameaçar tanto a saúde e a vida deles, como a de seus donos. Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é indicado que as vacinas para cachorro sejam aplicadas corretamente, seguindo o calendário de vacinação. Vale lembrar que todo o processo deve ser organizado e acompanhado por um médico veterinário. 

Na verdade, a importância da aplicação das vacinas para cachorro já é bem conhecida pelos tutores. O que muitos ficam na dúvida é em relação as datas que devem ser cumpridas, quais são as mais importantes e para que elas servem. Confira a resposta para essas perguntas e algumas dicas para a vacinação de seu cão. 

As principais vacinas

As vacinas que devem constar obrigatóriamente no calendário de vacinação do seu cachorro são as vacinas múltiplas ou polivalentes, v8 e v10, e a vacina anti-rábica. As vacinas v8 e v10 protegem os cães de sete doenças consideradas graves: cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leptospirose, adenovirose, coronavirose e parainfluenza canina. Já a vacina anti-rábica protege os cães contra a raiva. Algumas dessas doenças são consideradas zoonoses, ou seja, podem ser transmitadas para o homem. Em Teresina, a campanha de vacinação contra a raiva acontece em 19 de novembro.

Além das vacinas v8 e v10 e da antirrábica existem outras doses de imunização que tambémsão importantes. É o caso das vacinas contra a leishmaniose, a giárdia, a tosse dos cães e pulgas. Vale lembrar que a aplicação ou não e a organização dessas vacinas estará no calendário de vacinação do seu cachorro, feito por um médico veterinário. 

Quando aplicar as vacinas para cachorro

A recomendação é que as vacinas comecem a ser aplicadas desde a fase filhote do cachorro, quando o organismo dele já puder receber as doses. Dessa forma ele estará protegido desde cedo e correrá menos riscos de pegar alguma doença. Geralmente a imunização inicial do cachorro começa aos 30 dias de vida com o uso do vermífugo, continua em torno dos 40 dias com a aplicação da primeira dose de v8 ou v10 e anti-pugas, se estende aos 60 dias com a vacina contra a tosse e vai até em torno dos 120 dias com a vacina anti-rábica. Durante esse calendário de vacinação há a repetição da dose de algumas delas, é o caso da v8 e v10, tosse e anti-rábica. É preciso ficar bem atento em relação a isso. 

Caso todos esses prazos tenham sido perdidos pelo dono ou um cachorro adulto não tenha recebido as vacinas necessárias o procedimento é um pouco diferente. Eles receberão três doses das vacinas polivalentes v8 ou v10 e uma da anti-rábica. O mesmo serve para cachorro que não se sabe a procedência e se ele já foi vacinado, é o caso dos animais adotados da rua, por exemplo. 

A necessidade de tomar outros tipos de vacinas além dessas vai depender da região onde o animal vive e da recomendação do veterinário. 

 

Dicas para a vacinação


1. Aplique a vacina em um local onde o cachorro se sinta confortável. A sua própria casa pode ser uma opção, basta organizar isso com o veterinário. 

2. Prepare tudo para o momento. É preciso que uma pessoa capaz de dominar o cachorro em qualquer situação que fuja do controle esteja presente. Se o animal for calmo e manso, basta colocar um gui nele. Se o animal for agressivo, é importante que ele esteja de focinheira. 

3. Após a vacinação o cachorro pode ter uma mudança comportamental nas primeiras 24h. Isso acontece porque o organismo dele está assimilando a vacina. Você só precisa se preocupar se após essas 24h ele não voltar ao normal. 

4. Animais que já apresentarem algum sinal de doença não podem receber nenhum tipo das vacinas para cachorro.

 

Com informações Canal Pet/IG
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Cachorro ganha festa de aniversário e arrecada 205 kg de ração

Aniversário do cachorro Guz arrecada 205 quilos de ração que foram doados (Foto: Livian Neto/Reprodução)

Para comemorar os sete anos o do cachorro Guz, um border collie, o estudante Iury Carvalho e a nutricionista Juliana Morsch Passos resolveram fazer uma festa em um hotel de cachorros de Porto Velho, onde cada convidado deveria dar ração de presente. Ao final da festa, foram contabilizados 205 quilos de ração que foram entregues ao cuidador de animais Reinaldo Soares, de 68 anos, na tarde de quinta-feira (20).

"Pensamos em fazer o aniversário de 7 anos voltado pra essa questão social, pra ajudar cachorrinhos que não tem lar, que foram abandonados. Foi bem legal a arrecadação, foi uma boa contribuição e promovemos a brincadeira entre cachorros", disse Juliana.

Ao saber da ajuda que receberia, o senhor que cuida de 82 cachorros e 40 gatos disse que a doação chegou no momento certo, pois a ração dos animais que cuida já estava no final, já que são consumidos diariamente cerca de 25 quilos.

O aposentado conta que ficou sabendo que receberia a doação momentos antes. "Eles me ligaram avisando que viriam e fiquei muito feliz. Dependendemos da contribuição. É difícil ver os animais sofrendo e eu não tenho coração de deixar eles do jeito que encontro. O pior de tudo é que quando os animais são soltos na estrada e alguém tenta pegá-los, eles correm pro mato e ficam debilitados", declara.

Reinaldo afirma ainda que o principal objetivo é recuperar os animais e ficar com eles provisoriamente até conseguir um novo dono. "Eu estava com 88 cachorros e 40 gatos, mas alguns já foram doados porque tenho uma ajuda muito grande de pessoas que colocam na internet a foto deles. Mas, por mais que eu consiga fazer doação de animais, sempre aparece mais", afirma.

O cuidador dos animais diz que agradeceu ao casal que doou a ração, pois a cada semana aparecem novos animais ou o chamam para socorrer por saber do seu amor pelos bichinhos. "Foi muito importante porque meu salário é muito pouco, então eu junto latinha, pedaço de cobre e vou estocando aqui no sítio, pois se não conseguir doação eu vendo e compro", desabafa.

Após a ação, os donos do Guz afirmam que se alertaram para situações semelhantes. "Nós não tínhamos a dimensão da gravidade das pessoas que precisam de doações pra cães, e como fomos visitar seu Reinaldo, nos impresisonamos com a forma com que ele cuida dos animais. Ficamos tão impressionados que decidimos na mesma hora que temos que fazer outra ação porque ele nos confessou que no dia que não tem ração pros animais, ele tem vergonha de comer na frente deles e ele não se sente bem comendo na frente dos animais se eles em si não têm o que comer", conclui Iury.Guz Carvalho

O dono do cãozinho aniversariante diz que ganhou o animal há 6 anos e 8 meses, quando enfrentava uma fase difícil na vida.

"Ganhei o Guz através de um amigo que tem um petshop e que sabia meu gosto quanto a animais, em especial à raça de pastores. Eu estava com início de depressão e ele me ajudou bastante nessa recuperação e virou um grande companheiro, um grande amigo", diz o estudante de medicina veterinária.

Guz nasceu em 13 de outubro de 2009, mas este ano seu aniversário foi comemorado no dia 15 de outubro. A data foi escolhida por ser em um fim de semana e ficar mais fácil para os outros donos de cachorros. Segundo Iury, Guz é ?de uma raça original da Inglaterra considerada nobre em outros países, o que o torna um cão de pastoreio e de compania.

Donos do Guz pretendem continuar a fazer ações sociais para ajudar animais abandonados (Foto: Livian Neto/Reprodução)

Conforme Juliana, Guz participa ativamente da vida do casal. "Ele é muito querido, ele anda conosco quando vamos lanchar, passear, até no shopping. Ele gosta de andar de barco e estar sempre junto, de estar perto da gente e tem muitos amigos, inclusive na internet", conclui.

 

Com informações G1
bicharada@cidadeverde.com

Macacos-prego do Piauí podem ajudar em pesquisas sobre evolução humana

A Folha de São Paulo publicou reportagem ontem (19) sobre o hábito dos macacos-prego do Piauí, mais precisamente da área da Serra da Capivara. Os animais costumam bater pedra com pedra e formam "ferramentas" afiadas, que ajudam na obtenção de alimentos, mas isso pode indicar que os primeiros homens da era da "pedra lascada" também o fizeram por acaso, e não como um sinal da evolução. A reportagem fala ainda da incrível coincidência de a descoberta ter acontecido no Parque que abriga as pinturas rupestres que apontam para os primeiros indícios do homem nas Américas. Além disso, alerta para o risco de uma nova crise financeira no local. 

De acordo com a publicação, a descoberta foi feita por um time de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido, e pode significar que os arqueólogos precisam ter cuidado extra na hora de atribuir função de ferramenta às pedras de sítios arqueológicos da África –afinal, elas podem ter adquirido seu formato peculiar por acaso, e não porque algum hominídeo (antepassado do ser humano) sabia o que estava fazendo quando as lascaram.

"De quebra, as observações feitas no Parque Nacional Serra da Capivara sugerem ainda, se a analogia com os macacos-pregos for válida, que a fabricação de instrumentos de pedra entre os ancestrais da humanidade pode ter começado de forma igualmente casual, tendo virado um comportamento proposital só mais tarde", diz a reportagem.

O etólogo (especialista em comportamento animal) Eduardo Ottoni, do Instituto de Psicologia da USP, falou à Folha e disse o seguinte: "É uma explicação mais parcimoniosa do que aquela coisa meio '2001: Uma Odisseia no Espaço', de que um belo dia um hominídeo simplesmente teve o insight de que era possível produzir uma lâmina batendo uma pedra na outra". 

Tiago Falótico, pós-doutorando da USP que virá a campo estudar os primatas piauienses, disse ainda: "Você pode imaginar que essas lascas primeiro foram produzidas acidentalmente e só depois passaram a ser usadas".

De acordo com a Folha, Ottoni e Falótico são coautores de um novo estudo sobre os bichos que está saindo na revista científica "Nature". Também assinam a pesquisa arqueólogos da Universidade de Oxford liderados por Michael Haslam.

CAIXA DE FERRAMENTAS

A publicação fala ainda sobre outras ferramentas usadas por primatas do Parque e de outros locais, em especial da Áfria e da Ásia. Leia abaixo:

Os macacos-pregos do parque (bem como, em menor grau, outras populações da espécie no cerrado e na caatinga) já são famosos por seu kit relativamente vasto de ferramentas. Junto com os chimpanzés africanos e os cinomolgos do Sudeste Asiático, eles são os únicos primatas (com exceção do ser humano, óbvio) a dominar o uso de instrumentos de pedra.

Quebrar coquinhos para obter seu nutritivo conteúdo é a principal técnica empregada pelos símios – no caso, envolvendo uma combinação de "martelo" e "bigorna" (ou seja, uma pedra menor usada para bater no coquinho, o qual é apoiado sobre uma pedra maior ou uma raiz dura, que serve de bigorna).

A situação recém-descrita é um pouco diferente. Os macacos seguram uma pedra (o "martelo ativo") e batem em outra (o "martelo passivo"), que normalmente está presa a um conglomerado de seixos. "Essa terminologia é coisa dos arqueólogos, eu não a conhecia antes desse trabalho. Como não tem nada equivalente ao coquinho em cima da segunda pedra, ela é chamada de martelo passivo", conta Falótico.

Às vezes, parece que o objetivo das pancadas é desprender o seixo do conglomerado de pedras, para poder usá-lo mais tarde. No entanto, é comum que isso não aconteça, e os macacos-pregos se limitam a ficar cheirando e lambendo o pó que se desprende das pedras que sofrem percussão. Os pesquisadores conjecturam que a prática talvez dê aos bichos acesso a líquens ou a minerais das pedras que poderiam ter função de nutriente, mas a hipótese ainda precisa ser avaliada mais a fundo.

Já seria um fenômeno suficientemente esquisito se o subproduto das pancadas não fossem lascas praticamente indistinguíveis das associadas aos primeiros fabricantes de ferramentas da linhagem humana (criaturas que podem ter sido australopitecos ou membros arcaicos do nosso próprio gênero, o Homo).

"Sem a colaboração com os arqueólogos, nunca cairia a nossa ficha de que era uma coisa alarmante o fato de que essas lascas estavam sendo produzidas, porque a ideia que prevalecia até então era que elas jamais poderiam aparecer por acidente", conta Ottoni. Curiosamente, os macacos até chegam a pegar a lasca recém-produzida, colocá-la entre uma pedra e outra e bater novamente nela, um processo que, entre os hominídeos, parece ter servido para refinar o gume do instrumento.

Por incrível que pareça, a região também é lar de um dos mais importantes complexos pré-históricos da América do Sul, com majestosas pinturas rupestres e ferramentas de pedra de milhares de anos.

Algumas delas tiveram sua idade estimada em 50 mil anos ou mais, datas que a maioria dos arqueólogos mundo afora não aceita, por não se encaixarem com os demais dados sobre a chegada do homem às Américas. Poderiam ser ferramentas "acidentais" de macacos-pregos?

"A gente ainda não chegou a mostrar para os arqueólogos que trabalham com os instrumentos associados a humanos", conta Falótico. "As pedras que analisamos estão entre os maiores instrumentos usados pelos macacos e até poderiam ser confundidas com as usadas por pessoas. Seria uma comparação interessante."

Consagrado tanto nas publicações científicas quanto em documentários sobre vida selvagem da rede britânica BBC, o Parque Nacional Serra da Capivara continua sofrendo com a falta de verbas do governo federal, conta Falótico.

"Para fazer pesquisa, neste momento até que está OK. Tenho acesso ao parque e as guaritas principais estão com funcionários. Mas se não chegarem mais verbas nos próximos meses há o perigo real de a situação voltar a ficar caótica, como aconteceu em agosto."

 

bicharada@cidadeverde.com

Piauí tem 1º clube hotel para cães

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Por Graciane Sousa

Para muita gente, fim de semana é dia de diversão, família e aquela piscina para matar o calor nesse B- R-O BRÓ. Mas quem já não se deparou com aquela situação de ir para um lugar e não poder levar seu bichinho de estimação? E foi pensando nisso, que a empresária Gabriele Pessoa construiu o primeiro clube hotel para pets do Piauí, inaugurado neste fim de semana, em Teresina.

“Faltava um lugar onde os donos pudessem levar seu cachorro e deixá-lo à vontade. Por exemplo, se você vai à Potycabana tem que deixar o bichinho preso. Já em uma praça, os donos têm medo de soltá-los e eles atravessarem a rua. Daí, eu senti a necessidade de fazer um clube”, explica Pessoa.

O hotel pet conta com 35 canis espaçosos. Já no clube, há uma piscina, dois espaços para recreação, com dezenas de bolinhas coloridas e lógico: muitos pneus para que os cães possam fazer xixi à vontade.

“O local é espaçoso e bastante arborizado. A ideia é que o animal não fique o dia todo preso. Uma das piscinas é pequena e rasa, para que os cães que nunca entraram na água, sintam o chão e perdam o medo, além de se refrescarem”, explica a empresária.

Em entrevista ao Bicharada, ela contou ainda que a ideia de agregar clube e hotel surgiu da necessidade de encontrar vagas para os próprios cães, quando precisava viajar durante algum feriado. Mas o local não é um espaço apenas para os pets. Há uma piscina onde adultos podem aproveitar para se refrescar e nadar com seus bichinhos, além de uma lanchonete, inclusive com almoço, e também espaço ao ar livre para descansar em redes.

“O clube é dos cães, os donos estão apenas acompanhando”, brinca Pessoa.

O preço da diária no hotel canino ( que funciona de terça à domingo) custa R$ 35. Já no clube- que fica aberto aos fins de semana e feriados- o valor por cão é de R$ 25 por dia. O espaço fica situado na estrada Vale Quem Tem, após o clube de ultraleve, na zona leste da Capital.
 

Animais sofrem com incêndios e altas temperaturas em Teresina; veja 6 dicas

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

 

Água gelada? Banho todos os dias? O tempo quente e seco nos últimos meses do ano, em Teresina, afeta também os animais e muitos tutores buscam alternativas para deixar seus bichinhos mais confortávels. Este ano, foram registradas ainda centenas de focos de incêndio e a fumaça e a fuligem também afetam os pets. Contudo, nem todas as medidas são as mais recomendadas pelos profissionais. 

O médico veterinário Selmar Moreira falou ao blog Bicharada e deu dicas para aliviar os sintomas como calor intenso, desidratação e até mesmo queimaduras.

Veja se você está fazendo tudo certo e como pode tornar os dias dos animais menos desconfortáveis. 

Antes de qualquer coisa, caso seu animal apresente dificuldade para respirar e comportamento diferente neste período, o recomendado é uma visita imediata ao médico veterinário!

1. Água gelada e frutas congeladas:

Muitos tutores costumam oferecer água gelada e até frutas congeladas para os animais. O médico diz que não há exatamente um problema em oferecer o líquido em temperatura mais baixa, mas isso pode ter um efeito contrario caso torne-se um hábito: o animal pode deixar de beber a água em temperatura ambiente. 

"A gente mora em uma cidade muito quente. Quando você coloca a água gelada, rapidamente ela está em temperatura ambiente e ele não vai querer. Ele está com sede e não bebe, então pode desidratar. Eu particularmente não recomendo, porque pode ter uma reação contrária", explica.

Quanto às frutas, o médico recomenda apenas que se evitem as frutas cítricas, como laranja, tangerina e abacaxi. 

2. Roupinhas para animais: 

Selmar conta que os tutores de animais de pequeno porte costumam gostar de "vestir" os bichinhos. Porém, cães e os gatos não perdem calor como os seres humanos: eles não produzem suor para reduzir a temperatura corporal. Usar roupinhas para pets pode causar um enorme mal estar nos animais. 

"Principalmente os animais de pequeno porte, as pessoas têm mania de vestir com roupinhas, mas elas têm que ser usadas com muito critério, porque esquentam muito. Como eles perdem calor de outra forma, com roupinhas eles superaquecem com facilidade", diz.

3. Banhos diários: 

Embora pareça uma excelente alternativa para amenizar o calor dos pequenos, o médico alerta para os riscos de dar banho nos animais todos os dias e, principalmente, de manter os pelos úmidos.

"Como eles têm o corpo coberto de pelos, isso mantém um excesso de umidade que pode causar lesões de pele. Cães como o labrador e o golden retriever gostam muito de água, mas é preciso tomar um certo cuidado. Na hora que molhar o animal, o ideal é que seque o pelo. Se deixar úmido, pode atrair fungos, bactérias e causar dermatites", alerta

4. Horários dos passeios:

Além do calor excessivo, levar um animal para passear em um horário inadequado ou mesmo após a incidência solar diminuir, pode não ser uma boa ideia em Teresina, especialmente nesse período. Os tutores, sempre calçados, não percebem tanto, mas o solo pode manter uma temperatura muito alto durante um longo período e causar queimaduras nas patas dos animais. 

"Além de o cão, que é levado mais para passear, manter o corpo muito perto do chão e poder sentir muito calor, é preciso tomar muito cuidado. Se o horário for de muito calor e o asfalto e a calçada estiver muito quente, eles queimam as patas. Os animais são pacientes que não colaboram, eles não ficam quietos e esse local é de difícil tratamento", explicou.

5. Raças mais afetadas:

O médico disse ainda que é preciso ter cuidado especial com os animais braquicefácilos - que possuem cabeças e pescoços menores, como bulldogs e pugs. Estes animais são os mais propensos a sofrer com o calor, porque seus focinhos são achatados e a estrutura óssea da cabeça dificulta a respiração. 


Bulldog e Pug

"Esses animais precisam de uma atenção especial, é importante não deixar que passem muito calor e principalmente evitar que fiquem expostos a condições ruins do ar, porque eles e os animais idosos são os que mais sofrem com problemas respiratórios", explicou o médico. 

6. Fumaça e fuligem:

Com um índice de quase 300 ocorrências atendidas pelos bombeiros na capital piauiense, em apenas três dias, os animais estão bastante expostos a fumaça e fuligem de incêndios e queimadas. A recomendação é evitar o contato do animal com o ar poluído.

"A gente recomenda que animais de pequeno porte sejam colocados dentro de casa, para evitar o contato com a fuligem e a fumaça. Os grandes, que sejam mantidos num ambiente fechado e mantê-los sempre hidratados, com muita água disponvel e de boa qualidade. Ela não precisa ser gelada, mas fresca, que seja trocada duas ou três vezes por dia", comentou.

Em caso de contato de fumaça intensa com os olhos do animal, é importante lavar com soro fisiológico imediatamente. Manter o animal em local umidificado também pode aliviar os sintomas ruins do tempo seco. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Cão policial morto em ação tem cerimônia fúnebre de honra

Cão policial lituano morto em ação tem cerimônia fúnebre de honra (Foto: Rokas Pukinskas/ State Border Guard Service via AP)

O cão policial lituano Ramzis teve uma cerimônia fúnebre de honra nesta quarta-feira (12), na cidade de Pagegiai, após ter morrido durante uma operação de combate a contrabandistas na fronteira do país com Kaliningrado, na Rússia.

Ramzis morreu no dia 27 de setembro, baleado. O pastor belga tinha 3 anos. Seu corpo foi cremado.

 

Com informações G1
bichararada@cidadeverde.com

Criança no Piauí troca presentes por ração e dá lição de bondade

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Por Graciane Sousa


Ele é pequeno e tem apenas nove anos de idade, mas o coração... é gigante. Nele cabem palavrinhas que Antônio Ribeiro talvez nem conheça, como altruísmo e empatia, mas que pratica muito bem. Como toda criança, ele adora brinquedos. Mas sabe o que ele quis ganhar de presente no dia do seu aniversário? Ração para cães. 

A festa de Antônio até teve bolo, doces, brinquedos e muitas outras coisas de criança, mas a imagem que não sai da cabeça dele é a da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), uma ONG protetora dos animais sediada em Teresina e que foi escolhida pelo garoto para receber as doações. 

"Eu fiquei com pena deles... porque, coitadinhos! Muitos deles estavam doentes, com sarna,  eu senti uma pena deles e tive vontade de doar mais e mais ração. Tinha um todo feridinho, sangrando, machucado, sem pelo. Eu quis tanto ajudar eles. Eu só pensei em ajudar e salvar, só", disse Antônio.

As palavras ingênuas do garoto- que se diz um bom aluno na escola, onde cursa o 3º ano do Ensino Fundamental- são carregadas de amor. Interrogado sobre a boa ação ele acrescenta:

"Foi muito bom. Quando eu doei aquela ração para os cachorros, deu um alívio em meu coração. Me senti muito feliz. Poder ajudar foi uma das melhores sensações da minha vida", disse. 

Pelas palavras do menino, dá para imaginar que a decisão de trocar presentes por quilos de ração foi fácil, mas não foi bem assim. Na verdade, a ideia foi da mãe dele, a empresária Lizieux Ribeiro. Antônio disse que não aceitou de imediato, mas conta que algo falou mais alto. 

"Minha mãe que disse para eu pedir ração ao invés de brinquedos. No começo, fiquei muito magoado, eu quis tanto, mas tanto os brinquedos... depois, comecei a pensar melhor nos cachorrinhos morrendo, nos cachorrinhos doentes, nos cachorrinhos sofrendo. Aí quando eu vi os bichinhos, bateu a vontade. Não tinha como aguentar. Ainda mais eu que tenho um quarto cheio de brinquedos. Para que vou precisar de mais? Melhor ganhar ração para doar", ensina a criança. 

Antônio mora no município de Bom Jesus com a família e mais três cães: Natascha, Bob e o Ossinho. Todos os animais são adotados e se dependesse do garoto, a casa teria mais bichos: ele é do tipo que todo animalzinho que vê na rua quer cuidar. 

“Eu sinto muita vontade de adotar. O problema é que meus cães são bravos. Então, prefiro pegar o cachorro na rua, cuidar dele e depois dar para outra pessoa. Todos os meus cães moravam na rua, estavam muito feridos e a minha mãe adotou eles. O Ossinho estava muito doente e veio aqui para casa. Eles chegaram ainda pequenininhos. Mas minha mãe cuidou deles, alimentou, até todos ficarem grandões”. 

A mãe lembra que o pequeno participou de resgate até de pássaros. Para Antônio, os cães não são apenas animais, mas amiguinhos.“Eles são muito bonzinhos. Eu acabei de dar um abraço no Bob que é gigante. Às vezes, ao invés de ficar na internet ou na TV, eu faço carinho e dou uns beijos neles e ainda brinco", disse o garoto. 

Foto: Arquivo pessoal

No próximo ano, Antônio completará 10 anos de idade e parece que a escolha dos presentes não será difícil. Conversar com o garoto é aprender várias lições e enxergar a bondade. 

“No meu próximo aniversário, vou doar ração para gato. Já decidi. Eu tenho muitos brinquedos. Se der, eu dou até para as crianças carentes, pois alguns eu nem uso. Se pudesse, eu daria um brinquedo para as crianças que não têm e quero que elas ajudem os animais, pois se elas ajudarem os animais junto comigo, eles vão ficar fortes e saudáveis e vão demorar muito a morrer...

Eu quero que os animais vivam. Pode ser até um leão, eu quero que ele viva, que ele seja feliz, que aproveite a vida”, sonha o pequeno. 

Como toda mãe coruja, Lizieux confirma que o menino é um bom filho e que ao falar sobre o futuro diz apenas: “Mãe, eu terei um futuro brilhante”.

Dia das Crianças

Antônio Ribeiro não para de dar lições de bondade. Neste Dia da Crianças, comemorado em 12 de outubro, ele participa de uma ação solidária para crianças carentes em sua cidade. Quem conta o que ele fez é a própria mãe. 

"Aqui em Bom Jesus ocorre há 8 anos uma campanha de arrecadação de brinquedos para doar a crianças carentes. A organizadora da ação social também faz um grande lanche coletivo. Todos os anos, nós contribuímos com alguma quantia em dinheiro para ajudar nas despesas. Este ano, Antônio doou o valor do presente como um reforço de caixa, nem chegou a pedir presente. Acho que ainda estava no espírito do aniversário", disse Lizieux Ribeiro. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Cães policiais viram atração em festa da criança

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Por Graciane Sousa

Saymon e Titan, respectivamente um labrador e um pastor belga malinois, foram atração do evento da Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí, ocorrido neste sábado (08). A festa era voltada para crianças, mas os pais também se divertiram com os cães do Grupo de Operações com Cães da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Os cães são bem treinados e com habilidades que impressionaram o público que não perdeu a oportunidade de registrar o momento em imagens. 

Além de interagir com os animais, as crianças também conheceram viaturas da PRF. Já os pais receberam orientações sobre trânsito e cidadania. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Pesquisa revela nomes de cães mais comuns no Brasil

Para as fêmeas, Mel. Para os machos, Thor. Esses são os nomes mais comuns dos cães de estimação, segundo aponta levantamento da DogHero, plataforma digital de hospedagem domiciliar para cachorros, feito com cadastro de 108 mil animais no Brasil.

Além do nome, o “Censo Canino” também analisou idade, sexo e raça. E os vira-latas representam um a cada quatro bichinhos. O levantamento identificou mais de 3,7 mil nomes diferentes de cães brasileiros, vários deles em referência a personagens de filmes e programas de TV, mas também há nomes e apelidos usados por humanos.

Para os fundadores da plataforma, as escolhas sinalizam que o animal de estimação é visto como um membro da família. Entre as fêmeas, o ranking dos nomes mais populares é liderado por Mel, sendo seguido por Nina (2.º), Luna (3.º), Lola/Lolla (4.º e Meg/Maggie (5.º). Na lista, também aparecem Frida (10.º), famosa pintora mexicana do século 20; Fiona (22.º), a namorada de Shrek dos desenhos animados; e Amy (23.º), cantora de soul morta em 2011.

Já para os machos, o nome mais escolhido é Thor, deus da mitologia nórdica que virou super-herói de história em quadrinhos e depois ganhou as telas do cinema. Vêm na sequência Bob (2.º), Fred (3.º), Billy (4.º) e Marley (5.º - este último, inspirado no cantor jamaicano de reggae Bob Marley, também era o nome de um labrador dos Estados Unidos, cuja biografia foi narrada em livro e filme. O ranking tem Ozzy (13.º), Simba (21.º), Bidu (23.º e Scooby (25.º).


Foto: Juliana Pinna / EGO

 

Com informações Globo
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Abelhas entram para a lista de espécies em extinção

Já faz tempo que as abelhas estão, lentamente, sumindo. O mundo está preocupado com o que pode acontecer se as pequenas polinizadoras forem varridas da Terra - tanto que até apareceram algumas soluções pouco ortodoxas, como uma abelha-robô.

E, pelo jeito, é melhor corrermos, porque esses insetos acabam de ser colocados na lista de espécies em extinção pelo US Fish and Wildlife Service (FWS) - o Ibama dos EUA.

Sem abelhas, não vai faltar só mel. É que elas funcionam como se fossem órgãos sexuais de plantas. Uma parte considerável do Reino Vegetal conta com abelhas para espalhar seu pólen.

Sem abelhas, você castra essas plantas. E elas deixam de existir também, o que é um péssimo negócio, mesmo para quem tem alergia a abelhas: pelo menos dois terços da nossa comida vem direta ou indiretamente de vegetais que precisam de abelhas para se reproduzir.

Ainda não se trata de um apocalipse. Existem 25 mil espécies de abelha. Para a lista, entraram sete: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana - todas abelhas de cara amarela, parecidas com a abelhinha comum aqui do Brasil.

As abelhas em perigo são todas nativas do Havaí, e a hipótese do FWS é que a razão principal tenha sido a inclusão de espécies de plantas e animais invasores, que desequilibraram a fauna local.

Outro problema é a urbanização cada vez maior das ilhas, o que favorece o turismo descuidado e a destruição do habitat natural dos insetos.

Mas o problema não se restringe ao Havaí, claro: desde 2006, apicultores do mundo inteiro têm reclamado que as populações do inseto caíram. De 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%, e no Brasil, a quase 30%.

O pior é que ninguém sabe exatamente o que está causando essa catástrofe. Alguns cientistas acham que é a poluição; outros apostam nos pesticidas.

Existe, também, uma doença chamada Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente abandonam suas colmeias sem que nada de errado aconteça, mas a síndrome ainda é um mistério, o que deixa os cientistas de mãos atadas.

 

Com informações Exame
bicharada@cidadeverde.com

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