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Pegadinha de cão de três cabeças viraliza na web

O programa do Silvio Santos exibiu uma pegadinha em que um cachorro com três cabeças corria atrás dos pedestres. A situação inusitada ocorreu em diversas regiões de São Paulo. O vídeo viralizou entre os internautas e já teve mais de 400 mil visualizações.

A produção do programa acoplou em um cachorro da raça pinscher duas cabeças falsas para confundir quem passava pelo local, provocando situações embaraçosas nas vítimas e arrancado risadas dos telespectadores.

As vítimas são surpreendidas pelo cão de três cabeças, latindo alto, e correm assustadas. A câmera escondida foi gravada à noite no metrô Jardim São Paulo (zona norte) e em frente ao Teatro Municipal (centro).

Diferentemente do cérbero, cachorro de três cabeças da mitologia grega, o cãozinho do SBT, com duas cabeças toscas presas ao pescoço, é pequeno e aparentemente inofensivo.

 

Com informações SBT
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Pai diz que criança foi atacada por dois jacarés na Disney

Menino Lane Graves, de 2 anos, foi morto por jacaré em resort da Disney (Foto:  Orange County Sheriff's Office/Twitter)

Uma reportagem do jornal Orlando Sentinel sugere que um segundo jacaré estaria envolvido no ataque que matou um menino de dois anos em um parque da Disney.

Segundo registros do Corpo de Bombeiros obtidos pelo jornal, o pai do menino, Matt Graves, teria dito que foi atacado por um segundo animal quando tentou salvar seu filho.

A criança foi arrastada para a água por um jacaré no dia 24 de junho sob os olhos da família, que passava férias no Disney Grand Floridian Resort and Spa, perto do parque Magic Kingdom, em Orlando.

O corpo de Lane Graves, do estado do Nebraska, foi encontrado dois dias depois do ataque. Até então, apenas um jacaré havia sido mencionado no incidente.

É a primeira vez que se conhecem detalhes do ataque sob a perspectiva do pai.

Os registros do Corpo de bBombeiros local descrevem as tentativas do pai de salvar o menino da boca do animal, enquanto a mãe gritava por socorro.

Segundo os documentos, Matt Graves estava tão atônito que se recusava a deixar a área do ataque enquanto equipes de resgate buscavam a criança - apesar de precisar de pontos e antibióticos contra mordidas de jacaré.

No caminho para o hospital, o pai descreveu o "horror" da experiência e disse que foi atacado por um segundo jacaré quando tentava salvar seu filho da boca do primeiro.

O porta-voz da polícia de Orange County, Angelo Nieves, disse ao Orlando Sentinel que uma testemunha também viu o segundo jacaré que atacou o pai de Lane.

Imediatamente após o incidente, cinco animais foram aprisionados e mortos na tentativa de achar os restos de Lane. O animal que arrastou o menino foi capturado dias depois.

 

Fonte: G1

Ativistas temem aumento de vendas de "Dory" após filme

O filme Procurando Dory — sequência de Procurando Nemo (2003), da Disney e da Pixar — acabou de estrear no Brasil. Mas o que deveria ser motivo de empolgação para todos tem preocupado biólogos e ativistas ambientais. Quando a primeira animação foi lançada, há 13 anos, resultou em duas reações. Uma foi o aumento das vendas de peixe-palhaço, a espécie do Nemo. O carisma e a beleza do personagem que, mesmo com uma barbatana curta, superou tantas adversidades, fez com que todo mundo quisesse um para tomar conta e para enfeitar a casa. Outra foi a libertação de alguns peixes de aquário. Comovidos com a tristeza de Nemo e de seus amigos na ficção, as pessoas começaram a jogar seus peixes no mar.

Aparentemente mais altruísta, a atitude de libertar o peixinho se mostrou problemática.

“Um animal em cativeiro pode eventualmente contrair doenças que, depois, levará para o ambiente natural, contaminando outros exemplares. Além disso, acaba-se soltando um animal em um local que não é o de sua origem — espécimes domesticados, em geral, não saberão mais se alimentar sozinhos e morrerão após a soltura”, explica a bióloga marinha Suzana Ramineli, mestra em ciência ambiental, coordenadora da Naturaulas Cursos Ambientais e presidente da Comissão Organizadora do Congresso de Conservação Marinha.

Teoricamente, a compra e a venda de peixes-palhaços não gera resultados tão ruins ao meio ambiente, porque são peixes que se reproduzem facilmente em cativeiro. Com os blue tangs (Paracanthurus hepatus), espécie da Dory, é diferente. O aumento nas compras é pernicioso por si só. Tais peixes, de coloração azul-royal, não se reproduzem em cativeiro de forma alguma. Isso significa que cada peixinho à venda foi tirado diretamente de seu hábitat, o mar, o que tem preocupado ativistas ambientais. A Care2, comunidade que colhe petições on-line, está divulgando um vídeo pedindo aos pais que não comprem Dorys para os filhos. Até o momento, a iniciativa conta com 113.918 apoiadores.

O veterinário Renato Leite Leonardo, especializado em animais silvestres exóticos e responsável pela empresa Dr. Fish, acredita que as vendas devem ser limitadas por causa do preço. 

“Acho que muitas pessoas virão olhar, curiosas, mas não comprarão. Enquanto um peixe-palhaço pequeno custa cerca de R$ 60, um blue tang do mesmo tamanho vale, em média, R$ 400”, revela. Segundo ele, não há blue tangs nos mares do Brasil. Os peixes vendidos aqui são capturados na região que vai dos Estados Unidos até o Caribe. Renato diz que, lá, as capturas e as importações são feitas de forma correta e bem controlada, o que também reduz os danos.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os blue tangs não sofrem ameaça iminente de desaparição — na classificação do órgão, o risco é “pouco preocupante”. “Dentro da IUCN, essa é uma categoria de ameaça. Significa que P. hepatus não é das espécies mais ameaçadas, mas que, sim, já demonstra algum grau de risco de extinção”, esclarece a bióloga Suzana Raminelli.

Independentemente da polêmica, o fato é que, em aquário, Dory é bem mais sensível a doenças, se comparada a outras espécies. Para viver, ela precisa de parâmetros de água (nitrito, amônia, pH e temperatura) sempre estáveis. Um exemplo de peixe mais resistente é o beta, que prefere aquários menores (portanto, de limpeza mais simples) e não precisa de companhia. São fatores óbvios a se considerar na hora de adquirir um animal de estimação. Mas há outros aspectos éticos igualmente importantes, como saber de onde eles vêm. 

 

ONG pede que fãs de ‘Dory’ protejam peixes da espécie de capturas ilegais

 

A ONG Saving Nemo, da Austrália, lançou uma campanha pela proteção dos peixes da espécie. Os ativistas preveem um aumento da captura ilegal do animal devido à estreia da continuação do filme nos cinemas.

De acordo com a ONG, mais de 90% de todas as espécies dos aquários marinhos são retiradas do meio natural - até 30 milhões de peixes são fornecidos a partir de 45 países do mundo e cerca de 65% deles são capturados na Indonésia e nas Filipinas. 

Os Estados Unidos são o maior importador de espécies ornamentais marinhas, representando 80% do mercado, seguido da Europa e do Japão.

O cirugião-patela (Royal Blue Tang, em inglês) não é criado em cativeiro no momento. Por isso, caso seja visto para venda, terá sido capturado da vida marinha, alerta a ONG. Estima-se que 400.000 unidades sejam retiradas do meio natural todos os anos para virar peixes de estimação.

De acordo com o jornal “Vancouver Sun”, as técnicas para captura desses peixes também fazem mal aos recifes. Os exemplares da “Dory” vivem em águas costeiras, perto dos recifes de coral. 

A espécie se alimenta de algas, usando dentes afiados para rasgá-las das rochas e corais. A dieta é importante não só para o cirugião-patela, mas também para os recifes, que não são afetados por uma superpopulação de algas.


Com informações Correiobrazilense e G1
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Homem morre ao contrair bactéria após mordida de gato

Um homem de 68 anos, natural de Toronto no Canadá, morreu na sequência de uma infeção bacteriana causada por uma simples dentada de gato. O caso deu origem a um estudo sobre os perigos de dentadas de animais não-tratadas. 

O homem, não identificado, foi mordido no polegar enquanto brincava com o felino. Não tratou a ferida e, em menos de duas semanas, apareceu nas urgências do Hospital Geral de Toronto com queixas de fortes dores abdominais. Em um curto espaço de tempo, ele tinha perdido mais de 10 quilos e sentia tremores. Estes e outros sintomas apontavam para septicémia (infecção do sangue) mas uma ecografia revelou o pior: um aneurisma de 10 centímetros na aorta, na zona abdominal, em alto risco de rutura.

Os médicos operaram-no de emergência, temendo uma hemorragia interna. Ao substituírem parte da aorta com um tubo e válvula sintéticos, notaram que esta estava inflamada. O homem foi tratado com antibióticos, mas mesmo assim, não resistiu e morreu de choque séptico. 

A análise à parte da aorta fragilizada revelou depois o culpado: a bactéria Pasteurella multocida, comum na boca dos animais de estimação. "Há muitos sítios onde estas bactérias se podem alojar, o que é assustador. As consequências a longo-prazo muitas vezes são detectadas tarde demais. Qualquer pessoa que seja mordida por um animal deve procurar sempre tratamento", afirma o médico Dennis Cho, do hospital geral de Toronto e autor do estudo sobre o perigo das dentadas doa animais de estimação.

 

Com informações Correio da Manhã
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Cadelinha é entregue por engano na casa de secretário

Uma cadelinha da raça poodle foi entregue por engano na casa do secretário de Comunicação de Teresina, Fernando Said, na manhã desta quarta-feira (29). O jornalista acredita que o equívoco ocorreu porque ele tem um cão com as mesmas características físicas do animal perdido. 

"Eu tenho um cachorro poodle que, de vez em quando, foge de casa. Então, as pessoas acharam que era o meu. A cadelinha é muito dócil e estamos em busca dos donos", disse Said. 

O animal- que está com lacinhos azuis e coleira rosa- estava perdido no bairro Ininga, Zona Leste de Teresina, em uma rua nas proximidades do bar Cantinho do Jambo. 

A cadelinha permanece na residência do secretário. Informações sobre o dono do animal podem ser repassadas pelo (86) 3233 6497. 

 

Zoológico de Buenos Aires será fechado após 140 anos

A orangotango Sandra, do zoológico de Buenos Aires, em foto de 22 de dezembro de 2014; inaugurado em 1875, local será transformado em parque (Foto: Natacha Pisarenko/AP)

Após denúncias de maus tratos e de que animais corriam risco de morte, o governo da cidade de Buenos Aires anunciou o fechamento do zoológico da cidade, uma construção do século XIX. No local funcionará um moderno eco parque. Com isso, 1,5 mil animais serão tirados da área. Deverão ficar em Buenos Aires apenas aqueles cujo transporte signifique um risco à saúde. 

O projeto, que não tem prazo para ser concluído, marca a retomada pelo Estado da administração do local, que fica no bairro de Palermo, área urbana no norte da capital argentina.

"Estamos tomando uma decisão histórica de começar um processo de transformação. Estamos convencidos de que este não é o lugar adequado para manter estes animais", disse o prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, ao anunciar o projeto.

O zoológico fechará suas portas durante algumas semanas e depois será reaberto sob a administração do Estado, ainda com sua aparência original, antes de ser submetido ao processo de transformação.

"O preço das entradas será destinado, em sua totalidade, a financiar o traslado dos animais", disse ao canal TN o ministro de Modernização da Cidade, Andy Freire.

Segundo Freire, a prefeitura convocará um concurso público para paisagistas "que terão o desafio de projetar um moderno eco parque que conviva com as 52 estruturas arquitetônicas que são patrimônio histórico" da cidade.

Rinocerante pasta no zoo de Buenos Aires, que será fechado para virar um parque ecológico

 

O zoológico de Buenos Aires, inaugurado em 1875, possui suntuosas jaulas e pérgolas, e foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1997.

O ministro negou que a decisão tenha sido tomada "porque todo o zoológico esteja em situação crítica", e afirmou que "só onze animais estão" em tais condições,  como um urso e um leão.

Sociedades protetoras dos animais questionam há anos a existência do zoológico que, com o crescimento urbano do último século, ficou rodeado de edifícios e avenidas movimentadas, em uma zona muito valorizada pelo setor imobiliário.

O debate sobre zoológicos no país aumentou neste ano quando o governo da provínvia de Mendoza tornou públcia a informação de que vários animais estavam morrendo em decorrência de problemas que vão desde consaguinidade à falta de instalações para abrigar todos  no inverno. 

Ali, 70 animais morreram nos cinco primeiros meses desse ano. O governo anunciou que irá leiloar os animais exóticos em julho. Em La Plata, o zoo também será transformado em um parque.

O local, que ocupa 18 hectares, foi administrado pelo Estado durante décadas até 1991, quando foi cedido em concessão para empresas privadas.

Freire afirmou que a prefeitura "se encarregará dos 188 empregados" do zoológico, e que estes serão essenciais para o cuidado e traslado dos animais.

Em relação ao destino dos bichos, o ministro disse que serão feitos acordos com outros zoológicos e reservas do país e do exterior, e que os exemplares que não possam ser trasladados por questões de idade ou de saúde permanecerão no novo parque "até morrerem".

 

Fonte: G1 e Folha
Com informações France Presse

Donos pintam poodles e cães fazem sucesso em Teresina

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Por Maria Romero
 

Três poodles e uma mestiça de cofap com um Sem Raça Definida (SRD) fazem sucesso no bairro Promorar, zona Sul de Teresina. Romulo Chesna e DJ, como seu companheiro prefere ser chamado, estão juntos há cinco anos e têm em comum, dentre várias afinidades, o amor pelos animais e um tratamento diferenciado dado a eles. O casal possui quatro cachorros bem diferentes. Dois deles têm os pelos coloridos e uma das cadelinhas é criada quase como um bebê... Adora uma chupeta! 

"Eu ando com eles em todo lugar, boto vestido na Belinha, levo ela para o shopping. Já fui barrado em alguns lugares, mas eu insisto. Comecei a pintar os pelos deles já tem algum tempo, acho que fica mais bonito, colorido e hoje onde eu ando com eles, todos querem tirar fotos", conta Romulo, apaixonado pelos pequenos. 

Belinha é uma poodle de pouco mais de três anos que, hoje, está com os pelos tingidos de um rosa pink que chama atenção onde ela passa. 

Os outros bichinhos são a cadelinha Luna, também poodle, que é a caçula da turma, e tem apenas sete meses. Ela está, atualmente, com os pelos azuis. O macho, o terceiro poodle, tem pouco mais de um ano e não tem os pelos tingidos.

"Ele eu prefiro deixar assim, branquinho mesmo, mas às vezes pinto de outras cores, amarelo, verde", conta Romulo. 

A outra cadela adotada pelo casal, Pipoca, é criada quaA cadelinha tem um comportamento inusitado: gosta de dormir com sua chupeta. Ou seu "bico", como os tutores chamam. "A gente achou ela na rua muito feia, mal cuidada, e desde esse dia que eu cuido dela. A chupeta eu que acostumei desde pequena e ela adora, só dorme assim", conta DJ.

Uma das diversões dos cães é ficar no teto do carro do casal, um fusca. Do alto, os cães acompanham todo o movimento da casa. Os animais são o xodó do casal, que trabalham como músicos. Romulo e DJ são apaixonados por seus animais e não querem ficar apenas com os quatro. 

"Se quiserem me dar mais cachorros, eu quero criar", declarou Romulo. 

Cuidados 

Ela declarou ainda utiliza um corante em pó com o qual dá banho nos animais. "Eu fico dois minutos fazendo massagem suavemente e depois dou banho normalmente e pronto. Consultei um veterinário e ele disse que não teria problema", declarou.

A médica veterinária Vanessa Solano, contudo, alerta sobre o correto prodecedimento e diz que o uso de corantes artificiais pode causar danos ao animal caso o produto não seja de uso específico para animais. 

"Se não for o produto correto para tingimentos do pelo dos animais existe o risco de problemas de pele, problemas de visão. Já existem no mercado produtos à base de anilina, usados para tingir cães e gatos que segundo o fabricante não tem risco tóxico. De tudo que li a respeito, o teste de sensibilidade é recomendado", explica. 

 

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Vídeo: menina de 14 anos mata e esquarteja cães no interior do Piauí

O VÍDEO CONTÉM IMAGENS EXTREMAMENTE FORTES 

 

Por Maria Romero
mariaromero@cidadeverde.com

Um crime grave de maus-tratos está chocando a todos na cidade de Francisco Santos (355 km de Teresina) e municípios vizinhos. O delegado Rodrigo Morais disse que o inquérito que apura o caso já está concluído e foi enviado ao ministério público. "O caso está encerrado, está constatado que ela matou e mutilou dois filhotes de cachorro", declarou. O crime foi ainda registrado em vídeo, que possui imagens extremamente fortes.

Nas imagens, que são muito fortes e foram editadas pelo Cidadeverde.com, a adolescente já aparece com um dos filhotes com a cabeça separada do corpo. O outro cão está com o corpo intacto, mas já está está morto. O delegado informou que os cães foram mortos pela adolescente antes do início da gravação. Ao longo do vídeo, a garota esquarteja os dois animais usando uma faca. 

Ela fala no vídeo que gosta de "tratar" os cães calada, quando o homem que está filmando pede para ela descrever o que está fazendo. Ela então pede uma faca a outra pessoa próxima. Algumas pessoas riem ao fundo do vídeo. "No dia que eu tiver medo de polícia, eu não faço isso aqui", e bate o corpo do animal contra o chão. 

Além do crime bárbaro, outra situação também revolta a população: a pena branda para o crime. Segundo o delegado, a menina já tem histórico de agressividade, especialmente quando consome álcool e usa drogas, o que é comum, mas também lamenta o fato de a punição para pessoas que cometem maus-tratos é muito leve. 

"Quem é pego com arma de fogo, pode ficar preso por até quatro anos, mas quem comete um crime desses, sequer fica preso. Ninguém fica preso por crime ambiental. Tudo o que eu pude fazer quando ela chegou à delegacia foi encaminhá-la ao pai. Para nós, é um crime gravíssimo, mas a legislação considera uma conduta menos grave", explicou o delegado. 

Segundo ele, o caso chegou à delegacia após condução da adolescente à delegacia regional de Fronteiras (400 km de Teresina), pela Polícia Militar. O delegado disse ainda que o vídeo divulgado nas redes sociais - que mostra o crime - somentou chegou ao conhecimento da polícia após encerramento do inquérito. 

Legislação

A ação constitui violação do artigo 32 da Lei 9.605/1998, Lei de Crimes Ambientais, que descreve como crime "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos". A pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

No caso da adolescente, que cumpre pena conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a punição deve ocorrer por meio de medidas socioeducativas. Contudo, o Ministério Público já recebeu o caso e pode pedir pena de internação para a adolescente.

Ainda assim, é provável que a garota cumpra outro tipo de pena, por ser esse um crime considerado de menor potencial ofensivo, segundo a legislação. 

 

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Após morte de onça, Rio-2016 veta presença de animais silvestres

A morte da onça Juma, após o revezamento da tocha olímpica no Amazonas, provocou mudanças nas próximas paradas do símbolo dos Jogos do Rio. Ontem (21), o Comitê Organizador assumiu sua parcela de culpa e já decidiu que não existirá mais situações como essa. “Foi alinhado que não teremos mais ações que envolvam animais silvestres e há uma recomendação de atenção especial para momentos com outros tipos de animais”, disse o Rio-2016.

A onça estava sendo deslocada no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) quando fugiu. Era acompanhada por veterinários e tratadores e, na tentativa de conter o animal, quatro tiros de tranquilizantes foram disparados. Mesmo após ser atingida por dois dardos, Juma continuou investindo contra um militar. Como procedimento de segurança pela integridade física do cuidador, o felino recebeu um tiro de pistola e morreu.

Alguns animais estiveram presentes no revezamento da tocha, como cavalos, bois, tartarugas e até um boto, e nenhum problema ocorreu. Estava previsto ainda o contato com jacaré no Pantanal, araras e outras aves, e peixes. Mas isso mudou. “Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio-2016”, avisou o Comitê.

 

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Com informaçõe Estadão

Onça morta em passagem da tocha é espécie ameaçada de extinção

A morte de Juma, a onça que participou de uma cerimônia com a tocha olímpica em Manaus na segunda-feira (20), revela o drama de uma espécie ameaçada de extinção e gera questionamentos sobre a manutenção de animais selvagens em centros do Exército na Amazônia.

A onça Juma foi abatida com um tiro de pistola no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) logo após ser exibida no evento olímpico. Como outra onça, apelidada de Simba, ela havia sido acorrentada e apresentada ao público durante a cerimônia.

O Exército mantém várias onças em cativeiro na Amazônia. Os felinos ? bem como animais de outras espécies ? costumam ser adotados pelo órgão ao serem encontrados em cativeiro ou em poder de caçadores.

Muitas onças, como Juma, se tornam mascotes dos batalhões e passam por sessões de treinamento. Em Manaus, os felinos são presença frequente em desfiles militares, prática condenada por biólogos e veterinários.

Em 2014, durante gravação de um documentário em Manaus, militares do Cigs mostraram Juma, a mascote do centro, à BBC Brasil. Na época, explicaram que a onça havia sido resgatada com ferimentos após sua mãe ter sido morta. Foi levada para o centro e ali cresceu sob os cuidados de tratadores.

O destino trágico de Juma chama a atenção para a situação cada mais precária da espécie, listada como ameaçada no Brasil pelo Ibama em 2003.

É um animal que exige extensas áreas preservadas para sobreviver, caçando espécies como capivaras e até jacarés. Ela vem sendo ameaçada pelo desmatamento, não apenas na Amazônia como também no Pantanal e no Cerrado, para abrir espaço para a expansão da atividade agropecuária.

Tiro de pistola

Em nota enviada ao site da agência local de notícias Amazônia Real, o Comando Militar da Amazônia (CMA) diz que, após a solenidade olímpica na segunda, Juma escapou dentro do zoológico do centro do Exército. O órgão afirma que um grupo de veterinários e militares tentou recapturá-la com tranquilizantes, mas que, mesmo atingido, o animal avançou sobre um soldado.

"Como procedimento de segurança, visando a proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores, foi realizado um tiro de pistola no animal, que veio a falecer", diz o órgão.

Segundo o Amazônia Real, dois militares seguravam a corrente presa a Juma durante todo o evento. O site diz que muitas pessoas tiraram fotos com a onça na cerimônia. Ela teria fugido logo após a exibição, quando militares tentavam colocá-la numa caminhonete.

O Exército diz que abriu um processo administrativo para investigar a morte do felino. Segundo o Amazônia Real, o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) não havia autorizado a participação de Juma no evento e poderá multar a corporação.

Indomesticável

Para João Paulo Castro, biólogo com mestrado em comportamento animal pela Universidade de Brasília, Juma pode ter fugido após se estressar durante o evento.

"Não é saudável nem recomendável submeter um animal a uma situação como essas, com barulho e muitas pessoas em volta", ele diz à BBC Brasil.

"Muitas vezes a onça já vive numa situação precária e estressante no cativeiro, o que é agravado num cenário de agitação."

Castro diz que muitos batalhões do Exército na Amazônia mantém onças em cativeiro. Ele afirma ter visitado um centro que mantinha um felino em Cruzeiro do Sul (AC) em condições "bem toscas".

Segundo Castro, é um erro tratar onças como animais domesticáveis. Ele afirma que são necessárias várias gerações em cativeiro para que uma espécie se acostume a conviver com humanos.

O biólogo diz que, idealmente, onças apreendidas devem ser devolvidas à natureza ou levadas a refúgios, onde possam ficar soltas em amplos espaços.

Segundo ele, a soltura de felinos é um processo complexo, mas há casos bem sucedidos pelo mundo ? como o de tigres devolvidos a florestas na Ásia.

Horas antes da morte de Juma, a BBC Brasil pediu ao Exército detalhes sobre a manutenção de animais selvagens em dependências do órgão na Amazônia. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Um veterinário de Manaus que já trabalhou com o Exército e pediu para não ser identificado defendeu o órgão das críticas. Segundo ele, ao cuidar de animais resgatados, a corporação assume uma função que deveria ser de outros órgãos públicos.

Ele diz que os militares são muito cuidadosos com os animais e que a burocracia impede que muitos sejam devolvidos à natureza.

O veterinário afirma ainda que grande parte das onças resgatadas chegam ao órgão ainda filhotes e se tornam dependentes dos cuidadores, o que torna difícil sua soltura.

 

Fonte: BBC

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