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'Cavalos de lata' podem substituir jumentos em carroças no Piauí

Modelo simnilar ao que poderá ser adotado no Piauí 

O projeto que proíbe a utilização de asininos (jumentos) como propulsores de veículos movidos à tração animal já está tramitando na Câmara de Vereadores de Teresina para em seguida ser votado em plenário.
 
O texto do projeto Nº 74/2017, prevê a substituição dos veículos movidos à tração animal pelo chamado cavalo de lata, que é um veículo com estrutura metálica com carroceria para levar o lixo com a finalidade de acabar com a exploração dos animais e qualificar o trabalho dos catadores. 

Pelo projeto, o veículo, assim como a capacitação para seu uso, será subsidiado pelo município. A fiscalização da lei será realizada pelos órgãos competentes do executivo municipal. O animal que for encontrado sendo utilizado em carroças será retido pelo agente fiscalizador, que acionará o Centro de Zoonoses para recolhimento. O projeto prevê, ainda, multa a ser estabelecida pela prefeitura em caso de reincidência.
 
“O que não podemos mais permitir são os maus-tratos a esses animais, que são abandonados, machucados e muitas vezes desnutridos quando não têm mais força para suportar o peso da carroça. O executivo pode investir em qualificação ou até em subsidiar quem trabalha com carroça para que possam usar outros meios e trabalhar sem utilizar os asininos”, conclui a vereadora Teresa Britto, autora do projeto. 

 

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Cadela acorrentada 'come' a própria pata para ficar livre

Uma cachorra foi resgatada após comer a própria pata para se livrar das correntes que a mantinham presa, em Missouri, nos Estados Unidos. O resgate foi feito pela organização Stray Rescue of St.Louis, que publicou um vídeo sobre o caso da cadelinha Treya, da raça american staffordshire terrier.

Após perder o dono, que morreu há cinco anos, Treya foi forçada a viver em um cubículo, completamente sozinha. O único contato dela com humanos era com vizinhos, que apenas a alimentavam. Ninguém conseguia soltar a corrente onde a cadela estava presa.

Confinada durante todo esse tempo, Treya roeu a própria pata para conseguir se movimentar pelo espaço de cerca de dois metros onde estava. Além do trauma, Treya estava com a doença do parasita no coração e uma grande infestação de pulgas.

A american staffordshire terrier foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros após um pedido de um morador da região e se recupera em uma clínica veterinária. Apesar da dificuldade de adaptação, hoje a cadelinha convive com outros animais. Assim que o tratamento terminar, Treya estará disponível para adoção.

 

Fonte: Extra.

Foto de macaca 'chorando' ao socorrer filhote inconsciente comove internautas


Macaca parece chorar ao ver filhote inconsciente (Foto: Facebook / Avinash Lodhi / Reprodução)

Um fotógrafo registrou, em uma imagem tocante, o momento em que uma macaca parece chorar ao abraçar um filhote que ficou inconsciente, em Jabalphur, na Índia. O clique, compartilhado por Avinash Lodhi em seu perfil em uma rede social, está comovendo internautas de diferentes países.

O fotógrafo conta que viu uma movimentação estranha entre macacos e decidiu se aproximar para fazer fotos. "Decidi me sentar e observar a atividade deles, embora já estivesse perdendo luz (estava escurecendo)", disse ele, segundo o site britânico "The Telegraph".

Segundo Lodhi, em um dado momento, o filhote pareceu ficar inconsciente, assustando sua mãe, que ficou visivelmente desesperada. Neste momento, ele congelou a imagem. Logo depois, felizmente, o pequeno macaco acordou.

"Esse é um momento raro, principalmente entre os animais", disse ele, que se impressionou com o próprio registro. "Assim que eu vi a imagem fiquei em silêncio por uma hora", completou.

No Facebook, onde a fotografia foi postada, internautas ficaram impressionados. "Ótimo registro! Parabéns", escreveu um deles.

 


Fonte: Extra 

Cadela morre após salvar donos de ataques de cobras

Cadela Mariana salvou donos de picadas de cobras, mas morreu após 4 dias internada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O mestre de obras Lindon Jhonson de Aquino, 43 anos, que foi salvo de levar picadas de cobras pela cadela Mariana, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, disse que ela foi “uma verdadeira heroína”. O homem estava com o irmão, o motorista Demerval Aquino, 39, quando o animal brigou com duas jararacas. Após quatro dias internada, a cachorra não resistiu e morreu.

“Se não fosse por ela, eu e meu irmão poderíamos não estar mais aqui. Ela nos salvou e, por isso, nunca será esquecida”, disse.

O caso ocorreu no último dia 1º, quando Lindon Jhonson e Demerval roçavam uma área na chácara da família. Segundo ele, os dois ouviram barulho de uma movimentação no mato, mas não conseguiam ver o que tinha no local. Foi quando a cachorra se aproximou e começou a latir muito.

“Eu estava mais próximo dessa área e a Mariana se aproximou de mim e me empurrou. Eu quase caí e percebi que ela estava muito agitada, latindo muito. Não consegui entender na hora, mas depois, vi quando ela lutou com as jararacas e saiu correndo. A partir daí, eu e meu irmão olhamos com mais atenção para o mato e encontramos as duas cobras”, relatou.

Segundo Lindon Jhonson, em seguida, ele e o irmão capturaram as cobras e as colocaram em uma caixa. “Demorou um pouco para cair a ficha, mas aí percebi que, se não fosse pela Mariana, eu e meu irmão teríamos pisado exatamente no local em que elas estavam e teríamos sido picados, com certeza”.

O mestre de obras relatou que, logo depois, ele e Demerval voltaram para a sede da chácara e já encontraram a cachorra deitada em um canto. “Ela parecia estar tonta e o rosto começava a inchar. Aí eu percebi que ela tinha sido picada e já saímos correndo com ela. Primeiro paramos em um posto dos bombeiros que fica perto da chácara e lá nos orientaram a procurar um veterinário com urgência”, lembra.

Mariana foi atendida pelo veterinário Paulo César Dias Ramalho e chegou a apresentar melhora. No entanto, na sexta-feira (5), ela não resistiu e morreu. “O fato de a picada ter sido na região da face, do focinho, tornou a situação muito grave. O veneno é muito forte e acaba necrosando o tecido, comprometendo órgãos vitais como o sistema respiratório”, lamentou o médico ao G1.


Cadela atacou cobras para evitar que donos fossem picados em Anápolis (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Heroína

Lindon Jhonson diz que a cachorra Mariana, que tinha mistura com a raça weimaraner, tinha cinco anos e era muito dócil. “Ela chegou na nossa família quando compramos a chácara e ainda era um filhote. Considero que ela foi uma verdadeira heroína, pois, tinham outros três cães no local quando a gente roçava o mato e só ela foi para cima para nos defender”, diz.

Para o mestre de obras, a atitude do animal foi fundamental para evitar que ele e o irmão fossem as vítimas. “Eu passei a acreditar na frase que diz que o cão é o melhor amigo do homem. Infelizmente ela morreu, apesar de todos os esforços, mas sei que Deus nos deu um livramento, então vamos agradecê-la para sempre. Ela era um membro da nossa família e continuará sendo”.

Ele diz que agora quer homenagear Mariana. “Queremos pegar um outro cachorro da mesma raça e vamos dar o nome dela. Ela merece ser reconhecida pelo bem que nos fez”, ressaltou.

Sobre as cobras, o mestre de obras diz que elas foram soltas na natureza. “Uma delas ficou com um ferimento por conta da briga com a Mariana, mas aparentemente estava bem. Seguimos a orientação dos bombeiros e as soltamos em uma área de mata bem isolada para evitar riscos”, concluiu.

 

Com informações G1
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Campanha inverte papéis e faz cão 'adotar' humano

Impossível não se emocionar com cachorros e gatos que vivem em abrigos à espera de um dono. Em uma nova campanha para adoção destes animais, uma marca de rações caninas divulgou um vídeo que tem arrancado lágrimas dos apaixonados por bichos. 

"Aproximadamente 4 milhões de cães chegam a abrigos anualmente, há tantos amigos peludos esperando para encontrar suas casas", diz a marca na descrição da gravação. O vídeo tem cerca de uma semana e já tem mais de 100 mil visualizações.

O filme faz parte de uma campanha por duas datas especiais nos Estados Unidos: o Dia Nacional de Adoção de um Cão de Abrigo, no dia 30 de abril, e pelo mês nacional  do pet (maio). 

"Às vezes você precisa de um cachorro tanto quanto ele precisa de você. Adote", diz o vídeo.

 

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Vídeo: cão reconhece dono pelo cheiro após homem perder 22kg

Após passar cinco semanas internado em um hospital e perder cerca de 22 kg, o norte-americano Shane Godfrey demorou para ser reconhecido pelo cachorro dele ao voltar para a casa. 

Em um vídeo publicado no Facebook, o cão nota o dono, mas demonstra um certo estranhamento. Depois de um tempo, ele cheira o homem e o reconhece no mesmo momento.

"Quando você perde tanto peso que seu cachorro precisa cheirá-lo para perceber quem você é. E passar cinco semanas longe também não ajuda muito, mas a reação dele ao reconhecer o cheiro não tem preço", escreveu GodFrey na rede social. 

O vídeo fez sucesso no Facebook e já teve mais de 300 mil visualizações. Assista abaixo:

Fonte: UOL.

Cientistas explicam o que acontece quando um cão fica sozinho em casa

Poucos donos de cães gostam da ideia de deixarem seus animais de estimação sozinhos quando vão trabalhar. Mas a maioria de amantes de cães não fazem ideia de como seus animais lidam com o fato de serem deixados sozinho. Agora os cientistas revelaram que os cães passam até meia hora uivando, latindo e lamentando depois que seus donos os deixam sozinhos. E para alguns animais de estimação, o tormento dura horas.

Dois dos principais especialistas em comportamento canino revelaram à MailOnline como os cães reagem ao ficarem sozinhos. Os primeiros minutos de isolamento são os mais estressantes para um cão, de acordo com os pesquisadores.

“A reação de separação é iniciada logo após a partida do dono, normalmente começando dentro de 30 minutos, e muitas vezes dentro dos primeiros minutos”, disse Alice Potter, uma cientista que estuda animais de estimação no RSPCA.

Os sinais comportamentais mais comuns relacionados à separação são comportamentos destrutivos, muitas vezes direcionados para a porta por onde o dono sai, vários tipos de vocalizações (uivos, latidos e choramingos), fezes e urina. Outros sinais menos frequentes incluem salivação excessiva, auto-mutilação, comportamento repetitivo e vômitos.

Os cães ficam mais estressados logo após você sair porque eles aprenderam a responder aos sinais de que você está indo, de acordo com a Dra. Emily Blackwell, uma especialista em relações homem-animal da Universidade de Bristol.

“O cão sabem quando seu dono está prestes a sair de casa – eles aprendem sobre as coisas que acontecem rotineiramente antes de sair, por exemplo, colocar as coisas em um saco, pegar chaves e colocar seus sapatos e casaco", disse Blackwell.

Para alguns cães, essas ‘dicas’ serão um preditor de que algo ruim está prestes a acontecer e farão com que fiquem ansiosos. Para estes cães, dentro de 10 minutos após a saída do proprietário, a tendência é que mostrem sinais de ansiedade que podem incluir correr, choramingar, uivar, ou arranhar a porta.

As horas seguintes após ser deixado sozinho dependem da personalidade do seu cão. Cães que são predispostos a ficarem ansiosos podem passar horas correndo para cima e para baixo à espera de seus donos.

“Os cães com problemas de separação tendem a não se acalmar por longos períodos de tempo, mesmo quando o proprietário está fora por várias horas. Normalmente, eles gastam menos de um minuto descansando antes de se levantarem e se movimentarem novamente, então seu descanso é muito perturbado e os cães muitas vezes podem estar cansados quando o proprietário volta para casa e só se acalmarem para dormir naquele momento”, explica Blackwell.

Ela acrescentou que os cães ansiosos uivam constantemente, apenas tomando pausas curtas para ouvirem se seu dono está voltando. A Dra. Potter disse que é quase impossível dizer se o seu cão é suscetível de ficar ansioso quando você sai de casa.

“Este é um problema escondido por sua natureza só acontece quando o dono está ausente”, disse ela.

A pesquisa anterior da universidade de Bristol mostrou que os cães de raça sofrem mais com a ansiedade da separação, e labradores e retrievers são particularmente suscetíveis. A Dra. Blackwell acrescentou que os cães jovens são mais propensos a ansiedade sem os seus donos.

“Quanto aos cães com problemas de separação, parece que o pico desta doença está em torno de dois anos de idade, mas os cães de qualquer idade podem sofrer”, disse ela. “Recomenda-se que todos os donos tentem filmar seus cães quando eles são deixados sozinhos de vez em quando, apenas para se certificar de que eles não estão mostrando um sinal ‘escondido’ de angústia, como tremer, correr ou choramingar.”

Potter disse que existem quatro passos simples que você pode seguir para ajudar seu cão lidar com sua ausência.

 “É importante não punir o seu cão se ele urinar ou ser destrutivo enquanto você está fora, isso pode deixá-lo mais ansioso por ser deixado sozinho e pode estragar o seu relacionamento. Seu cão será mais propenso a relaxar quando deixado sozinho, se ele fora alimentado e exercitado de antemão”, finaliza  
Blackwell.


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Projeto de vereadora quer acabar uso de jumentos em carroças na capital

Colaboração Fábio Lima
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A vereadora Teresa Britto (PV) apresentou projeto para proibir o uso de asininos, específicamente os jumentos, como propulsores de veículos movidos à tração animal. Ela alega que os animais sofrem maus tratos e acredita que as carroças deveriam ser proibidas. 

"Na verdade eu gostaria que não tivesse mais uso de carroças aqui em Teresina com animais. Que fossem usados motos, o cavalo de lata, mas que não fossem utilizados os animais (...) Eles usam os animais e soltam depois que não têm condições de ser usados. Eles abandonam machucados, muitas vezes desnutridos", denuncia a vereadora. O cavalo de lata é um veículo de metal que existe em outros estados e é usado para substituir carroças.

Teresa Britto recorda que já tentou inserir a mudança, no ano passado, durante a tramitação da reforma do Código Sanitário, mas a medida não foi aprovada. 

"Nós temos vistos muitos em Teresina, tadinhos, transportando uma carga que eles não têm capacidade de transportar, passando por total sofrimento. Nós queremos evitar o sofrimento desses animais", acrescentou a parlamentar. 

Questionada sobre se a lei pode prejudicar ou até acabar com a profissão dos carroceiros, a vereadora afirma que a utilização do asinino em carroças é menor. Além disso, ela afirma que a Prefeitura de Teresina pode encontrar alternativas para quem vive com o uso dos animais. 

"Que o próprio poder público possa buscar meios para evitar esse tipo de questão, aquelas pessoas que vivam do uso, do sofrimento desses animais, que elas possam colocar no mutirão da limpeza, buscar um meio de sobrevivência, qualificar essas pessoas para fazer outra atividade. O fato é que tem que se acabar com isso. Não pode se sustentar famílias com o sofrimento dos pobres inocentes que não falam, mas que têm sentimento de dor, de medo e de todo tipo de maus tratos", disse a parlamentar.

"Não queremos que as famílias fiquem passando fome, não. É para isso que existe o Bolsa Família, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, qualificação profissional (....) para dar amparo a essas pessoas que estão em situação de risco. Buscar outras alternativas", completou. 

 

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Fiocruz cria aplicativo para pesquisar doenças e monitorar animais silvestres

Em tempo de uso crescente da tecnologia para soluções de problemas da sociedade, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conta com a população para ajudar no combate de doenças no Brasil e na coleta de informações por meio do uso de um aplicativo gratuito e disponível no Google Play.

A bióloga Márcia Chame, que está à frente de um projeto de biodiversidade da Fiocruz, informou que, para ampliar a base de dados utilizados nas pesquisas, é preciso aumentar os meios de monitoramento das informações. Com o aplicativo, os especialistas recebem os dados regionais diretamente das populações.

“Acreditamos que a sociedade é parte do processo. Por isso, desde 2005 começamos a desenvolver um aplicativo em que qualquer pessoa no país pode nos ajudar no monitoramento de animais silvestres. Não só macacos, mas carnívoros, roedores e todo tipo de animais”, disse.

O aplicativo permite receber uma série de registros, inclusive fotos. “Ele funciona off line, de modo que no meio do campo há um georreferenciamento. As pessoas podem checar seus dados no mapa disponível e atrás dessas informações temos esses modelos.”

A professora acrescentou que, embora exista a sensação de que a febre amarela é uma doença nova no Brasil, ela veio da África há muito tempo e hoje alarma a população. Assim como a febre amarela veio de fora, a movimentação atual de pessoas no mundo pode levar o vírus para diversos lugares.

Vetores

“Em 24 horas, uma pessoa pode sair da China, pousar em Paris e depois seguir para o Brasil”, comentou a bióloga sobre o que classificou de compartilhamento de doenças e de agentes infecciosos com outros animais. “Isso faz parte da biodiversidade”.

A pesquisadora destacou ainda que existem alterações genéticas de vetores e parasitas e, com isso, todos os organismos vão se adaptando. A dinâmica, conhecida há 20 anos, hoje pode ser completamente diferente. Márcia descartou que o Brasil esteja atravessando uma epidemia de febre amarela. 

Conforme a especialista, o que ocorre são surtos distribuídos. Ela afirmou que os macacos são hospedeiros extremamente favoráveis à doença. Com 118 espécies do animal, o Brasil é o país que mais tem espécies de primatas no mundo. "Todas as nossas espécies são suscetíveis à febre amarela. Isso mão significa que não exista febre amarela vírus em outras espécies. Precisamos estudar mais isso.”

De acordo com Márcia Chame, o que se vê hoje no Brasil é um ciclo silvestre. Ela analisou o cenário do local onde morava o homem que morreu da doença em Casimiro de Abreu, município do Rio de Janeiro, e constatou que a paisagem é uma clareira no meio da floresta. “É uma área quase circular, onde foi feita uma plantação. Para o mosquito é uma área natural. Com uma diferença, havia uma oferta de sangue humano da família que morava ali.”

Estudos

Para a pesquisadora, as áreas de declives determinam andares diferenciados de florestas e as espécies se distribuem nos andares. Há macacos que ficam mais no alto das árvores e outros em níveis mais baixos. Os mosquitos acompanham esses níveis. Com isso, as pessoas acabam sendo alvo dos mosquitos infectados e levam os vírus para outros locais. “As pessoas entram nas florestas e cada vez mais as populações avançam nessas áreas”, disse.

Segundo Márcia Chame, são muitos os fatores para o surgimento da febre amarela, porque os ciclos são complexos, especialmente pela variedade nas espécies de macacos e mosquitos. Os estudos mostram que, desde 1980, a cada sete anos surge um ciclo novo de febre amarela.

“O que se tem de dados é que os ciclos coincidem com o restabelecimento das populações de bugios [macacos]. A febre amarela entra em determinado lugar e mata os bugios suscetíveis. Os que conseguem resistir ficam imunes, como as pessoas. Para que tenha uma nova população com indivíduos suscetíveis, essa população tem de se repopular. Isso vai demorar uns sete anos.”

Márcia Chame informou que a Fiocruz trabalha com uma base de dados relativa ao período entre 2000 e 2016, com análise de 620 casos, utilizando um cruzamento de informações de diversos órgãos. Os estudos também mostraram que um período importante de seca, antes do início das chuvas, favorece um número maior de mosquitos. “É como se todos os ovos dos mosquitos estivessem esperando uma chuva favorável [para eclodir]”. Depois dessa etapa, eles se dispersam e acabam atacando macacos, que, por causa da seca, fugiram para outras regiões a procura de alimentos.

Ação do mosquitos

Para o professor Ricardo Lourenço, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), os principais transmissores de febre amarela são os mosquitos Haemagogus leucocelaenus, que têm o corpo preto e patas em listras, e o Haemagogus janthinomys, com corpo brilhoso e colorido e patas sem listras. Lourenço revelou ainda que eles não atuam à noite.

“Febre amarela é uma doença do dia. Mosquitos não picam à noite. São brilhosos e se orientam pelo reflexo da luz nas escamas brilhosas. São mosquitos diurnos e transmitem [a doença] durante o dia. Podem picar humanos dentro da floresta ou fora dela”.

O professor esclareceu que normalmente somente as fêmeas transmitem a doença, mas pode ocorrer a transmissão por machos nascidos de fêmeas infectadas.

Lourenço afirmou que equipes da Fiocruz estão fazendo controle de mosquitos com a instalação de armadilhas nas árvores de Casimiro de Abreu. O material é coletado e analisado no laboratório do IOC por uma equipe de 42 pessoas. Com as análises, é possível identificar os tipos de mosquito da região e checar ainda a quantidade de mosquitos com a distinção entre machos e fêmeas.

Infecção

O professor André Siqueira, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, informou que, no caso da febre amarela, pode haver o registro de pessoas infectadas com quadro bem leve. Segundo Siqueira, a partir da infecção há o período de incubação de três a seis dias em que o vírus está no organismo, mas ainda não se manifestou. Depois tem o período de infecção em igual período quando o vírus está se replicando no organismo em grande quantidade.

É nesse momento que surge a febre acima de 40 graus, associada às dore de cabeça, costas e tonturas. Em seguida, o paciente pode passar por um tempo de melhora entre duas a 24 horas. Após essa etapa, podem surgir complicações com as infecções no fígado, a dor no estômago que podem evoluir até a morte em algumas situações.

 

Fonte: Agência Brasil.

Em Teresina, estudante faz 'cãopcakes' para pagar formatura em Medicina

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Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Um problema de saúde com a cadelinha Liz, de apenas um ano de idade, fez a universitária Lorena Piauilino, a empreender. E hoje sabe o que ela faz? cãopcaked. Isso mesmo, um bolinho no formato dos tradicionais e deliciosos cupcakes, só que para cachorros. O negócio começou recentemente, mas a dona da Liz já tem um destino certo para renda que vai ganhar com as guloseimas caninas: pagar a festa de formatura em Medicina.

"A Liz teve um problema hepático e desde então não pôde mais comer ração. O veterinário passou uma dieta natural que incluía legumes, abóbora, ovo...tudo natural. Por coincidência, recentemente, comecei a fazer bolos confeitados pra vender e a Liz sempre ficava olhando...como ela não podia comer, me veio a ideia fazer os cãopcakes e ela adorou", conta a estudante.

Com a aprovação da cadelinha da raça maltês, a universitária resolveu comercializar os cãopcakes e o primeiro grande desafio foi fazer os bolinhos para o aniversário de um ano da Liz.

"No aniversário dela teve bolo confeitado, brigadeiro e também os cãopcakes...Claro que não podia faltar, já que a festa era dela. A partir de então, comecei a vender os bolinhos e decidi que vou guardar toda a renda que ganhar para pagar minha festa de formatura que é em 2020", disse a estudante, que cursa com bolsa integral, o 4º período de Medicina em uma faculdade particular de Teresina.

Lorena explica que os bolinhos são feitos com produtos naturais apropriados para a dieta canina e incluem, entre outros ingredientes, farinha de trigo de integral, linhaça, aveia, legumes, verduras e frutas, além de um complemento vitamínico. A unidade custa R$ 5. 

"Faço os cãopcakes de vários sabores. Quando recebo uma encomenda, sempre pergunto ao cliente qual o sabor que o pet gosta mais. Tem um cãozinho, por exemplo, que adora tomate", disse Lorena. 

 

As encomendas dos cãopcakes podem ser feitas por meio do Instagram Boloterapiaporlorena.

 

bicharada@cidadeverde.com

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