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A primeira reação contra as PPPs apareceu

 A primeira reação contras as Parcerias Público-privadas as PPPs apareceu neste final de semana.  E foi relativa a questão do sistema prisional, uma das associações que representa os trabalhadores do sistema prisional a  Associação Geral do Pessoal Penitenciário do Piauí (AGEPEN-PI).

A entidade tem uma opinião contrária sobre o estudo que o Governo do Estado faz para transformar os presídios do Estado em uma Parceria Público Privada (PPP).  

Para o presidente em exercício da entidade Marcelo Cardoso, a AGEPEN é  contrária à privatização dos presídios, que segundo ele vai tornar a situação dos presídios do estado ainda mais caótica.

A associação ainda reforça que o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) expediu uma resolução contra a aplicação do modelo das PPPs nos presídios brasileiros.

Ele afirmou que nos estados onde foram adotados o sistema, o preço do detento praticamente triplica, Um preso hoje custa cerca de R$ 3 mil por mês para o Estado, com a PPP este valor deverá custar R$ 9 mil, dinheiro que sairá dos cofres do Governo. Em vez de pagar a iniciativa privada para gerenciar as penitenciárias, a saída, segundo o sindicalista, é investimento com a verba do Fundo Penitenciário. “Verba há no Fupen para administrar os presídios. Se houver bons projetos com certeza essa verba é liberada para resolver o problema”, finalizou.

Este foi a primeira opinião contrária as PPPs no Piauí.