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Será que havia necessidade dos decretos de emergência?

Será que é a emergência nas prefeituras era realmente necessária? Para alguns prefeitos esta foi a saída no início de mandato, pode ter sido a mais fácil, neste primeiro momento. Mas para o contador Valdir Sabóia Júnior, que atende algumas contas de prefeituras, se os gestores tivessem feito o planejamento correto não haveria necessidade de decretar a situação de emergência. Ele vai mais além e afirma que os prefeitos tiveram tempo para estudar a situação de cada município, para levantar as necessidades dos setores como educação, saúde e limpeza pública. "Os prefeitos foram eleitos em outubro de 2016 e assumiram em janeiro de 2017. Eles tiveram três meses para fazer um levantamento de informações e com isso já preparar a documentação necessária para uma licitação". Dessa forma não havia, segundo Valdir Júnior, a necessidade da edição dos decretos emergência, caso os prefeitos trabalhassem com o planejamento. A Associação Piauiense de Municípios APPM pediu cautela na edição desses decretos, mas para alguns prefeitos, como Do Bacelar, da cidade de Porto, o ato foi necessário. Ao assumir a cidade de Porto pela quinta vez, o gestor disse que encontrou a cidade em um estado de abandono e que teve que editar o decreto de emergência. "Estamos trabalhando de forma emergencial. Apesar da situação, todos os processos licitatórios estão sendo feitos, para evitar problemas futuros".