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Procuradores do Estado vão entregar cargos de chefia

Os procuradores do Estado estão insatisfeitos com as condições de trabalho e na próxima quinta-feira(06), eles vão entregar os cargos de chefia e tudo indica que a categoria deve paralisar suas atividades na próxima semana. Segundo a Associação Piauiense dos Procuradores do Estado (APPE), as conversas com o governo acontecem desde o ano passado, mas não houve acordo.

A presidente da Associação do Procuradores do Estado, Lourdes Terto, afirmou que as conversas não avançaram. "Há meses estamos conversando com o governo, governador e secretários de Administração, de Fazenda e do Governo. Nosso pleito é ter igualdade de tratamento com as demais classes jurídicas do Estado, Ministério Público e Defensoria Pública do Estado", disse.

Segundo a procuradora, a reivindicação da categoria é para que haja a paridade em termos de remuneração e de estrutura física e de pessoal do corpo administrativo. Ela exemplica que antes Ministério Público, Defensoria e Procuradoria do Estado tinham esta pararidade, "mas desde o ano de 2016 estas diferenças se acentuaram e com aprovação de projetos de lei dessas classes a situação se agravou".

Ela explicou que a estrutura física do MPE e da Defensoria é superior se comparada com a PGE, "hoje você vai verificar que nossas condições de trabalho são bem inferiores".  Por exemplo, não existem assessores ou estagiários, diferente o que acontece como MPE e a Defensoria. 

"Desde outubro estamos conversando com o Governo sem sucesso, na quinta serão entregues os cargos de chefia e em seguida trataremos da paralisação", reforçou a procuradora. Existem procuradorias setoriais na Sead, Sefaz, Educação, Saúde, Setur, na sede da PGE existem mais sete chefias ativas. "Sabemos a situação de difulcudade fianceira do Estado, mas é importante lembrar que estamos considerando os proejtos de Lei da Defensoria e MPE que acabaram de passar pela Assembleia".

Em relação a remuneração, um procurador do Estado recebe R$ 22.883,43, abaixo do que recebem o promotr de Justiça  R$ 24.800 e um defensor público é que de  R$ 24.300.