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Wellington Dias garante autonomia para secretários em troca de união da base

O  incentivo para fazer política em 2018. O governador Wellington Dias passa agora para próxima etapa na construção de sua base política para as eleições do ano que vem, ao garantir  que alguns de seus aliados terão fôlego para fazer obras em suas secretarias. A garantia está no decreto  assinado por Dias em 20 de abril, que  permite a partir de agora, que algumas Secretarias de Estado e Coordenadorias possam executar, planejar e projetar obras. Os secretários de Wellington Dias  estão com a faca e o queijo  na mão.

A ação foi bem pensada do ponto de vista político, porque no primeiro momento seis secretários de Estado já  vão poder fazer obras dentro do que determina o decreto. E os contemplados são aqueles  que aparentemente  perderam espaço  na criação  das coordenadorias. Os secretários  como  Francisco  Limma (PT), Nerinho(PTB), Fábio  Xavier (PR), Fábio  Novo (PT), Flávio  Nogueira(PDT)  e Guilhermo Pires (PP)  ganharam  um mecanismo  de aumento de  capital político. A autorização foi dada pelo decreto número 17.113 do dia 20 de Abril de 2017. No documento o governador autoriza que  as Secretarias de Estado e Coordenadorias dotadas de capacidade técnica operacional poderão realizar obras públicas necessárias ao desenvolvimento do Estado. 

Para acalmar alguns de seus aliados políticos Wellington Dias determinou quais são as secretarias que poderão fazer obras: a Secretaria de Desenvolvimento Rural comandada por Francisco Limma do PT,  a Secretaria de Turismo comandada por Flávio Nogueira do PDT, a secretaria de cidades comandada por Fábio Xavier do PR a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico comandada por Nerinho José Icemar Lavor Neri e a Secretaria de Transportes Guilhermano Pires  indicado do PP é a Secretaria de Cultura dirigida por Fábio Novo do PT.

Esses secretários que foram contemplados com possibilidade de fazer obras em um ano pré eleitoral, recebem do governador a confirmação de que ele vai atender os grupos que compõem sua base e com isso acalmar os ânimos dentro do seu governo. Ele coloca uma pedra nas disputas causadas pela reforma. Como a queda de braço  que vinha sendo travada entre Francisco Lima da SDR e o deputado  João  Madison  o motivo: a gestão do programa de combate à pobreza rural  que foi desmembrado da SDR e entregue para o deputado João Madson. Neste caso o governador  atende ao seu partido o PT, não se indispõe com o grupo do PMDB do deputado estadual João  Madison  e nem com o grupo do deputado federal Assis Carvalho.