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Rejane Dias pede ação integrada com prefeitos e defende parcerias na Educação

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A secretária estadual de Educação, Rejane Dias, afirmou durante palestra no Congresso das Cidades que o município deve atuar em parceria com a rede estadual para que, juntos, possam melhorar os índices educacionais no Piauí. Para a secretária, não deve existir uma competitividade entre eles. Rejane Dias falou na tarde desta quarta-feira (15) no Congresso com o tema: "Educação para o desenvolvimento sustentável dos territórios piauienses". 

“Não podemos pensar de forma isolada, e sim de maneira integrada. Nós criamos o Sistema de Avaliação Educacional do Piauí, o Saepi, onde podemos detectar, por exemplo, o nível de reprovação em uma escola e elaborar soluções específicas em cada unidade. Queremos fazer o mesmo com os municípios para identificar as deficiências e melhorar os índices para termos bons resultados, inclusive na Prova Brasil”, disse a secretária. 

Durante a palestra, Rejane destacou seis parcerias que podem ser realizadas com os gestores municipais: a padronização de avaliações para aferir desenvolvimento do aluno: língua portuguesa e matemática; o uso do iSeduc e suas ferramentas; o compartilhamento de experiências da sistemática de avaliação; a formação continuada através do Centro de Formação – IEAF via Canal Educação; e aplicação do Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa, além de dialogar sobre o uso do transporte escolar para evitar a evasão escolar, pois muitos alunos são retirados das escolas devido a dificuldade de deslocamento.  

Pare reforçar a parceria com os gestores municipais, que é foco do Congresso das Cidades, a secretária trouxe dados alarmantes. Rejane destacou que o nível de aprendizagem em português e matemática em todo o Estado é considerado crítico em muito crítico, e conta com o apoio das prefeituras para transformar essa realidade.

“O Piauí está acima da médica nacional quando o assunto é o número de matrículas, mas enfrentamos dificuldades quanto a proficiência. Outro detalhe é que temos uma boa média na matrícula de alunos entre 4 e 5 anos, e de 15 a 17 anos, mas de 10 a 14 anos, que corresponde ao ensino fundamental I, temos muitos alunos fora da escola por inúmeros motivos, como o deslocamento e o difícil acesso às escolas”, pontuou a secretária. 

A ampliação do número dos pólos das Universidades Abertas também foi destaque. Rejane ressaltou que até o final de 2018, todos os 224 municípios piauienses serão beneficiados. O investimento em tecnologias e o incentivo para a qualificação dos professores, coordenadores e diretores também foram destaque. 

“Não devemos deixar de acreditar e de inovar para termos uma educação pública de qualidade mesmo diante dessa crise. O sistema de educação deve funcionar de maneira integrada. Devemos ajudar os municípios e os municípios nos ajudar", declarou Rejane.

Saúde e a Assistência Básica

A saúde também foi tema de discussão na tarde de hoje, no auditório principal do evento, que acontece na sede da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, na zona Sul de Teresina.  Ao lado da secretária Rejane Dias, o secretário estadual de Saúde, Francisco Costa, e o consultor em Saúde Pública do Banco Mundial, Eugênio Vilaça Mendes, pontuaram alguns caminhos para que os gestores municipais possam dar mais atenção à saúde básica. 

Eugênio Vilaça trouxe resultados objetivos de que com um bom planejamento é possível reduzir a mortalidade e os casos de doenças. Ele citou a cidade de Toledo (PR) e em Santo Antonio do Monte (MG), que conseguiram reduzir a mortalidade e as demandas nas unidades de pronto atendimentos graças a assistência primária de saúde. 

“Um ponto importante da assistência primária é que os profissionais são capacitados para resolver o problema lá mesmo, sem precisar enviar casos de baixa complexidade para os hospitais que devem atender a alta complexidade; os casos nao vão precisar de consultas especializadas. É só organização de sistema, é muito dinheiro jogado fora por falta de planejamento”, disse.  

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com