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Funasa orienta prefeitos sobre saneamento básico e abastecimento de água

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A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), parceira do Congresso das Cidades, esteve orientando prefeitos e suas equipes durante todo o evento. O saneamento básico e o abastecimento de água são os temas fundamentais sobre os quais recebem orientações. O Instituto Brasileira de Geografia e Estatística também destaca o assunto como prioridade aos municípios. 

Elísio Ponciano, técnico em saneamento da Funasa, disse que mais de 50 prefeitos buscaram o stand da Fundação no evento. 

"As principais informações dizem respeito a acesso a recursos para projetos, convênios para ações de melhoria da qualidade de vida nas cidades e acoordos de cooperação técnica", explicou. 

Segundo ele, a Funasa está presente em quase todos os municípios piauienses, com algum tipo de ação ou convênio. Apenas aqueles com mais de 50 mil habitantes - cinco no Piauí - não possuem ações diretas da Fundação. 

IBGE

Indicadores e rankings sociais são alguns outros temas que os prefeitos têm buscado, no stand do IBGE, para elaborar ações em suas cidades. 

Eyder Mendes, supervisor de disseminação de informações do IBGE, informou que o saneamento básico e o esgotamento sanitário são os indicadores com os piores números para os municípios piauienses. 

"Temos fornecido informações sobre os indicadores dos municípios aos prefeitos, suas equipes e ainda estudantes, geógrafos, economistas e pesquisadores em geral. Aos prefeitos, conseguimos informar ainda sobre como buscar financiamentos para projetos nas áreas prioritárias", disse o supervisor. 

Os prefeitos receberam ainda mapas, rankings, lista de indicadores e informações sobre recolhimento de impostos e políticas de facilitação ao empreendedorismo, como incentivos fiscais. 

Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

João Henrique Sousa recomenda atenção dos prefeitos à prestação de Contas

Fotos: Rogério Campelo

 

Em sua longa experiência de gestão, o presidente nacional do Sesi, João Henrique Sousa, ex-ministro dos Transportes, recomendou aos prefeitos atenção a prestação de contas. João Henrique reforçou que até mesmo 18 anos depois de deixar o cargo de secretário de Educação, ele foi surpreendido pelo Tribunal de Contas que analisava uma conta em aberto da época. O presidente visitou o Congresso das Cidades na tarde desta quarta-feira (15), último dia de evento.

"Já exerci uma série de funções e uma das preocupações básicas do gestor deve ser com as prestações de contas. O Tribunal tem um trabalho excelente fiscalizando e analisando as contas das gestões e hoje após passar por todas elas, tenho a satisfação de dizer que nunca tive nenhuma conta reprovada", pontuou.

Para o presidente, deve ser uma preocupação dos prefeitos a formação de uma estrutura que garanta acompanhar de perto as contas municipais para evitar preocupações futuras. "Se tiver uma coisa que dá dor de cabeça ao gestor é a não prestação de contas corretas ao tribunal. Me propuz dar essas breves palavras por tratar-se de um assunto de extrema importância para o gestor", completou.

João Henrique acrescentou que suas contas da Secretaria de Administração do governo Zé Filho foram aprovadas a menos de 15 dias. A fala de João Henrique Sousa precedeu a palestra Gestão Democrática de José Inaldo, auditor do TCE.

 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

‘Transparência nas contas é a porta aberta para o desenvolvimento social’, afirma auditor

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O auditor de contas do Tribunal de Contas do Estado, José Inaldo Oliveira e Silva,  proferiu a palestra ‘Gestão democrática’ nesta quarta-feira (15), último dia de Congresso das Cidades.

O chefe do Núcleo de Gestão Estratégica da Informação do TCE-PI falou aos gestores que participam da conferência sobre a importância da correta gestão pública para o desenvolvimento dos municípios. 

“A transparência nas contas é a porta aberta para o desenvolvimento social”, afirma José Inaldo. O auditor de contas do TCE ressaltou que a democracia participativa é imprescindível para a gestão.

Uma boa gestão, de acordo com José Inaldo, tem que ser eficiente, eficaz e efetiva. “É necessário que as ações públicas sejam conduzidas sobre a ótica da democracia participativa. A atuação conjunta entre governo e sociedade pode resultar em valiosos ganhos econômicos, sociais e culturais”, destacou o auditor.

Para o auditor de contas, o município é o local mais propício para o exercício da democracia. “O município tem autonomias política, administrativa e financeira”, enfatizou o palestrante.

Além de auditor de contas, José Inaldo Oliveira e Silva é coordenador do Setor de Inteligência do TCE-PI. Entre suas ações a frente do cargo, o palestrante integrou a força-tarefa que deflagrou a Operação Déspota, em julho do ano passado.  A Operação descobriu um esquema de fraudes em licitações. 

Izabella Pimentel (especial para o cidadeverde.com)
redacao@cidadeverde.com

Henrique Pires alerta gestores para ações mais efetivas de saneamento

Foto: Roberta Aline

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Henrique Pires, iniciou sua palestra alertando os gestores para uma maior participação nas iniciativas de abastecimento e saneamento nas cidades do Piauí. Em sua fala no último dia de Congresso das Cidades, o presidente reforçou a importância de uma maior atenção das equipes técnicas dos gestores às capacitações e oportunidades divulgadas pela Fundação que às vezes passam desapercebidas pelas gestões.

"Começamos a fazer um trabalho nacionalmente dia nove de fevereiro e até hoje, mais de 30 dias depois, menos de 300 municípios aderiram. A oportunidade passa e eu chamo a atenção aos gestores e secretários. Você tem que se preparar com corpo técnico de bons assessores para que esteja sempre alinhado com o que está acontecendo na sua área. Muitos prefeitos perdem oportunidades por causa disso. Há muitos que nem sequer participam e nossa função é ajudar os municípios na gestão", alertou Henrique.

O presidente reforçou que a Funasa está efetivamente nos pequenos municípios. Em um levantamento mostrado por ele em sua palestra, os dados apontam que boa parte da população do Piauí está concentrada em zonas rurais. Ele declarou também que apresentou à presidência da república uma nova proposta do conceito de rural. 

"É uma proposta nossa. Quando você tem cidades com planejamento urbanístico delimitado é mais fácil identificar as comunidades rurais que as vezes são até maiores que os municípios e com isso ter ações mais pontuais", afirmou8 o presidente.

Henrique Pires destacou também as ações realizadas pela Funasa que são o Saneamento Rural, sistemas de resíduos sólidos, apoio a projetos de coleta e reciclagem de materiais, melhorias sanitárias domiciliares, melhorias habitacionais para controle da doença de Chagas e apoio a gestão dos serviços de saneamento.

Ele elogiou a palestra de Ozires Silva, ex-ministro da infraestrutura no primeiro dia de Congresso e reforçou a importância da educação na construção de uma sociedade evoluída socialmente e economicamente. "Eu costumo dizer que educação é que nem topada, só bota pra frente. Você nunca vai se arrepender de ter estudado. Pode até se arrepender de ser prefeito, mas não de ter estudado", pontuou.

Henrique Pires reforçou ainda a importância dos gestores junto aos parlamentares de cada município e apresentou a atuação da Funasa em números no municípios do Piauí. Entre as ações citadas estão: atuação em saneamento em 106 municípios do Piauí, destas, 54 são ações de abastecimento que totalizam R$ 98 milhões. São R$ 125 milhões investidos na melhoria habitacional, são 45 convênios no saneamento rural. São R$ 292 milhões em termos de compromisso que alcançam 417 ações englobando 186 municípios, entre outros investimentos.

"Então faça projetos prefeitos - se você não estiver preparado não vai poder atender. Quatro anos passam muito rápido para quem é prefeito. A Funasa está sempre aberta", concluiu.

 

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

FIEPI apresenta projetos de inovação e tecnologia no Congresso das Cidades

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Piauí - FIEPI, através das entidades Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, Serviço Social da Indústria - SESI e Instituto Euvaldo Lodi – IEL está participando do Congresso das Cidades do Piauí com estante de exposição de serviços voltados para o desenvolvimento do setor industrial nos municípios.

O evento, que é uma promoção da TV Cidade Verde em parceria com o Sebrae, acontece na Fiepi em Teresina, até esta quarta-feira(15).

Durante o congresso, o Sistema FIEPI apresentou no seu estande alunos do curso de robótica da escola Conselheiro Saraiva, projetos de inovação e tecnologia disponíveis no SENAI, programas de estágio, inovação e empreendedorismo do IEL além dos programas de qualidade de vida do SESI.

Segundo o diretor de inovação e tecnologia do SENAI, Felix Filho, foram apresentadas aos prefeitos e ao público presente no estande, as modalidades de atuação do SENAI, tais como soluções em tecnologia e inovação - STI, eficiência energética, serviços laboratoriais, consultorias em tecnologia e serviços especializados para as a indústri

Para a superintendente do IEL Piauí, Lauriane Coelho, o evento é uma oportunidade para que os gestores municipais conheçam a missão de instituições como a do IEL. "Nós podemos levar as ações de fomento á inovação para todo Estado, e estando próximo a sociedade tratar de temas de desenvolvimento empresarial é uma forma de incentivar o desenvolvimento econômico no Piauí", afirmou.

O Centro Internacional de Negócios da FIEPI apresentou para empresários os serviços de internacionalização, capacitações que podem ser ministradas em diversas regiões do Estado. Segundo o gestor do CIN, Islano Marques, foi apresentado também a Certificação de Origem Digital - COD (Documento que acompanha as mercadorias exportadas para obterem benefícios tarifários) e o ATA Carnêt.

Dentro do estande da FIEPI, está sendo realizada a exposição das unidades móveis do SESI / SENAI, que são estruturas projetadas para o atendimento em educação e qualidade de vida. As unidades em destaque são: Cozinha Brasil, Odontológica, Confecção e Construção Civil, a atuação através das unidades possibilita ao Sistema FIEPI está presente em todo o Estado, bem como o atendimento dentro da indústria.

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

 

 

Iniciativas podem facilitar vida do pequeno empresário nos municípios

Pedro Valadares, consultor nacional do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), veio a Teresina (PI) para palestrar no Congresso das Cidades e apresentar iniciativas que podem ajudar municípios a estimularem o empreendedorismo. 

Em sua palestra nesta quarta-feira (15), Pedro Valadares fala da Sala do Empreendedor e dos Agentes de Desenvolvimento do Município. Segundo o consultor, as duas ações foram criadas para facilitar a vida dos pequenos empresários e estimular a economia local. 

"Essas duas ações surgem no modelo de desenvolvimento que é focado no pequeno negócio. Nem todo município vai ter uma grande empresa, uma grande fábrica, mas todos têm uma vendinha, um armazém, a padaria, que são pequenos negócios, que são pessoas que estão investindo do próprio bolso para botar no municipio", explica. 

O Sebrae estimula prefeituras a implantarem a Sala do Empreendedor, que facilita o registro das empresas. "É uma entrada única de documentos. Ao invés do empreendedor caminhar, é o processo que caminha. O empreendedor tem só uma interface com a prefeitura, que é a Sala do Empreendedor", conta Pedro Valadares, que acrescenta ainda a possibilidade do pequeno empresário ter acesso, no mesmo espaço, a cursos de capacitação da mão-de-obra e produtos de agências de crédito e fomento. 

Já os agentes de desenvolvimento, previstos na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, é um articulador das políticas voltadas para o pequeno negócio. 

"Ele é o cara que vai juntar as pontas. Aqui no município tem muito produtor de farinha, mas na merenda escolar, que a prefeitura compra, não tem farinha pras crianças na escola. O agente de desenvolvimento vai ser essa pessoa responsável por fazer esse tipo de articulação: juntar a ponta do empreendedor que está vendendo e a ponta da prefeitura que está comprando. E assim você estimula o desenvolvimento local", finaliza.

com informações da TV Cidade Verde
redacao@cidadeverde.com

'Toda cidade tem capacidade de produzir algo inédito', afirma Ana Carla Fonseca

A renomada administradora e economista Ana Carla Fonseca profere às 17h desta quarta-feira (15) a palestra 'Cidades Criativas', no Congresso das Cidades. O evento é realizado no auditório da Fiepi. 

Ana Fonseca pesquisa urbanismo e cultura e falará aos gestores que participam da conferência sobre a importância de inserção da criatividade no contexto econômico. 

Em entrevista à TV Cidade Verde, Ana Carla  explica que o grande ativo econômico é a capacidade humana de  criar serviços e produtos diferentes. Para ela, a única forma  de fugir da briga por preços baixo é procurar produzir algo novo e marcante. 

Na palestra de logo mais Ana Carla Fonseca  vai esclarecer aos gestores que participam do Congresso  como a característica peculiares de cada região pode ser potencial para o seu crescimento econômico criativo.

"A economia criativa  junta o que seria cultural com ciência e tecnologia. Cada cidade tem capacidade de descobrir suas potencialidades e produzir algo inédito e dá uma capacidade competitiva maior e valor agregado aos produtos", explica Ana Carla. 

A palestra de Ana Carla Fonseca será realizada no Auditório 4 do Congresso das Cidades. O evento começou na segunda-feira (13) e termina nesta quarta. 

Com informações da TV Cidade Verde
redacao@cidadeverde.com 

Governador diz que é possível dobrar PIB e faz apelo aos prefeitos do Piauí

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Ao falar por mais de uma hora aos prefeitos do Piauí, o governador Wellington Dias (PT) convocou os novos gestores para juntos elevarem o PIB (Produto Interno Bruto) no Estado e apontou soluções. Segundo o governador, é possível dobrar o PIB do Estado e afirmou que o país enfrenta uma das piores crises institucionais e financeiras e que a saída é o diálogo entre líderes. 

Com o tema “O Estado que fomos, que somos e o que poderemos ser”, Wellington Dias iniciou sua fala mostrando os números sobre a expectativa de vida no Piauí. Segundo ele, em 2000 o piauiense vivia em média 66 anos, em 2016 pulou para 72,2 anos e a meta em 2025 é chegar a 75 anos a expectativa de vida no Piauí.

“Entramos no século 21 como um lugar atrasado”, disse o governador para uma plateia que lotou o auditório no Congresso das Cidades.

O governador apresentou os números sobre o Índice de Desenvolvimento Humano que é de 0.4 ainda muito baixo. Sobre educação, que pontuou como prioridade, destacou a evasão escolar e a distorção idade/série como gargalos para serem superados. Nesta área, o governador disse que pretende fazer uma pesquisa em parceria com APPM para detectar os problemas das escolas municipais e trabalharem em parceria. 

“Um desafio da educação é cuidar da geração do passado”, disse. 

Ele destacou a mediação através da educação tecnológica e informou que educação superior já chega a 135 municípios. Este ano, serão ofertados mais de 10 mil vagas para o vestibular da Universidade Aberta. 

Potencial

O governador elencou para os prefeitos quais os potenciais de crescimentos e citou o agronegócio, produção animal, mineração, energia, turismo, extrativismo e comércio. Ele informou que o governo está investindo mais de R$ 6 bilhões em energia renováveis. 

Segundo Wellington Dias, o MATOPIBA estima uma safra recorde para este ano.   

Aposta na Parceria, Público, Privado

Na opinião do governador, as PPPs são um caminho para acelerar o desenvolvimento nos municípios. Segundo ele, esse modelo está sendo feito nas áreas de abastecimento de água, rodoviária, Ceapi, transporte público e internet. 

Dias ressaltou ainda que as parcerias com os municípios podem acontecer nas seguintes áreas:

 Mobilidade Urbana
Infraestrutura
Qualidade de vida
Cultura
Saúde
Economia

"Queremos que todas as cidades tenham matadouros públicos, água, habitação, calçamento. Tudo isso melhora a expectativa de vida da população”. 


Dias disse ainda que estava confiante que nos próximos 15 anos é possível dobrar o PIB, aumentar a expectativa de vida, que o piauiense tenha como renda seis mil dólares, que é a referência para as entidade mundiais. 

Líderes dialogarem

Para o governador o “momento é delicado”, mas acredita que a saída para a crise é a união dos líderes. Ele ressaltou que pela primeira vez na história, o país vive uma crise que atinge todos os poderes. 

“Estamos juntos, independente de partidos. Sou parte de uma geração que luta pela qualidade de vida. Não quero sair do Piauí e quero transformar o Piauí desenvolvido e conto com ajuda de vocês”. 

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com

Ricardo Amorim defende ‘engajamento generalizado’ para superação da crise

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Um dos palestrantes mais esperados no 2º dia de Congresso das Cidades, o economista Ricardo Amorim aconselhou os prefeitos do Piauí a fazerem um ‘engajamento generalizado’ para superarem a crise financeira. Ele defendeu que a gestão pública se una com a iniciativa privada na busca por soluções que ajudem os dois segmentos a crescerem juntos. 

“A solução do problema passa pelo engajamento generalizado. No mundo real a gente encontra pedras no caminho. Hoje está todo mundo retraído, então vocês devem criar condições, por exemplo, para que as microempresas gerem emprego”, afirmou.

Para isso, a missão dos gestores, segundo Ricardo Amorim, é derrubar a burocracia para que novos empreendimentos apareçam. “Tem que acabar com toda a burocracia possível. Tem que ajudar o – cara – a financiar para ele pipocar (ter sucesso). Com todas essas iniciativas, aumentam as chances de dar certo pra ele e dando certo pra ele, melhora a economia para os municípios”, destacou.

O economista deu uma injeção de ânimo nos prefeitos e disse que, mesmo em crise, devem buscar alternativas para escapar de seus efeitos. “Toda crise traz uma oportunidade. Incentivando micro e pequenos empresários, um jogará o outro para cima o tempo inteiro. No caso das cidades, gera impostos e no caso dos empresários, emprego. Isso vocês podem fazer na cidade de vocês. Todo mundo cresce. É um circulo virtuoso”, disse, reforçando as parcerias.

“Dando condições para as empresas ganharem, vocês ganham com isso também. Tem que quebrar a cabeça e tentar fazer. É fácil? Não! Mas a hora de tentar é agora”, alertou.

Ricardo Amorim disse que toda crise tem seu lado positivo, já que tira qualquer um de sua zona de conforto. “Não estou falando que será moleza. Mas apesar das dificuldades, tem como fazer. Crise é desagradável. Ninguém gosta, mas ela tira a gente da nossa zona de conforto”, declarou, deixando um recado aos prefeitos.

“Nunca desperdice uma boa crise. Mais cedo ou mais tarde ela vai ficar para trás”, finalizou.

Ricardo Amorim é formado pela USP e pós-graduado em Administração e Finanças Internacionais pela ESSEC de Paris. Atuando no mercado financeiro desde 1992, trabalhou em Nova York, Paris e São Paulo, sempre como economista e estrategista de investimentos.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Ex-prefeito de Maringá diz que gestores precisam quebrar paradigmas


Fotos: Rogério Campelo/Cidadeverde.com

O ex-prefeito de Maringá (PR), Silvio Barros, o primeiro a ser reeleito na cidade, fez hoje palestra no Congresso das Cidades. Com muitos diálogos, exemplos práticos e conselhos objetivos, o ex-gestor levou experiências de sucesso ao evento e contou como transformou Maringá na cidade considerada a melhor do Brasil para morar. 

A convite do Sebrae, Barros iniciou sua palestra destacando a situação conflituosa em que os prefeitos atuais se elegeram: escassez de recursos para os municípios, percepção negativa do eleitorado quanto aos políticos e altas expectativas da população quanto às soluções para as demandas das cidades. 

Ele foi enfático ao dizer que depende apenas dos prefeitos melhorar a relação com a população. Segundo ele, apesar das dificuldades, ser prefeito pode ser muito gratificante. 

"Eu acredito que recebemos uma missão divina quando nos tornamos prefeitos, porque temos a possibilidade de mudar vidas. Quando alguém lhe agredece por finalmente poder colocar o carro na garagem, depois de anos com a rua em situação deplorável, tudo vale a pena. Mesmo que ninguém lhe diga 'obrigado', você sente a energia da gratidão", declarou. 

O ex-prefeito deu um recado, também, aos secretários. Segundo ele, é preciso que os prefeitos recebem mais opções de soluções do que problemas. E, aos prefeitos, disse que é fundamental saberem escolher suas equipes. "Era aquela pessoa que precisava daquele cargo, ou aquele cargo que precisava daquela pessoa?", questionou. 

Barros disse que é preciso, para uma boa gestão, adaptar a cidade a tendências globais, como a mudança no perfil demográfico já apontado pelo IBGE para cada município brasileiro; inclusão de tecnologias na administração e mudanças climáticas, por exemplo. 

Ele falou ainda sobre a importância de saber identificar os reais problemas da cidade. "Nem todo investimento em saúde vai resolver o problema de saúde", explicou. 

Uma outra solução indicada é não apenas a fiscalização por parte da sociedade civil, mas ações em conjunto e parceria. Em Maringá, por exemplo, a sala de licitações da prefeitura não possui portas. O objetivo é que as pessoas sintam liberdade para entrar e acompanhar os processos, fazer uma gestão participativa de verdade. 

Ele deu o exemplo dos kits escolares infantis. Inicialmente comprados prontos, os kits começaram a ser produzidos personalizados com informações da prefeitura e o material usado colaborou com a coleta seletiva e reciclagem: as capas são de garrafas pet. 

Outra ação considerada por ele fundamental é o incentivo às micro e pequenas empresas. Um dos pontos chave, segundo ele, é garantir o pagamento em dia. Depois, ouvir as necessidades dos empreendedores. "Conseguimos gerar 10 mil empregos em quatro anos, perguntando o que eles precisavam para gerar mais empregos. Eles nos pediram muito pouco e conseguimos atender", disse. 

Na educação, ele deu dicas simples: a contratação de professores deve incluir, na seleção, avaliação de desempenho com tecnologias. "Professores que são contra o uso pedagódico do celular em sala de aula vão dar trabalho. Lutar contra o celular é impossível e uma decisão burra. Vocês vão gastar mais para capacitar e mudar a cabeça desses professores. Adequem os editais de concurso, é mais barato e mais simples", disse. 

Ele citou ainda um dos projetos mais bem sucedidos na área da saúde e levado para todo o país: as academias populares. Segundo ele, o objetivo é garantir que os atendimentos de saúde aconteçam somente quando realmente necessários, prevenindo problemas graves - mas evitáveis - de saúde. 

Por fim, Barros falou sobre a importância de garantir ações justas para a população, observando as demandas específicas de cada grupo. Para ele, é importante que os prefeitos não sigam as mesmas regras de gestão que os anteriores.

"É preciso quebrar paradigmas para mudar a realidade das cidades. Fazendo tudo igual, não vai haver mudanças", pontuou. 

 

Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

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