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Unidos da Santana fará desfile independente para provar uso de recursos

Fotos: Thiago Amaral / Cidadeverde.com


O presidente da escola de samba Unidos da Santana, Kal Angelus, explicou que não desfilou na última terça-feira (9) porque os integrantes da escola - inclusive as crianças - estavam com fome e com sede e não poderiam esperar para entrar na avenida por último, por volta das 2h da madrugada. A Unidos da Santana era primeira na lista de desfiles, mas descumpriu o horário de entrada e por isso foi impedida de desfilar antes das outras. 

Depois disso, o presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (FCMC), Lázaro do Piauí, declarou que a prefeitura vai pedir a devolução do valor pago como incentivo à escola, R$ 91 mil, já que os integrantes não desfilaram. "Mas nós aplicamos os recursos. Até mais. Gastamos em torno de R$ 130 mil, sendo quase R$ 80 mil só com fantasias. Temos mais de 400 integrantes, muitas crianças. A gente já estava aqui desde cedo, seria desumano deixar todo mundo aqui, sem água e comida, até o final dos desfiles, mas muita gente ficou chateada porque não desfilou", argumentou kal.

O presidente da escola anunciou, entretanto, que realizará o desfile da escola neste domingo (14), no Jardim Europa. "Tivemos problemas com o tempo de entrada na avenida e aceitamos isso, mas vamos mostrar nosso trabalho para acabar com as críticas sem sentido. Os recursos foram, sim, aplicados. Cabe ao prefeito ir lá e ver o que a escola fez", disse. 

Sobre a possível desclassificação, que impediria de desfilar no próximo ano, Kal Ângelus rebate: "Isso só pode depois que tudo for julgado. A omissão da aplicação dos recursos impede de desfilar, sim, mas tem que ser julgado. Por isso, estamos chamando o prefeito e o Lázaro do Piauí para ver nossa escola desfilar no Jardim Europa", completa.

Jordana Cury
jordanacury@cidadeverde.com