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Novo protocolo pode salvar o Parque da Serra da Capivara

Um fio de esperança foi aceso para o futuro do Parque Nacional da Serra da Capivara. Depois de quase fechar por falta de recursos, com a demissão de boa parte dos funcionários que faziam a vigilância no local, o Parque vê agora a possibilidade de ser revitalizado com uma ação compartilhada entre o governo do Piauí, IPHAN, FUNDHAM e ICMBIO.

Na próxima semana, provavelmente entre os dias 23 a 27, os ministros da Cultura e do Meio Ambiente devem vir ao Piauí, quando está prevista a assinatura de um protocolo que estabelece a responsabilidade de cada um dos órgãos envolvidos na futura gestão do espaço. Tudo sob a supervisão da arqueóloga Niède Guidon, a grande coluna de sustentação do parque. Não fosse por ela, aliás, o parque já estaria em ruínas. Há anos, Niède Guidon vem travando uma luta incansável em defesa de um dos maiores e mais ricos acervos de arte rupestre do mundo.

A governadora em exercício, Margarete Coelho, informou que o protocolo de gestão compartilhada vai facilitar o repasse de recursos para a manutenção do parque e criar, entre outras coisas, um destacamento para garantir a vigilância e proteção da área.

O Parque Nacional da Serra da Capivara é um tesouro escondido no sul do Piauí, que guarda inscrições rupestres da época do surgimento da presença do homem no continente americano. Uma joia a ser explorada turisticamente. No entanto, a falta de incentivos faz do parque um sonho particular de Niède Guidon. O aeroporto de São Raimundo Nonato, construído para atrair turistas estrangeiros, é um monumento ao desperdício. Sem receber voos, está lá ocioso e sem utilidade alguma.

O protocolo a ser assinado este mês é um alento porque reacende a esperança de que, finalmente, aquela área que abriga natureza, história e cultura em um só espaço, venha a ser valorizada e protegida como deve.

Voluntários que salvam vidas

O Centro de Valorização da Vida – CVV -  é uma dessas organizações que trabalham silenciosamente, sem alarde ou propaganda, e que produzem resultados impressionantes. Fundado em São Paulo há mais de meio século, atua prestando apoio emocional a pessoas que estão fragilizadas e, muitas vezes, à beira do desespero.

O centro é uma associação civil sem fins lucrativos, reconhecido como de utilidade pública, que se dedica a ouvir os outros. Por conta dessa audição solícita e desprovida de preconceitos, tem conseguido evitar muitos casos de suicídio. Os voluntários são treinados a manter total sigilo sobre o que ouvem e a não julgar quem está do outro lado da linha. Um trabalho de dedicação e boa vontade que tem salvado muitas vidas.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde,  a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. E nove entre dez casos podem ser prevenidos. Como nem todo mundo tem acesso a tratamento de saúde mental, o simples ato de poder contar com alguém do outro lado da linha que possa dar um pouco de atenção ao desabafo do paciente já ajuda muito.

Mas para realizar esse serviço, é necessário um contingente grande de voluntários. E para isso, o CVV vai iniciar um curso para voluntários a partir do próximo dia 28, destinado a pessoas com idade acima de 18 anos. O treinamento será realizado durante quatro finais de semana. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 3222-0000.

Novo piso do professor é de R$ 2.298,

O novo piso salarial do magistério passou para R$ 2.298,80, um reajuste de 7,64%. O aumento é 1,35% acima da inflação medida no ano passado pelo IPCA , estimada em 6,29%. Apesar do ganho real acima da inflação, ainda é uma quantia muito aquém do valor de um professor. O atual piso para o professor com nível médio, e regime de trabalho de 40h semanais, é R$ 2.135,64.

O mestre é o responsável pela formação de crianças e adolescentes. Uma formação que extrapola os limites do conhecimento pedagógico e que alcança princípios e valores, como ética, honra, cidadania. Pelo menos é assim que deveria ser. E para tão nobre missão, merece receber um salário compatível, capaz de lhe proporcionar acesso à cultura e lhe oferecer uma vida digna.

A educação é o pilar do desenvolvimento de uma nação. Nenhuma sociedade evolui sem um bom sistema educacional. Países como Finlândia e Coreia do Sul dão um bom exemplo do que a educação é capaz de fazer pelo seu povo. Aqui no Brasil, infelizmente, os bons exemplos são exceção, quando deveriam ser a regra.

Mesmo com um valor abaixo do que o magistério merece receber, muitos gestores públicos já começaram a reclamar que não têm como pagar o novo piso. O Ministro da Educação, Mendonça Filho, no entanto, já se apressou em dizer que no final do ano passado adiantou R$ 1,5 bilhão do FUNDEB. Educação é questão de prioridade. É isso que os gestores precisam entender de uma vez por todas.

Uma cidade sem memória é uma triste cidade

O acidente ocorrido ontem à tarde com o desabamento de um casarão antigo no centro da cidade já era, de certa forma, aguardado. Outros mais poderão vir a acontecer ante o abandono de prédios históricos na região central de Teresina.  Além dos prejuízos materiais para quem circula pela área, como os registrados ontem com os proprietários de dois veículos, há ainda a perda da memória arquitetônica da capital, que vai se descaracterizando impiedosamente, sem que nada seja feito para preservá-la.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia-CREA- alega que já solicitou providências junto à Prefeitura e à Câmara Municipal para a criação de uma lei específica sobre a manutenção desses prédios. Com a migração da elite financeira para a zona leste da cidade, muitos imóveis do centro ficaram simplesmente abandonados, sujeitos à ação do tempo. E o tempo, como sabemos, é impiedoso.

Em um breve passeio pelas ruas da capital, é possível ver alguns prédios se deteriorando, perdendo a beleza e a segurança que possuíam no passado. Os que não servem como abrigo para marginais ou usuários de drogas, estão praticamente caindo. Um risco que precisa ser avaliado para que providências urgentes sejam tomadas antes que uma tragédia maior venha a acontecer. Eis uma boa questão a ser levantada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

IBGE estima crescimento na safra agrícola do PI

O agronegócio ainda é a redenção da economia  brasileira e deve continuar assim em 2017. Apesar do cenário econômico desfavorável, a produção agrícola do Brasil deve crescer 16% em relação ao ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. Os dados apresentados pelo órgão apontam para uma safra de 213,7 milhões de toneladas este ano, incluindo aí os cereais, leguminosas e oleaginosas.  Dentre as regiões brasileiras, a que deve apresentar maior crescimento ( 73%) é justamente a região Nordeste.

O Piauí foi muito prejudicado no ano passado por conta dos longos meses de estiagem, o que acabou afetando bastante os números da safra. Mas as perspectivas são animadoras para este ano. O levantamento realizado pelo IBGE aponta um crescimento de 77,9% na cultura do algodão; 143%, no arroz; 415%,6%, no feijão; 149%, no milho; e 226,9%, na soja.

Como a produção industrial é muito baixa, o Estado ainda tem sua economia ancorada no agronegócio. Com a mecanização cada vez mais presente nos campos de produção, o aumento da safra não corresponde à mesma proporção de crescimento na geração de empregos. Atualmente, quase toda a produção é exportada como matéria prima para outros estados. Enquanto não houver indústrias de beneficiamento para agregar valor aos grãos produzidos aqui, mesmo com um aumento considerável na safra, ainda ficaremos patinando na economia.

 

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