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A esperteza por trás dos descontos a vista

 

Parece inócua a medida anunciada ontem pelo governo federal, autorizando a cobrança de valores diferenciados pelos lojistas de acordo com a forma de pagamento. Na prática, isso já vinha ocorrendo há muito tempo, embora proibido por lei. Aliás, o descumprimento de leis é comum no país. Os postos de combustíveis eram campeões nessa cobrança diferenciada em cartão ou espécie.

Como no Brasil a malandragem sempre arruma um jeitinho de se impor, o receio dos consumidores é de que agora seja oficializado, não o desconto para quem compra a vista, mas o aumento para quem prefere parcelar no cartão. Ou seja, os comerciantes devem cobrar o preço normal para pagamento em espécie e adicionar um valor a mais para quem for usar o cartão.

O que pode fazer a diferença nesses casos é a fiscalização do próprio consumidor, que deve ficar vigilante à prática abusiva de preços. Ninguém melhor do que ele para detectar esse tipo de esperteza e fugir desses golpes, bem como denunciá-los nas redes sociais. Bem utilizadas, as redes são uma ferramenta importante para compartilhamento de informações que fortaleçam o poder de compra do consumidor. É bom lembrar que, em época de recessão econômica, quem se dispõe a ir às compras deve ser tratado como rei.