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Serviço de abastecimento de água ainda é precário

O fim do ano trouxe de volta um velho problema para os teresinenses: a falta de água. Em algumas regiões da zona sul, como o Monte Castelo, está faltando água há dois dias. E não só lá. A própria AGESPISA já admitiu que está fazendo racionamento do produto, o que é, no mínimo, uma tortura para quem habita uma cidade de temperaturas tão elevadas.

Faz tempo que a AGESPISA não atende mais as necessidades da população.  Em várias regiões da capital a falta de água é comum. Quem não possui uma caixa d’água de grande capacidade, se vê privado de um produto absolutamente indispensável à sobrevivência. Outro problema observado com freqüência é o desperdício de água. Quando há vazamentos nas ruas, o tempo levado até o seu reparo é demasiadamente longo. Em Israel, onde a água é escassa e as autoridades já tomaram consciência disso, toda a rede de abastecimento é monitorada 24 horas por dia para que, caso haja algum problema nesse sentido, o conserto seja  feito em questão de minutos.

Aqui, ainda patinamos em um estágio primitivo. Senão, como admitir que a capital de um estado conte com apenas de 17% de cobertura de esgoto? É surreal! Sem saneamento, não há saúde, as doenças proliferam com facilidade. Embora seja prioridade, não se vê qualquer esforço no sentido de resolver essa questão. E, mesmo dando sinais da sua falência, quando se fala em concessão dos serviços de abastecimento de água e saneamento, os interesses corporativos gritam tão alto que chegam a abafar o clamor da população que se desidrata à espera de água nas torneiras.