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A conta dos suplentes na Câmara

A equipe de secretários escolhida pelo Prefeito Firmino remanejou seis vereadores eleitos, abrindo vaga para que igual número de suplentes assumisse uma cadeira na Câmara Municipal de Teresina. Entre os que foram beneficiados, estão Inácio Carvalho  (PP), Nilson Cavalcante (PT do B), Marquim Monteiro (PRTB), Pedro Fernandes (PRP), Sargento R. Silva (PP) e Teresinha Medeiros (PSL).

Em um universo de 29 vereadores, seis suplentes representam uma quantidade significativa, ainda mais se considerarmos o valor do salário recebido pelo vereador, de R$ 18.800. Como o salário de secretário municipal é inferior ao pago pela Câmara, a diferença, equivalente a R$ 6 mil, será paga pelo Legislativo Municipal. Mensalmente, um custo adicional de cerca de R$ 36 mil, mais o valor do salário pago aos suplentes, o que onera a custo  em torno de R$ 150 mil a mais todos os meses.

Comenta-se nos corredores da Câmara que mais um vereador deve ser chamado para ocupar cargo no poder executivo, desta vez na equipe do governo do Estado. Seria o vereador Dudu Borges (PT). O vereador nega que tenha recebido o convite, embora seus colegas já tenham como certa a sua ida. Seria mais um a abrir vaga para suplente.

Em tempo de crise, onde o corte de gastos deu o tom em todos os discursos de posse, a conta aberta no Erário para acomodação política de aliados não deixa de ser um paradoxo. Peculiaridades do nosso sistema político, que precisa de alianças permanentes com os partidos, costuradas normalmente em troca de cargos públicos.