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Excesso de gratuitade onera o custo da passagem de ônibus

O aumento  no valor das passagens de ônibus de Teresina ainda gera descontentamento entre passageiros e empresários do sistema. Para quem precisa pagar a passagem inteira, o aumento foi pesado. O índice de 20% aplicado é bem superior ao da inflação medido pelo Índice de Preços ao Consumidor –IPC (6,18%), usado como cálculo para o reajuste do salário mínimo.

Com a variação de R$2,72 para R$ 3,30, o passageiro que depende de quatro ônibus para ir e voltar ao trabalho diariamente, durante cinco dias na semana,  vai desembolsar R$ 44 a mais no final do mês.

Mas, apesar de alto, o aumento não agradou os empresários do transporte coletivo. Com o congelamento da meia passagem, eles consideram que continuam com os custos defasados. Ainda mais agora, com o anúncio do aumento do preço do óleo diesel em 6,1% na refinaria. O setor alega que os benefícios de isenção no pagamento da tarifa concedidos a onze categorias onera os custos do sistema. O último cálculo feito sobre o peso das gratuidades apontou um déficit  de 16%.Isso, há dez anos. Hoje, estima-se que este percentual  seja ainda maior.

Os empresários queixam-se também de que a Prefeitura deve ao sistema R$ 20 milhões, correspondentes ao subsídio que deveria ser pago pelos passageiros transportados com o benefício da gratuidade. De fato, não existe almoço de graça e, quando alguém deixa de pagar, outro assume a conta. É o que está acontecendo agora com o transporte coletivo de Teresina.