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Três presentes básicos e indispensáveis para as mulheres

Saúde, segurança, educação. Mais do que qualquer outra coisa, esses três serviços essenciais precisam estar presentes todos os dias na vida das mulheres, para que elas possam brilhar no mundo dentro do seu universo feminino. Palavras melosas propagadas em um único dia não apagam a realidade ainda dura sofrida no restante do ano.

Comecemos pela saúde.  Os cânceres de mama e de colo de útero continuam a fazer vítimas em todo o Brasil e também aqui no Piauí.  Mas o acesso a consultas e exames básicos de prevenção é precário. Mesmo na capital, onde há concentração de muitas clínicas e hospitais, a mulher que depende do SUS para fazer uma mamografia, exame recomendado a todas elas a partir dos 40 anos para detectar o câncer de mama, tem que cultivar paciência redobrada até conseguir sua vez. Se, por infelicidade, a doença for diagnosticada e ela necessitar fazer a cirurgia de retirada da mama, a mastectomia, outra longa e angustiante espera,  para uma doença em que o tempo é vital para o sucesso do tratamento.

Quando passamos para a segurança, talvez nos deparemos com a pior situação. Apesar de todo o esforço empreendido no atual governo, com reconhecidos avanços no atendimento à mulher vítima de violência doméstica, o número de agressões não para de crescer. Agora mesmo, o Piauí recebeu um selo de reconhecimento nacional pela implantação do núcleo de feminicídio. Mas a cultura machista ainda impera nos lares de todos os extratos sociais, com agressões inadmissíveis. A mulher ainda é espancada e agredida física e moralmente, na maioria das vezes, dentro da própria casa.

Por fim, sem educação de qualidade a todas as mulheres, elas jamais alcançarão o protagonismo que merecem e de que são capazes. As meninas que podem estudar em uma escola particular revelam-se grandes profissionais no futuro, provando que só precisam de uma chance para brilhar. Mas, e as milhares de meninas do interior do estado, que moram a quilômetros de distância da escola mais próxima? E o que dizer de escolas precárias, com professores despreparados e mal pagos, sem a menor condição de oferecer uma educação de qualidade? O que se pode esperar do futuro de meninas que mal aprendem a desenhar o nome? Pensemos nisso neste oito de março.