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A administração possível de cidades inteligentes

Administrar uma cidade não é tarefa fácil. Se grandes são os desafios e demandas sociais, poucos são os recursos financeiros disponíveis para atender a tantas carências que precisam de respostas rápidas e eficazes. Para os prefeitos que tomaram posse no último dia primeiro de janeiro, a dificuldade natural da gestão pública foi acrescida dos efeitos da maior recessão já enfrentada no país.

Diante desse cenário, como conduzir a prefeitura, proporcionando serviços e obras que melhorem a qualidade de vida da população e que contribuam para aumentar o Índice de desenvolvimento humano dos municípios? Um planejamento  bem feito é o primeiro passo para que as administrações tracem planos e saibam exatamente aonde querem chegar.  Outro aspecto fundamental é a correta aplicação dos recursos públicos, empregados de forma transparente, de acordo com as necessidades apontadas pelo planejamento.

Mas há ainda uma outra vertente que faz com que a cidade se desenvolva, a partir da sua vocação e dos seus recursos naturais. São as ideias, às vezes simples e baratas, capazes de transformar o espaço urbano, proporcionando mais conforto e facilitando a vida das pessoas nas mais diferentes áreas.  Para isso, não é necessário reinventar a roda. Há muitas experiências bem sucedidas sendo realizadas país afora que podem perfeitamente ser replicadas aqui também no Piauí.

O conceito de cidades inteligentes vem sendo cada vez mais discutido. E o Congresso das Cidades do Piauí, que será aberto hoje à noite na sede da FIEPI, vai apresentar muitas novidades nessa área, inclusive mostrando exemplos desenvolvidos em cidades como Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, ou Maringá, no Paraná. Uma oportunidade importante para ver que sempre é possível realizar um bom trabalho quando há conhecimento e determinação dos gestores.