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Não há crescimento sem educação

Sem educação básica de qualidade, o país não vai crescer, muito menos o Piauí. Este é um diagnóstico claro, apresentado pelo Instituto Qualidade no Ensino – IQE, organização do terceiro setor que atua há mais de vinte anos em projetos de melhoria da qualidade da educação pública.

Os dados apresentados ontem no Congresso das Cidades do Piauí pelo diretor de relações institucionais do IQE, José Almendra, mostram que ainda estamos muito atrasados. O parâmetro é a nota do IDEB ( Índice da Educação Básica), um indicador divulgado pelo MEC, que conjuga as notas da prova Brasil com o índice de aprovação dos alunos.

O recado que ficou claro para os prefeitos e gestores da área da educação que foram ao Congresso é que a única saída possível é investir na qualificação continuada do professor, para que ele se torne um profissional motivado, capaz de inspirar as crianças a buscarem o conhecimento.

Nos países que são referência em educação, e consequentemente em desenvolvimento, como Finlândia e Coreia do Sul, só para citar dois exemplos, a valorização da figura do mestre foi indispensável para que os alunos atingissem um alto nível de educação. E crianças bem educadas serão futuros profissionais qualificados, capazes de inovar, de disputar as melhores vagas no mercado de trabalho e de promover as mudanças que o mundo precisa.

A solução é óbvia, mas nem sempre utilizada. Para que isso aconteça, antes de tudo, é preciso vontade política do gestor e o comprometimento de toda a equipe de educação. O gerenciamento dos recursos humanos nessa área é fundamental. Aliás, outra mensagem repassada na palestra do IQE é que, neste caso, recursos humanos têm muito mais valor que os financeiros. Quem promove a educação é o professor, não o computador, embora este último seja uma ferramenta importante.  Os prefeitos que apostarem nessa receita obterão resultados  promissores para tirar o município do atraso e prepará-lo para o progresso.