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A incerteza gerada pelo julgamento do TSE

O futuro do Brasil é incerto. A dúvida sobre o que acontecerá nos meses seguintes vem desde a eleição de Dilma e ganha contorno ainda mais fortes nesta manhã, quando inicia o julgamento do processo de cassação da chapa que elegeu a dupla Dilma/Temer. Sem saber o que o futuro reservava, o PSDB ingressou com ação contra a chapa vitoriosa na eleição de 2014, alegando abuso de poder econômico, o que viria a ser comprovado depois. O que os tucanos não contavam era com o impeachment de Dilma e a ascensão de Michel Temer à presidência.

Agora, o cenário mudou e o PSDB já faz parte do ministério, palmilhando uma candidatura para 2018. Mas já é tarde para se arrepender. O julgamento começa hoje e o TSE já programou até sessões extraordinárias para dar celeridade ao processo.

O Brasil e os investidores do mundo inteiro acompanham o julgamento com grande expectativa. Depois de um traumático processo que levou ao afastamento da ex-presidente, o país passou por todo a etapa de negociação para  composição da equipe de governo até engatar, finalmente, aos trancos e barrancos, uma agenda de reformas necessárias para o equilíbrio fiscal. Bem ou mal, a inflação e os juros vêm caindo, animando os empresários, ainda que timidamente, para voltarem a investir.

Se o TSE decide cassar a chapa eleita, levando Temer junto, voltamos à estaca zero para começar tudo outra vez. Novos acordos e conchavos para compor o ministério, nova agenda de governo e mais tempo perdido. No entanto, o pior de tudo é imaginar quem poderá ser eleito pelo atual Congresso, comprometido até o pescoço com denúncias da Lava Jato.  Além da ruptura de um estado que estava começando a se realinhar, ainda há o risco de os parlamentares elegerem um presidente refém das chantagens de quem está desesperado para escapar do braço da justiça. É muita incerteza para uma nação que ainda nem se recuperou do último tombo.