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Ameaça de uma nova guerra

O mundo acendeu o sinal de alerta depois que os Estados Unidos lançaram mísseis contra uma base militar da Síria. Os aliados do ditador Bashar Al Assad, incluindo aí o presidente da Rússia, Vladimir Putin, já mandaram o recado de volta, avisando que não aceitarão novos ataques contra a Síria, sob pena de retaliação. É o estopim para uma nova guerra de proporções inimagináveis, que todos torcem para que não aconteça.

Donald Trump não tem uma  estratégia planejada para o conflito na Síria, muito menos compaixão pelas vítimas atingidas com gás sarim ou qualquer outro tipo de arma usada contra elas. Mas, como está com baixa popularidade, depois das derrotas aplicadas pelo Congresso,  precisa de alguma ação urgente que confira a ele o título de grande líder. Como não pesa a consequência dos seus atos, pode estar entrando em uma enrascada das grandes, que compromete não só os Estados Unidos, mas a paz mundial, já tão fragilizada.

O que acontece na Síria é, de fato, lastimável. Há sete anos metido em uma guerra interna, o país encontra-se devastado. As famílias estão destroçadas e tentam fugir de qualquer jeito, apavoradas com os ataques dos rebeldes. Impossível viver em um lugar assim, onde já não há mais qualquer perspectiva de uma vida normal, na qual as pessoas acordem de manhã cedo e possam se programar para sair para o trabalho ou escola. Os sírios pensam hoje apenas em sobreviver aos ataques.

Os líderes mundiais precisam se unir em busca de uma solução que passe pelo entendimento e pelo bem estar coletivo. Em um mundo já marcado por tantas crises e turbulências, o que menos se espera agora é uma nova guerra, provocada pela insanidade de quem quer mostrar autoridade dentro e fora do seu país.