Cidadeverde.com

Fecha-se o cerco a Temer

O fim de semana que antecedeu o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE foi tão tenso quanto imagina-e que seja a aguardada terça-feira, quando o Tribunal Superior Eleitoral deverá selar o destino do governo Michel Temer. Na semana passada, o governo se esforçou ao máximo para transmitir ares de normalidade. Chegou até a festejar o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre do ano, o primeiro aumento depois de oito trimestres seguidos de queda.

Mas antes mesmo de terminar o brinde, veio a notícia da prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures ( PMDB –PR), considerado homem de confiança do presidente, e flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil. A prisão de Rocha Loures deixou os nervos ainda mais tensos no Palácio do Planalto. Tanto que o Presidente viajou às pressas para São Paulo. Temer tem motivos de sobra para se preocupar.

Rocha Loures é o elo entre o esquema de propina fartamente distribuído pela JBS e o Presidente da República. E as pressões da família do agora ex-deputado para que ele abra a boca e conte tudo o que sabe em uma delação premiada são enormes.

Não bastasse tudo isso, a reportagem publicada na última edição da Revista Veja sobre o Coronel João Batista, outro amigo pessoal de Temer , ajudou a complicar a situação do presidente. No escritório do Coronel foram encontrados vários recebidos de despesas pessoais de Temer.

Às vésperas do julgamento da chapa, as notícias são todas desanimadoras. O apoio parlamentar que sustentou o presidente até agora está cada vez mais fluido. O rei está ficando nu e são poucos os assessores ainda dispostos a cobrir-lhe com o manto da impunidade.