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Drogados presos em flagrante serão internados compulsoriamente

O atendimento prestado a dependentes químicos que ocupam as ruas dos centros urbanos é um dos maiores desafios dos gestores públicos. Em São Paulo,o prefeito João Dória ( PSDB) radicalizou, retirou todos que ocupavam o espaço conhecido como cracolândia e lacrou os prédios do entorno. A medida gerou polêmica, mas contou com a aprovação de boa parte dos paulistanos.

Em Teresina, o problema também é foco de preocupação da Secretaria de Segurança, que resolveu agir de forma mais enfática para evitar que se forme aqui uma cracolândia, à exemplo da existente na capital paulista. No nosso caso, não há um núcleo tão grande como lá, mas há, sim, focos localizados de pessoas que se drogam à luz do dia e da lua e, não raro, saem a praticar pequenos assaltos, amedrontando quem passa por perto.

Um desses focos está no centro da cidade, próximo ao Palácio da Cidade, assim como há também nos bairros, caso da Vila Jerusalém, na zona sul, ou no São Joaquim, na zona norte, só para citar alguns exemplos.

Pois bem, a ideia do Secretário de Segurança, Fábio Abreu, é a de que, quando essas pessoas forem presas em flagrante praticando algum delito, a audiência de custódia as encaminhe para uma casa de recuperação de viciados em droga, para que sejam tratados, ainda que compulsoriamente. Ou seja, em vez de irem para os presídios ou para o CEM ( no caso de menores), eles serão encaminhados para uma clínica onde possam tratar a dependência, um problema de saúde pública. Para isso, segundo o secretário, essas clínicas receberão um reforço de segurança para que possam atender à nova demanda.

Teoricamente, a ideia é boa porque, de fato, a dependência química precisa de tratamento. Reta saber se haverá vaga para receber esse novo contingente de internados, uma vez que atualmente há fila de espera para quem quer um vaga na Fazenda da Paz, o centro de maior referência hoje em Teresina. A segunda questão é se, com a deficiência de pessoal existente nos quadros da segurança pública, haverá proteção suficiente nessas clínicas para evitar a fuga desses internos  e garantir a segurança dos funcionários e demais pacientes. Respostas que só o tempo trará.