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Caminhada da Fraternidade faz apelo à paz

A imagem proporcionada ontem pela Caminhada da Fraternidade é um contraponto à escalada de violência, que rouba o sono e os sonhos de milhares de pessoas. Semana passada, em Teresina, um médico foi tomado de assalto e feito refém quando estacionava o carro perto de uma casa de festas infantis, na zona leste. Hoje, sabemos que o corpo de um rapaz que havia desaparecido há oito dias foi encontrado carbonizado dentro do carro em Timon, no Maranhão.

Notícias como essas se multiplicam ao ponto de tornarem-se banais, corriqueiras. Mas não é possível que uma sociedade minimamente civilizada aceite como normal que seus filhos sejam assaltados e/ou assassinados cada vez que põem o pé fora de casa.

Este ano, na sua 22ª edição, a Caminhada da Fraternidade fez um apelo à paz. Com o slogan “Somos da Paz”, 70 mil pessoas saíram às ruas da capital para pedir  o fim da violência. De camisetas brancas, os piauienses formaram um bonito cordão de solidariedade caminhando no mesmo compasso por um mundo mais justo, mais humano e mais fraterno.

Foram cinco quilômetros de uma vibração positiva de quem não se acomoda, nem aceita ficar indiferente ao que acontece à sua volta. A Caminhada da Fraternidade, mais uma vez, deu seu testemunho de que, com um pouco de boa vontade, é possível fazer a diferença e trabalhar por uma sociedade de paz.

O valor arrecadado com a venda dos kits, ao preço de R$ 25, é destinado à manutenção do Lar da Fraternidade, que abriga pacientes portadores do vírus HIV.  Pacientes que, até pouco tempo atrás, eram vítimas de um violento preconceito e não encontravam apoio e abrigo necessários para o seu tratamento. A Caminhada da Fraternidade, com a ajuda de milhares de piauienses, mudou essa realidade.