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Ministério da Saúde é acionado para resolver atendimento a pacientes com câncer atendidos pelo SUS

Os problemas referentes ao atendimento dos pacientes de oncologia do Hospital São Marcos podem, enfim, encontrar uma solução. Em reunião esta semana em Brasília, na companhia do senador Ciro Nogueira (PP), o presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Sílvio Mendes, do mesmo partido que o senador, solicitou a revisão na tabela de pagamento dos procedimentos do SUS. Como se sabe, a tabela encontra-se defasa há bastante tempo e não cobre mais os custos com a maioria dos tratamentos realizados .

O Hospital São Marcos é referência no tratamento a pacientes com câncer, não só do Piauí como do vizinho estado do Maranhão. Mas, nos últimos meses, têm ocorridos alguns embaraços por conta do pagamento dos procedimentos dessa especialidade. Com a informação, no mês passado,  de que o HSM não iria mais atender as intercorrências  clínicas oncológicas, a Fundação Municipal de Saúde chegou a anunciar que esses atendimentos passariam a ser feitos na rede municipal, para que a população não ficasse desassistida. Apenas as que necessitariam de cirurgia seriam encaminhadas para o São Marcos. As intercorrências são as reações decorrentes do tratamento de quimio e radioterapia, como febre, pneumonia e dores abdominais.

Sílvio Mendes recebeu a promessa de que técnicos do Ministério da Saúde virão a Teresina para ver de perto a situação e apresentar soluções para o problema. Com relação aos procedimentos em cardiologia, o presidente da Fundação já voltou certo de que a tabela de pagamento nessa especialidade será revista com urgência.

O Sistema Único de Saúde garante o atendimento universalizado a todos os brasileiros. Há até lei no sentido de que o paciente oncológico demore, no máximo, 60 dias para começar a receber o tratamento. Na prática, porém, não é assim que funciona. Quem precisa do SUS sabe que a demora é longa e penosa. Em alguns casos, fatal.