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Os 16 dias mais tensos do Planalto

Nos próximos 16 dias, Brasília viverá uma contagem regressiva para a  votação do recebimento da denúncia da Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, marcada para o dia 2 de agosto. Até lá, viveremos um período de negociações e negociatas de toda ordem.

O governo sabe bem como lidar com um parlamento predominantemente fisiologista, preocupado em receber algum agrado para suas bases eleitorais, já que no próximo ano tem eleição e, afinal, é isso o que lhe interessa.  A oposição se une a um grupo de artistas para pedir a admissibilidade da denúncia e afastar o atual presidente.

Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, não admite publicamente, mas todos os dias dorme e acorda pensando na cadeira presidencial. A estas alturas, já deve estar começando a formar um ministério provisório na cabeça que, se de fato se confirmar, pouco poderá fazer diante de tão curto tempo e em um quadro de tamanha instabilidade, ainda mais por conta do ano eleitoral de 2018.

O único fato alentador para quem vive o dia a dia real, descolado dos bastidores do Planalto, é que o mercado, cansado de esperar por uma definição política, arregaçou as mangas e está tocando a economia num processo lento e gradual de recuperação. E é assim que deve ser. A política no Brasil está altamente contaminada, e  quem trabalha de verdade, produzindo riqueza e gerando emprego,  não pode sentar na calçada esperando o furacão passar. Como disse o filósofo Luiz Felipe Pondé, em entrevista à Revista Cidade Verde: “ Chapeuzinho Vermelho nunca produziu riqueza”. A  melhor forma de defender o Brasil neste momento, portanto, é trabalhar, trabalhar e trabalhar.