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Incentivo à cultura como prevenção às drogas

O Secretário de Cultura do Estado, Fábio Novo, encaminhou esclarecimento sobre o dinheiro repassado ao Projeto Música Para Todos. Segundo o secretário, o projeto encaminhado ao Conselho de Cultura do Estado realmente totalizava R$1,2 milhão, no entanto, desse total, foi aprovado somente a metade, o que corresponde a R$ 600 mil, justamente a quantia recebida pela Escola este ano. Fábio Novo diz que se comprometeu a tentar obter os R$ 600 mil restantes para que o Música para Todos pudesse manter suas atividades regularmente,mas, segundo ele, não obteve êxito em função da crise econômica que atinge o Estado.

A direção do Música Para Todos reitera que com apenas R$ 600 mil não tem como manter as 3 mil matrículas dos alunos, o que seria uma pena,visto que essas crianças e adolescentes descobriram na música uma alternativa bem mais atrativa e segura que o mundo das ruas, onde são expostas ao vício das drogas e a vários tipos de violência.

É fato que oferecer programas de incentivo ao esporte e à cultura é a melhor maneira de evitar a iniciação ao mundo das drogas, ajudando a manter uma cultura de paz a longo prazo. Portanto, seja do poder público ou privado, o financiamento a projetos dessa natureza deveriam receber atenção especial, se quisermos viver em uma sociedade na qual os adolescentes tenham uma perspectiva de futuro e não se percam, ou percam suas vidas, pelos becos do crime.

A Música Não Pode Parar

 

O Projeto Música para Todos é uma dessas iniciativas que merecem o reconhecimento dos piauienses. Criado em 1999, desde então, vem ensinando música gratuitamente para crianças e adolescentes de Teresina e servindo, em alguns casos, como incentivo a uma futura profissão. O violonista Josué Costa, hoje consagrado pelo público, aprendeu música por meio do projeto. Há ex-alunos que atualmente fazem parte da Orquestra Sinfônica de Teresina.

O Projeto atende três mil alunos, sendo metade nas escolas públicas, com iniciação musical por meio da flauta doce e do canto a crianças do ensino fundamental ;  e outra metade com aulas de violão, bateria, percussão e piano, a partir dos 13 anos de idade.

O orçamento para manter esse trabalho é de pouco mais de R$ 2 milhões por ano, obtidos através das Leis de Incentivo à Cultura dos governos federal e estadual. Acontece que o dinheiro dos patrocinadores não vem sendo repassado regularmente e o Projeto corre o risco de suspender as atividades, prejudicando milhares de alunos.

De R$ 1,2 milhão que o Estado deveria repassar à escola, só chegaram até agora R$ 600 mil. A folha de pagamento dos 53 funcionários está atrasada e o diretor, Luís Sá, já não sabe mais o que fazer para conseguir manter as aulas. Ele lamenta que, mesmo tendo patrocinadores, o dinheiro não chega às suas mãos.

É inadmissível que em uma cidade de tantas carências, e com tantos jovens expostos ao vício das drogas nas ruas, uma iniciativa como essa que resgata esses meninos e meninas e lhes proporciona uma iniciação musical, descobrindo talentos e abrindo espaço para uma futura profissão, feche suas portas porque o Estado não faz o repasse devido. Não apenas  os funcionários, alunos e familiares cobram uma providência com relação a esse atraso. A cobrança vem de toda a sociedade, que apoia iniciativas como essa de estímulo aos nossos jovens, promovendo arte e cultura.

Insegurança aumenta com a chegada do fim de ano

Vez por outra, picos de violência assustam a população, provocando nas pessoas medo de sair de casa. As ruas tornaram-se perigosas e os bandidos passaram a agir descaradamente sob a luz do sol, em cruzamentos movimentados ou mesmo em estabelecimentos comerciais com segurança particular contratado.


Ontem, a ousadia dos assaltantes chegou ao ponto de abordar um cabo da Polícia Militar, que acabou sendo morto após troca de tiros com os bandidos. A Polícia acredita que os assassinos tentaram roubar a arma do policial, que reagiu de pronto e pagou com a própria vida. O cabo assassinado era casado e pai de três filhos. Foi mais um chefe de família morto em combate.


Outra notícia, que soma-se a essa para mostrar a que ponto estamos inseguros, são as quatro tentativas de fugas registradas nos últimos dias nos presídios de Parnaíba, Esperantina, Casa de Custódia e Irmão Guido. Em Parnaíba, como na Casa de Custódia, os presos até conseguiram fugir, mas foram recapturados. 


Há tempos, agentes penitenciários denunciam a superlotação nos presídios piauienses. Com uma população carcerária bem acima da sua capacidade, as penitenciárias se tornam um caldeirão propício para que os detentos possam planejar fugas e novos crimes. É o que vem acontecendo há tempos, sem que o problema seja resolvido.


Agora, com a proximidade das festas de fim de ano, a ação desses marginais tende a se intensificar. Eles sabem que há mais dinheiro circulando por conta do décimo terceiro salário  e as ruas estão lotadas de gente ávida por comprar os presentes de natal. A segurança tem que reforçar o policiamento para que a população possa realmente festejar em paz a chegada do Menino Jesus.

O Terrorismo atenta contra todos nós

Os ataques a Paris, ocorridos na fatídica sexta-feira 13 ainda espalham sombras de medo de por toda a Europa  e Estados Unidos da América. Na verdade, esta é uma guerra que não conhece limites geográficos, pois os terroristas do Estado Islâmico não estão lutando contra um país, ou um grupo de países, mas contra um estilo de vida ocidental, construído sobre os pilares da liberdade, tolerância e democracia, atributos abomináveis pelos fundamentalistas.


Quando a França ainda chora os seus mortos, o governo belga decreta alerta de nível máximo para o terror. Na operação para desmanchar possíveis ataques à capital, Bruxelas, 16 pessoas foram presas neste final de semana. Hoje, metrô, escolas e universidades permanecem fechados por (in)segurança.


Os atentados terroristas são uma ameça permanente ao mundo. Em uma sociedade globalizada, a movimentação de pessoas de um lado a outro do mapa, expõe todos ao perigo. Já não há mais tranquilidade para levar a vida como antes, embora os cidadãos e as autoridades europeias esforcem-se por manter uma aparente tranquilidade. Na verdade, a paz do mundo está ameaçada.


Aqui no Brasil, as atenções voltam-se para as Olimpíadas 2016. Sem expertise no combate ao terrorismo, como o país vai receber atletas do mundo inteiro durante as competições? As autoridades francesas já oferecem ajuda no trabalho de inteligência de combate ao terrorismo. As forças políticas mundiais estão em movimento. O que está em jogo é o próprio futuro da civilização que ajudamos a construir. Com o medo do terrorismo, aumentam a intolerância, a xenofobia e o preconceito contra o mundo islâmico. Preconceito injusto, diga-se de passagem, porque o islã não prega ódio ou terror. Portanto, a vitória contra os terroristas é a vitória de uma cultura que defende os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

O Piauí na rota das drogas


A localização estratégica do Piauí é positiva sob muitos aspectos, sobretudo do ponto de vista comercial. Mas também , e infelizmente, está sendo aproveitada como rota importante para o tráfico de drogas. E agora não só mais como rota de passagem, já que o estado passou a ser também produtor e consumidor de uma quantidade de entorpecentes cada vez maior.


A apreensão feita ontem pela polícia federal expôs uma triste realidade que tomou conta do Piauí. Foram 360 kg de drogas apreendidos, sendo 300 kg de maconha; e 60, de cocaína. É um volume impressionante que foi interceptado graças ao serviço de inteligência da polícia, quando o produto estava sendo transportado para a cidade de Parnaíba, no norte do estado.


Parnaíba, aliás, vem se destacando como um centro consumidor de drogas. Não por acaso, a cidade está ficando bastante violenta. A imagem do litoral tranquilo, onde os turistas em veraneio armavam suas redes na varanda e dormiam tranquilamente, já não mais existe. Ligada a Luís Correia, as duas cidades se confundem. A violência presente nas duas, também.


O próprio delegado Marcos Roberto Costa estava impressionado com a quantidade de droga destinada a uma cidade de 150 mil habitantes. Ele ressalta que como o Piauí dá acesso ao estados do Maranhão, Ceará, Bahia e Pernambuco, tornou-se um eixo importante no tráfico de drogas.
Mais do que nunca, as polícias federal, militar e civil precisam unir forças e inteligência para combater esse tráfico que destrói vidas, valores e famílias inteiras. Claro que esta não é uma tarefa apenas policial. Ela tem que vir associada a políticas públicas de promoção à educação, cultura, esporte e lazer. O que não podemos é fechar os olhos para a triste realidade que está diante dos nossos olhos, comprometendo esta e as futuras gerações.

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