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VERÃO EM MUNIQUE

Munique -

O verão  europeu chegou mais quente este ano, com temperaturas acima dos trinta graus. Munique, a capital da Baviera, é a terceira maior cidade da Alemanha, com 1,5 milhão de habitantes, sendo que 23% são imigrantes. Esse número cresce ainda  mais agora com a chegada de milhares de turistas que se espalham pelas praças e parques da cidade.

As opções para os turistas são muitas e variadas. A cidade dispõe de 46 museus, 70 salas de cinema e mais de 50 teatros, além de muita cerveja, claro! Munique é limpa, segura e bastante movimentada. 

Nessa época do ano, o sol se estende até as 21h. Mais um pretexto para as pessoas esticarem o tempo de permanência nos bares e, também, o volume de cerveja consumido. Aqui, existem seis fábricas de cerveja e incontáveis cervejarias. Afinal, segundo os alemães " cerveja não é bebida; é alimento".

Por toda a cidade, é possível encontrar os famosos Biergarten, ou jardim da cerveja, numa tradução ao pé da letra. São espaços criados à sombra das árvores, onde os amigos se reúnem para beber. Um hábito comum por aqui que se torna ainda mais frequente durante o verão.

FONTES QUE INSPIRAM

Estocolmo - 

Até algum tempo atrás, Teresina possuía fontes que adornavam praças e avenidas e ajudavam a tornar o clima mais ameno. Lembro especialmente das fontes da Avenida Frei Serafim, que conferiam um charme especial ao lugar, além de refrescar os pedestres que circulavam pelo canteiro central. Mas decidiram acabar com as fontes e a paisagem ficou literalmente mais seca. Uma pena! As fontes despertam a atenção onde quer que se encontrem. 

Na Europa, elas são muito comuns e atraem a atenção e os flashes dos turistas. Algumas se tornaram particularmente famosas, como a Fontana de Trevi, em Roma. Em Estocolmo, na Suécia, mesmo com o clima frio, as fontes estão presentes nas praças, deixando-as mais belas. Quem sabe não servem de inspiração para que voltemos a contar com a beleza das águas em movimento na nossa cidade verde.

PRÊMIO NOBEL DE QUALIDADE DE VIDA

 

A Suécia é um país nórdico governado por um sistema de monarquia constitucional. Destaca-se por ser um dos países de menor concentração de renda e de menores índices de pobreza do undo. A justiça social explica a segurança que reina nas ruas, permitindo ao visitante caminhar tranquilamente pelas ruas, sem medo de ser assaltado.

No quesito educação, os suecos também levam vantagem. O índice de aprendizagem é considerado bastante elevado. Educação que não se limita apenas ao currículo pedagógico, mas também sobre o conceito de cidadania e preservação ambiental. A conservação da natureza, aliás, é levada muito a sério por governantes, empresas e cidadãos.

Os suecos são estimulados a fazer uso da bicicleta para evitar a emissão de gases poluentes. A capital, Estocolmo, conta com ciclovias devidamente respeitada pelos motoristas. E é possível observar gente de todas as idades pedalando confortavelmente por suas ruas e avenidas. É bem verdade que o clima ajuda. Agora mesmo, em pleno verão europeu, a temperatura média na cidade é de 20 graus. E ainda há o conforto de contar com bicicletários espalhados em vários pontos para facilitar a vida de quem decide trocar o automóvel pela magrela. 

Não é à toa que este é o país que deu origem ao Prêmio Nobel. E ainda tem muito a ensinar ao resto do mundo.

 

GOTAS DE ÁGUA NÃO ACABAM A SECA

O Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, deve vir hoje a Teresina assinar um termo de cooperação com o Governo do Estado para  destinar recursos ao abastecimento de água nos 152 municípios piauienses que estão enfrentando os efeitos da estiagem. A informação divulgada pelo Ministério é de que o valor do repasse deverá passar de R$ 6 milhões para R$ 12 milhões.

Pode até parecer muito, mas não é. Maior é a necessidade de milhões de piauienses que não contam com água sequer para beber e que, anualmente, ficam à mercê da chegada de carros-pipa. Um problema tão antigo quanto a nossa história e que, entra governo e sai governo, nunca é resolvido.

É humilhante, para não dizer vergonhoso, que os habitantes do sertão piauiense ainda sofram com a falta de água por inexistência de investimento em obras de caráter definitivo que garantam o abastecimento na região. Não é por falta de conhecimento ou de tecnologia. É tão somente falta de vontade política. E não apenas de um governo, mas de todos, indistintamente.

Com o piauiense Felipe Mendes à frente da CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, espera-se uma melhora na definição de prioridades para os investimentos no Estado, que vão do abastecimento à irrigação. Conhecedor da realidade do Piauí, e técnico de inegável competência, Felipe Mendes já começa a mapear as áreas irrigáveis para iniciar as obras nesse sentido a partir do próximo ano. Claro que, para isso, vai precisar de apoio político e orçamento factível.

As dificuldades financeiras, no entanto, são grandes. Por enquanto, ele ainda está às voltas com pagamentos em atraso de projetos importantes, como o Marrecos, em São João, cujo débito é em torno de R$ 4 milhões. Mas Felipe já anuncia a preocupação, muito pertinente, de revitalizar a bacia do Parnaíba. Trabalho que deve começar por obras de esgotamento sanitário à beira do rio para evitar o despejo de dejetos direto no leito. A preocupação estende-se à preservação das nascentes e microbacias. Salvar o rio é o começo de uma história que pode mudar a nossa realidade.

 

PEC DA BENGALA GANHA NOVO FÔLEGO

No mesmo dia em que a Polícia Federal anuncia a descoberta de mais uma fraude contra a já combalida Previdência Social, o Senado traz uma boa notícia que pode ser um alento para os cofres do setor. Os senadores aprovaram ontem, por 59 votos a 5, a famosa PEC da Bengala, projeto que eleva de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria compulsória de todos os servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Os servidores vão continuar podendo aposentar-se antes, quando completarem as regras de tempo de contribuição, mais idade. No entanto, aqueles que desejam continuar na ativa irão poder fazê-lo até a idade de 75 anos, o que representará uma economia para a União entre R$ 800 milhões e R$ 1,4 bilhão ao ano, ao longo dos próximos 55 anos. A estimativa é do senador José Serra ( PSDB-SP), autor do projeto.

Até então, a PEC da Bengala havia sido concedida apenas aos magistrados de tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União. Se aprovada agora também na Câmara dos Deputados, a proposta se estenderá a todos os membros dos Tribunais e Conselhos de Contas e os membros das Defensorias Públicas, além dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Não é apenas o fator econômico que pesa nessa PEC. Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, muita gente competente, ainda em condições de trabalhar, pode continuar contribuindo com seu conhecimento e experiência para o serviço público. Atualmente, aos 75 anos, homens e mulheres ainda estão aptos a realizar diversas atividades, sobretudo as de natureza intelectual, que só enriquecem com o conhecimento acumulado ao longo dos anos.

Resta agora aguardar o posicionamento dos deputados federais para garantir que profissionais que são referência em suas atividades não precisem voltar pra casa mais cedo, levando com eles todo o potencial que adquiriram na carreira e que, muitas vezes, serve de exemplo para os mais jovens que estão ingressando no trabalho.

 

 

 

 

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