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Cresce o número de casos de microcefalia

Sobe para 53 o número de casos suspeitos de microcefalia relacionados ao zika vírus no Estado do Piauí. Os dados são do último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado, computados até o último domingo,identificados em vinte municípios do Estado. Até o momento, foram registradas duas mortes, o que fez acender o sinal vermelho para as autoridades de saúde locais, que decidiram investir R$ 5,5 milhões em ações de combate e prevenção à doença. Entre estas ações está a instituição do Comitê de Operações de Emergência em Saúde-Microcefalia para investigar  as causas do aumento acentuado dos casos de dengue, chikungunya e zika. Esta última, trazendo complicações como a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.

As preocupações são  justificadas porque está começando agora, embora ainda de maneira tímida, o período chuvoso no Estado, quando há acúmulo natural da água da chuva, formando criadouros do mosquito Aedes aegypti. A erradicação do mosquito é a arma mais eficaz para combater as doenças citadas. Aqui na capital, a Prefeitura tem feito mutirões de limpeza nos bairros. Mas a tarefa tem que ser feita diariamente, e não só pelo poder público, mas, principalmente, por cada morador de cada cidade do Estado.

O bolso pede socorro


Ano novo, velhos problemas. E o maior deles parece ser mesmo o econômico. No primeiro dia útil de 2016, os motoristas foram surpreendidos com o aumento no preço dos combustíveis e, como se não bastasse, ainda tiveram que enfrentar o desabastecimento. Em muitos postos do interior, e também da capital, estava faltando gasolina nesta segunda-feira. A desculpa pouco convincente do sindicato dos proprietários de postos  foi de que houve falha no planejamento.  Como assim? Há quantos anos utiliza-se combustível ? Até hoje não aprenderam a fazer planejamento de estoque para a virada do ano?  


A escassez sentida ontem parece ter muito mais a ver com o aumento no preço do produto. Motoristas atônitos corriam de um posto a outro à procura de um preço melhor. Mas o litro da gasolina virou o ano beirando os R$ 4, um valor que está fazendo muita gente  racionar os deslocamentos para economizar na bomba. Infelizmente, o transporte público na capital não é capaz de convencer ninguém a deixar o carro em casa e optar pelo transporte coletivo - fato bastante comum nos países do primeiro mundo.


Não bastasse a alta no preço da gasolina, e do salário mínimo, o dólar voltou a disparar, ultrapassando a barreira dos R$ 4, impulsionado pela crise na China. Esse é um dos efeitos do mundo globalizado. Quando as bolsas caem lá do outro lado do mundo, os reflexos são sentidos imediatamente aqui também. E nem adianta tentar se enganar, achando que a alta do dólar atinge apenas quem tem ( ou tinha ) pretensão de viajar ao exterior. Muitos dos produtos consumidos aqui no Brasil utilizam matéria prima comprada em dólar. A começar pelo trigo com que é feito nosso pãozinho de cada dia.


A inflação já fechou o ano em 10%,  e pode começar a se preparar para novos aumentos daqui pra frente. Se podemos definir 2016, certamente será  como o ano do arrocho. Pelo menos para quem não pode praticar as pedaladas fiscais, ou seja, nós, contribuintes.

Novo Instituto de Água passa a funcionar a partir de hoje


Começa hoje um novo tempo para o sistema de abastecimento de água e esgoto do Piauí. O IASPI  - Instituto de Águas do Piauí - passa a funcionar a partir desta segunda-feira, tendo como presidente Herbert Buenos Aires, funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal. Ele tem como missão conduzir o processo de concessão desses serviços a uma empresa que deve gerir o sistema, ampliando a oferta de água e coleta de esgoto.

Hoje, esses serviços são deficitários e não atendem a demanda de uma população que cresce em número e exigência por mais qualidade. Inexplicavelmente, a capital do Estado, Teresina, só dispõe de 17% de coleta de esgoto, um número ridiculamente baixo e inaceitável. Não por acaso, o leito do Rio Poty passa boa parte do ano coberto por aguapés. A cobertura verde que está sufocando os níveis de oxigêncio do rio é causada pela poluição advinda dos esgotos sem tratamento despejados diretamente nas águas do Poty. Com o fornecimento de água, o serviço não é muito diferente. Constantemente, populações de bairros inteiros reclamam que não dispõem de água encanada.


O desafio, portanto, é enorme: fornecer água de qualidade e com regularidade e implantar a coleta de esgoto com cobertura total para a população, a fim de melhorar os indicadores de saúde e qualidade de vida. A AGESPISA, como se sabe, está em situação de insolvência, afogada em dívidas trabalhistas e, ainda por cima, encontra-se inadimplente, o que a impede de captar recursos para fazer os investimentos necessários.


O novo Instituto deve realizar uma licitação para atrair capital privado suficiente para melhorar os serviços oferecidos à população. A conclusão do processo licitatório está prevista para o final do mês de março, quando, finalmente, deverão iniciar os primeiros investimentos, na ordem de R$ 600 milhões. É o que todos esperamos. 

Ano novo, Brasil novo!


O ano que termina hoje fecha uma conta impressionante, sobretudo para nós, contribuintes da Nação brasileira. No final da tarde de ontem, o impostômetro instalado em São Paulo registrou a cifra de R$ 2 trilhões pagos por nós este ano sob a forma de diferentes impostos. Essa soma equivale a 5 meses do nosso trabalho. Se pararmos para pensar, é praticamente a metade do ano trabalhando de sol a sol apenas para pagar impostos.


Com tributos extorsivos, era de se esperar, pelo menos, serviços públicos de qualidade e segurança para circularmos livremente até o trabalho que nos proporciona o dinheiro para pagar os referidos impostos. Mas, não! Continuamos pagando muito e recebendo pouco ou quase nada em troca.
Aqui no Brasil, e também no nosso Piauí, somos servidos por serviços de terceiro mundo. A saúde pública é um suplício que constrange os pacientes que dela precisam. Exames imprescindíveis, como a mamografia, por exemplo, levam meses  e até anos para serem feitos nas pacientes do SUS porque não há mamógrafos suficientes. Quem precisa de simples atendimento médico ou de uma cirurgia eletiva espera dias, semanas, meses até, para obterem sucesso.


Na educação, a realidade também não é diferente. Até conseguimos universalizar o acesso à sala de aula, mas o conteúdo aprendido lá dentro ainda deixa muito a desejar, como atestam os exames de avaliação externos que nos colocam no fim da fila dos países rankeados.


E para onde vai, então, tanto dinheiro depositado pelos brasileiros que sustentam esse país? Trabalhamos apenas para sustentar uma máquina estatal inchada e ineficiente? Ou para alimentar propinas em proporções gigantescas aos que frequentam o clube dos apadrinhados do poder? 2016 está batendo à porta. Não podemos permitir continuar sendo explorados, sem que haja respeito pelo nosso trabalho e nossa dignidade. Mais que um ano novo, queremos um país novo, onde haja decência, coerência, respeito e dignidade a todos os brasileiros.

 

Não está fácil pra ninguém


Os brasileiros já começam a acumular algumas preocupações com relação ao ano que se inicia daqui a dois dias. E eles estão concentrados, principalmente, no bolso, considerado por muitos como a parte mais sensível do corpo. Os trabalhadores que conseguiram manter seus empregos pularam a primeira fogueira, mas sabem que ainda há muito fogo para apagar.


O anúncio do valor do salário mínimo que passa a vigorar a partir do dia primeiro de janeiro é uma dessas preocupações. Embora represente um ganho para quem sobrevive com esse rendimento, sabe-se que, quando o salário mínimo sobe, os preços correm atrás. E a explicação é muito simples: o valor do salário, acrescido dos encargos sociais, é repassado ao preço final dos produtos e serviços adquiridos pelos consumidores. Para alguns empregadores, o pagamento do novo salário tornou-se inviável e a única saída possível é a demissão de servidores, o que já começou a acontecer, sobretudo na indústria da construção civil.


Outro motivo de apreensão é o reajuste na tarifa dos ônibus urbanos. O Conselho Municipal de Transportes Coletivos de Teresina aprovou um aumento de 13% na tarifa, elevando a passagem dos atuais R$ 2,50 para R$ 2,83. Esse reajuste ainda precisa ser aprovado pelo Pefeito Firmino Filho. Ainda que o Prefeito não autorize o reajuste total proposto pelo Conselho-  afinal 2016 é um ano eleitoral -  algum aumento deve haver porque os custos do sistema, como combustíveis e despesas com pessoal também aumentaram.


Tudo isso seria suportável se nós não estivéssemos enfrentando uma recessão severa, acompanhada de inflação acima de 10%. A difícil ginástica de fechar as contas no final do mês nunca esteve tão à prova quanto agora. E como o cidadão comum não pode fazer uso de pedaladas fiscais para finalizar seu balanço mensal, o jeito é cortar mais ainda os gastos. Regra que o governo nunca aprendeu a fazer, mas impõe a seus contribuintes sem dó nem piedade.

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