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Piauí tem mais de 300 obras paradas

 

O Piauí tem 320 obras federais paradas no estado por falta de repasse dos recursos financeiros da União. Essas obras são , na maioria, resultados de convênios entre os municípios e os ministérios. Algumas já estão até com os recursos empenhados, porém retidos em Brasília. Os dados são da Confederação Nacional dos Municípios, que somam 152 obras que pararam no meio do caminho e outras 168 que sequer foram iniciadas, apesar de estarem com contratos assinados.

Em dinheiro, o estado contabiliza R$ 33 milhões empenhados ( recursos assegurados pelo governo), mas que não foram liberados.

ATRASO

A retenção dos recursos federais em Brasília por conta da recessão econômica impacta diretamente na vida dos piauienses. Além dos benefícios das obras que deixam de ser feitas para atender a população carente, é mais dinheiro que deixa de circular no mercado local, proporcionando a geração de emprego e renda. Um duplo golpe em um estado já tão castigado pela falta de investimentos.

PICO DA BOLSA

O alento é que a economia já começa a dar sinais mais vigorosos de recuperação. Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo atingiu o pico de mais de 74 mil pontos. Um recorde registrado nos últimos vinte anos.  A euforia dos operadores da bolsa mostra que os investidores estão voltando a acreditar na retomada do ambiente de negócios no país.
Se as novas gravações que o empresário Joesley Batista diz ter em seu poder não voltarem a contaminar o cenário político, é possível que o país finalmente comece a emergir da mais profunda crise em que mergulhou na sua história.

 

 

 

Delatores e chantagistas

O delator mor da república, Joesley Batista, não se conforma de ter sua premiada imunidade revogada, após o vazamento do áudio em que tripudia da justiça e deixa claro que ainda havia muito coisa por revelar. Da prisão onde se encontra, Joesley ainda tenta falar grosso e já mandou um recado de que só entregará as novas gravações, ainda inéditas, se o acordo de delação premiada não for rescindido.

Desde o início, há muita controvérsia sobre os termos do acordo firmado entre Joesley e a Procuradoria Geral da República, homologado pelo Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A população brasileira aguarda, ansiosamente, os desdobramentos de mais esse capítulo da novelesca delação do grupo JBS.

 

 ENCONTRO NO BOTEQUIM

Para assanhar mais ainda a imaginação de quem acompanha o caso, a imagem do procurador-geral, Rodrigo Janot, conversando com o advogado de Joesley em um bar, por trás de um amontoado de grades de cervejas, foi como jogar querosene em fogueira. A imagem do procurador já estava tisnada pelos benefícios generosos concedidos a Joesley e a participação do seu braço direito, Marcelo Miller, na orientação ao empresário da carne. Agora, Rodrigo ainda aparece junto com o advogado. A justificativa dos dois é que foi um encontro casual. Há muitas coincidências acontecendo no mundo jurídico.

 

 DE VOLTA À ASSEMBLEIA

O Deputado Luciano Filho - PSDB- não está pensando em trocar a cadeira da Assembleia Legislativa por uma outra, na Câmara Federal, como foi cogitado nos meios políticos. Com tanta indefinição nas regras do jogo, que ainda estão sendo discutidas no âmbito da reforma política, o certo mesmo, pelo menos pro enquanto, é o deputado disputar a reeleição para mais um mandato de deputado estadual.

Rebeliões de presos causam prejuízos de R$ 2 milhões ao estado

As constantes tentativas de fuga, somadas aos motins e rebeliões nos presídios  do Piauí já causaram aos cofres do Estado um prejuízo de R$ 2 milhões. A informação é do Secretário de Justiça, Daniel Oliveira. Ele garante que os presos estão trabalhando nos reparos de menor complexidade como forma de compensar os danos causados ao sistema prisional.

Para tentar diminuir esses movimentos, a Secretaria investiu no monitoramento eletrônico por meio de câmeras de segurança e está incentivando a leitura entre os detentos, oferecendo o abatimento da pena em razão do número de livros lidos durante o período em que estão encarcerados. Após cada livro lido, segundo o secretário, o preso apresenta um resumo escrito sobre a obra.

A superlotação das casas de detenção é um dos motivos que levam os presos a se amonitarem. O secretário anuncia para o próximo mês a inauguração do Presídio Nelson Mandela, em Campo Maior, com capacidade para 160 vagas.

 

O homem que sabe demais

Lula mal encerrava a caravana pelo Nordeste, tentando recuperar o seu prestígio no reduto onde sempre obteve maioria, e a delação do ex-ministro e amigo pessoal, Antônio Palocci, cai como uma bomba sobre sua cabeça. Palocci era braço direito de Lula, chegou até mesmo a ser cotado para ser seu substituto no Planalto. Não havia negociação que não passasse por ele.

A proximidade e confiança existente entre Lula e Palocci no passado é justamente o que dá peso às suas palavras. Ele participou diretamente de todos os acordos e conversas entre o então presidente e os empreiteiros desejosos por obter vantagens nas contratações de obras públicas. Para serem atendidos nesses desejos, abriam os cofres generosamente.

O “italiano”, como consta nas planilhas da Odebrechet, resolveu falar e contar tudo o que sabe, inclusive confessando os próprios erros. Em um passado recente, Lula havia postado uma mensagem em seu twitter, declarando total apoio e confiança em Palocci.

O acordo de delação do ex-ministro nem chegou ainda a ser homologado, mas ele já deu muitas pistas do que sabe e do que ainda pode revelar. Falou sobre o pagamento de palestras a Lula no exterior, o sítio de Atibaia, o terreno do Instituto Lula e mais R$ 300 milhões de bônus para as despesas de campanha. São declarações extremamente comprometedoras.

Essa avalanche de denúncias veio exatamente na semana de estreia do filme Polícia Federal – A Lei é para Todos, que conta os bastidores da Lava Jato. Ontem, na sessão vespertina , a plateia aplaudiu espontaneamente ao final do filme. Sintoma de que as coisas não andam bem para a estrela petista.

O que pode mudar na política piauiense com as gravações da JBS

Os últimos acontecimentos envolvendo as delações da Lava Jato repercutem não só em Brasília, mas aqui também no Piauí. O PP é hoje um partido de grande expressão no estado, graças ao crescimento capilar que obteve nas últimas eleições e ao empenho pessoal do seu presidente, senador Ciro Nogueira, em obter recursos para serem aplicados por aqui. Assim é que Ciro tem conseguido manter boas relações tanto com o PT, como com o PSDB, de onde atraiu três nomes de peso este ano: o da primeira dama, Lucy Soares; do presidente da FMS, Sílvio Mendes; e do secretário municipal de planejamento, Washington Bonfim.

Ciro, como se viu, foi citado de forma comprometedora no áudio gravado inadvertidamente pelo empresário Joesley Batista e seu diretor Ricardo Saud. Ainda não há qualquer prova formal contra o senador, a não ser a conversa entre os dois executivos da JBS. Mas a imagem do partido, por si só, já fica arranhada.

O PP briga para continuar ocupando a cadeira de vice-governador na chapa majoritária encabeçada pelo governador Wellington Dias, até agora o franco favorito para vencer a eleição de 2018. Lucy Silveira se articula para disputar uma vaga no Legislativo, estadual ou federal. Teria o partido a mesma força de antes para pleitear manter e, até mesmo, aumentar a sua bancada?

Só os desdobramentos dos próximos dias dirão o que pode acontecer daqui pra frente. Como as conversas rumo às eleições do próximo ano já estão adiantadas por aqui, até lá, os outros partidos vão fazer de tudo para tentar ocupar os espaços do PP, uma vez que não existe vazio no campo político.

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