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O que deve acontecer hoje no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral retoma agora de manhã, a partir das 9h, a histórica sessão que julgará a chapa presidencial vencedora nas eleições de 2014. Ontem à noite, advogados de defesa, acusação e o vice-procurador  geral eleitoral se manifestaram acerca de questões preliminares, quatro delas rejeitadas prontamente. Hoje, a mais polêmica delas será analisada: a que pede a exclusão dos depoimentos dos delatores da Lava Jato sob a alegação de que elas não constavam na peça original.

O ministro relator,  Herman Benjamin, favorável à cassação da chapa, defende que os depoimentos devem ser considerados. Esta também é a opinião do vice-procurador geral eleitoral, Nicolao Dino. O conteúdo das delações, como se sabe, é altamente comprometedor e revela todo o esquema de pagamento de propinas em caixa 2 para a candidatura de Dilma/Temer.

Espera-se para hoje, depois da análise de mais três preliminares,  a leitura do voto do relator e, na sequência, dos seguintes ministros: Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luís Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.  Mais duas sessões estão marcadas além desta que se realiza agora de manhã.  Uma para as 19h de hoje e outra para amanhã no mesmo horário.

Ainda que o TSE decida pela cassação da chapa, no entanto, o Presidente Temer poderá recorrer da decisão ainda no exercício do cargo, prolongando ao máximo sua permanência no poder. A assessores mais próximos, ele confidencia que deverá ter 4 dos sete votos do Tribunal favoráveis a ele. É ver para crer.

Brasil: o país da imprevisibilidade

É com a notícia da prisão do ex-ministro do turismo de Dilma e Temer , Henrique Eduardo Alves, que Brasília acordou hoje na manhã em que se prepara para assistir ao julgamento histórico que pode cassar a chapa presidencial eleita em 2014. O pedido de cassação foi feito, após a eleição, pelo PSDB, partido derrotado por uma pequena diferença de votos. A intenção original dos tucanos era causar aborrecimento aos petistas. Nem imaginavam a reviravolta que iria acontecer nos anos seguintes.

A presidente acusada pelo PSDB de ter sido eleita por abuso de poder econômico  sofreu um processo de impeachment, foi afastada do poder, e o PSDB, de adversário, virou aliado do seu sucessor, o peemedebista Michel Temer. Toma assento hoje no ministério e faz parte da equipe do governo que pode ser cassado por iniciativa do próprio aliado. Parece enredo de novela? Pois é pura realidade.

O Brasil é, de fato, o país da imprevisibilidade. Aqui, tudo pode acontecer, inclusive nada, como diz a canção popular. Pode até ser que algum ministro peça vistas do processo que vai a julgamento hoje no TSE e o Presidente Michel Temer vá ganhando fôlego para ficar no cargo até o fim do mandato.

Mas também é possível que prevaleça a correta interpretação legal, que apresenta provas inequívocas da compra da eleição presidencial com dinheiro sujo da propina, que serviu para eleger tanto a presidente quanto o seu vice.

É nesse eterno suspense que vivem milhões de brasileiros, ansiosos por alguma certeza, por mínima que seja, para poderem executar seus sonhos, investir em seus projetos e realizar planos para o futuro. Por enquanto, o futuro é líquido, para usar uma expressão tão cara ao filósofo Zygmunt Bauman. 

Fecha-se o cerco a Temer

O fim de semana que antecedeu o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE foi tão tenso quanto imagina-e que seja a aguardada terça-feira, quando o Tribunal Superior Eleitoral deverá selar o destino do governo Michel Temer. Na semana passada, o governo se esforçou ao máximo para transmitir ares de normalidade. Chegou até a festejar o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre do ano, o primeiro aumento depois de oito trimestres seguidos de queda.

Mas antes mesmo de terminar o brinde, veio a notícia da prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures ( PMDB –PR), considerado homem de confiança do presidente, e flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil. A prisão de Rocha Loures deixou os nervos ainda mais tensos no Palácio do Planalto. Tanto que o Presidente viajou às pressas para São Paulo. Temer tem motivos de sobra para se preocupar.

Rocha Loures é o elo entre o esquema de propina fartamente distribuído pela JBS e o Presidente da República. E as pressões da família do agora ex-deputado para que ele abra a boca e conte tudo o que sabe em uma delação premiada são enormes.

Não bastasse tudo isso, a reportagem publicada na última edição da Revista Veja sobre o Coronel João Batista, outro amigo pessoal de Temer , ajudou a complicar a situação do presidente. No escritório do Coronel foram encontrados vários recebidos de despesas pessoais de Temer.

Às vésperas do julgamento da chapa, as notícias são todas desanimadoras. O apoio parlamentar que sustentou o presidente até agora está cada vez mais fluido. O rei está ficando nu e são poucos os assessores ainda dispostos a cobrir-lhe com o manto da impunidade.

Começa hoje o 15° SALIPI

O Salão do Livro do Piauí é um vitorioso. Em uma terra com pouquíssimos incentivos à leitura, com uma grande massa de analfabetos e semianalfabetos, completar 15 anos ininterruptos de uma feira de livros dessa magnitude é uma grande vitória. Ainda mais se levarmos em conta as gigantescas dificuldades econômicas para viabilizá-lo. Não obstante, o Salão segue firme a cada ano, reunindo leitores, escritores e curiosos.

Este ano, o homenageado é o escritor Odilon Nunes. Há ainda homenagens especiais ao centenário de exposição da artista Anita Malfatti e ao centenário da Academia Piauiense de Letras. A grande festa do livro começa hoje à noite no espaço Rosa dos Ventos, ao lado da biblioteca da Universidade Federal do Piauí, e segue até o dia 11 de junho.

Além dos stands com a venda de livros, que atendem do público infantil ao adulto, o Salão conta ainda com uma vasta programação cultural, que inclui shows, palestras, bate-papo literário e apresentações de dança. Entre os nomes confirmados para este ano, estão Luiz Felipe Pondé, Rossandro Klinjey, Tico Santa Cruz, Gustavo Lacombe, Sérgio Cohn e Thalita Rebouças, entre outros.

É um programa para levar a família toda. Ler ainda é a melhor atividade para o cérebro e para a alma. A leitura alarga os horizontes do pensamento, enriquece o vocabulário, ajuda a construir o poder de argumentação e, ainda, transporta o leitor para viagens inimagináveis, aguçando a sua imaginação. Portanto, os piauienses têm encontro marcado com o Salão do Livro do Piauí que, mais uma vez, chega para a maior festa literária do nosso estado.

Mais um ano de atraso para o Piauí

Os efeitos de uma recessão econômica tão profunda e duradoura quanto esta que o país está vivendo não são sentidos todos de uma vez. As consequências se desdobram por um longo período, com reflexos diretos na vida da população.

Chamou a atenção ontem a fala do secretário de planejamento do Estado, Antônio Neto, na Assembleia Legislativa, ao dizer que, com a queda na arrecadação própria, o governo vai priorizar o pagamento da folha de pessoal no próximo ano. Os investimentos em obras, essenciais para gerar empregos e promover o desenvolvimento, ficarão à espera de algum financiamento externo.

É triste a realidade de um estado que mantém uma máquina pública pesada apenas para sustentar a folha de pagamento. Sem obras, o estado não cresce, a indústria da construção civil encolhe, o desemprego aumenta e o dinheiro deixa de circular, afetando também o comércio.

O Piauí há muito se ressente da falta de grandes obras estruturantes. Nem precisa lembrar o Porto de Luís Correia porque, depois de tanto tempo parado, este já virou até lenda. A duplicação das BRs, a construção de barragens, pontes e outras coisas indispensáveis ao estado ficam sempre à espera de um tempo que nunca chega, assim como o progresso com o qual sonhamos.

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