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Outros pesos-pesados picados pela "mosca azul"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava-Jato

Não apenas no Governo, no Congresso e na Justiça existem poderosos e influentes picados pela “mosca azul”. Ontem, demos a lista dos que estão na fila para concorrer à sucessão do presidente Michel Temer nos três Poderes, em eleição indireta, caso ele venha a cair. (Veja aqui: http://cidadeverde.com/colunadozozimo/84419/mosca-azul-pica-ministros-ex-ministros-e-congressistas).

Hoje, com base em informações da imprensa nacional, listamos outros prováveis candidatos que figuram como protagonistas da cena brasileira. Mas estes não concorrerão à eleição presidencial. As especulações dão conta que disputarão outros mandatos eletivos, em 2018.

Deltan Dallagnol

Um deles é o procurador federal Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato. O jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, publicou uma entrevista dele na qual aponta “algo que pode ser revelador sobre seus planos”. Segundo o jornal, Dallagnol afirmou que tudo o que foi obtido pela operação pode se perder caso não haja uma renovação de quadros na política nacional.

Conforme ainda o jornal, ao contrário do juiz Sérgio Moro, que jura de pés juntos não querer disputar eleições, Deltan Dallagnol se recusa, quando questionado, a dizer o mesmo. Disse apenas que todas as opções estão abertas.

Discurso pronto

“Seria candidato agora? Ou quem sabe em 2022? Se for sair a algum cargo agora, segundo políticos experimentados, teria chance até de levar o Governo do Paraná. Ou desejaria mais? Quem sabe muito mais?”, especula o jornal, o mais influente do Estado.

Em breve se saberá, já que no ano que vem o procurador, caso seja candidato, terá de estar filiado a algum partido e precisará deixar o posto no Ministério Público. O discurso, no entanto, já tem: seria o homem no poder para garantir a tal renovação e impedir que se destruam os avanços da Lava Jato.

Foto: Adauto Cruz/Correio Braziliense

Márlon Reis, idealizador da Ficha Limpa

Márlon Reis

Também é apontado como virtual candidato cargo às próximas eleições o idealizador da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis. Ele pediu aposentadoria em abril do ano passado do cargo de juiz no Maranhão, após 19 anos de trabalho, e hoje é advogado da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva.

São muitas as opções do ex-magistrado, atualmente um dos palestrantes mais requisitados em todo o país para falar sobre reforma e ética na política.Ele tem viajado mais pelo país do que a presidenciável Marina Sousa, líder da Rede.

Livro-denúncia

Além de advogado e conferencista, Márlon Reis é também escritor. Seus livros sobre política alcançam grande repercussão. “O Nobre Deputado”, lançado em 2013, rendeu ao seu autor um processo movido pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Ainda que escrito em tom ficcional, o livro é um relato chocante (e verdadeiro) de como nasce, cresce e se perpetua um corrupto na política brasileira.

No final do ano passado, o juiz lançou outro livro, “República da Propina”, antecipando muitos fatos políticos que hoje escandalizam o país.

Ele vem recebendo incentivos para disputar as próximas eleições em diversos Estados, especialmente no Maranhão, mas não se definiu ainda sobre uma eventual candidatura.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Rodrigo Janot

Outro nome de peso que aparece na lista de prováveis candidatos é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem encurralado muitos figurões da política brasileira, entre eles o presidente Michel Temer (PMDB), o ex-presidente Lula (PT) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB).

Especula-se que ele vai fazer carreira política em Minas Gerais, seu estado, depois de deixar o cargo de chefe do Ministério Público Federal, em setembro próximo. Se a especulação vai ou não confirmar-se, só o tempo dirá. O fato, porém, é que o caminho já começa a ser limpo, com sua denúncia contra o senador Aécio Neves e o pedido de sua prisão.

O parlamentar foi delatado como beneficiário do megaesquema de corrupção montado e tocado pelo grupo JBS/Friboi e denunciado por Janot ao Supremo.

Alto prestígio

Conforme a revista Carta Capital, edição nº936, de 31 de janeiro último, “alçado ao estrelato, fonte de prestígio e poder, o cargo de chefe do Ministério Público da União tornou-se cobiçadíssimo. O mandato de Janot, seu segundo desde que assumiu em 2013, termina em setembro, e já há seis nomes a sonhar com a vaga. Ou seriam sete? Inspirado pelo andamento da Lava Jato, o atual ocupante do posto passou a namorar a ideia de ficar mais dois anos no pedaço.”

Não deu para o procurador pleitear o terceiro mandato consecutivo e hoje já são oito os pré-candidatos ao seu posto dentro do MPF. A escolha do PGR é feita em lista tríplice encaminhada ao presidente da República. O nome escolhido pelo presidente precisa ainda ser confirmado pelo Senado.

Em vários órgãos de imprensa, ora o procurador é citado como provável candidato a governador de Minas ou a presidente da República. Esta última hipótese é menos provável, pois ele passou a colecionar adversários poderosos depois que passou a denunciar políticos investigados pela Lava-Jato. Nessas condições, dificilmente conseguiria montar um palanque competitivo.

 

'Mosca azul' pica ministros, ex-ministros e congressistas

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde adverte: o Brasil ainda não venceu a praga do mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, e já está às voltas com outra de potencial ofensivo ainda maior e mais devastador: é a “mosca azul”. Uma nuvem dessa espécie de mosca invadiu Brasília e já picou um sem-número de brasileiros importantes na última semana.

A “mosca azul” é sazonal. Ela aparece de dois em dois anos, em períodos eleitorais. Desta vez, ela invadiu o país num surto fora de época, menos de uma semana depois de o governo Temer entrar em sangria desatada, por conta da delegação premiadíssima do dono da JBS-Friboi, após grampear o presidente da República.

Com esse repentino surto de “mosca azul”, nos bastidores de Brasília muitos nomes procuram se cacifar como eventuais candidatos à sucessão presidencial. Isso, evidente, na hipótese que dão como certa de que Michel Temer não vai escapar do profundo golpe de espeto de assar churrasco que o dono da Friboi deu nele pelas costas.

Do governo

O ministro da Fazenda, Henrique Meireles, encabeça a lista dos presidenciáveis na eventual eleição indireta. Ele é o nome predileto do mercado financeiro. E até já se ofereceu ao sacrifício, ao garantir que dará andamento às reformas em tramitação no Congresso. O ministro declarou publicamente que o cronograma da reforma da Previdência pode atrasar, mas ela será aprovada om ou sem Temer. 

Dois fatos pesam contra ele. Um é o de não ter a “política no sangue”. Apesar de já ter sido eleito deputado federal, em 2002, pelo PSDB, não assumiu o mandato, ao qual renunciou para presidir o Banco Central, no governo Lula.

O outro ponto negativo é o de ter sido diretor do grupo J&F, a holding do grupo JBS, por quatro anos. Esse grupo é o responsável por colocar o presidente Temer no olho do furacão.

Foto: Fernanda Cruz/Agência Brasil

O ministro Meireles: alta cotação

Bancada dos sem-mandato

Outro nome de peso que passou a circular nas bolsas de apostas é do ex-ministro Nelson Jobim. Ele foi deputado constituinte, ministro da Justiça e da Defesa e ministro do Supremo Tribunal Federal. É um dos políticos mais experientes do país. Nos últimos meses foi visto como o único interlocutor capaz de unir as principais classes políticas como Lula (PT), Michel Temer (PMDB) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ponto negativo dele é que atualmente está vinculado ao banco BTG Pactual, um dos grupos investigados na Operação Lava Jato. Ele deu uma declaração pública para não contarem com ele. Mas aí é que está o perigo!

Na lista dos sem-mandato surge também o nome do ex-deputado federal Aldo Rebelo, do PCdoB. Ele é uma alternativa dos opositores de Temer que teria alguma aceitação entre os governistas. A seu favor pesa o fato de ter presidido a Câmara dos Deputados em meio a um dos principais escândalos que o Legislativo viveu, o Mensalão, entre 2005 e 2007.

Na ocasião, dialogou com todas as vertentes políticas na Câmara. Depois disso, chefiou quatro ministérios nas gestões petistas: Ciência e Tecnologia, Esportes, Relações Institucionais e Defesa. Por ter ficado tanto tempo nos governos Lula e Dilma, poderia perder votos entre os parlamentares.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ex-ministro Nelson Jobim: correndo por fora

Da Justiça

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e dois ex-presidentes do órgão, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, têm sido apresentados como possíveis candidatos à sucessão de Temer.

Os defensores dessas candidaturas entendem que o momento é de colocar no Planalto alguém de fora da política e que, principalmente, não tenha nenhuma pretensão eleitoral em 2018. Cármen Lúcia já negou mais de uma vez que esteja disponível para a corrida presidencial.

Gilmar Mendes, o ministro mais polêmico do STF, é um dos magistrados com maior trânsito entre políticos, principalmente de partidos como PSDB e PMDB.

Desde que deixou o STF, Joaquim Barbosa é visto como uma alternativa política. Ele presidiu o julgamento do Mensalão, que mandou muita gente importante para a cadeia. Depois, renunciou à presidência do Supremo e ao cargo de ministro. Vem dando pitacos sobre a política nacional nas redes sociais, mas sem a aura de outrora.

Foto: STF

 A ministra Carmén Lúcia, presidente do STF

Do Senado

Os senadores Álvaro Dias (PV-PR) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) tentam se cacifar para concorrer ao Planalto. Mas, por enquanto, não têm apoios internos. Álvaro Dias está negociando a mudança de partido para buscar mais espaço. A tendência é que brevemente ele oficialize sua ida ao PODEMOS, o antigo PTN.

Outro nome que surge com lastro político dentro e fora do Congresso Nacional é o novo presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati.

Foto: PSDB

O senador Tasso Jereissati: no páreo

Da Câmara

Nos últimos dias, o nome que mais tem ganhado força é o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). O parlamentar tem a seu favor o fato de transitar bem entre todas as bancadas do Legislativo. Além disso, os aliados de Temer enxergam nele a continuidade das reformas econômicas que já foram iniciadas, principalmente a da Previdência, que ainda está em uma comissão da Casa. Outro trunfo: é genro do ministro Moreira Franco.

O ponto negativo é o mesmo que pesa contra vários parlamentares brasileiros: o de ser investigado pela Polícia Federal. Ele é alvo da Operação Lava Jato, sob a acusação de ter se beneficiado de doações ilegais (ora como propina ora como caixa 2) da empreiteira Odebrecht.

Como a vítima da picada da 'mosca azul' leva algum tempo para apresentar os primeiros sintomas, seguramente a lista de presidenciáveis é bem maior.(Com informações de elpaís.com)

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

Uma bomba sobre o Congresso Nacional

Nas ruas, na imprensa, nas mídias sociais, nas tribunas legislativas, enfim, em todo lugar, a conversa é uma só: esse Congresso que aí está não nos representa, ele não tem legitimidade para tocar as reformas em andamento nem para escolher o futuro presidente da República, caso o atual não venha a se equilibrar e se segurar no cargo.

Os que fazem esses ataques frontais ao Congresso defendem, no mesmo compasso, a realização de eleição direta fora de época para a sucessão de Michel Temer. A proposta não tem condição de prosperar sem alterar a Constituição, que prevê eleição indireta para estes casos. A aprovação de uma PEC não é um processo tão simples nem breve, mesmo que haja consenso.

Diretas já

Já tramita no Senado uma PEC que prevê a realização de eleição direta para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos nos três primeiros anos do mandato.

A proposta é de iniciativa do senador Reguffe (sem partido–DF) e recebeu substitutivo do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que fez a leitura do relatório na reunião de ontem. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) deverá votar essa PEC na próxima quarta-feira (31).

A Constituição Federal admite eleição direta para presidente e vice se a vacância acontecer nos dois primeiros anos de mandato. Se eles ficarem vagos nos dois últimos anos do mandato presidencial, o texto constitucional determina a convocação de eleição indireta, em 30 dias, para que o Congresso Nacional escolha os novos presidente e vice, que deverão concluir o mandato em curso.

O substitutivo da PEC 67/2016, em tramitação no Senado, admite eleição indireta caso os cargos de presidente e vice-presidente da República fiquem vagos no último ano do mandato presidencial.

Eleições gerais

Os defensores da eleição direta para presidente e todo o Congresso dariam uma grande demonstração de compromisso com o país se aprovassem uma PEC convocando eleições gerais para este ano. Os brasileiros voltariam agora às urnas para eleger não apenas o presidente e o vice, mas também os senadores e os deputados federais.

Se os congressistas entenderem de convocar eleições gerais para já, inclusive para a renovação do Senado e da Câmara, aí estarão, sim, dividindo com os brasileiros as graves responsabilidades pela busca da solução para esta crise política de desfecho imprevisível. Sem isso, ou cumpre-se a Constituição ou joga-se para a plateia.

A ideia, com feição de bomba, está lançada!

Mão Santa presidente

O prefeito de Parnaíba (SD), Mão Santa, se apresentou ontem como pré-candidato a presidente da República. O prefeito disse que atualmente no Brasil apenas um político tem mais capacidade do que ele para assumir o comando do Planalto. É o ex-presidente FHC.

Mão Santa justifica que o país está muito chafurdado e precisa de alguém como ele para arrumar a casa.

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Os senadores do PMDB com Michel Temer

PMDB com Temer

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, informou que 18 dos 22 senadores do PMDB estiveram presentes na reunião da bancada peemedebista com o presidente Michel Temer realizada ontem.

Eunício destacou que, na reunião, Michel Temer fez uma explanação de todo o quadro político recente e os 18 senadores que lá estiveram se manifestaram dando apoio irrestrito ao presidente.

Renan quer renúncia

Sobre a ausência do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício destacou que a reunião de ontem era uma reunião da bancada com o presidente da República e não uma reunião da bancada com o líder Renan Calheiros.

— Em relação a qualquer questionamento interno da bancada, ele deve ser resolvido dentro da bancada e exclusivamente nela — ressaltou.

Em descompasso com o governo desde o início, Renan já pediu a renúncia de Temer.

TST contra reforma

A Mesa do Senado Federal recebeu ontem um documento de considerações jurídicas assinado por 17 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) contrários à reforma trabalhista.

Para eles, a reforma prejudica direitos dos trabalhadores.

Honras da casa

Os ministros que estiveram no Senado para entregar o manifesto foram Delaíde Alves Miranda Arantes, Hugo Carlos Scheuermann, José Roberto Freire Pimenta, Maria Helena Mallmann e Mauricio Godinho Delgado.

Eles foram levados ao Plenário pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Foto: Divulgação

O deputado Marcelo Castro com assessor de ministro

Nova avenida

Em reunião com o assessor especial do ministro das Cidades, Vitor Diniz, o deputado Marcelo Castro (PMDB), acompanhado de seu chefe de gabinete, José Guimarães, solicitou ao Ministério a disponibilização de recursos orçamentários no valor de R$ 3 milhões.

Conforme o parlamentar, os recursos viabilizarão a construção da Av. Deputado José de Castro, no município de São Raimundo Nonato.

A obra deverá ser construída através de um convênio entre o Ministério das Cidades e o  Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Piauí – DER.

Lançamento

Será hoje, a partir das 20h, na Oficina da Palavra (Rua Benjamin Constant, 1.400 - Centro, próximo ao Instituto Dom Barreto), o lançamento do livro “O terno e o frango”, de Joca Oeiras.

Segundo o agitador cultural Carlos Rubem, quem for ao lançamento ganha, além do autógrafo, um beijo do autor.

Foto: Divulgação

O lançamento do livro de Joca em Oeiras

*A reaplicação da prova de Português do concurso da PM foi marcada para 9 de julho. A primeira, realizada domingo, foi anulada por fraude.

* 25 empresas compararam o edital para a construção do novo Centro de Eventos de Teresina, na área do Parque de Exposições.

* Segundo o secretário do Ministério do Turismo, Henrique Pires, a obra está orçada em R$ 60 milhões.

O PSB do Piauí abre amanhã, em Picos, a sua Agenda 40, que tem o objetivo de discutir formação política e formatar um novo projeto de desenvolvimento para o Estado.

JVC no River

Um grupo de riverinos, à frente o deputado Júlio Arcoverde, presidente regional do PP, bateu à porta do ex-senador João Vicente Claudino. Todos queriam que o JVC assumisse a presidência do River, a partir de outubro. O deputado explicou porque escolheram João Vicente:

- Nós pensamos no nome de uma pessoa que tivesse capacidade de liderança, boa articulação no meio empresarial e que não tenha plano de se candidatar às próximas eleições no Piauí.

Nesse momento, João Vicente Claudino acabou com a festa riverina. Com jeito, mas acabou:

- Olhe, nesse terceiro ponto eu não me encaixo, pois vou ser candidato em 2018.

Temer dá discretos sinais de reação

Ferido de morte pela delação do dono da JBS/Friboi, o presidente Michel Temer foi ao chão, levantou-se com esforço gigantesco, mas ainda não recuperou o equilíbrio para ficar em pé. Começa, porém, a dar sinais de reação. A decisão de desistir do recurso apresentado ao Supremo pedindo a suspensão do inquérito aberto contra ele é uma delas.

Foi uma cartada bem calculada, própria de profissionais do jogo político. Temer está cercado de aliados que se mostram desconfortáveis com o escândalo do grampo presidencial. Assim, bastava que o STF recusasse o pedido para que ele entregasse de bandeja o pretexto que esses aliados queriam para cair fora do governo.

Agora, sem o julgamento desse recurso, o presidente ganha tempo e algum fôlego para tentar acalmar sua base, em um cenário movediço, no qual os fatos se sucedem em turbilhão, das formas mais surpreendentes e imprevisíveis, em muitos momentos exigindo explicações não apenas do presidente, mas também dos que o encurralam.

As reformas

Outro gesto importante foi dar sinal verde para a retomada da discussão das reformas, especialmente a trabalhista, que já passou pela Câmara dos Deputados e tem relatório pronto no Senado. Com isso, o governo tenta mudar o clima de paralisia em Brasília.

Nesse caso, o movimento também é conveniente para partidos aliados, como o PSDB e o DEM. Ainda que eles saltem do barco presidencial, são defensores da aprovação das propostas. Até porque, com ou sem Temer, querem permanecer no governo. E se mexem para mostrar força, que será ainda maior em um governo fraco.

Carne fraca

Muita gente ficou chateada com a divulgação da lista dos políticos piauienses apontados como beneficiários das doações do grupo JBS/Friboi, na campanha eleitoral de 2014.

São mais de 20 políticos, alguns eleitos.

Dentro da lei

Todos negaram, claro, que tenham recebido doações não contabilizadas e alguns disseram até que receberam os recursos através do partido, não diretamente da empresa.

Para a maioria, os valores foram irrisórios. Uma humilhação, quando comparado ao que o grupo despejou nas campanhas eleitorais de outros Estados.

Um dia atrás do outro

Entre os delatados, estão políticos que até bem pouco tempo faziam festa com a citação de adversários citados como recebedores de recursos da Odebrecht para suas campanhas e jogavam pedras neles.

Como ensina o dito popular, nada como um dia atrás do outro.

Molhando a mão

A delação dos irmãos da JBS/Friboi dá conta também que o grupo sabe acalmar a imprensa, quando esta está de mau humor.

Alguns medalhões da mídia já foram citados pelos delatores, que também aparecem em momentos de descontração com astros da TV, como o Luciano Huck.

Sem contar que o grupo é também um dos maiores anunciantes do país.

Desabafo

O reitor da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), professor Nouga Cardoso, publicou ontem um desabafo nas redes sociais contra os críticos do Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe).

“A UESPI e sua comunidade precisam de apoio, não de julgamentos irresponsáveis e mesquinhos. Uma nação se faz com instituições fortes e o principal das instituições sempre será seus recursos humanos.”, prega.

E os concurseiros?

Está certo o reitor. E as críticas que a Uespi vem recebendo nos últimos dias têm o sentido de contribuir para que alcance o pódio nos quesitos da competência e da credibilidade.

Ou o reitor acha pouco que tenham sido descobertas fraudes nos últimos quatro concursos realizados pelo Nucepe, na área de segurança?

Como os candidatos que se inscreveram de boa fé nesses concursos estarão se sentido?

Escândalo

Se o governo fosse outro e se a oposição também fosse outra no Piauí, essa sucessão de fraudes nos concursos realizados através da Uespi já teria sido mostrada como um escândalo.

Como nada disso aconteceu, o próprio governador Wellington Dias, num gesto de bom senso, tomou a iniciativa de autorizar ontem a contratação de outra instituição para realizar o concurso da PM anulado por fraude.

Que o concurso ande, com lisura!

Novo alvo da Lava-Jato

O Ministério Público Federal abriu suas baterias agora contra a imprensa. A parte da imprensa que faz críticas aos seus métodos de trabalho, que isso fique claro.

Ontem, a Procuradoria-Geral da República divulgou um trecho de um grampo telefônico com uma conversa do jornalista Reinaldo Azevedo e a também jornalista Andréia Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB).

Intimidação

O jornalista é o que mais questiona os procedimentos da Lava-Jato, especialmente a vantajosa delação da JBS com a PGR.

Daí, o MPF usa um grampo simplesmente para intimidar a imprensa. Nem lembra que o sigilo da fonte é garantia constitucional.

Ontem, o jornalista pediu demissão da Veja, onde trabalhava.

MPF sai da toca

No Piauí, depois de um longo e tenebroso inverno, o Ministério Público Federal no Piauí finalmente abriu investigação para apurar as causas da paralisação da BR-343 e o atraso nas obras da BR-316.

Não deixa de ser uma novidade, pois até aqui o MPF só tem agido no Piauí para paralisar obras.

* O deputado federal Átila Lira (PSB) disse ontem que não dá para arriscar um palpite sobre o desfecho da crise política que se instalou no Planalto.

* O clima, segundo ele, é de expectativa, mas cada Poder tem que fazer a sua parte e a do Congresso agora é voltar a tocar as reformas.

*Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também está sob fogo cruzado, com a popularidade em baixa, mas o país não parou.

* O ex-deputado constituinte Jesus Tajra avalia que a solução para o impasse na política brasileira está na Constituição. Basta aplicá-la.

A queda

Do humorista Fraga:

- "Se quiserem, me derrubem", disse Temer, no chão.

As traumáticas soluções para a crise

Foto: CUT

Ato público pelas diretas já: pouca participação popular

Até aqui, são todas traumáticas as saídas apresentadas para a encruzilhada em que o Brasil foi metido na semana passada: renúncia do presidente, impeachment e eleição direta fora de época. A primeira já foi refutada peremptoriamente pelo presidente, a segunda não tem como ser breve e a terceira se mostra inviável.

Quem prega as diretas-já ou não quer para logo uma solução para esta grave crise ou não está fazendo conta. O processo passa, obrigatoriamente, pela aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Para sua votação, são necessárias sete fases, no mínimo, com três comissões e quatro decisões plenárias, duas na Câmara dos Deputados e mais duas no Senado.

Neste caso, uma particularidade: os que defendem esta tese apontam a falta de moral do Congresso para fazer uma eventual escolha de um novo presidente pela via indireta. Mas esse mesmo Parlamento sem moral serviria perfeitamente para mudar a Constituição e convocar eleição direta para presidente!

Ou seja, na cabeça desses ‘devotos da democracia’, o Congresso serve para uma coisa e não serve para a outra. Dentro do próprio Parlamento, os que abraçaram efusivamente essa ideia não querem nem ouvir falar em eleições gerais agora, o que de certa forma daria mais legitimidade ao Legislativo.

Pregando no deserto

No momento, os que gritam por eleição direta estão falando praticamente sozinhos. As manifestações convocadas por eles para domingo passado, contra Temer e a favor das diretas, foram um fiasco de público. Compareceu apenas a militância profissional, composta de sindicatos e outras entidades ligadas ao PT e aliados.

Admitindo-se, porém, a hipótese da aprovação das diretas, quem iria disputar a presidência agora? Ou, perguntando de outro modo: quem entre os que se apresentam para a disputa está com a ficha-limpa? Então, para resolver um grave problema ético na política, o país apenas trocaria um sujo por um mal lavado?

Outra coisa: como o Brasil pode realizar uma eleição de presidente da República com uma megainvestigação dos políticos em curso, sem que se saiba ainda quem, ao final, vai ser inocentado ou mandado para a cadeia?

A Constituição marca uma nova eleição presidencial para 2018. É o tempo que o país tem para tirar tudo isso a limpo e começar a escrever um novo capítulo de sua história.

Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com

O deputado Heráclito Fortes vê armação contra Temer

Heráclito lá

Da bancada do Piauí na Câmara Federal, o deputado Heráclito Fortes (PSB) foi o único que foi ao jantar de domingo à noite no Palácio da Alvorada.

Os demais, vendo a casa pegar fogo, se mandaram para seus Estados.

Heráclito defende as investigações, mas acredita na inocência do presidente Michel Temer, que para ele foi vítima de uma cilada.

O blefe do delator

O empresário delator Joesley Batista, dono da Friboi, começa a dar as suas explicações. Uma delas foi a de que blefou ao dizer que teria comprado dois juízes.

É um crime que põe em dúvida tudo o que não for comprovado nas delações dele e de seus funcionários e que também poderá servir de motivo para cancelar o acordo.

Nos EUA, não tem disso, não!

Nos Estados Unidos, o caldo está engrossando para os irmãos Batista. Os acionistas norte-americanos de suas empresas exigem que eles se afastem imediatamente do comando delas.

Os gringos também querem que as multas impostas pela Justiça brasileira sejam pagas pelos dois irmãos, não pelas empresas.

Como se vê, lá as coisas são diferentes das do Brasil, onde a malandragem e a esperteza são premiadas.

Calado

O governador Wellington Dias chegou mudo da viagem ao exterior, na sexta-feira. Comumente, ele convoca uma coletiva para apresentar uma resenha da viagem.

Desta vez, porém, ele fugiu do script e viajou calado, ontem, para Brasília e São Paulo, onde participou de um encontro da executiva nacional do PT.

Propinagem

A operacionalização dos pagamentos de propina do grupo J&F (JBS-Friboi) era de responsabilidade do executivo Ricardo Saud, conforme delação dele próprio feita à Procuradoria-Geral da República.

Nas conversas com os procuradores, o executivo detalhou os destinatários do dinheiro, a forma de entrega e juntou documentos na intenção de corroborar o que dizia.

Lavanderias

Em um dos vídeos gravados pelos investigadores, ao falar dos pagamentos para partidos políticos que apoiavam a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer à Presidência da República, em 2014, Saud diz: “No final, nós vamos ter tratado com mais de 100 escritórios de advocacia, todas notas falsas.”

O envolvimento dos escritórios é detalhado em dezenas de páginas dos anexos da delação.

A diligente OAB ainda não se manifestou sobre a revelação do delator sobre os causídicos.

Dr. Ramos

O sepultamento do corpo do médico e ex-deputado Francisco Ramos será hoje, às 8 horas, no Cemitério São José, em Teresina.

O Dr. Ramos morreu ontem, aos 87 anos, de parada cardiorrespiratória e recebeu muitas homenagens.

Foto: Cidadeverde.com

Dr. Francisco Ramos: morte aos 87 anos

*A anulação da primeira prova do concurso da PM, realizada domingo, frustrou 32 mil candidatos que acreditaram no certame.

*A providência foi tomada pela Uespi/Nucepi e a própria Secretaria de Segurança em razão da suspeita de fraude no concurso.

*O senador Ciro Nogueira (PP) foi um dos seis senadores presentes ao jantar com o presidente Temer, no domingo.

* Depois da OAB, ainda falta a CNBB pedir também o impeachment do presidente Michel Temer.

O crime do presidente

Do deputado federal Heráclito Fortes (PSB), sobre a crise que atingiu em cheio o presidente da República:

- O crime cometido pelo presidente Temer foi o de ser ingênuo. 

Brasil está do jeito que o diabo gosta!

O Brasil está do jeito que o diabo gosta. Ou como o caos deseja. No exato momento em que o país coloca um pé na porta da saída da maior recessão econômica de sua história, que em dois anos despejou no olho da rua 14 milhões de trabalhadores, uma nova e grave crise política é detonada.

A bomba foi lançada em Brasília pelos donos da JBS, proprietária da Friboi. Em delação premiada, eles viraram o país de ponta a cabeça e se mandaram do Brasil, com as contas cheias de dólares que lucraram justamente em cima da crise que fabricaram.

Na apressada saída, ofereceram ao caos um churrasco de presidente da República. E este, já todo sapecado, continua assando em fogo alto, em praça pública.

Notícias da crise

O noticiário que retrata ou alimenta a crise tem informação para todo gosto, sendo muito apropriado ao momento vivido pela maioria dos brasileiros – uns verdadeiramente indignados com a situação vergonhosa do país; outros cegamente revoltados com a posição dos adversários e ávidos para que se ferrem a qualquer custo.

Muitas informações são, porém, relevantes para se entender minimamente o cenário brasileiro de agora. Uma delas: no que menos os delatores pensaram foi no Brasil. Eles se meteram na aventura da delação apenas para salvar o pescoço e, de quebra, ganhar mais dinheiro.

No plano do escândalo, primeiro eles transferiram a base de seus negócios bilionários para os Estados Unidos, pois eram investigados pela Lava-Jato, que já pôs na cadeia os maiores empresários do país, como Marcelo Odebrecht e Eike Batista.

A seguir, grampearam o presidente da República e negociaram a delação em condições supervantajosas.

Castelo de mentiras

O que revelaram na delação premiada está ainda em investigação. Mas muita coisa já caiu por terra. Por exemplo: as contas que o delator Joesley Batista disse ter aberto no exterior para Lula e Dilma não estavam nos nomes dos presidentes, mas no dele mesmo. E curiosamente essas contas, que teriam movimentado 150 milhões de dólares, estão zeradas!

O episódio mostra ainda o dono da Friboi como um trambiqueiro e loroteiro contumaz. A senadora Kátia Abreu (PMDB), ex-ministra da Agricultura, vem revelando pelas redes sociais que o grupo JBS vetou a sua nomeação para a pasta, mas a presidente Dilma bancou a escolha. Como não derrubaram a ministra, passaram a infernizá-la.

Também ficou claro que o empresário delator não tinha no governo Temer o prestígio que arrotava, pois foi se queixar diretamente ao presidente da posição do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, e de vários órgãos do governo que não atendiam aos seus pleitos.

Ora, se não tinha prestígio nem força para influenciar as decisões dos ministros da Agricultura e da Fazenda, em dois governos distintos, como ele seria capaz de dobrar presidentes para atender seus interesses?

O castelo de mentiras dos delatores começa a cair.

Prestígio no MPF

O episódio mostrou que os donos da Friboi tiveram prestígio, sim, no Ministério Público Federal, pois eles delataram meio mundo sem precisar ir para a cadeia. E na delação ainda tiveram os passaportes carimbados para irem embora do país.

No acordo com o MPF, outra concessão camarada: o grupo pagará uma multa de R$ 110 milhões, parcelada em dez anos, a partir de junho do ano que vem, pelos estragos que fez ao país.

Os irmãos Batista aproveitaram tal benevolência do Ministério Público Federal e encheram os bolsos na saída, numa operação que quase quebra a Bolsa de Valores de São Paulo. Coisas do Brasil!

Foto: Pablo Cavalcante/RCV

O deputao Luciano Nunes, nos estúdios da Rádio Cidade Verde FM 105.3

Rodoanel

O rodoanel de Teresina estará pronto para inauguração até setembro. O novo prazo foi dado pelo Governo do Estado na audiência pública realizada na semana passada pela Comissão de Infraestrutra da Assembleia Legislativa.

Segundo o deputado Luciano Nunes (PSDB), que pediu a audiência, as obras de duplicação da BR-316 estão em andamento com 20% os serviços.

E mais

Já as obras de alargamento da BR-343 foram paralisadas com 30% dos serviços executados.

Até o final deste mês, o governo entrega a ponte do meio, na Avenida Frei Serafim.

Faltou quórum

Miou o jantar que o presidente Michel Temer ofereceria ontem à noite, no Palácio da Alvorada, aos líderes de sua esfrangalhada base aliada.

Sem a confirmação de presença da maior parte dos líderes, o presidente decidiu cancelar o jantar.

Pela manhã, o governo havia convocado aliados e ministros para o encontro, marcado para 19h30.

Desculpa

O convite havia sido disparado pelo ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), em nome de Temer.

Muitos dos líderes e ministros estavam em seus estados e avisaram que não chegariam a tempo, pois foram chamados de última hora.

Ora, em meio a uma crise destas como os aliados do governo abandonam Brasília?

Em cima do muro

Na crise, o PSDB tem mais uma chance de exercitar a sua especialidade, que é ficar em cima do muro.

A reunião marcada para ontem para decidir se o partido continua ou não no governo foi adiada.

O tucanato deve retomar as conversações sobre o assunto hoje. O DEM acompanha os tucanos para qualquer lado, de preferência o de ficar no governo.

Concurso

Pelo menos oito pessoas foram detidas por suspeitas de fraude no concurso da PM-PI, realizado ontem pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

Um escondia o celular na cueca. A polícia pensou que ele estava armado!

Cracolândia

Em São Paulo, foi realizada ontem uma nova ação na Cracolândia, com a mobilização de 500 policiais.

Aqui em Teresina há uma cracolândia que cresce a cada dia, na região comercial da Santa Rosa, no centro, e todo mundo faz de conta que não vê.

Salipi 2017

O professor, escritor e acadêmico Odilon Nunes é o principal homenageado do 15º Salão do Livro do Piauí – Salipi 2017, lançado no final de semana no Cineteatro da Universidade Federal (UFPI).

O Salipi será realizado de 2 a 11 de junho, no Complexo Cultural Rosa dos Ventos, na UFPI.

Livros à mão cheia

O presidente da Fundação Quixote, organizadora do evento, Kássio Gomes, informou que este ano o Salipi contará com mais de 100 mil títulos, palestras, fóruns e apresentações de autores de projeção regional e nacional.

Em 2016, a Secretaria Estadual de Educação disponibilizou R$ 200 mil para alunos de escolas públicas utilizarem na aquisição de livros vendidos na feira.

Foto: Cineas Santos

Abertura do Salipi 2017, no Cineteatro da Ufpi

*O Planalto se declarou surpreso com a posição da OAB pelo impeachment do presidente Michel Temer.

Pelo visto, os palacianos perderam o faro político, pois desde o início a OAB vem se posicionando contra todas as medidas e propostas do atual governo.

*Não estranha, pois, que tenha decidido pedir o impeachment do presidente, aliás, desnecessariamente.

De quinta-feira para cá, já existem nove pedidos de afastamento de Michel Temer na fila na Câmara dos Deputados. 

Pau no delator

Do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, dando uma agulhada no presidente Michel Temer:

- Se delator falasse comigo sobre propina, mandava prendê-lo.

Friboi quis fazer um churrasco de presidente

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Michel Temer faz novo pronunciamento

O presidente Michel Temer precisará de fôlego de sete gatos para sobreviver ao tsunami que invadiu o Palácio do Planalto desde quarta-feira à noite.

A sua renúncia era dada como certa para quinta-feira, depois que a Rede Globo divulgou, no plantão do Jornal Nacional, a notícia de que o presidente fora grampeado em uma conversa comprometedora com o empresário Joesley Batista, dono da JBS, proprietária do frigorífico Friboi.

Divulgada a gravação do diálogo, na noite de quinta, não confirmou-se o presidente dando aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha para obstruir a Lava-Jato, como havia sido noticiado na véspera. Nem se confirmaram outras acusações feitas e repetidas contra ele na imprensa durante 24 horas.

Sobrevida

Isso deu uma sobrevida ao presidente, como outros fatos que se sucederam nas horas seguintes. Um deles deu conta de que o delator que tocou fogo no país, quis fazer um churrasco do presidente da República e se mandou para os Estados Unidos, lucrou fábulas com a crise política gerada por ele mesmo.

Antes de entregar a gravação ao Ministério Público, o grupo JBS comprou 1 bilhão de dólares porque sabia que o escândalo provocaria o caos no câmbio. Sabendo também que a divulgação da gravação reduziria o valor das ações da empresa,tratou de vendê-las antes da queda da Bolsa, conforme denunciou ontem o presidente, em novo pronunciamento.

Outro ponto a favor de Temer: uma perícia encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo descobriu que a gravação de sua conversa com o empresário recebeu mais de 50 edições. Portanto, um material adulterado supostamente para incriminá-lo.

Também favorece a defesa do presidente o fato de a gravação ter sido feita antes da delação, portanto, sem valor legal. Algo semelhante ao que aconteceu naquele diálogo da presidente Dilma com o ex-presidente Lula, gravado fora do horário coberto pela autorização da Justiça e sem o aval do Supremo.

Delação premiada

Também foi novidade para os brasileiros, nesse episódio envolvendo o dono da Friboi, a homologação da delação com benefícios jamais vistos durante todo processo da Lava-Jato. Um deles é que a delação foi feita sem que os delatores tenham sido presos. O outro foi a permissão para eles deixarem o país.

Ainda não se sabe qual é a estratégia do Ministério Público Federal para o caso, mas ela terá que valer a pena.

Bombardeio não para

Ontem, em seu novo pronunciamento, que pouco acrescentou ao primeiro, de quinta-feira à noite, o presidente reafirmou que não renuncia. De novo mesmo foi o anúncio de que pediria a suspensão do inquérito aberto contra ele pelo Supremo.

Como tem convicção de sua inocência, Michel Temer teria se saído melhor se tivesse reiterado que a investigação deve ser realizada o quanto antes, com o máximo rigor, para elucidar os fatos.

As provas concretas contra o presidente, se existem, ainda não apareceram, mas muitas dúvidas pairam em torno do episódio. Ele ainda não explicou, por exemplo, por que recebeu na calada da noite, na residência oficial, um empresário bichado na Lava-Jato.Nem porque se sujeitou a ouvir tudo o que ele disse.

É certo que o bombardeio contra Temer não cessará. O Planalto passa o fim de semana com uma força-tarefa para tentar recompor a base parlamentar do presidente, que, por enquanto, se sustenta em sua teimosia e no fato de que pela via legal sua queda não se faz num piscar de olhos.

Diferente, porém, da presidente Dilma, ele é um político matreiro, que conhece o Congresso e as leis como a palma da mão. Aí está a sua chance.

Delatores da JBS espalham lama para todos os lados

Foto: Divulgação/STF

O ministro Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo

O Supremo Tribunal Federal liberou ontem o conteúdo das delações premiadas dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS (Friboi), no âmbito da Operação Lava Jato. As delações foram homologadas pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da operação na Corte.

Os delatores espalharam lama para todos os lados: Temer, Lula, Dilma, Aécio, Serra, Marta, Palocci, Mantega, Eunício e Cid Gomes estão entre os nomes citados como beneficiários de esquemas de propinas pagas pela empresa. Ricardo Saud, diretor da JBS, entregou planilha com doações a 28 partidos e 1.829 candidatos, no total de R$ 600milhões. E garantiu que quase tudo é propina.

Joesley Batista afirma que o presidente Michel Temer solicitou, em 2017, o montante de 5% do lucro obtido com o afastamento do monopólio da Petrobras no fornecimento de gás, assim como destravamento das compensações de créditos de PIS/COFINS com débitos do INSS.

Lula e Dilma

A JBS afirma também que o grupo fez pagamentos de propina de US$ 50 milhões depositados em uma conta no exterior para o ex-presidente Lula e de cerca de US$ 30 milhões em outra conta em benefício da então presidente Dilma Rousseff.

Os depósitos teriam sido feitos por intermédio do então ministro da Economia, Guido Mantega, em razão de esquema criminoso do BNDES e em fundos de pensão (Petros e Funcef) para beneficiar JBS. O saldo dessas contas somavam US$ 150 milhões em 2014. Joesley Batista contou ainda que negociou a compra de cinco deputados contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff por R$ 3 milhões.

Propinas tucanas

Ele afirma também que fez pagamento de propina, em 2017, no valor de R$ 2 milhões, ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves, em razão da aprovação da lei de abuso de autoridade e anistia ao Caixa 2.

Em outro trecho, a JBS afirma que deu R$ 60 milhões em propina para Aécio em 2014. Também relata que houve repasse de R$ 20 milhões ao senador tucano José Serra a pretexto de campanha eleitoral. A operacionalização dos pagamentos teria sido feita pelo Sr. Furquim, já falecido, amigo de José Serra.

Foto: Jota.com.br

No STF, a distribuição dos HD's da delação da JBS à imprensa

No varejo

A JBS contou ainda que fez repasse de R$ 1 milhão para senadora Marta Suplicy (ex-PT e hoje no PMDB) a pretexto de campanha eleitoral de 2010 e repasse de R$ 3 milhões em 2014 em troca de possíveis negócios caso ela vencesse a eleição para a Prefeitura de São Paulo.

Outro repasse, no valor de R$ 30 milhões, foi feito ao ex-ministro Antônio Palocci, para a campanha de Dilma em 2010. O delator conta que fez pagamento de R$ 20 milhões ao ex-governador do Ceará, Cid Gomes, em troca da liberação de créditos de ICMS.

Mais um pagamento, no valor de R$3,6 milhões, foi feiro ao governador de Minas, Fernando Pimentel, na época em que comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, no governo Dilma. Também o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), teria recebido R$ 5 milhões da JBS, como pagamento da Medida Provisória que disciplinava créditos de PIS/Cofins.

Todos os acusados negaram o recebimento das propinas informadas pelo dono do Friboi. Mas como ficam, agora, os que nos últimos dois dias festejaram euforicamente por todos os meios ao seu alcance as acusações do delator da Lava-Jato contra Temer e Aécio, legitimando a delação da JBS? (Com informações do site jota.com.br)

Temer descarta renúncia e enfrenta a crise

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Michel Temer descarta renúncia

O presidente Michel Temer optou ontem por manter uma tradição da política brasileira. Ela mostra as autoridades, em momentos de grave crise, resistindo à ideia da renúncia o seus cargos quando esta lhes é apresentada como o único caminho a seguir para evitar traumas maiores.

Na história contemporânea, bateram o pé e resistiram teimosamente à renúncia o presidente Fernando Collor, em 1992; o então presidente da Câmara Federal, Severino Cavalcanti, em 2005; e o então ministro José Dirceu, também em 2005.

Mais recentemente, também enfrentaram a mesma situação, entre outros, a presidente Dilma Rousseff e o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no ano passado. No fim, todos acabaram, no entanto, perdendo os seus mandatos.

A gravação

O presidente Michel Temer se pronunciou ontem à tarde sobre a divulgação de um áudio gravado pelo dono da JBS (Friboi), Joesley Batista, delator da Lava-Jato, na qual ele supostamente dá aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e, por consequência, obstruir a Justiça.

Temer fez o seu pronunciamento, no Palácio do Planalto, antes de ouvir o áudio. Mas garantiu que não renunciará, pois não se envolveu em qualquer ato incorreto, e tem uma missão a cumprir. O presidente pediu rigor e pressa na investigação aberta pelo Supremo contra ele.

A gravação foi liberada pelo STF no início da noite. Sua qualidade não é boa, mas o seu conteúdo não chega a comprometer Temer irremediavelmente como foi a princípio divulgado. As primeiras notícias sobre a gravação davam conta de que o presidente tratava de dinheiro para calar Eduardo Cunha. Isso não apareceu no áudio.

O desafio maior

Nesse episódio, pesa, contudo, contra Michel Temer, o fato de ele receber em casa, reservadamente, um investigado pela Lava-Jato. Que assunto republicano ele teria a tratar com um sujeito dessa espécie? Na gravação, o visitante passa o tempo todo contando vantagens e falando de armações para se ver livre da operação e obstruir a Justiça. Nela, porém, o presidente não se compromete pelo que falou e sim pelo que ouviu.

Se não existe algo a mais e mais grave contra o presidente, ele não terá tanta dificuldade em se defender na Justiça. Se o que existe contra ele for apenas o que está no áudio, o seu desafio maior será mesmo o de recuperar o apoio político, pois desde quarta-feira à noite a sua base parlamentar derrete aceleradamente. Até ministros estão em debandada.

Como o próprio presidente ressaltou em seu pronunciamento, a nova crise tem consequências imprevisíveis.

Economia nervosa

A nova crise política que irrompeu no país teve impacto negativo na economia. A Bolsa de Valores de São Paulo caiu ontem mais de 10%, o dólar subiu quase 8% e uma onda de desânimo invadiu as empresas.

A economia vinha em uma boa semana, com a abertura de quase 60 mil novos postos de trabalho e esperança na superação da recessão.

Empréstimos

Como a corda arrebenta sempre do lado do mais fraco, o Piauí será um dos primeiros a pagar a conta da nova crise política.

Os novos empréstimos que o governador Wellington Dias está suando para conseguir ficam agora distantes do alcance de sua mão.

Investigação

A propósito, o governador está na Europa e ontem se pronunciou da Itália sobre as denúncias contra o presidente Michel Temer, em vídeo gravado para as redes sociais.

Ele defendeu que tudo seja devidamente apurado e que os eventuais culpados sejam responsabilizados, dentro da lei.

Fórum

Wellington Dias chega amanhã ao Brasil e terá um encontro ainda neste fim de semana com os integrantes do Fórum de Governadores para avaliar a crise política e discutir saídas.

Ele informou que ainda na quarta-feira à noite passou a conversar com governadores e outros líderes políticos brasileiros, pelo telefone, sobre a situação do Brasil.

Baixa no Ministério

O ministro da Cultura, Roberto Freire (PPS), foi a primeira baixa no governo, depois da delação do dono da JBS.

Roberto Freire deixou o cargo logo depois de o presidente anunciar que não renunciará.

O outro ministro do PPS, Raul Jungman, permanece no cargo. O partido justificou que ele era por "relevância para o Estado".

Em outras palavras, Roberto Freire não era relevante. Ou o seu cargo não era. 

*Os caciques  tucanos entregaram outra vez a presidência do PSDB ao senador Tasso Jereissati.

*O Salão do Livro do Piauí 2017 foi lançado ontem à noite, no Cine-Teatro da Ufpi.

*Até ontem à noite, oito pedidos de impeachment do presidente Michel Temer já estavam protocolados na Câmara Federal.

*Os primeiros que correram para pedir o afastamento do presidente foram os que mais lutaram contra o impeachment da presidente Dilma.

Diretas, Já!

Do deputado Robert Rios (PDT), ao se pronunciar ontem na Assembleia Legislativa sobre a nova crise política brasileira e voltar a pregar eleições já:

- É impossível a pátria entrar em comunhão, nesse momento, se não for pelas eleições diretas.

Uma longa noite ou um golpe em Temer

Foto: Agência Brasil

O presidente Michel Temer recebe duro golpe

O presidente Michel Temer começou ontem a atravessar a sua mais longa noite no Palácio do Planalto. Talvez uma noite que não termine. A divulgação de um áudio gravado por um delator da Lava-Jato, no qual o presidente supostamente dá aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e, por consequência, para obstrução da Justiça, explodiu como uma bomba.

A gravação foi feita no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, em março passado, pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta. O empresário foi recebido pelo presidente em encontro fora da agenda.

Na conversa de aproximadamente 40 minutos gravada pelo visitante, que já era bichado na Lava-Jato, o presidente teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).

Filmagem

Depois, Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer teria incentivado: "Tem que manter isso, viu?".

A bomba estourou uma semana depois de o presidente comemorar o seu primeiro ano de governo e a poucos dias do julgamento, no TSE, da ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer. Esse julgamento será retomado no próximo dia 6.

Em Brasília, especulava-se que, diante do episódio tornado público ontem, a cassação no TSE abreviaria a agonia do presidente. Outra saída seria ele renunciar. Em qualquer dos casos, o Congresso elegeria um novo presidente. Mas aventou-se também o impeachment.

Planalto nega

O Planalto divulgou uma nota oficial negando o envolvimento do presidente em qualquer ato ilegal e pedindo a investigação do fato e punição para os eventuais culpados.

A revelação documentada e autorizada pela Justiça do dono da JBS contra o presidente pode não ser a deleção do fim do mundo, mas tem tudo para ser a do fim do governo Temer. Foi o mais duro golpe que o presidente sofreu, com chances remotas de sobreviver.

 

Assembleia faz audiência sobre obras inacabadas

Quantas e quais são as obras de mobilidade urbana do Governo do Piauí? Por que muitas delas foram paralisadas e abandonadas? Quais estão em andamento e qual é o ritmo do serviço? Quando essas obras ficam prontas? Estas e outras perguntas serão feitas hoje, a partir das 9h30, na Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa.

Foram convidados para falar aos deputados o secretário de Transportes,  Guilhermano Pires, e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI), Castro Neto. O requerimento propondo a reunião e solicitado a presença dos dois auxiliares do governo foi apresentado pelo deputado Luciano Nunes (PSDB).

Obras não andam

Há um ano, tanto o secretário Guilhermano Pires quanto o então diretor do DER, José Dias, estiveram na Assembleia falando sobre as obras de mobilidade urbana e estabeleceram um cronograma, marcando data para a conclusão e data para a entrega dessas obras.

“Infelizmente, algumas dessas obras se encontram paradas até hoje. Esse é o objetivo da vinda dos dois secretários, para prestar esclarecimento sobre o andamento dessas obras que são fundamentais para  mobilidade urbana na nossa capital”, explicou Luciano Nunes.

Há dois anos, no começo da atual legislatura, a Assembleia criou uma Comissão Especial de Obras Inacabadas, cuja coordenação foi entregue ao deputado Firmino Paulo (PSDB). Um de seus objetivos era fiscalizar e acompanhar as obras do Governo do Estado.

Não se tem conhecimento de qualquer ação dessa comissão. Ou seja, inexplicavelmente, a Comissão das Obras Paradas também parou.

Foto: Pablo Cavalcante

O prefeito de Oeiras nos estúdios da Rádio Cidade Verde

Água municipalizada

O prefeito de Oeiras, Raimundo Sá Lopes, disse que iniciou entendimentos junto ao Governo do Estado para que o município assuma a gestão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário local.

Para tanto, será criado o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae). No Piauí, apenas Campo Maior administra o seu próprio sistema de água.

O prefeito informou que a concessão da Agespisa em Oeiras caducou há 20 anos.

Vara Agrária

O Tribunal de Justiça desistiu do projeto para a transferência da Vara Agrária do Piauí, do município de Bom Jesus para Teresina.

A proposta recebeu senões na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

O TJ vai procurar dar melhores condições de funcionamento à Vara.

Senador clonado

O senador Elmano Férrer teve o celular clonado e esta tendo dores de cabeça com isso, como informou ontem em mensagem: “O meu celular de Teresina foi clonado. Informo que não pedi nenhuma quantia em dinheiro e também não pedi para sair de nenhum grupo. Peço que comuniquem ao máximo de pessoas. Estou tomando todas as providências junto à Polícia Legislativa do Senado.”

Foto: Divulgação

O deputado Paes Landim com prefeita paranaense, na Liderança do PTB

Cassação

No Piauí, só agora o TRE concluiu o julgamento de um dos prefeitos eleitos em 2016 e denunciados à Justiça Eleitoral. O julgamento resultou na cassação do mandato do prefeito de Miguel Leão.

No município de Quatingué, no Paraná, o prefeito foi cassado em fevereiro passado e em abril a nova prefeita já era escolhida pela população.

A prefeita paranaense Adelita Moraes visitou em Brasília a Liderança do PTB na Câmara, onde foi recebida pelo deputado Paes Landim (PTB).

Investigação

O corregedor da Câmara Federal, deputado Carlos Marun, deve pedir em ofício para que a Polícia Federal identifique quem são os manifestantes que agrediram psicologicamente e fisicamente o deputado Marcelo Castro (PMDB), no aeroporto de Teresina, na segunda-feira passada.

Há a suspeita de que entre os manifestantes havia criminosos procurados pela polícia, segundo o deputado Silas Freire (PR), vaiado na ocasião.

Solidariedade

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, prestou solidariedade ao deputado Marcelo Castro pelas agressões sofridas quando embarcava em Teresina.

Serraglio, que é também deputado federal pelo PMDB, foi ao gabinete de Marcelo Castro levar a sua solidariedade.

Desemprego

No momento em que o governo comemora a criação de 60 mil empregos com carteira assinada no país, em Teresina a rede de farmácias Big Bem fecha a suas portas.

Em comunicado à praça, a Brasil Pharma, holding que controla a rede, confirmou o fechamento das 14 lojas que estavam em operação no Piauí. O mesmo acontece no Ceará, Maranhão e Paraíba.

Só no Piauí são mais 400 desempregados.

Odontologia

Começa hoje e prossegue até sábado, em Teresina, o 7º Congresso Internacional de Odontologia.

O evento conta com mais de 2.500 inscritos, entre professores, estudantes e profissionais da área.

Marcha dos Prefeitos

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) recebeu prefeitos para almoço em sua residência em Brasília. Eles participam da Marcha dos Prefeitos.

Estiveram no almoço os prefeitos Marcos Elvas, de Bom Jesus; Murilo Ribeiro e a primeira-dama (Corrente); Dr. Ângelo (Redenção do Gurguéia); Netão  e o vice Adailson (São José do Piauí).

Foto: Divulgação

O deputado Heráclito Fortes recebe prefeitos em Brasília

* O Ministério Público deu 30 dias para a Prefeitura de Teresina resolver o problema da falta de fisioterapeutas no HUT.

* Uma boa iniciativa, sem dúvida. E quem obriga o MP a mandar promotores de Justiça para onde faltam esses profissionais?

*A soltura de presos da Operação Infiltrados, que investiga fraudadores de concurso, foi a pedido da própria polícia.

* O presidente da Fecomércio, Valdeci Cavalcante, vai assumir o comando do River a partir de outubro.

O Brasil como ele é

Do humorista Fraga:

- Brasil. Num dia, semiaberto; no outro, semifechado.

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