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Tem caroço nesse angu?

Foto: Divulgação

Governador Wellington Dias e aliados no Ministério Público

 

O governador Wellington Dias reuniu as principais lideranças de sua campanha e saiu em peregrinação pelos órgãos de controle externo. Primeiro, esteve no Ministério Público Estadual. Depois, foi ao Tribunal de Contas do Estado.

Ele declarou que foi a estas instituições manifestar seu apoio ao trabalho delas. O que ele queria, na verdade, era se queixar aos seus dirigentes das últimas operações feitas em secretarias de estado e outros órgãos governamentais.

Três operações

Somente de agosto para cá, foram três barulhentas operações: Topique, na Secretaria de Educação, para investigar o desvio de R$ 119 milhões do transporte escolar; Natureza, na Secretaria do Meio Ambiente, para apurar denúncias de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa, além de crimes ambientais; e Itaorna, nas sedes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi), Coordenadorias de Desenvolvimento Social e Lazer e Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, bem como na Construtora Crescer, para apurar fraudes em licitações.

Após a visita, ele anunciou que levará os casos ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Portas fechadas

O governador reclamou da realização dessas operações em plena campanha eleitoral. Deu a entender, assim, que o Ministério Público e o TCE devem fechar suas portas e só devem voltar a funcionar depois das eleições.

Com sua ida aos órgãos de controle, o governador criou uma dúvida. Nessas operações, não houve acusações diretas a auxiliares de seu governo, mas a empresas que trabalham para o Estado. Então, por que o incômodo?  Por acaso, agora, tem caroço nesse angu?

Outra coisa: quando estava na oposição, Wellington Dias batia ponto com frequência nas portas dos órgãos de controle para exigir fiscalização nos órgãos públicos, sempre com muito barulho na imprensa. E ele tinha uma predileção especial por esse tipo de visita justamente no período da campanha eleitoral.

Foto: Divulgação

Governador e aliados no Tribunal de Contas

Wellington se recupera e oposição avança

Infográfico: Fenelon Rocha/Cidadeverde.com

 

A campanha para o Governo do Piauí promete uma reta final emocionante, quanto à possibilidade de haver ou não segundo turno.

A nova pesquisa de intenção de voto do Instituto Opinar, divulgada ontem pela TV Cidade Verde, com transmissão da Rádio Cidade Verde e do Portal Cidadeverde.com, mostra um dado bom para o governo e outro ótimo para a oposição.

O bom para o esquema governista é que o governador Wellington Dias esboçou sinal de recuperação. Ele vinha de quatro quedas consecutivas, porém subiu 2 pontos em relação à pesquisa anterior e figura com 39,93% das citações.

O bom para a oposição é que, juntos, os candidatos encurtam a distância entre eles e o governador. Na pesquisa passada, divulgada em 5 de setembro, Wellington Dias estava 7,95 pontos à frente de todos eles. Agora, a 20 dias da eleição, encontra-se com 5,65.

Dr. Pessoa avança

O candidato do SDD, deputado Dr. Pessoa, foi o que mais subiu na nova pesquisa. Ele saiu de 13,59% para 18,02%. O candidato do PSDB, deputado Luciano Nunes, cresceu dentro da margem de erro, passando de 10,35% para 11,74%, enquanto o candidato do Podemos, senador Elmano Férrer, encolheu quase 2 pontos, aparecendo com 2,31%.

Os demais candidatos a governador se mantiveram com percentual de 1% para baixo.

Os indecisos somam 13,03% e os eleitores que declararam voto em branco ou nulo totalizaram 12,75%.

A pesquisa

O resultado da nova pesquisa mostra Wellington Dias com 39,93% das intenções de voto, seguido de DR. Pessoa (Solidariedade), com 18,02%. O terceiro é Luciano Nunes (PSDB), com 11,74%, seguido de Elmano Ferrer (Podemos), que recebe 2,31%. O quinto colocado é Fábio Sérvio (PSL), com 1,11%, seguido de Valter Alencar (PSC), com 0,74%. Sueli Rodrigues (PSOL), Luciane Santos (PSTU), Romualdo Seno (DC) e Lourdes Melo (PCO) registram 0,09% das intenções.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 16 de setembro. Foram ouvidos 1.082 eleitores, em 54 municípios. Está registrada no TSE com protocolos BR-06496/2018 e PI-02809/2018.

Ciro assume liderança

Na disputa pelo Senado, o senador Ciro Nogueira (Progressistas) assumiu a liderança da corrida, mas praticamente em empate técnico com o ex-governador Wilson Martins (PSB). Ele saiu de 16,2% e está com 27,3%, contra 26,5% do ex-governador, que também cresceu (5 pontos). Os dois se distanciam dos demais concorrentes.

O deputado federal Marcelo Castro, o segundo candidato do governo ao Senado, arrancou de 8,4%  para  15,4%. Está embolado com o cantor Frank Aguiar (PRB), que parou em 15,8%.

O deputado Robert Rios (DEM) também subiu bem, de 8,6% para 12,4%.

Os indecisos para senador somam 54,1%, enquanto os que optam pelo voto nulo ou em branco somam 37,9%. Ou seja, o percentual de eleitores que ainda não se definiram para o Senado ainda é muito expressivo.

As pesquisas do Opinar mostram que Ciro Nogueira pegou velocidade e que o deputado Marcelo Castro também ganha ritmo. A questão é saber se ele terá folego para ultrapassar o ex-governador Wilson Martins, que também não para de crescer.

Veja aqui a pesquisa completa para o Senado:

https://cidadeverde.com/noticias/282724/ciro-nogueira-vai-a-27-wilson-26-em-nova-pesquisa-ao-senado

O salto triplo de Haddad

Na sondagem para presidente, o candidato do PT, o ex-ministro Fernando Haddad, deu um salto triplo. Ele saiu de 16,91%, na pesquisa anterior, para 41,87%. Isto é, já está melhor que o governador Wellington Dias.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, se manteve em segundo lugar, com 13,96% das citações, enquanto Ciro Gomes (PDT) ficou com 13,59%, Marina Silva (Rede) com 4,71% , Geraldo Alckmin (PSDB) com 2,59% e  Henrique Meireles MDB) com 0,83%.

Veja a pesquisa completa para presidente:

https://cidadeverde.com/noticias/282719/fernando-haddad-tem-41-bolsonaro-e-ciro-empatados-no-piaui-revela-opinar

 

 

Ato público reúne candidatos de oposição

Foto: Cidadeverde.com

Candidatos de oposição lançam manifesto contra o governo

 

Uma ideia lançada há alguns dias pelo candidato a governador pelo Podemos, senador Elmano Férrer, finalmente vingou ontem: os principais candidatos de oposição ao Governo do Estado fizeram um ato público e lançaram um manifesto contra a corrupção.

No manifesto, escrito em linguagem panfletária, os candidatos denunciam que a máquina pública estaria sendo usada pelo governo para vencer a eleição.

Os candidatos pedem uma ação mais efetiva do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal  para que evitar o uso da máquina governamental na campanha eleitoral.

O documento é assinado por seis candidatos ao governo: Elmano Ferrer (Podemos), Dr. Pessoa (Solidariedade), Luciano Nunes (PSDB), Fábio Servio (PSL), Valter Alencar (PSC) e Romualdo Seno (DC.

Os candidatos manifestaram solidariedade ao Tribunal de Contas do Estado e demais órgãos de controle , que, no cumprimento de seu papel de fiscalização, estariam sendo atacados pelo governo.

Corrupção

O senador Elmano Férrer  afirmou que os indícios de corrupção no governo são visíveis. “É alarmante o que está ocorrendo no Piauí. Os casos de corrupção são gritantes. O governo, em vez de ajudar nas investigações, prefere atacar os órgãos de fiscalização”.

O Dr. Pessoa também atacou o Governo do Estado. Segundo ele, a eleição já estaria comprada. “Por onde andamos são denúncias de corrupção. É um absurdo. O que as pesquisas mostram não corresponde à realidade. Queremos que o Ministério Público Eleitoral e o Polícia Federal continuem com as investigações. Os resultados devem ser apresentados agora. Não podemos esperar mais”, afirmou. 

Valter Alencar cobrou o desdobramento das operações Topique, Natureza e Itaorna. “São denúncias graves. São milhões desviados do governo. Não podemos aceitar calados. A população tem que entender o que está acontecendo”, disse.

O candidato Luciano Nunes acusou o governo Wellington Dias de tentar se perpetuar no poder. “O que vemos é um projeto de governo de perpetuação no poder. Esse grupo quer se perpetuar com essas práticas criminosas de corrupção, que os órgãos de fiscalização estão denunciando”, destacou. 

O candidato Fábio Sérvio disse sofrer perseguição do governo. “Como empresário eu fui perseguido de todas as formas. Ninguém ficou do meu lado. Isso ocorreu porque desde o começo denunciei as irregularidades desse governo. Já fui até processado. Entrei na campanha para denunciar o que ocorre”, afirmou.

O candidato Romualdo Seno afirmou que a população tem que acompanhar de perto as denúncias. “O governo do PT é o que mais realizou corrupção no Brasil e no Piauí. A população tem que ficar atenta para que isso não continue. É algo muito grave”, destacou.      

O documento distribuído à imprensa será encaminhado ao Ministério Público como forma de pressionar o órgão a investigar as contas do Estado.

Falta voto

Como ato de campanha, o manifesto da oposição é válido. Oposição é para incomodar mesmo, até perturbar, se tiver força para isso. Mas ele pouco ou nada acrescenta às denúncias já feitas contra o governo e que estão em processo de apuração pelas autoridades competentes.

Quando a oposição parte para esse tipo de ataque ao governo, sem um foco específico ou um fato novo, mas apresentando apenas denúncias generalizadas de uso da máquina e compra de voto, geralmente está acusando escassez de voto.  

O manifesto da oposição

Reprodução

 

 

Brasil já tem um derrotado, a Lava-Jato

Ainda não está claro quem leva a parada nas próximas eleições brasileiras. Diante das incertezas e indefinições, os especialistas já elegeram o pleito deste ano como o mais imprevisível da história. Mesmo assim, já é possível indicar o grande derrotado de 2018: a Lava-Jato.

Como se sabe, a Operação Lava-Jato, deflagrada em março de 2014, foi o maior esforço de combate à corrupção da história brasileira. Nunca antes neste país, tantos engravatados de colarinho branco foram para a cadeia, denunciados ou investigados por supostos malfeitos.

Por um bom tempo, o Brasil pareceu apoiar a força-tarefa em sua luta hercúlea contra os escandalosos assaltos aos dinheiros públicos, porém esse apoio vem minguando à medida que se aproximam as eleições.

Carimbados

Os campeões das intenções de voto são, em sua maioria, políticos caçados pela Lava-Jato. A lista começa pela Presidência da República. O ex-presidente Lula, acusado de ser o chefe de uma organização criminosa, só não será eleito por que foi declarado inelegível.

Mesmo na cadeia, o ex-presidente tornou-se o principal cabo eleitoral desta campanha. O candidato que ele apontou para substituí-lo, o ex-ministro Fernando Haddad, visto até então como um “poste” (um sem-voto, na linguagem da política), entrou na disputa como um nome competitivo.

São muitos os candidatos, em todos os lugares, que buscam mandatos eletivos ou a renovação deles com o nome de Lula nos dentes. E muitos deles também carregam o carimbo da Lava-Jato na testa.

A campanha mostra, assim, que o apoio dos brasileiros à força-tarefa no combate à corrupção não era para valer. Ou que a força-tarefa em algum momento errou na dose, pois acabou contribuindo para transformar denunciados em vítimas, na percepção do eleitor.

É isso o que indicam as pesquisas de intenção de voto.

 

 

Foto: Cidadeverde.com

Desembargador Sebastião Ribeiro Martins, presidente do TRE

 

De olho no voto

Todos os juízes eleitorais do Piauí participam, hoje, do 2º Encontro de Magistrados, que terá o objetivo de definir os procedimentos práticos que devem ser adotados por eles nas Eleições Gerais de 2018.

Segundo o presidente do TRE, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, será abordado também o tema propaganda eleitoral e crime eleitoral, pelo procurador regional eleitoral, Patrício Noé da Fonseca.

Golpe

O candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, fez ontem a sua primeira live, depois do atentado de que foi vítima em 6 de setembro.

Com sonda nasogástrica e visivelmente debilitado, ele colocou em xeque a lisura das eleições.

Fraude

Bolsonaro afirmou que não se tem segurança nenhuma no processo eleitoral e lembrou as pesquisas que mostram o crescimento vertiginoso do PT.

Como se trata do campeão nas pesquisas de intenção de voto, suas declarações trazem preocupações.

Foto: Cidadeverde.com

"Viver vicia" - O professor, cronista e editor Cineas Santos comemorou antecipadamente seus 70 anos com o lançamento de mais um livro, na sexta-feira à noite, na Oficina da Palavra. Trata-se do “Aldeão Lírico”, com suas memórias. Luíza Miranda e o Quarteto Tamoio tocaram a pauta musical. Quem foi, além de receber o autógrafo, ainda teve o privilégio de ver o autor em uma performance de Waldick Soriano.

 

 

* Mais que demorada a investigação do atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

* Pelo andar da carruagem, não será surpresa se a montanha parir um rato.

* Sai amanhã uma nova pesquisa de intenção de voto do Instituto Opinar para governador, senador e deputado.

* A divulgação será feita a partir do meio-dia, no ‘Jornal do Piauí’, da TV Cidade Verde, com apresentação do jornalista Joelson Giordani.

 

 

Caiu da rede

Do ambientalista Dionísio Neto, fundador da Rede Sustentabilidade no Piauí e candidato a deputado federal, sobre a doação de R$ 190 mil que a também candidata a federal pelo partido, Irmã Graça, teria recebido, sozinha, do Fundo Eleitoral:

- É uma graça!

Landim, o decano, luta para renovar o mandato

Fotos: Divulgação/Câmara dos Deputados

Deputado Paes Landim, decano da bancada federal do Piauí

 

O eleitor brasileiro se mostra indignado com a classe política, com justa razão. Os desapontamentos são muitos. Por conta disso, há uma sede de mudança e o risco é, na hora do voto apressado, a emoção falar mais alto que a razão, misturando-se alho com bugalho.

Nem todos os políticos são iguais. Dizendo de outro modo, nem todos os políticos são ruins. Há os que se dedicam à exaustão ao exercício do mandato em sintonia com os interesses da população e de seus Estados.

Do mesmo modo que não é correto consagrar nas urnas os que decepcionam, também não é justo punir com a derrota os que se esforçam para bem representar o povo.

Na era digital, não é tão difícil para o eleitor fazer uma consulta rápida sobre a vida pregressa dos candidatos. E mais fácil ainda é pesquisar sobre os que já exercem mandatos eletivos, para saber se eles merecem ou não o seu voto de confiança.

30 anos na Câmara

Entre os congressistas do Piauí, o deputado federal Paes Landim (PTB) é, seguramente, um dos que horam o mandato popular. Ele chegou ao parlamento em 1987, como membro da Assembleia Nacional Constituinte.

Está lá desde então, agora no exercício do oitavo mandato consecutivo de deputado e na condição de decano da bancada federal do Piauí.

Já são mais de 30 anos de sua vida que o deputado dedica ao parlamento.

Na Constituinte

Na Constituinte, tornou-se titular da Subcomissão do Poder Judiciário e do Ministério Público, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo e suplente da Comissão de Sistematização.

Durante a elaboração da Constituição, votou a favor da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, da pluralidade sindical, do presidencialismo e da anistia aos micro e pequenos empresários.

Após a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, passou a exercer somente o seu mandato ordinário e, nas várias legislaturas, tornou-se membro titular e suplente de várias comissões técnicas da Câmara e vice-líder de seu partido e de bloco parlamentar.

Os votos de Landim

Em 1992, ele votou a favor da abertura do processo para afastamento do presidente Fernando Collor.

Na mesma legislatura, manifestou-se a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e votou contra o fim do voto obrigatório.

Em 2000, votou a favor da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Nas votações constitucionais do governo Lula, ocorridas em 2003, votou a favor da reforma da Previdência.

No recente episódio do impeachment da presidente Dilma Rousseff, votou contra.

Na tribuna

Paes Landim é um assíduo frequentador da tribuna da Câmara, abordando temas de relevância para o país. Suas bandeiras principais são as da educação, do meio ambiente e do Nordeste, com o Piauí sempre no centro de suas atenções.

A criação da Universidade Federal do Delta do Parnaíba, decorrente de uma luta iniciada em Brasília pelo então senador Mão Santa, é uma de suas últimas conquistas.

No parlamento brasileiro, é o maior defensor do Parque Nacional da Serra da Capivara e de políticas públicas vigorosas para o sertão.

Humanista e dotado de vasta cultura, é também uma voz que se levanta com frequência para enaltecer uma personalidade brasileira – viva ou morta – da política, da educação, da cultura, da religião ou do mundo dos negócios, destacando-lhe a contribuição à vida do país, em seu respectivo ramo de atuação.

Nunca se afastou um só dia do exercício de suas atividades parlamentares para ocupar outros cargos, o que atesta o seu zelo com o mandato, jamais colocado no balcão de negócios da política, e consequentemente o seu compromisso com a delegação popular recebida nas urnas.

Enfrentou de cabeça erguida os reveses da vida pública, sem manchar a sua biografia.

Empobrecimento

Enquanto no Brasil o que escandaliza é ver que muitos se enriqueceram na atividade pública, Landim é um dos poucos exemplos dos que fizeram o caminho inverso, como atestam suas declarações de bens.

Nos registros da imprensa, sobre o encolhimento de seu patrimônio, após o ingresso na política, destaca-se a informação de que não possui imóvel residencial em Teresina nem em Brasília nem em qualquer outro lugar. É um “sem-teto”.

Também não tem carro. Faz suas campanhas na base da carona ou de carros locados ou cedidos por amigos.

Em tom jocoso, a imprensa chega a apontá-lo como um dos raros casos de “empobrecimento ilícito na política”.

Sua biografia, porém, se enriqueceu extraordinariamente, na medida em que ele procurou dar o melhor de si para honrar o Piauí no exercício de seus mandatos.

Aos 80 anos, casado com a política e esperança perdida de muitas beldades casadoiras, ele está em busca de um novo mandato.

 

Candidato 'laranja' é golpe!

Saiu ontem uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente e nela o candidato do PT, ex-ministro Fernando Haddad, já assume a liderança da corrida presidencial.

A nova pesquisa foi realizada pelo Instituto Vox Populi/CUT, entre 7 e 11 de setembro, e aponta Haddad com 22% das citações. Jair Bolsonaro, o candidato do PSL, cai para 18%, Ciro Gomes (PDT) registra 10%, Marina Silva (Rede) tem 5% e Geraldo Alckmin (PSDB), 4%.

A sondagem indica, em primeiro lugar, que a prisão deixou o ex-presidente Lula mais forte do que quando ele estava solto, e que o petista continua com grande poder de transferência de voto.

Em segundo lugar, que nos campos das esquerdas e do centro apenas Ciro Gomes vem resistindo ao PT. Marina derrete a olhos vistos.

“Laranja”

A situação não deixa de ser intrigante. É a primeira vez que um candidato a presidente da República se declara, oficialmente, que está no lugar de outro, portanto, é o outro. Ou, como se diz popularmente, é o ‘laranja’.

Haddad dispara nas pesquisas sem uma só promessa de campanha. Vive a repetir apenas que é o Lula, na falta deste. E ponto final.

A imprensa nacional já mostrou que ele precisou de autorização do ex-presidente Lula para dar cada passo que deu durante esse processo.

Em resumo, é um candidato que obedece comandos e ordens ditadas a partir de uma cela da Polícia Federal, em Curitiba.

Em um país sério, em uma democracia plena, uma pessoa que se propõe a ser presidente da República jamais poderia se apresentar como ‘laranja’ de alguém. Ainda mais de alguém que está preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Em qualquer circunstância, "laranja" é golpe! 

Isso demonstra, no mínimo, falta de personalidade do candidato. A Presidência não pode ser terceirizada.  

No Brasil, porém, tudo pode!

 

 

Licitação do além

O governador Wellington Dias ficou chateadíssimo com a nova operação  para investigar fraudes em licitações em cinco órgãos do governo.

Imagine como ele reagiria se ainda estivesse na oposição e soubesse que as construtoras vencem licitação em órgãos públicos, defunto assina contratos destas licitações e as investigações têm como alvo apenas a empresa do defunto!

Rodou a baiana

A senadora Regina Sousa, candidata a vice-governadora, partiu ontem para cima da jornalista Myriam Leitão, no Twitter, com gosto de gás.

Miriam Leitão escreveu em sua coluna, no jornal O Globo: “Haddad precisou de autorização de Lula para dar cada passo que deu. Será um candidato tutelado a partir de uma cela da PF em Curitiba.”

Regina Sousa sacou a arma: “Tutelada é você, que só diz o que a Globo dita, abriu mão de pensar, esqueceu até que foi torturada. Ou não foi?”

Ficha limpa

O Tribunal Regional Eleitoral deferiu ontem o pedido de registro da candidatura do deputado federal Heráclito Fortes (DEM), que disputa a reeleição.

Por unanimidade, os membros do TRE declararam improcedente a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.

O deputado teve o pedido de impugnação da sua candidatura feito pelo MPE e pela coligação “Poder Popular na Construção do Piauí”, formada pelos partidos PSOL e PCB, por conta de condutas acontecidas no ano de 1990, quando Heráclito ainda era prefeito da capital.

Foto: Cidadeverde.com

Advogada Geórgia Nunes: "A Justiça foi feita"

Em campanha

Heráclito não furtou, não roubou nem desviou recursos públicos. Ele respondeu ação na Justiça por ter usado o slogan “Unidos seremos mais fortes”.

A advogada Geórgia Nunes, assessora jurídica do deputado, comentou a decisão: “A justiça reconheceu que não paira sobre o candidato nenhuma causa de inelegibilidade e que ele preenche todos os requisitos para ser candidato. Heráclito segue, assim, com sua campanha de forma limpa e transparente”, destaca Geórgia Nunes.

Fachin pega Ciro

Em franco crescimento nas pesquisas de intenção de voto, o senador Ciro Nogueira (PP) tem uma nova dor de cabeça na reta final da campanha.

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, mandou abrir inquérito para investigar o presidente do PP, o ex-ministro e atual prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT); e os executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.

Esquema

Fachin atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República, que quer apurar o envolvimento dos quatro em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Conforme a PGR, o objetivo é investigar suposto pagamento de propina ao senador em 2014, para que o partido apoiasse o PT, e em 2017, para que o PP não apoiasse o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O senador nega as acusações e garante que vai provar a sua inocência mais uma vez.

 

 

* O cidadão ser um ilustre desconhecido tem seu lado bom. Quando era ministro da Educação, o petista Fernando Haddad veio passar uns dias de férias no litoral do Piauí.

* Andou descontraidamente pelas praias com a esposa, em seu jeito simples, sem ser reconhecido.

* O Supremo Tribunal Federal está desde ontem sob o comando do ministro Dias Toffoli, que tomou posse como presidente da Corte. Seu mandato vai até 2020.

* O Datafolha está em campo e divulga hoje à noite uma nova pesquisa para presidente, a primeira após a nova cirurgia de Bolsonaro e o lançamento de Haddad.

 

 

Amigo é pra essas coisas!

A piada do dia, nas redes sociais, ontem: “A candidatura é do Lula. Mas para não perder o hábito, está no nome de um amigo.”

 

Nova operação tira o humor do governo

Foto: Cidadeverde.com

Ministério Público explica objetivos da operação

 

A polícia bateu ontem novamente à porta do Governo do Estado, vasculhando cinco órgãos suspeitos de fraudarem licitações públicas. A nova operação, a terceira em menos de um mês, foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado, por meio da 44ª Promotoria de Justiça de Teresina.

A operação mobilizou também o Tribunal de Contas do Estado - TCE, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado no Piauí – Gaeco e a Polícia Rodoviária Federal – PRF.

Através da Operação Itaorna, foram cumpridos oito Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Teresina, nas Sedes da Secretaria de Turismo e Secretaria de Desenvolvimento Rural, além do Instituto de Desenvolvimento do Piauí – Idepi.

Os policiais e auditores estiveram também na Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Lazer e na Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, bem como na sede da Construtora Crescer e na residência dos sócios da empresa.

Essas coordenadorias foram criadas recentemente para acomodar parlamentares que aderiram ao governo;

Com a execução dos mandados, o Ministério Público visou à apreensão de computadores, notebooks, pen drives, HDs externos, celulares e documentos relacionados a procedimentos licitatórios.

As investigações iniciais apontam para um desvio de recursos públicos superior a R$ 13 milhões. O esquema estaria presente também em 38 prefeituras municipais. Ninguém foi preso.

Politicagem

O governo, já incomodado com as Operações Topique, na Secretaria de Educação, e Natureza, na Secretaria do Meio Ambiente, reagiu com indignação à Operação Itaorna.

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco Limma (PT), afirmou que as operações têm objetivo político. Ele chegou a sugerir que os membros dos órgãos de controle, mais especificamente do Tribunal de Contas, que têm parentes de primeiro grau concorrendo às eleições deveriam se afastar de suas funções.

O deputado Limma não citou nomes, mas o recado tem endereço certo: o conselheiro Luciano Nunes (pai do candidato a governador pelo PSDB, deputado Luciano Nunes); a conselheira Lilian Martins (esposa do ex-governador Wilson Martins, candidato ao Senado), e o conselheiro Kleber Eulálio (pai do deputado Severo Eulálio – MDB – candidato à reeleição).

Abuso de autoridade

O governador Wellington Dias  foi mais duro. Ele afirmou que a operação caracterizou abuso de autoridade.

Em nota, o Governo do Estado esclareceu que a Operação Itaorna teve por objeto constatar se a empresa investigada teria capacidade operacional ou não de realizar as obras e de se habilitar nos processos licitatórios.

“Nenhum agente público é investigado neste caso. É importante frisar, também, que o governo sempre prezou pela transparência de todos os seus atos e assegura que todos os processos licitatórios obedecem aos trâmites legais e obrigações jurídicas, tendo tramitado pela Controladoria e Procuradoria Geral do Estado”, afirma a nota.

Só piaba

De fato, quem não está acostumado, estranha. Três barulhentas operações em menos de um mês dentro do governo tiram o bom humor de qualquer um, ainda mais em plena campanha eleitoral.

Só que, enquanto o governo se porta como quem quer mandar prender a polícia e soltar o bandido, a observação que se faz é que nas redes dessas operações só caem peixes miúdos. 

 

PT cai na real e lança Haddad à presidência

Foto: Ricardo Stuckert

Haddad é lançado cabeça de chapa do PT na frente da PF em Curitiba

 

Depois de prender a bola da sucessão com o jogo em pleno andamento, finalmente ontem o PT caiu na real e jogou a toalha: o ex-presidente Lula foi substituído pelo ex-ministro Fernando Haddad na chapa presidencial. A decisão foi anunciada após acordo político fechado na porta da cadeia, em Curitiba.

A indefinição do Partido dos Trabalhadores, que se arrastou até a menos de um mês da eleição, deixou o quadro sucessório presidencial em aberto.

O PT insistiu até a última hora na candidatura do ex-presidente Lula, líder em todas as pesquisas de intenção de voto. O partido apelou até para a Organização das Nações Unidas (ONU).

No entanto, a Justiça Eleitoral já deu o seu veredito: com base na Lei da Ficha Limpa, Lula está inelegível, pois foi condenado e preso pela Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

O desafio de Haddad

O PT tentou dar um aspecto de surpresa à indicação. Surpresa seria se não indicasse ninguém. Por isso mesmo, a mudança de nomes na cabeça de chapa do Partido dos Trabalhadores não promete grande impacto. Ela já era esperada. Os petistas não poderiam continuar encenando esse dramalhão até o fim da campanha.

Além do mais, enquanto os petistas procuravam criar alguma expectativa em torno da substituição, todas as atenções se voltavam, nos últimos dias, para o atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, vice-líder nas pesquisas com Lula e líder sem Lula.

O ex-ministro Fernando Haddad assume a cabeça da chapa tendo como primeiro desafio correr em busca do tempo perdido. Até aqui ele carregou a campanha do PT nas costas. Agora espera ser carregado pelo mito Lula até as urnas.

Teresina tem maiores notas no Ideb gastando menos

Foto: Divulgação/PMT

Escola municipal de Teresina

 

Teresina não apenas conquistou a medalha de ouro como a capital brasileira com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Fez mais: conseguiu tal proeza com o menor custo por aluno entre as capitais (R$ 6,6 mil por ano).

O desempenho de Teresina no Ideb 2017, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, vem chamando a atenção de especialistas e também da mídia.

A propósito, o jornalista Alcelmo Gois, publicou em sua coluna, no jornal O Globo:

“Nesses resultados da Prova Brasil 2017, a grande revelação foi Teresina, com o menor custo por aluno entre as capitais (R$ 6,6 mil por ano) e, ainda assim, as melhores notas em Matemática e Porguguês.

Enquanto isso, lembra o IDados, a rede municipal do Rio – que gasta o dobro, R$ 12 mil por aluno – não está nem entre as cinco melhores em nada.”

Como chegar ao topo

Ao conquistar as melhores notas no último Ideb, Teresina passou para trás Palmas e Curitiba, capitais que ostentavam até então os melhores índices. Teresina figurou em 3º lugar na avaliação anterior.

O secretário municipal de Educação, professor Kleber Montezuma, disse que essa conquista do título de capital com melhor ensino público do Brasil resulta da combinação de três fatores: planejamento, formação continuada de professores e o trabalho do professor em sala de aula.

“Quando essas três coisas acontecem simultaneamente, o sucesso se realiza”, afirma o secretário.

Ele disse que o planejamento na rede municipal de ensino tem objetivos claros e metas definidas, com um sistema de monitoramento do trabalho escolar e também um sistema de avaliação para melhorar o ensino sempre que necessário.

O Programa de Formação de Professores, segundo Montezuma, é desenvolvido com base nos dados da avaliação. A partir daí, são feitos os devidos ajustes no programa. “Isso dá ao professor mais preparo e mais tranquilidade para desenvolver seu trabalho”, calcula.

Por fim, o secretário destaca o trabalho do professor em sala de aula. “É um trabalho de dedicação, preparação e gosto pelo ensino”, explica, acrescentando que esse clima de motivação contagia também pedagogos e diretores.

“E vamos destacar também o talento de nossos alunos, as parcerias que temos, como a que fizemos com o Instituto Ayrton Senna e com o Instituto Alfa e Beto”, acentua.

Bônus

Kleber Montezuma disse que da parte da gestão todos os esforços são feitos no sentido de incentivar e valorizar a rede escolar municipal, como a concessão de todos os reajustes salariais dos professores (o aumento do piso é pago em janeiro), o pagamento dentro do mês e a valorização do mérito.

Agora mesmo, por conta do desempenho de Teresina no Ideb, a Prefeitura concederá aos profissionais de ensino um bônus no valor de R$ 18 milhões.

 

 

Au!!!

A Justiça Eleitoral deferiu o pedido de registro da candidatura do cantor Frank Aguiar a senador pelo PRB.

A inelegibilidade do cantor foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral, que, no julgamento, se pronunciou pela liberação do registro.

Ficha Limpa

O MPE recebeu informações de que Frank Aguiar estaria inelegível devido à rejeição das contas da Prefeitura de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

O Ministério Público constatou, depois, que ele assumiu a Prefeitura por 14 dias, na condição de vice-prefeito, mas não movimentou recursos do processo rejeitado pelo Tribunal de Contas.

Então, deu OK para a candidatura do artista.

Ou seja, o MPE denunciou para depois investigar. E fez um estrago danado na candidatura de Frank Aguiar.

Rede rasgada

O ambientalista Dionísio Neto, fundador da Rede Sustentabilidade no Piauí, botou ontem a boca no trombone, através das mídias sociais.

Ele denunciou que a candidata a deputada federal pelo partido, Irmã Graça, teria recebido, "sozinha", R$ 190 mil em doação do Fundo Partidário.

"É fake!"

No post, Dionísio diz que a Irmã Graça é “fake”.

A Rede convocou uma reunião de emergência para ontem à noite.

 

 

* A campanha eleitoral deste ano é feita basicamente no corpo a corpo, nas caminhadas, e através das mídias sociais.

* Além, naturalmente, da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

* A vice-governadora Margarete Coelho (Progressistas) faz campanha solo para a Câmara Federal. Melhor dizendo: longe do palanque oficial.

* Bolsonaro já não precisa mais fazer campanha. Já é o candidato mais badalado desta eleição.

 

 

Foguete

Do deputado federal Marcelo Castro, candidato a senador pelo MDB, sobre o comentário de ontem, nesta coluna, acerca de sua estagnação nas pesquisas de intenção de voto:

- Estou só esperado a hora de crescer. Não tem quem me segure!

O avanço de Ciro e a estagnação de Marcelo

As eleições se alimentam de muitas variáveis. As pesquisas de intenção de voto são apenas uma delas. Mas se tornam uma ferramenta muito valorizada nas campanhas, porque influenciam eleitores e balizam decisões e estratégias eleitorais.

A última pesquisa do Instituto Opinar, sobre a disputa para as duas vagas para o Senado no Piauí, divulgada na semana passada pelo Grupo de Mídia Cidade Verde, mostra uma troca de posições na corrida pela segunda cadeira.

A liderança de Wilson

O ex-governador Wilson Martins (PSB) segue como líder, com 21,2. Ele vinha de uma citação de 22,10 na pesquisa anterior, realizada de 10 a 13 de agosto.

A posição de Wilson não surpreende, pois ele é um político com capilaridade em todo Estado. Há mais de 20 anos na política, ele exerceu dois mandatos de governador, com um grande acervo de realizações em todo o Piauí.

Nas eleições passadas, perdeu a disputa para a única vaga no Senado por conta de um erro fatal das forças governistas em sua estratégia eleitoral, com o qual ele contribuiu imensamente. Nesta nova campanha, se beneficia do recall das eleições de 2014.

O ex-governador está formalmente “casado” com o deputado Robert Rios, o outro candidato na senador no palanque do deputado Luciano Nunes (PSDB). O que se vê, porém, é Wilson fazendo uma campanha solo, bicando voto até nas hostes governistas.

O avanço de Ciro

Já o cantor Frank Aguiar (PRB) apareceu agora com 15,2% e foi ultrapassado pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas), na disputa pela segunda cadeira. Na busca pela reeleição, o senador atingiu a marca de 16,8%.

Embora a pesquisa sinalize para um empate técnico, a vantagem que já foi de Frank agora é de Ciro. Os números mostram que o senador está em plena ascensão, pegando velocidade. No levantamento anterior, de agosto, Frank pontuou com 16% e Ciro com 13,40%.

O senador faz uma campanha suprapartidária, com votos no governo e na oposição. É o que tem a maior estrutura de campanha e maior exército de lideranças pedindo voto para ele.

Além disso, está formalmente aliado a um bom puxador de voto, o governador Wellington Dias.

Marcelo preocupa

Os dois concorrentes citados em seguida com a melhor pontuação, deputados Robert Rios (DEM) e Marcelo Castro (MDB), estão embolados. O democrata tem 8,6, contra 9,50 do levantamento de agosto. A alteração está dentro da margem de erro.

O deputado Marcelo Castro apareceu com 7,2% em agosto e subiu agora para 8,4%. O discreto avanço também está dentro da margem de erro.

A situação do emedebista já passa a ser preocupante para a coordenação de sua campanha, pois, embora seja o segundo nome do esquema governista para o Senado, ele ainda está longe de ameaçar o segundo colocado na pesquisa, que avança para cima do primeiro.

Marcelo foi lançado como um candidato competitivo. Até aqui ele ainda não disse a que veio.O deputado ainda não foi capaz de convencer o eleitorado governista de que é um petista da gema, que votou contra o impeachment da presidente Dilma, que quer Lula livre e também abraça todas as bandeiras do Partido dos Trabalhadores.

Pelo visto, a campanha feita pelo PT contra o MDB, acusado de golpista, no episódio do impeachment, foi tão violenta que ainda não deu para separar Marcelo de seu partido e ele paga injustamente pelo que não deve.

Daí o deputado estar apelando agora para a exibição de seu voto, naquele episódio, na propaganda eleitoral. Se o parlamentar não reagir na próxima pesquisa, a situação dele se complica.

Os indecisos

A quarta rodada de pesquisa está registrada no TSE com o Nº PI 087993/2018 e BR 02130/2018. A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de agosto a 2 de setembro e entrevistou 1.082 eleitores do Piauí. A margem de erro é para 2,97% para mais ou para menos. A  pesquisa entrevistou eleitores em 59 municípios. 

Veja a pesquisa completa para senador acessando: https://cidadeverde.com/noticias/281721/wilson-ciro-e-frank-aguiar-lideram-pesquisa-para-o-senado

A última pesquisa apresenta um número que enche os olhos de todos os candidatos a senador e de seus eleitores e simpatizantes: é o recorde de indecisos – 88 %, no universo de 200%, já que são duas vagas em disputa.

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