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Sem a Saúde, PP arma 'Plano B' com Sílvio

O “cavalo de pau” que o governador Wellington Dias deu no acordo com o PP surpreendeu o partido e provocou muito frisson nos meios políticos. Em entrevista concedida no município de Uruçuí, na terça-feira, Wellington declarou que o secretário Francisco Costa seguiria no comando da Secretaria de Saúde, onde chegou na cota do deputado federal Assis Carvalho (PT). O governador não disse até quando, mas sua declaração soou como um recuo no compromisso feito com o PP.

Nos últimos dias, o governador sofreu muitas pressões de seu partido para não entregar mais cargos aos aliados e ex-adversários. Pelo visto, cedeu. O deputado Assis Carvalho, que até então estava calado sobre o processo, quebrou o silêncio através de uma nota publicada em sua página no Facebook.

O petista afirma que jamais cobrou – nem por escrito, nem pessoalmente - qualquer cargo ou benefício, nem questionou a fidelidade do governador ao projeto político de que participa, nem fez qualquer abordagem no tom e com o conteúdo especulado (ameaça de desfiliação do PT). Ele diz também que não discute reforma administrativa, pois ela é de responsabilidade do governador.

Wellington Dias esteve ontem em Brasília, mas não se encontrou com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, com quem fez os acertos sobre a Secretaria de Saúde. Ciro está nos Estados Unidos, participando de missão na Organização das Nações Unidas (ONU). O parlamentar retorna amanhã ao Brasil.

No Piauí, o PP não quis demonstrar estresse com a repentina mudança do governador. Seu presidente regional, deputado Júlio Arcoverde, disse que o PP não procurou o cargo. O governador é que o ofereceu ao partido, sob a justificativa de um alinhamento com o Ministério da Saúde, sob o domínio do PP.

Ontem, soube-se que, diante do recuo do governador, o PP já armou o seu Plano B. E isso poderá causar uma reviravolta nos encaminhamentos da sucessão estadual, pois passa pela preparação do lançamento do ex-prefeito Sílvio Mendes ao governo, agora filiado ao partido.

 

 

Eleição

Houve ontem eleição para o Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina (Sindserm). Quatro chapas concorreram.

A receita do sindicato é fabulosa. Segundo um dos candidatos, só para publicidade a verba do ano passado foi de R$ 400 mil.

Vestibular

O reitor da Universidade Federal do Piauí divulga segunda-feira, dia 20, as 9 da manhã, no Salão Nobre da Reitoria, o resultado do Vestibular do Ensino à Distância, que bateu recorde de inscritos. Ao todo, foram 39 mil candidatos.

Que bom! Na Ufpi, ultimamente, com as sucessivas greves, só dá para estudar mesmo se for à distância.

Carnaval

O carnaval começou mais cedo para o PT. O ex-presidente Lula lidera com folga a disputa presidencial para 2018. As intenções de voto do petista aumentaram de outubro do ano passado para este mês.

No primeiro cenário para o primeiro turno, com a presença do ex-ministro Ciro Gomes e do presidente Michel temer, Lula tem 30,5%. Em outubro, ele tinha 24%.

Empate técnico

A ex-ministra Marina Silva (Rede) tem 11,8%. Ela perdeu 2 pontos, pois tinha 13,3 em outubro.

Marina aparece tecnicamente empatada com o deputado Jair Bolsonaro (PSC) -11,3.

A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional do Transporte e divulgada ontem.

Festa dupla

A festa está sendo dupla para os petistas porque, em outra pesquisa divulgada ontem, feita pelo Instituto Paraná,  o governo Michel Temer atingiu níveis dramáticos de aprovação. Só 1,2% dos brasileiros considera o governo ótimo. Apenas 12,4% responderam que o governo é ótimo ou bom.

Já a desaprovação de Temer cresce aceleradamente. Dos entrevistados, 49,8% afirmam que seu governo é ruim ou péssimo.

 

 

O governo Temer acumula um desgaste após o outro. O grave é que não tem mais para onde sua popularidade cair.

O próprio governo vem cavando sua sepultura, com medidas como blindar ministro, indicar um auxiliar para o Supremo e censurar a imprensa.

As pesquisas mostram que esses gestos repercutem mais que as ações do governo para recuperar a economia.

Isso não surpreende, já que o Brasil mantém-se dividido e intolerante às manobras de autoproteção dos políticos.

 

Lá e cá

Do advogado e músico Marcelo Leonardo, ex-presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves e organizador do Corso de Teresina que entrou para o Livro dos Recordes:

- Brasília foi projetada e construída em 4 anos. A reforma do Centro de Convenções de Teresina já está com 9 anos e nada ....