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"Lista do Fachin" antecipa retiro da Semana Santa

O Congresso Nacional está entregue às moscas desde quarta-feira, depois da divulgação, no dia anterior, da chamada “Lista do Fachin”, liberada pelo relator da Lava- Jato no Supremo Tribunal Federal. Desde então, os políticos, sempre cheios de bravatas, emudeceram de forma ensurdecedora.

Tudo parou por lá. Os congressistas, com nomes de peso arrolados pelo ministro Fachin, começaram mais cedo o seu retiro da Semana Santa. Abandonaram sorrateiramente o plenário, as comissões técnicas e os gabinetes.

Com a divulgação da lista produzida pela delação do fim do mundo, poucos citados nessa maldita relação apareceram para negar de público sua participação em esquema de corrupção. Quase todos preferiram negar o envolvimento com malfeitos através de suas assessorias, não de viva voz.

Os citados na “Lista do Fachin” passam os dias santos pregados na cruz da suspeita, à espera de que um milagre possa acontecer e eles venham a ressuscitar.

E os que não caíram na “Lista do Fachin” ficam com as barbas de molho: com tanto Judas Iscariotes preso por aí, ou melhor, com tanta delação premiada, será que essa relação foi a última da Lava-Jato? Ou será que ainda vem por aí mais uma lista de almas penadas que pecaram no reino da propinagem?

Na dúvida, delatados e não delatados optaram por desaparecer por estes dias de Brasília, transformada em vale de lágrimas. Entocaram-se em seus redutos, onde esperam com o coração na mão que a tempestade passe.

A bem da verdade, o Congresso fica melhor entregue às moscas do que aos ratos.