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Temer chega ao seu primeiro ano em baixa

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O presidene Michel Temer: um ano no Planalto

O Governo Temer comemora o seu primeiro aniversário. O presidente Michel Temer assumiu o Palácio do Planalto em 12 de maio do ano passado, com o impeachment da presidente Dilma.

A principal bandeira do novo governo foi a da retomada do crescimento econômico. E ele entendeu que isso se daria a partir de um ajuste fiscal. Bancou, então, a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, que limita as despesas públicas por 20 anos à inflação do período.

A seguir, partiu para as reformas. Começou pela terceirização, chegando à trabalhista e à previdenciária. Todas elas necessárias, sempre adiadas, mas em muitos pontos exageradas e em todos eles muito mal explicadas.

Nesse meio tempo, o presidente teve que despachar seis ministros que ou foram alcançados pela Lava-Jato ou se meteram em outras embrulhadas.

Batalha perdida

No embate para aprovar as reformas, o presidente perdeu terreno para os adversários, que estavam sem discurso e pegaram as propostas de reformas na unha para atacar o governo. Isso tem dado resultado. Temer chega ao primeiro ano com a popularidade abaixo do volume morto, por conta justamente da campanha da oposição contra as reformas.

Poucos lembram que a inflação está caindo, os juros baixaram, o Brasil recupera a sua credibilidade no mercado internacional e o FGTS inativo está sendo liberado para os trabalhadores, num volume superior a R$ 40 bilhões. Esquecem ainda que os investimentos são retomados aos poucos e que gradativamente, também, o país passar acumular outros indicadores econômicos positivos.

As reformas

Os que criticam o Governo Temer pela reforma trabalhista, denunciando que ela tira direito dos trabalhadores, não explicam, por exemplo, como arrastaram o país para uma recessão que já jogou mais de 14 milhões de brasileiros no olho da rua. O que é mais grave – a revisão da legislação trabalhista ou o desemprego?

Os que atacam a reforma da Previdência não explicam, também, como conseguiram quebrar os outrora bilionários Fundos de Pensão, como a Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (Petrobras), a Previ (Banco do Brasil) e o Postalis (Correios), hoje alvos de investigação da Polícia Federal.

No transcurso deste primeiro ano do atual governo fica, porém, a sensação de que a chegada de Temer ao poder não contribuiu para superar nem a crise política nem a econômica.

Foto: Pablo Cavalcante

O deputado Heráclito Fortes nos estúdios da Rádio Cidade Verde

Sem retaliação

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) garante que o governo Temer não vai retaliar o Piauí por causa da votação da PEC da Previdência.

- Quem está retaliando é o governador, que promete mandar dois deputados-secretários a Brasília para votar contra o Planalto.

Silas é contra

O deputado federal Silas Freire (PR) garantiu que, se tiver oportunidade, votará contra a reforma previdenciária em tramitação no Congresso.

O Palácio de Karnak já avisou que pretende mandar os deputados Fábio Abreu (PTB) e Rejane Dias para a Câmara para ajudar a derrubar a PEC da Previdência.

Com isso, Silas e Mainha ficarão fora da Câmara.

Cartão

Os nove deputados federais do Piauí que votaram a favor da reforma trabalhista receberam um cartão pessoal de agradecimento do presidente Michel Temer.

Eles não estavam acostumados com esse tipo de mimo, mesmo sendo governistas de quatro costados há muito tempo.

Foto: Reprodução

O cartão de agradecimento do presidente aos parlamentares

Chumbo trocado

O juiz da Vara Agrária do Piauí, Eliomar Rios, enfrenta 75 processos, três sindicâncias e duas representações contra ele, movidas por poderosos envolvidos em grilagem de terras no Sul do Piauí. Algumas dessas ações já foram arquivadas. Já ganhou do juiz Sérgio Moro, disparado.

Só em uma decisão, o juiz mexeu com 124 milhões de hectares e um valor de aproximadamente R$ 1 bilhão e 200 milhões.

Literatura

A literatura brasileira perdeu ontem uma de suas grandes expressões, o crítico literário e sociólogo Antonio Candido. Ele morreu no Rio de Janeiro, aos 98 anos.

A cerimônia de cremação do corpo ocorrerá neste sábado e será fechada para a família.

De suas obras de crítica literária, a mais importante é "Formação da Literatura Brasileira", de 1959, sobre os momentos decisivos da formação do sistema literário brasileiro.

Foto: República de Livros

Crítico Antônio Cândido: morte aos 98 anos

Reforma política

O corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador Edvaldo Moura, é um dos signatários da “Carta de Vitória”. O documento foi elaborado durante encontro do Colégio de Corregedores Eleitorais.

Na carta, os magistrados defendem a reforma político-eleitoral, desde que feita sob o norte dos legítimos princípios republicanos.

O desembargador Edvaldo Moura informou que o Piauí vai sediar o Encontro do Colégio de Corregedores marcado para novembro.

Tudo é possível

Do mesmo jeito que o publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma, saiu inventando mentira por aí para eleger postes, também não é difícil que na prisão ele tenha bolado histórias mirabolantes para facilitar a saída dele do xilindró. 

*O ex-vereador Paulo Roberto da Iluminação entra no governo na cota do senador Elmano Férrer (PMDB).

* Ele assumiu a Coordenadoria de Recursos Hídricos e Irrigação, recém-criada pelo governador Wellington Dias.

* A TV Cidade Verde exibe hoje, a partir do meio-dia, um especial sobre os 100 anos da aparição de Fátima, com duração de uma hora.

* A produção e apresentação do programa são da jornalista Nadja Rodrigues, diretora de Jornalismo da emissora.

Sobra de caixa

Do deputado federal Heráclito Fortes (PSB), sobre a presença de sindicalistas em Curitiba, no dia do depoimento do ex-presidente Lula na Lava-Jato:

- Aquilo foi sobra de dinheiro dos sindicatos.