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Piauí não inicia novas obras nem conclui as velhas

A situação das finanças públicas do Piauí é crítica. Quanto a isso, não se trata de um problema exclusivo do Governo do Piauí. Todos os estados estão em crise. Alguns, já no caos, como o Rio de Janeiro, o Rio grande do Sul e Minas Gerais, três potencias econômicas do país.

O Piauí, pela voz de suas autoridades, vangloria-se de ter feito o ‘dever de casa’. Por isso, não vive a situação de penúria de outros Estados, que atrasam e parcelam o pagamento dos salários do funcionalismo, não pagam aos fornecedores e mandam para as calendas gregas as cobranças dos prestadores de serviço.

O Piauí vem tomando vultosos empréstimos nos últimos anos a pretexto de fazer investimentos em infraestrutura. Eles já passam de R$ 5 bilhões. Mas que investimentos foram efetivamente feitos no estado nesse período? As poucas obras apresentadas como estruturantes andaram pouco depois do seu início.

Quantos quilômetros foram feitos da Transcerrados, o “Corredor da Soja”? Apenas 50. A estrada tem 340 quilômetros, ligando os municípios de Sebastião Leal e Santa Filomena, em linha reta. Ou seja, essa estrada ainda tem quase 300 quilômetros de lama e atoleiro, na época do transporte da safra, que este ano é recorde.

O Rodoanel de Teresina, obra de 28 quilômetros iniciada há seis anos, nunca ficou pronto. Nem a duplicação das BRs de acesso à capital, embora cada trecho a ser alargado seja de menos de 10 quilômetros para um lado e também menos disso para o outro.

Investimentos

Que projeto novo foi iniciado no Piauí nesse período? Nenhum. Só se fala nos mesmos – rodoanel, duplicação, Transcerrados, etc. Até parece que o desinteresse pela conclusão dessas e de outras poucas obras serve de pretexto para o Estado fazer mais empréstimos, pois o governo não lança projetos novos nem toca os velhos.

O Piauí aparece, no entanto, como um dos estados que mais investiram - 10%. Mas onde estão esses investimentos? Onde foi parar todo esse dinheiro e mais as receitas que entraram no estado?

Certamente que no custeio da máquina, incluindo a folha de pessoal e o déficit da previdência estadual, que chega a R$ 1 bilhão por ano, sem se falar na criação de cargos para distribuição generosa entre aliados e adesistas.