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Prefeitos não voltam de Brasília de mãos vazias

Foto: Divulgação/CNM

Michel Temer atende prefeitos e renegocia dívidas

Os milhares de prefeitos que participam da XX Marcha a Brasília, aberto ontem, retornam para seus municípios na certeza de que fizeram uma das viagens mais produtivas à capital da República.

O presidente Michel Temer assinou, no evento, Medida Provisória que prevê a renegociação das dívidas dos municípios com a Previdência Social. Os pontos principais do texto são o parcelamento em até 200 meses, a redução dos juros em até 80% e a redução de 25% nas multas e encargos.

A edição de um Refis para que os municípios possam parcelar suas dívidas previdenciárias com desconto nos valores de multas e juros vai reduzir o débito dessas prefeituras em cerca de R$ 30 bilhões, calcula o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski.

Atualmente, cerca de 4.000 municípios devem R$ 75 bilhões ao INSS. Agora, com os abatimentos, a previsão é de que essa dívida caia a R$ 45 bilhões. O governo estima que nas novas condições os municípios terão condição de retomar os pagamentos da dívida previdenciária.

O parcelamento desse débito foi um dos tópicos prioritários nas negociações com o governo, mas os prefeitos pleiteiam também mais financiamentos da União para desafogar a crise econômica nos municípios..

Os participantes da marcha também pleiteiam reajustes no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e no atual incentivo para custeio das unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os prefeitos não retornam às suas cidades com os bolsos cheios de dinheiro, mas, pela primeira vez, nos últimos anos, também não voltam de mãos vazias.

O protesto no aeroporto

O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) esclareceu ontem que não chutou ninguém, no protesto de sindicalistas, durante seu embarque no aeroporto de Teresina, na segunda-feira à tarde.

Ele disse que recebeu uma pancada na cabeça, com bandeirada, por trás, e instintivamente ia revidar à agressão física com um chute. No mesmo instante, porém, recobrou a sua razão e deu um meio chute, que não atingiu ninguém.

O parlamentar relatou que ficou profundamente desapontado com as agressões que sofreu no aeroporto, as quais considerou inconsequentes. Ele lembrou que votou contra o impeachment da presidente Dilma e, mesmo assim, era chamado de golpista pelos manifestantes.

Marcelo Castro disse que concorda com manifestação, protesto, vaia e até xingamento, mas não pode aceitar agressão física e obstrução ao seu direito de ir e vir.

Fim da mamata

Já o deputado Silas Freire (PR), vaiado na mesma ocasião, comentou: “Vivemos em uma democracia e o povo tem liberdade para se manifestar. Só que esses sindicalistas não estão representando de verdade as classes trabalhadoras. Eles estão defendendo seus próprios interesses. Eles estão com medo de perder a “mamata”.

Foto: Cidadeverde.com

Centro de Convenções de Teresina: obra que não acaba

Símbolo do atraso

O símbolo do atraso do Governo do Piauí é o Centro de Convenções de Teresina. As obras de reforma e ampliação do espaço já se arrastam há quase dez anos.

Nesse período, o Estado teve quatro governadores, incluindo o atual, que começou a obra.

No Ceará, não tem disso, não!

Enquanto o Piauí se engancha para fazer uma simples ampliação e reforma do Centro de Convenções, o Ceará construiu em tempo recorde um moderno e gigantesco Centro de Eventos que custou R$ 350 milhões.

A primeira licitação do Centro de Convenções de Teresina estava orçada em R$ 17 milhões.

Sem cobrança

É fato, porém, que até hoje ninguém reclamou enfática e reiteradamente do atraso nas obras do Centro de Convenções de Teresina. Nem mesmo os deputados estaduais, que são vizinhos da obra.

Como ninguém reclamou, o governo se sentiu no direito de dar o mesmo ritmo para outras obras, como terceira ponte da JK. Para que é mesmo que aquilo serve?

E a reforma do HGV, que custou o dobro da obra do HUT, já foi concluída?

A tão propalada nova maternidade de Teresina, que fim levou?

Devagar com o andor

A prévia do PIB mostra alta de 1,12% no primeiro trimestre de 2017. Isso animou o governo. Alguns ministros calcularam que a recessão terminou.

De fato, é um prenúncio do fim da mais grave recessão da história, mas ainda não é o fim.

Pensando o Piauí

A Associação Indusrrial do Piauí (AIP) e a Associação Piauiense das Empresas Construtoras de Obras Públicas (Apeop) iniciam hoje à tarde, na sede da Fiepi, uma série de discussões com empresários e políticos.

A ideia é formatar uma proposta de desenvolvimento para o Estado.

Faça o que eu digo

Um dos mais ativos críticos da terceirização e da reforma trabalhista é o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB).

Pois bem! É ele também um dos governadores que mais terceirizam serviços.

Foto: Reprodução

*Será de 6 a 8 de junho o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no TSE.

*A pedido do relator do caso, ministro Herman Benjamin, o presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, reservou quatro sessões para o julgamento.

*Se o TSE decidir pela cassação da chapa, o presidente Michel Temer perde o mandato e, junto com Dilma, fica inelegível por oito anos.

*Nessa hipótese, o Congresso realizará eleições indiretas para a Presidência da República. Votam na eleição indireta os 513 deputados e 81 senadores.

O troco

Na campanha eleitoral de 2010, durante um debate na TV, a presidente do PCO no Piauí, Lourdes Melo, aproveitou para vender o seu jornal “Causa Operária”. E saiu entregando o jornal de mão em mão. Quando notou que havia entregue um exemplar ao senador e empresário João Vicente Claudino, presidente regional do PTB, ela recuou e tomou o jornal:

- Você, não! Você é burguês. Aí não tem nada que lhe interesse. Vá atrás de um jornal que fale de sua turma.

JVC, sem esquentar a cabeça:

- A senhora tá enganada. Eu quero é seu jornal. Da minha turma eu já sei. Mas quero saber da sua.