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Reforma política foca na "Bolsa-Eleição"

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Comissão Especial da Reforma Política, Lúcio Vieira Lima, e o relator da Comissão, Vicente Cândido, durante sessão que aprovou texto-base da reforma política 

 

O ponto central da proposta de reforma política, aprovada no meio da semana na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, é o financiamento da próxima campanha eleitoral, já que o patrocínio de candidaturas pelas empresas está proibido.

As demais propostas são firulas. Elas servem apenas para despistar os que acompanham o debate sem maior atenção.

Tudo o que os reformistas querem é passar a mão na bolada de R$ 3,6 bilhões para a campanha do ano que vem, através do Fundão, também chamado de Bolsa-Candidatura.

Esses recursos serão chupados do orçamento federal de 2018. Mas a conta não será de apenas 3,6 bilhões. O país vai gastar ainda quase 1 bilhão de reais através do Fundo Partidário.

Além disso, o valor da renúncia fiscal das empresas de comunicação decorrente da chamada propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV chegará a aproximadamente R$ 2 bilhões. A conta da campanha eleitoral sobe, então, para mais de R$ 6 bilhões. Mas ela pode ficar bem maior.

Os políticos, em sua esmagadora maioria, estão unidos em favor dessa sangria bilionária dos recursos públicos. Os do governo e os da oposição. Basta ver que o autor da proposta criando a tal Bolsa-Eleição é o deputado Vicente Cândido, do PT.

Isso tudo acontecendo e o eleitor em casa, dando milho aos pombos.