Cidadeverde.com

Mãe do menino Caio escreve carta à mãe que perdeu bebê na gestação


Lara Rodrigues e o filho Caio (foto: arquivo pessoal)

Sem direito ao luto, muitas mulheres que tiveram perda gestacional sofrem com o não reconhecimento dessa dor. Além de viverem a dor de perder um filho durante a gestação, elas precisam superar a ausência de carinho e do cuidado da sociedade com essa despedida. Para elas, uma mulher sempre está preparada para gerar a vida em seu ventre; nunca a morte.  

Para o Especial Dia Das Mães 2017, o Cidadeverde.com recebeu as cartas das mamães Lara Rodrigues e Viviane Bandeira. Elas defendem: toda Mãe é Mãe dentro de cada individualidade e maternidade. E, não há no mundo dor maior que perder um filho, antes ou depois de segurá-los nos braços. 

Duas cartas. Duas mães. Três estrelinhas. Lara e Viviane trocaram cartas contando um pouco da história, das dores e das perdas gestacionais.  

Lara Rodrigues é mamãe de dois anjinhos e do Leozinho (foto ao lado). Um dos anjinhos é Caio. O Piauí acompanhou a sua trajetória contra a leucemia. Ela, que também sofreu uma perda gestacional, escreveu uma carta a Viviane, que após a primeira gravidez, sofreu um aborto espontâneo.  A tão sonhada segunda gravidez de Lara e Viviane às fizeram mães de duas estrelinhas. 

 

Viviane acompanhou pelo noticiário e pelas redes sociais toda a história de Lara na luta pela cura do filho, Caio.

Em sua carta, Viviane agradece e diz "sentir o amor em cada linha" e que "todas as mães são iguais, mesmo sendo diferentes. A dor de uma mãe é a dor de todas as mães. O amor também". 

Sobre a perda do segundo bebê, que carinhosamente chama de Maria Lucas, Viviane fala sobre imaginar os cabelos, os olhos e sentir o cheirinho das mãos. Hoje, Viviane tem duas filhas, Laura e Luísa (foto ao lado). Viviane e o marido fizeram a mesma tatuagem em amor a Maria Lucas. 

"Eu poderia pensar que esse será o terceiro Dia das Mães sem a minha estrela Maria Lucas. Mas não. Hoje eu sei que não perdi um filho. Estaremos sempre ligados e eu sempre o verei ao voltar os olhos para o céu. Ele é aquela estrela que me sorri, que pisca para mim, todas as noites. E eu sigo sendo mãe de três"

 

"Desejo que toda a dor que possa haver em nossos corações seja substituída pela energia do amor que sentimos pelos nossos filhos. Desejo que esse amor nos humanize e nos torne mais próximas umas das outras. E que em todo e qualquer momento uma mãe tenha sempre outra mãe para abraçá-la, entendê-la, acalentá-la, ajudá-la e amá-la" (Viviane Bandeira). 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com