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Diversidade

Projeto 'Fala, Preta' tematiza Direitos Sexuais e Reprodutivos com mulheres da Penitenciária Feminina

O grupo Matizes realizou nesta sexta-feira(18) mais uma oficina do Projeto ‘Fala, Preta’  para propiciar vivências de autoestima e empoderamento de  mulheres  privadas de liberdade. A ação aconteceu na Penitenciária Feminina de Teresina.   O foco da atividade era problematizar Direitos Sexuais e Reprodutivos a partir de dinâmicas discursivas e práticas.  A facilitadora da oficina foi a Profª Me. Maria da Consolação Pitanga. A Rap de Salvador, Cintia Savoli, também proseou com as participantes sobre a força transformadora da música.

A facilitadora e  pesquisadora em Saúde Pública,  Consolação Pitanga,  destacou para as participantes a  importância de vivenciar a sexualidade livre de medos e culpas. Narrativas sobre preconceitos e vivencias de identidade de gênero foram relatadas pelas detentas. Em momento posterior, desenvolveram-se orientações sobre prevenção e sexo seguro.

Outro momento  significativo foi a participação de Cintia Savoli compartilhando sua trajetória artística  e destacando o valor  da arte musical como instrumento de conscientização política, construção de subjetividades e possibilidade de verbalização de anseios e desejos  para repensar as relações socioculturais.  

O projeto ‘Fala, Preta’ é  coordenado pela ativista Carmem Ribeiro e  executado pelo Matizes com financiamento da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) e SOS Corpo.

 

Por Herbert Medeiros

II Seminário Estadual de Direitos Humanos promove painel para discutir Ações Afirmativas

Em tempos cinzentos de ataque aos direitos sociais e individuais  conduzidos pelo fundamentalismo político e econômico vigente no país, é urgente pautar  ações para defesa e promoção de princípios constitucionais inegociáveis:   ‘Dignidade Humana’; construção de sociedade livre, justa e solidária; redução das desigualdades sociais e regionais; promoção do bem de todos, sem preconceito e discriminações de qualquer natureza.

Neste sentido, o II Seminário Estadual de Direitos Humanos e Diversidade promoverá dia 02/12, às 8:30,  painel “Ações Afirmativas em Direitos Humanos no Piauí”. O propósito é refletir sobre o compromisso Ético e a Responsabilidade Social de  instituições públicas e privadas em promover iniciativas de equidade  e valorização da pluralidade humana.  O evento acontecerá no Auditório do Tribunal de Justiça.

O Painel terá a participação da Profª Drª Barbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI), Profª MsC Maria da Consolação Pitanga (Centro Universitário UNINOVAFAPI) e a Profª MsC Ana Kelma Gallas (Faculdade Santo Agostinho).

O II Seminário de Direitos Humanos é uma realização da Escola Judiciária do Tribunal de Justiça do Piauí e do grupo Matizes. Efetuar  inscrição do evento clique em INSCRIÇÕES AQUI

 Para conhecer a programação do Seminário CLIQUE AQUI

INVESTIMENTO: 

  • Ração ou Material de Limpeza para APIPA (Associação de Proteção aos Animais)
  • Quem não quiser comprar ração/material, poderá contribuir com R$ 10,00 para a APIPA (no dia da abertura, quando será feita confirmação das inscrições)

 

Por Herbert Medeiros

 

II Seminário Estadual de Direitos Humanos e Diversidade - Programação

Com o tema Combate à discriminação e as opressões em tempos de retirada de direitos, o 2º SEMINÁRIO ESTADUAL DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADES visa suscitar um debate sobre os desafios de se promover os direitos humanos em um contexto marcado pelo avanço de ideias conservadoras e de retirada de direitos.

O evento acontece no período dos 16 dias de ativismo. É a principal ação que realizaremos para lembrar o  Dia Internacional dos Direitos Humanos.

As inscrições serão feitas a partir da próxima semana, no site www.esmepi.org.br.

O público-alvo são estudantes, militantes do movimento social e operadores do Direito, mas o Seminário é aberto à participação de qq pessoa interessada no debate sobre os temas da programação.

As(os) participantes que frequentarem 75% das atividades do Seminário receberão certificado de 20h, emitido pela Escola Superior da Magistratura do Piauí - ESMEPI.

A inscrição é simbólica: ração ou material de limpeza para a APIPA (quem não quiser/puder levar, deve contribuir com R$ 10,00 para a APIPA - pagamento no dia da abertura, quando será feito o credenciamento das pessoas inscritas).

O II Seminário Estadual Direitos Humanos e Diversidade terá como palestrantes/debatedores especialistas das áreas dos Direitos Humanos.

 

PROGRAMAÇÃO

01 de dezembro (quinta)

8h - Solenidade de Abertura

8h30min - Conferência de Abertura: Combate à discriminação e às opressões em tempos de retirada de direitos - Pedro Luiz Montenegro (Advogado/Consultor em Políticas Públicas de Segurança e Direitos Humanos)

10h30min– Palestra: Os direitos dos animais não-humanos – Elizabeth MacGregor (Diretora de Educação do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal)

14h30min – Mesa-Redonda – Gênero e sexualidade: um debate necessário – Profª Drª Andrea Cronemberger Rufino (UESPI) e Fabíola Lemos (Socióloga e professora)

16h30min – Debate: Onde o Estado guarda seu racismo? - reflexões sobre racismo institucional – Prof. Dr. Francis Musa Boakari (UFPI) e Profª Drª Assunção de Maria Sousa e Silva (UESPI)

02 de dezembro (sexta)

8h30min – Painel: Ações afirmativas em Direitos Humanos no Piauí - Profª Drª Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI), Profª MsC. Maria da Consolação Pitanga (Centro Universitário UNINOVAFAPI) e Profª MsC. Ana Kelma Gallas (Faculdade Santo Agostinho)

10h30min – Palestra:“A atuação do Conselho Nacional de Justiça na promoção dos Direitos Humanos” - Arnaldo Hossepian Salles Lima Junior (Conselho Nacional de Justiça) - a confirmar

14h30min – Palestra: Entre os saberes médico e jurídico: uma análise de discursos judiciais sobre transexualidade – Gabriela Rondon Rossi Louzada (Doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília, pesquisadora da ANIS – Instituto de Bioética).

INVESTIMENTO

* RAÇÃO ou MATERIAL DE LIMPEZA PARA A APIPA

* Quem não quiser comprar ração/material, poderá contribuir com R$ 10,00 para a APIPA (no dia da abertura, quando será feita a confirmação das inscrições)

Para inscrições CLIQUE AQUI

 

Projeto 'Fala, Preta' promove Roda de Conversa sobre Imagem da Mulher Negra na Mídia

Telenovelas, programas de auditório, telejornais sensacionalistas minisséries, publicidades, jornalismo impresso e digital são lugares de construção e reprodução  discursiva reforçadora de estereótipos  sobre o universo sociocultural da  mulher negra. O processo de invisibilidade e discriminação racial reproduzidos  pelas mídias contrapõe-se ao que determina o   Código de Ética dos Jornalistas no tocante ao dever profissional de:

 *“defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias”

* “combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

E para refletir sobre essa  problemática o Matizes realizará dia 04/11, às 17h, no Auditório do Centro Pop, a oficina “A imagem da mulher negra na mídia”. A atividade será facilitada pelas ativistas sociais Carmen Kemoli e Lara Danuta.

Kemoli foi uma das idealizadoras do projeto  ‘Tela Preta’: iniciativa cultural utilizando a linguagem cinematográfica para pensar e debater aspectos sociais, históricos, políticos e culturais da população  negra. A ação constitui um espaço de empoderamento do povo negro. Lara Danuta integra a ‘Yabas’: organização política de mulheres negras para combater racismo, sexismo e eliminação das desigualdades sociorraciais.

A oficina é uma das ações do Projeto ‘Fala, Preta’, executado pelo  Matizes e financiado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) e SOS Corpo.

 

Por Herbert Medeiros

Federação de Proteção aos Animais promove ato de apoio à decisão do STF contra vaquejada

“Até pararmos de prejudicar todos os outros seres vivos, ainda seremos selvagens” – Thomas Jefferson

Em 2000 foi lançada a Carta da Terra, declaração global estabelecendo Princípios Éticos fundamentais para construir sociedade mundial justa, sustentável e pacifica. Dois preceitos ressaltam a necessidade de proteção à vida dos seres viventes: ‘Respeitar a terra e a vida em toda sua diversidade’; ‘Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração’.

Em sintonia com os princípios  elencados na carta, a Federação da Associação das Ongs de Proteção Animal do Piauí juntamente com artistas, organizações da sociedade civil e  ativistas defensores dos Direitos Animais realizarão manifesto de apoio à decisão do Supremo Tribunal Federal(STF) contra a vaquejada. O ato acontece na próxima quinta-feira(04/11) a partir das 8h na Praça João Luis Ferreira.

No início de outubro, Ministros do STF julgaram inconstitucional a Lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. A partir da posição da Suprema Corte,  a prática dessa atividade passa a constituir uma   violação legal, vinculada a tratamento cruel dos animais.

A Ministra Cármen Lúcia, presidente do STF,  assim ponderou sobre a ‘cultura’ da vaquejada:

“Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, que se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura também se muda e muitas foram levadas nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida e não só a do ser humano”. 

Por Herbert Medeiros

 

Casa de Oscar Wilde em Londres é reconhecida como patrimônio LGBT

Iniciativa da entidade de preservação histórica da Inglaterra, homenagem quer dar 'um passo na estrada que leva ao entendimento da nação diversa que é o Reino Unido'

Tite Street, 34, em Kensington, Londres. Onde Oscar Wilde viveu com sua esposa e filhos até o julgamento por pederastias em  1895(Crédito: Historic England)

Tite Street, 34, em Kensington, Londres. Onde Oscar Wilde viveu com sua esposa e filhos até o julgamento por pederastias em

1895(Crédito: Historic England)

A casa em que morava o escritor e dramaturgo britânico Oscar Wilde ganhou status especial em homenagem a personalidades homossexuais. A iniciativa partiu da entidade de preservação histórica da Inglaterra, Historic England, com a intenção de agradecer pela contribuição da comunidade LGBT na formação do Reino Unido moderno.

A homenagem aconteceu por ocasião do aniversário de 50 anos da descriminalização parcial da homossexualidade na Inglaterra e no País de Gales, comemorada em 2017. Assim como a residência de Oscar Wilde, também serão homenageadas as casas do compositor Benjamin Britten e da viajante e alpinista Anne Lister, além o túmulo da egiptóloga e escritora Amelia Edwards.

Duncan Wilson, chefe executivo da entidade Historic England afirmou que “o projeto Pride of Place representa um passo na estrada que leva ao entendimento da nação diversa que é o Reino Unido”. Cinco dos lugares homenageados no projeto estão na lista de Herança Nacional da Inglaterra, que dá proteção especial para mais de 400.000 endereços históricos.

“Com muita frequência, a influência de homens e mulheres que ajudaram a construir nossa nação foi ignorada, subestimada ou é simplesmente desconhecida porque eles pertenceram a grupos minoritários”, completou Wilson em comunicado. Para auxiliar com o projeto, os londrinos foram convidados a opinar sobre lugares importantes para a história gay. Mais de 1.600 locais foram inscritos.

Em 1895, Oscar Wilde foi condenado por “pederastia”, crime a que eram acusados homossexuais da época. Em seu julgamento, o autor respondeu com um dos textos mais corajosos e contundentes em defesa da homossexualidade: “Esse amor é a grande afeição de um homem mais velho por um homem mais jovem, como aquela que houve entre Davi e Jônatas, o amor que Platão tornou a base de sua filosofia, o amor que se pode achar nos sonetos de Miguel Ângelo e Shakespeare. Tal amor é tão mal compreendido neste século que se admite descrevê-lo como o ‘amor que não ousa dizer seu nome’”.

 

FOnte: Cult

Nota do Grupo Matizes em Solidariedade ao Coletivo Salve Rainha

O Grupo Matizes manifesta solidariedade e apoio ao Coletivo Salve Rainha, que tem sido atacado pelo elogiável trabalho em favor da Diversidade Cultural, Artística e Humana de Teresina.

Quem ataca o Salve Rainha são as mesmas pessoas que pensam (?) a cidade como um espaço da segregação e higienização urbana para manter intocáveis ‘valores’ de grupos sociais. Outros ataques têm vindo de fanáticos religiosos que, por ignorância ou por oportunismo, especializam-se em destilar o ódio e incitar a violência em nossa sociedade.

Nestes tempos difíceis, em que o ataque e a retirada de direitos tem sido um obsessão de setores conservadores da sociedade brasileira, o Matizes se soma a todas as manifestações – individuais ou coletivas – que reforçam a pluralidade de ideias e as liberdades individuais.

Projeto 'Fala, preta' realiza oficina sobre combate ao racismo

A prática do racismo está prevista na Constituição Federal como crime inafiançável imprescritível. Também a Lei nº 7716 estabelece como ação criminosa discriminar pessoas em razão de cor, raça, étnica, religião ou procedência nacional. Combater o sistema racista com aparatos legais é um dos caminhos para superar desigualdades socioraciais. Neste sentido, O Matizes promoverá oficina “Racismo: o que é e como se combate” para refletir estratégias de enfrentamento do problema.

A atividade acontece neste domingo (25/09) às 16h no Terreiro da mãe Ivone, no Parque Brasil III. A ação faz parte do Projeto “Fala, Preta”, financiado pela Coordenação Ecumênica de Serviços e o SOS Corpo e executado pelo Matizes. A oficina  conta com a parceria das Mulheres de Terreiro e do Centro Nacional de Africanidades e Resistências Afro-brasileira (CENARAB).

A facilitadora da oficina será a pedagoga Viviana Santiago, ativista em políticas de Gênero da Organização PLAN International Brasil*. Santiago também integra o movimento nacional   de mulheres negras há mais de nove anos e atua  no Baphon das Pretas – Articulação de mulheres negras atuando em Teresina,  Recife, Espírito Santo e EUA com foco na intervenção política através da expressão artístca-cultural como forma de enfrentar o racismo e favorecer  empoderamento do povo negro.

Carmem Ribeiro, coordenadora do Projeto, destaca que o objetivo das ações do ‘Fala, Preta’   é oportunizar espaços de interação para compartilhamento  de aprendizagens e empoderamento discursivo, político e sociocultural da mulheres negras.

 

*PLan International Brasil: Organização internacional  que atua para desenvolver projetos e programas visando fortalecer competências e habilidades impulsionadoras de transformação da realidade através   do protagonismo  de crianças e adolescentes em suas comunidade. Um dos programas da instituição  desenvolve e incentiva capacidades de crianças, adolescentes e lideres comunitários na mobilização social para cobrar de órgãos governamentais a implementação  de políticas de proteção integral.

A entidade apoia ainda Projetos envolvendo jovens e mulheres de áreas rurais e urbanas para assegurar emprego e recursos para empreendimentos. A ênfase é atender pessoas vivendo em comunidade quilombolas e indígenas dependentes de atividade de subsistência.  

 

Por Herbert Medeiros

Liga Acadêmica de Sexologia promove debate sobre Papeis de Gênero

Nos dias atuais, vivemos uma rotina midiática, com notícias cada vez mais recorrentes de atos de violência contra a mulher e pessoas LGBT. E mais: essas violências não causam mais qualquer desconforto em  uma parcela da sociedade, que parece se manter indiferente às cotidianas violações de direitos contra mulheres e LGBT.

É para refletir sobre essas questões que a Liga Acadêmica Piauiense de Sexologia – LASEXO realiza nesta quinta (22), o debate  “Precisamos conversar sobre papéis de gênero”. O evento acontece a partir das 19h, no Auditório do Hospital Universitário/UFPI.  A atividade é aberta à participação de qualquer pessoa interessada.

As expositoras escolhidas pelo LASEXO são a professora e socióloga Fabíola Lemos e a estudante de Direito Danny Barradas.

A professora Fabíola Lemos pontua que são cada vez mais escassos os espaços para se fazer um debate honesto sobre as causas e origens dessa violência. Em contrapartida,  ganha força a idéia de que o encarceramento e a penalização seriam a solução para debelar essa realidade .

Para Fabíola, “discutir gênero, desconstruir papéis que, historicamente, submetem as mulheres à condição de ‘segundo sexo’  é uma proposta central em qualquer sociedade que se pretenda mais justa e segura para com a mulher.” E arremata:  a educação deve ser o caminho central para a construção de uma nova realidade. A pena deve ser somente parte desse processo educativo.

 

Por Marinalva Santana

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