Cidadeverde.com

Bolsa de valores brasileira perde R$ 219 bilhões; veja maiores perdas

O efeito cascata da crise política na economia ainda vai levar um tempo para ser barrado. O dólar teve ontem (18) a maior alta em 18 anos - subiu 8,15% e fechou o dia a R$ 3,389 na venda. Na máxima do dia, o dólar foi a R$ 3,44, numa óbvia reação ao dilúvio político que se sucedeu à delação de Joesley Batista, dono da JBS, que gravou o presidente da república, Michel Temer, supostamente dando aval para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O dólar para turismo chegou a ser vendido acima de R$ 4. Algumas casas de câmbio chegaram a interromper a venda pela manhã, outras colocaram o preço mais alto - tudo porque não havia parâmetros para as cotações. A Bovespa fechou na maior baixa diária em quase 9 anos, após ter tido as negociações suspensas para proteger as ações. O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 8,8%, a 61.597 pontos. Foi a maior queda diária desde o dia 22 de outubro de 2008, quando a bolsa caiu 10,18%, reagindo à crise financeira mundial.

Ação do Banco Central

Não foram poucas as tentativas de segurar as pontas por parte do Banco Central. A instituição realizou quatro leilões de swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e que não eram voltados para rolagem de contratos já existentes. Isso aliviou as cotações, mas não foi o suficiente. 

A bolsa de valores brasileira perdeu R$ 219 bilhões de reais nesta quinta-feira (18). Veja abaixo as empresas com maiores perdas:

Petrobras: R$ 27,4 bilhões

ItauUnibanco: R$ 26,6 bilhões

Bradesco: R$ 24,4 bilhões

Banco do Brasil: R$ 18,7 bilhões

Ambev: R$  13,1 bilhões

Santander: R$  11,9 bilhões

BBSeguridade: R$ 6, bilhões

CCR SA: R$  5,3 bilhões

Eletrobras: R$ 4,5 bilhões