Em recuperação, Sarah revela que treinará para lutar nos Jogos de 2020

Carlienne Carpaso - 12/08/2016, às 15:50

Nada de desanimar. Apesar de não conquistar uma medalha e ainda sair lesionada dos Jogos Olímpicos 2016, a judoca piauiense Sarah Menezes disse que irá competir a próxima olimpíada, que ocorrerá em 2020, no Japão, e que o sonho pela segunda medalha olímpica continua.

Em entrevista à TV Cidade Verde, nesta sexta-feira (12), Sarah descartou a aposentadoria e disse que a rotina de treinos deverá acontecer somente em 2017, após alguns meses de descanso. Além disso, Sarah deve disputar na categoria menos 52kg.

“Não é cedo para falar que eu estarei nas Olimpíadas 2020. Não, eu não vou me aposentar. Eu vou descansar agora e, próximo ano, volto a fazer meus treinamentos. Vou agora terminar os meus estudos. E, segundo plano, vou treinar para lutar em 2020, categoria menos 52kg”, declarou a jodoca.

Sobre a Rio 2016, a piauiense reforçou que lutou até o último segundo, e destacou que a palavra desistir, em nenhum momento, foi pensada durante as lutas. Ela comentou sobre a luta que a tirou dos Jogos 2016, quando perdeu cubana Dayaris Mestre Alvarez, tricampeã pan-americana. A luta terminou empatada, mas a brasileira tinha uma punição e por isso acabou caindo nas quartas.

 “Eu to me recuperando, mas na hora foi um sentimento muito triste e dolorido. É muito ruim você treinar, se dedicar, sacrificar muitas coisas e, chegar ao seu maior sonho, que é uma olimpíada, e sair sem medalha. Eu sair triste, mas feliz porque não sai sem deixar de fazer nada. Eu fui até o fim. E lutei. Eu não desisti em nenhum momento”.

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Com relação à chave, Sarah disse que conhecia o perfil das atletas e sabia que “a luta seria bem dura”. Ela falou também sobre a luta com a Urantsetseg Munkhbat, da Mongólia, líder do ranking mundial, quando perdeu a disputa pelo bronze.

“Pra mim foi um momento de tranqüilidade porque eu não podia entrar em desespero. Eu tinha que saber fazer o momento correto pra agüentar o máximo. E eu consegui fazer isso quando faltou o ultimo segundo da luta o meu braço saiu do lugar e voltou. Fui pro golpe, mas quando eu voltei o meu braço já não era o mesmo braço. Já estava sem força. Na verdade eu não senti dor. O meu corpo tava tão quente e focado na luta que não senti dor”.

Agora, é tempo de agradecer e recomeçar para mais um clico olímpico.

“É a única coisa que eu tenho para dizer é que fiz de tudo. Eu treinei, me dediquei, lutei ate o fim. Sai com uma lesão, fiquei muito triste. Só tenho a agradecer a torcida. Continuar treinando e me dedicar a mais um ciclo olímpico”.