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Após polêmica, igreja de Esperantina é tombada e vira patrimônio do Piauí

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O governador Wellington Dias (PT), por meio de decreto publicado no Diário Oficial no dia 20 de abril, determinou o tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, em Esperantina (PI), 174 quilômetros ao Norte de de Teresina. A medida visa preservar o painel batizado de "O Calvário de Cristo Hoje" e todo o seu entorno. 

O secretário estadual de cultura, Fábio Novo, explicou a importância do decreto para a preservação da obra. Segundo ele, a obra já estava passando por alterações sem sequer a vistoria do Conselho Regional de Engenhara e Agronomia (CREA) e da Prefeitura da cidade.

"O tombamento diz que aquele espaço tem valor de patrimônio cultural. A pessoa continua sendo dona do local, mas qualquer alteração precisa ser autorizada pela Coordenadoria de Conservação e Serviço, que enviará técnicos. Eles poderão dizer o que pode ou nao ser alterado no local tombado", informou.

Com o decreto, o painel e toda a igreja passam a integrar o Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Piauí. Com isso, passa a ser protegido pela lei 4.515, de 1992, que trata da proteção do patrimônio cultural do estado. Caso alguma intervenção seja realizada no local sem autorização prévia do Estado, os proprietários poderão ser alvo de multa e terem a obra embargada. 

A decisão leva em conta proposta apresentada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), aprovada no dia 6 de abril pelo Conselho Estadual de Cultura. Apesar do órgão já ter decidido pelo tombamento, a medida precisava do aval do governador para ter validade, como prevê a legislação estadual. 

O painel do artista João Batista, feito no altar da igreja nos anos 1980, quando o pároco era padre Ladislau João da Silva. A obra de arte gerou polêmica por apresentar a crucificação de Jesus Cristo em meio a mazelas sociais. Chegou a ser anunciado um abaixo-assinado contra o tombamento, o que não impediu que ele acontecesse.