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Maioria da bancada do Piauí vota pela reforma da Previdência


Deputado Marcelo Castro: a favor da reforma, mas defendendo que seja feita pelo próximo presidente 

 

Pelo menos seis dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara dos Deputados devem votar a favor da Reforma da Previdência. O comportamento da bancada piauiense foi identificado em levantamento feito por veículos nacionais de comunicação, como O Estado de S. Paulo. Mas o mapeamento do Estadão ficou incompleto, por exemplo, ao não identificar o voto da deputada Iracema Portela (Progressista).

Iracema, que é mulher de Ciro Nogueira, presidente do Progressista, vai seguir o alinhamento do partido com o governo Temer. E vai votar a favor. Também devem votar a favor Heráclito Fortes (PSB), Átila Lira (PSB), Paes Landim (PTB) e Maia Filho (Progresssista). Esses chegaram a revelar os votos na sondagem feita pelo jornal paulista.

Além do caso de Iracema Portella, o jornal deixa em suspendo a posição do deputado Júlio César (PSD), que teria se declarado indeciso, assim como Marcelo Castro. A diretriz do partido de Júlio é pelo apoio à reforma – ainda mais depois das mudanças na Secretaria de Governo, em que Antônio Imbassahy foi substituído por Carlos Marun, atendendo a reivindicações do Central, onde está o PSD. Júlio deve seguir o "sim" à reforma.

O caso de Marcelo Castro (PMDB) é de se esperar. O deputado vê a reforma como necessária e considera bem desenhada a proposta do governo, especialmente pela longa fase de transição, que alcança 20 anos. Mas critica o momento. Acha que deveria ser uma tarefa para o próximo presidente, a partir de um compromisso público assumido nos debates da campanha do próximo ano. Diante de tanta ponderação, pode não votar pela reforma. Ou ausentar-se para não ajudar a dar a votação mínima de 308 votos.

Os votos contrários são os que vêm assumindo uma postura de oposição ao governo Michel Temer: Rodrigo Martins (PSB), Silas Freire (Podemos) e Assis Carvalho (PT).

A favor: Átila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portella, Maia Filho, Paes Landim e Júlio César.
Indeciso: Marcelo Castro.
Contra: Assis Carvalho, Rodrigo Martins e Silas Freire.

 

Governo ainda está longe dos 308 votos

Para quem tem pressa, o governo vai precisar correr mais ainda para conseguir o apoio necessário à aprovação da reforma da Previdência. Em levantamento que ouviu 432 deputados (84% do total de 513), O Estado de S. Paulo encontrou 215 parlamentares contrários à proposta. Dos ouvidos, outros 62 disseram que são a favor da reforma; 90 se declararam indecisos; e 58 não quiseram responder. Há ainda três que informaram que estarão ausentes no período em que se espera votar a proposta. Outros 81 não foram localizados.

O que deve levantar o alerta vermelho no governo é que, não adiantaria todos os indecisos ou não encontrados votarem a favor. Os 215 já seriam suficientes para derrubar a proposta: sem eles, o governo só poderia chegar a 297 (não contabilizando o voto do presidente).

Para tentar valer sua força, o governo está mobilizando os líderes de partidos. Quer todo mundo defendo a reforma. E mobilizando seus liderados. Se esse esforço prevalecer, o levantamento do Estadão traz um ponto que pode ser animador para os governistas: dos 215 que assumem que votarão contra a reforma, 124 são de partidos da base aliada.

Se a força da caneta prevalecer, muitos desses votos podem ser revertidos.

PSDB nacional quer Firmino candidato ao governo


Firmino  e Alckmin: o prefeito de Teresina recebeu apelo do presidenciável tucano para que dispute o Palácio de Karnak 

 

A participação do prefeito Firmino Filho na convenção nacional do PSDB, ontem, não foi apenas de delegado estadual do partido, com direito a voto. No contato com o novo comando nacional da sigla – Geraldo Alckmin à frente –, o prefeito recebeu um apelo claro e direto: o PSDB quer Firmino candidato ao governo do estado do Piauí. Firmino não disse sim. E nem não.

E deixou totalmente aberta a possibilidade de desincompatibilizar-se no início de abril para disputar o Palácio do Karnak. Na conversa com a equipe que passa a comandar o partido, Firmino disse que não reúne as condições para entrar na disputa. Quem conheceu pormenores da conversa afirma que o prefeito disse que não reúne as tais condições, e acrescentou um "ainda". Esse “ainda” pode fazer toda a diferença.

Firmino encontra alguns problemas para deixar a prefeitura e abraçar a tarefa de enfrentar Wellington Dias (PT) pela cadeira principal do Karnak. A primeira delas é uma ampla base de apoio capaz de mobilizar o Piauí em torno de uma nova proposta de governo para o Estado. Essa base, nas contas de Firmino, incluiria o senador Ciro Nogueira (Progressista), com quem mantém uma estreita relação. O problema é que Ciro, até agora, é o principal aliado de Wellington. Teria que mudar de lado.

Outro entrave de Firmino é a relação com o PMDB, que se deteriorou enormemente depois da reeleição de Jeová Alencar para a presidência da Câmara Municipal. A tensão chegou a tal ponto que o prefeito trocou farpas públicas com o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho. O detalhe é que o vice de Firmino, Luís Júnior, é indicação do próprio Themístocles. E para abraçar a disputa do governo, o prefeito terá que entregar o posto a seu vice peemedebista.

Os aliados próximos do tucano acreditam que ele tem grandes chances de deixar o posto. O “ainda” pronunciado à nova direção do PSDB nacional casa com esse sentimento. Mas mesmos os mais empolgados dos aliados sabem que Firmino precisa contornar essas dificuldades para formar as “condições políticas” que disse não reunir.

É possível que o PSDB nacional possa contribuir para construir essas condições. E também o próprio PMDB nacional, apesar da tendência do PMDB local em seguir com Wellington. Essa soma de PSDB e PMDB se daria pelo reduzido leque de opções no centro do espectro ideológico. Há Henrique Meireles (PSD). Há Paulo Rabello de Castro (PSC). Há Geraldo Alckmin.

Ou seja: há Geraldo Alckmin.

Essa escassez de alternativas pode levar o próprio grupo próximo a Temer a fazer a opção pelo tucano. Seria o nome mais próximo do ideário reformista do presidente.

Após tomar posse na presidência do PSDB, Alckmin quer começar sua campanha ao Palácio do Planalto. E quer começar com força: com um discurso afiado, uma ideia de país a defender e apoios políticos consistentes. Traduzindo: quer ter um bom alicerce em cada estado, e isso se torna mais fácil com bons candidatos aos governos, onde for possível.

No Piauí a opção é óbvia: Firmino Filho.

Campanha: Caixa 2 é quatro vezes o Caixa 1


Sérgio Cabral: ex-governador confessa como "atenuante" que fez um supercaixa 2 de R$ 100 milhões na última campanha para o governo do Rio

 

Era para ser mais um escândalo, mas transformou-se em atenuante no rol de denúncias que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), tem que enfrentar com explicações de todo tipo. Diante do juiz, Cabral nega tudo. Mas, como se não se tratasse de algo sério, diz que só praticou o “caixa 2”.Nesse tipo de defesa um tanto atravessada, confessou o tamanho do caixa 2 de sua última campanha: uns R$ 100 milhões.

Sempre diante do juiz, o ex-governador revela que declarou oficialmente ao TRE gastos de campanha da ordem R$ 25 milhões. Mas, confessou, o gasto real foi de cerca de R$ 120 milhões, ou até um pouco mais. Traduzindo: o declarado é algo em torno de 20% das despesas totais da campanha. Os demais 80% foram por baixo do pano, sem declarar. Caixa 2. Um supercaixa 2, quatro vezes maior que o caixa 1.

É de espantar que o ex-governador considere tal declaração um atenuante, uma espécie de defesa. Se assim faz deve por uma razão simples: esse enorme crime eleitoral e fiscal – que passa necessariamente por corrupção – termina sendo um “crime menor”. Há coisa mais cabeluda. Além disso, atrelar a defesa à prática do caixa 2 – esse milionário atenuante – está vinculado a uma ideia de aceitação da prática.

Ou seja: é parte do cotidiano da política. Coisa normal. Todo mundo faz.

E se é normal a ponto de Sérgio Cabral revelar que só contabilizou um quinto do que gastou na campanha, é de se imaginar quais os valores reais das campanhas no Brasil. Vale uma reflexão, por exemplo, sobre as campanhas presidenciais. Se a relação caixa 1/caixa 2 de Cabral valesse para a disputa pelo Planalto, os dois principais candidatos teriam desembolsado, juntos, perto de R$ 5 bilhões de Reais.

Mas vamos ser generosos na reflexão. Vamos considera que a campanha pelo Planalto custou "só" duas vezes o caixa 1, aquele valor contabilizado junto à Justiça Eleitoral. Ainda assim, a soma dos dois principais candidatos da última disputa chegaria a cerca de R$ 2 bilhões. O raciocínio pode valer para outros cargos – no caso de candidatos à Câmara Federal, alguns eleitos declaram pouco mais de 10% do que foi efetivamente gastaram.

Olhando os números não há como concluir diferente: tem alguma coisa errada. Se um candidato a deputado federal gasta R$ 12 milhões, ou R$ 15 milhões, ou até R$ 20 milhões, a conta não fecha. Os salários somados de um deputado federal em quatro anos de mandato não chegam a R$ 2 milhões. A conta só fecha se tiver dinheiro subterrâneo, não declarado, por baixo dos panos. Caixa 2.

Mas aí, seguindo o raciocínio de Sérgio Cabral, não importa. É um crime menor. Todo mundo pratica. Faz parte da política.

Reforma da Previdência não será votada, diz deputado


Deputado Marcelo Castro: lugar certo para o debate sobre a reforma da Previdência deve ser a campanha eleitoral de 2018

 

As projeções do governo já se alteraram: a expectativa de votação da reforma da Previdência, que deveria começar na próxima segunda-feira, dia 11, já foi revista para o dia 18, uma semana depois. Mas as expectativas dos governistas não combinam com a de muitos parlamentares. Como o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que é categórico: a reforma não será votada este ano. Nem em 2018.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo, na Rádio Cidade Verde, Marcelo Castro diz que o sentimento pró-reforma arrefeceu nesses últimos dias. Ele explica que o Congresso funciona como ondas. Na semana passada, a “onda a favor” da reforma tinha crescido, mas perdeu vigor nesta semana, o que aponta para mais dificuldades para o governo fazer valer sua vontade.

O deputado piauiense também entende que a reforma, de extrema importância para o país, deve ser melhor discutida com a sociedade. Ele avalia que o governo se comunicou mal com a sociedade e não explicou bem a importância e o alcance da reforma. Avalia como “bastante razoável” a proposta de reforma apresentada, com uma regra de transição que dura 20 anos. Isto é: somente em 2038 estarão em vigor as mudanças totais, como a exigência de 62 anos (mulher) e 65 anos (homem) como idade mínima para aposentadoria.

O deputado defende que a campanha presidencial de 2018 deve ser o momento propício e adequado para a discussão da reforma. O debate dos candidatos presidenciais deve tratar do tema, gerando o compromisso dos candidatos em relação ao assunto. Para Marcelo, qualquer que seja o próximo presidente terá que fazer a reforma.

 

Caixa 2, naturalizado na política

O deputado Marcelo Castro também falou sobre a manifestação do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que revelou ter declarado à Justiça Eleitoral cerca de um quinto do que efetivamente gastou na sua última campanha, em 2010. Segundo o deputado, esse tipo de declaração “estarrece a sociedade”, menos os políticos. Isso porque o caixa 2 está praticamente institucionalizado nas campanhas brasileiras.

Marcelo culpa o sistema eleitoral do país como responsável por esse tipo de desvio. Por isso defende uma profunda mudança no sistema.

Marcelo também falou sobre a disputa eleitoral no Piauí em 2018, e da relação do PMDB com o governador Wellington Dias (PT).

Para ouvir a íntegra da entrevista do deputado Marcelo Castro, acesse o arquivo abaixo.

Quebra de sigilo é ‘último presente’ de Aécio ao PSDB


Senador Aécio Neves: problemas com a Justiça que criam mais dificuldades para o PSDB

 

A dois dias da convenção que escolherá o novo comando do PSDB, o presidente licenciado do partido, o senador Aécio Neves (MG), conseguiu piorar a já muito complicada situação da sigla. A decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, ontem, de quebrar o sigilo bancário e fiscal do senador é o tipo de presente que o tucanato não gostaria de ganhar. A quebra de sigilo empana a convenção e deve fortalecer ainda mais a estratégia do partido de simplesmente esconder o senador no evento de amanhã.

O PSDB vive uma séria crise de identidade, sem estar claramente vinculado a um discurso – ou pelo menos a um discurso positivo, capaz de encantar e mobilizar a cidadania. Aécio ajudou muito a levar o partido a perder suas principais referências: o escândalo particular do senador mineiro, junto com a teimosia de permanecer à frente da sigla, afastou do tucanato o discurso ético. A insistência de Aécio em permanecer no governo Michel Temer colou no PSDB o selo do fisiologismo e até o da ineficiência – preço pago pela associação a um governo de baixíssima avaliação.

Sob a liderança do senador Aécio Neves (MG), o PSDB quase chegou à presidência, em 2014. No segundo turno, praticamente dividiu o país ao meio com Dilma Rousseff (PT). Mas esse capital foi pelo ralo. E esvaiu-se especialmente desde maio, quando vieram a público as gravações da delação dos donos da JBS. Aécio foi pego, digamos, com a boca na botija. E não teve a grandeza de afastar-se do partido. Tampouco o partido – talvez cômodo em um punhado de cargos no governo – não esboçou reação suficiente para tirar Aécio do caminho.

Pois outra vez o senador se transforma em uma gigantesca pedra a bloquear o caminho dos tucanos, às véspera da convenção que escolherá o seu sucessor na presidência da sigla. Se aparecer na convenção, Aécio chamará mais atenção que o seu sucessor, o governador Geralçdo Alckmin (SP), que gostaria de fazer do evento o primeiro grande momento da campanha à presidência da República.

É provável que, mesmo Aécio ausente, Alckmin tenha que se preocupar em responder algumas questões sobre o mineiro.

Certamente não era o desfecho imaginado por Aécio para sua fase como presidente do PSDB. Tampouco é o início sonhado por Geraldo Alckmin, que vê bastante cambaleantes os primeiros passos da caminhada que inicia com a intenção de chegar ao Palácio do Planalto.

Adolescentes respondem por um quintos dos nascimentos


Gravidez na adolescência: um quinto dos nascimentos vem de adolescnetes de 10 a 19 anos

 

Dois estudos divulgados recentemente apontam um quadro preocupante: o número de adolescentes que dão à luz. Um dos estudos é do Ipea, e mostra que, de cada cinco crianças que nascem no Brasil, uma tem como mãe adolescente entre 10 e 19 anos. Outro estudo, realizado especificamente em São Paulo, revela que boa parte das adolescentes engravida deliberadamente.

Os dados do Ipea apontam para o problema em si, já que ser mãe em idade tão precoce traz uma série de conseqüências para a mãe, o filho e o entorno familiar. Uma dessas conseqüências é a relação da adolescente com a escola: de acordo com o Ipea, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola. Tem mais: 58% não estudam, nem trabalham.

Os números indicam que essas adolescentes que viram mães comprometem a formação e a possibilidade de uma inserção diferenciada no mercado de trabalho futuro. Há, portanto, um impacto social imediato, que pode se agravar ainda mais se o entorno familiar não tem as condições para sustentar a família nascente.

Há outras implicações. Ser mãe ainda em fase de formação gera um impacto poderoso no próprio desenvolvimento físico da adolescente. Também tem o impacto psicológico, em criaturas que não têm a real noção do desafio de ser mãe. Para completar, essas adolescentes – sem o amadurecimento devido – terminam tendo limitações na própria criação do filho.

A pesquisa do Ipea pode sugerir que as adolescentes são vítimas do desconhecimento sobre sexualidade, que impede que tenham as precauções necessárias para evitar a gravidez. Na maioria dos casos, isso é verdade. Mas um outro estudo, feito no estado de São Paulo, mostra que uma fatia razoável das adolescentes engravida deliberadamente. Elas fazem a opção de engravidar.

Essa opção racionalmente escolhida pode não significar consciência. Há muitas que tomam a decisão por birra (por exemplo, em reação ao controle familiar) ou por afirmação. É como se o ato de engravidar as fizesse mulher mais cedo, sem a consciência efetiva das muitas implicações que a gravidez traz.

Os dois estudos, no entanto, diz algo que parece óbvio: alguma coisa não está fuincionando bem. Há reconhecimento de que a maior parte das gravidezes de adolescentes é inesperada. E mesmo no caso das opções racionais (por birra ou afirmação) mostram que a relação sobretudo da família com as adolescente está incompleta.

Os dados devem servir de alerta. Para as famílias e também para as escolas – que bem poderiam ter um papel mais destacado nesse contexto.

Às 10h10, o Brasil completa R$ 2 tri em impostos este ano


Impostômetro: 23 antes que em 2016, Brasil bate a marca de R$ 2 trilhões em impostos recolhidos

 

Pode marcar no relógio: às 10h10 (horário de Teresina) desta quarta-feira, dia 6 de dezembro, o Brasil alcança a marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados desde primeiro de janeiro deste ano. O horário é uma projeção: de fato, nos cofres públicos, a marca pode acontecer uns segundos antes ou uns segundos depois, mas é certo que o país atinge essa marca, conforme monitoramento feito pelo “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo.

O número redondo que é registrado esta manhã tem dois olhares. Um positivo e outro negativo. O positivo é que esse valor traduz um pouco da recuperação da economia. A marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados será alcançada 23 dias antes do registro de 2016, quando a barreira dos R$ 2 tri foi rompida no dia 29 de dezembro.

Ainda nesse olhar positivo, significa que o brasileiro consumiu mais. Comprou mais. E, como conseqüência, recolheu mais impostos. É positivo porque encerra a brutal recessão construída no início da década e que teve seus momentos mais dramáticos em 2015 e 2016.

Vale lembrar, em 2015 o PIB nacional teve uma queda de 3,8%. Depois da queda, o coice: em 2016, a redução do PIB chegou a 3,6%, configurando no biênio a maior recessão da história do país. Uma recessão tão brutal que, segundo especialistas, só será plenamente recuperada em um percurso de dez anos.

 A boa notícia é que a recuperação começou em 2017, ainda que timidamente. As projeções indicam que o PIB deve crescer perto de 1%. Os dados do “Impostômetro” são um reforço dessa leitura: a economia reagiu e a arrecadação de tributos também.

Mas é obvio que os dados do “Impostômetro” não traduzem apenas esse lado positivo. Há aumento de imposto também por conta da mudança de alíquotas.

Vamos lembrar apenas dois fatos. O primeiro, de âmbito nacional: em julho o governo federal decidiu aumentar o Cofins sobre combustíveis. Portanto, mais imposto para todos – independente do aumento da atividade econômica. O outro fato é local: aqui, em julho, o governo do Estado alterou (para cima) as alíquotas de diversos produtos. E tornou a aumentar em outubro. Também gera mais arrecada, mesmo sem haver aumento de consumo ou de mais atividade na economia.

Como o “Impostômetro” é a soma de todos os tributos recolhidos pela União, Estados e Municípios, ele traduz todos esses movimentos. Daí, o recorde de R$ 2 trilhões recolhidos em tempo tão curto é uma informação que pode ser lida de duas maneiras. É um copo meio cheio, pela recuperação econômica. E também um copo meio vazio, pela teimosia dos governos em aumentarem os tributos.

Empresa rescinde contrato e Rodoanel terá nova licitação


Secretário Guilhermano Pires, na Rádio Cidade Verde: nova licitação para a obra do Rodoanel de Teresina

 

A obra de construção do Rodoanel de Teresina vai ter uma nova licitação para conclusão de um trecho de apenas 600 metros. Isso porque a empresa responsável pelos trabalhos, o consórcio goiano EMSA-Loctec, decidiu rescindir o contrato. A empresa passa por sérias dificuldades financeiras e se considera incapaz de concluir a obra, há muito paralisada apesar de faltar apenas 3% do total.

A informação é do Secretário de Transportes do Estado, Guilhermano Pires, que hoje cedo concedeu entrevista ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. Ele disse que o governo do Estado tentou evitar a rescisão, principalmente diante do pouco que falta – apenas os 600 metros de ligação do rodoanel com a BR 316. Guilhermano observa que uma rescisão sempre gera demora, já que uma licitação só tem data para começar. O problema é que as dificuldadees da empresa tornaram impossível a continuidade do contrato

O Rodoanel tem 28 km de extensão, incluindo uma ponte sobre o Rio Poti e ainda dois viadutos – um na ligação com a BR 316 e outro na conexão com a BR 343.  Segundo o secretário, a obra está praticamente toda pronta e já em uso pela população. A utilização só não é maior por conta da ligação na cabeceira da via, na ligação com a BR 316.

Questionado se esse pequeno trecho poderia ou não ser feito pela empresa (Sucesso) que cuida da duplicação da 316, ele disse que é impossível porque são objetos distintos e com recursos específicos. Quando às duplicações, lembrou que elas estão sob a responsabilidade do DER. “Estão em bom ritmo”, afirmou em referência à obra da saída sul de Teresina.

Quanto à obra da saída norte (BR 343), Guilhermano informou que os trabalhos de duplicação foram retomados após a escolha de uma nova construtora. A vencedora da licitação também havia desistido da obra em razão de problemas financeiros.

 

Primeiro VLT chega até abril

Na entrevista ao Acorda Piauí, o secretário Guilhermano Pires informou que até o final de abril deve chegar o primeiro dos três VLTs – sigla para Veículo Leves sobre Trilhos – que fazer parte do sistema de metrô de Teresina. A partir daí, em um intervalo de 45 dias, chegam o segundo e o terceiro VLTs.

As novas composições trazem uma modernização do sistema do Metrô de Teresina, que passará a contar com trens mais leves, mais amplos e rápidos, bem como mais confortáveis. O valor de cada trem está em cerca de R$ 15 milhões, segundo informou Guilhermano.

Além da mudança de trens, os trabalhos nesta primeira fase de melhoria do metrô incluem a reforma de metade das estações de passageiros e recuperação dos trilhos. Uma segunda etapa está prevista com duplicação das linhas (uma outra via de trilhos), uma ponte na Ilhotas e viaduto na Higino Cunha. Com isso, o governo quer assegurar mais rapidez e conforto aos usuários do sistema.

Para ouvir a íntegra da entrevista do secretário Guilhermano Pires, acesso o arquivo abaixo.

 

Floristas da Marechal vão voltar para debaixo da ponte

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Os vendedores de flores que hoje ocupam a margem do Poti na Avenida Marechal Castelo Branco vão voltar a ocupar o espaço debaixo da ponte da Frei Serafim. Foi o que revelou o secretário de Transporte do Estado, Guilhermano Pires, em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde.

A mudança de local veio em razão da falta de entendimento entre o Estado e o Ibama, que fez uma série de exigências para que os comerciantes permanecessem ontem estão. Dessa forma, os floristas retornam para o local que já ocuparam antes de 2011. Naquela ocasião, os quiosques de flores foram transferidos da área sob a ponte para a lateral do rio Poti para execução das obras da chamada Ponte do Meio.

A intenção era manter os floristas no local que atualmente ocupam, às margens do Poti, junto ao calçadão da Marechal. Mas a área é de preservação e os órgãos ambientais e o ministério público fizeram exigências. Segundo Guilhermano, as mudanças implicavam em um custo alto para um novo projeto, decidindo-se pelo retorno para a área sob a ponte da Frei Serafim.

O novo espaço, destinado a uma praça voltada para a área cultural, foi redimensionado para dessa forma abrigar os floristas. Lá também haverá praça de alimentação e espaço para pequenos eventos, além do suporte com banheiros públicos – com oito a dez sanitários, segundo o secretário.

“Certamente vai ser melhor do que antes. É uma área muito bonita e totalmente coberta”, explicou o secretário. Ele informou que a mudança já foi discutida com os floristas, que aprovaram a proposta.

O novo espaço já está em obras e a transferência dos floristas para a área sob a ponte deve acontecer no primeiro trimestre de 2018. 

Veja no vídeo abaixo a maquete eletrônica do espaço da Feira das Flores, sob a ponte da Frei Serafim.

 

Temer quer provar que ‘gunverno é gunverno’ pra votar previdência

 
Michel Temer: o presidente fala a linguagem dos congressistas e mostra a força da caneta para aprovar a reforma da Previdência
 

No interior, o sábio matuto costuma traduzir a lógica do poder com uma frase: “Gunverno é gunverno, meu fi” – diz o sertanejo, assim mesmo, transformando “go” em “gun” para pronunciar de boca cheia a palavra Governo, que para ele é sinônimo de Poder. O presidente Michel Temer pode até não conhecer a frase sertaneja. Mas conhece bem a lógica do poder e está exercitando-a bem para fazer valer a força da caneta para aprovar a reforma da Previdência.

Uma tradução desse exercício pode ser vista em uma comilança domingueira (um almoço e um jantar) que levaram à troca de humor, entre outros, do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo disse o próprio deputado, no sábado ele estava pessimista. E na segunda já mostrava um repentino otimismo, a ponto de vislumbrar 330 votos a favor da reforma. Logo ele que, na semana passada, via tão distante a meta mínima de 308 votos.

A mudança não está relacionada ao cardápio servido, mas à conversa da sobremesa. E ela pode ser traduzida em afagos aos votantes – não o eleitor das ruas, mas os votantes do Congresso, que vão definir o destino da reforma. 

Entre um prato e outro, Rodrigo Maia faz as vezes de interlocutor dos congressistas. Primeiro mostrou-se emburrado, enfadado, impaciente. Depois das duas conversas que uniu lideranças políticas e o presidente da república, Rodrigo apresentou-se quase sorridente. E esse quase é muita coisa em um deputado que nunca mostra alegria. 

Temer vai mostrando mais uma vez que conhece o humor (e os desejos) dos congressistas. E paga o preço. Espera, em troca, ver seu projeto seguir adiante, ficando debaixo do tapete o argumento – seguramente já esquecido por muitos – de que a reforma é impopular. 

É a força da caneta. Ou, no dizer do sertanejo, a prova de que “gunverno é gunverno”.
Essa parece ser a máxima mais seguida na lógica do poder. Que o diga o governador Wellington Dias (PT-PI): há bem pouco tempo, mostrou que quem tem a caneta consegue quase tudo. Inclusive aumento de imposto ou novos empréstimos. 

Temer vai repetindo a fórmula. E a quase morta reforma da previdência ressuscita. À base de alguns bilhões em emendas ou repasses para prefeituras, mas isso é – na lógica do poder dos ocupantes do Planalto – do um detalhe. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, mostra toda a sua satisfação. E já quer aproveitar a reunião com lideranças partidárias marcada para amanhã para marcar a votação. 

Deve ser na quarta-feira da próxima semana. Tem pressa. Por que? Porque “gunverno é gunverno, meu fi”. 

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