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‘As reformas são claramente necessárias’, diz Marcelo Castro


Marcelo Castro: reformas são urgentes e devem ocupar primeiras ações do futuro presidente da República

 

O próximo presidente da República, seja ele Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT), terá que fazer pelo menos três reformas: a fiscal, a previdenciária e a política. Quem assim pensa é o deputado Marcelo Castro (MDB), que acaba de ser eleito para uma cadeira no Senado. "As reformas são tão claramente necessárias” que o próximo presidente terá que fazê-las com urgência, diz.

Sobre a reforma fiscal, Marcelo aponta a necessidade de mudar um sistema que é extremamente perverso. “O pobre paga mais imposto que o rico”, observa. Ele atribui essa situação a um regime tributário que arrecada mais com imposto indireto que com tributo direto. “É um caos. E não pode ficar assim”.

O parlamentar acentua a reforma previdenciária como urgente, sobretudo acabando com “certas aposentadorias” que favorecem a quem já é favorecido. Marcelo também defende um redesenho do Estado, através de uma reforma administrativa que melhore o funcionamento do setor público e assegure serviços mais eficientes.

Sobre a reforma política, o agora eleito senador lembra a fragmentação partidária como a tradução da falência do sistema político atual. A eleição do dia 7 reafirmou o Brasil como o único país em que o principal partido de sustentação do governo terá pouco mais de 10% do Congresso – e isso vale para qualquer resultado no segundo turno. “Essa hiperfragmentação não existe em nenhum canto do mundo”, ressalta lembrando que tudo isso compromete a governabilidade.

Tal situação deve mudar um pouco, no entanto, com o fim do segundo turno. Dos 30 partidos com representação no Congresso, 14 não conseguiram superar a cláusula de barreira. Os deputados desses partidos vão provocar a fusão de siglas ou, o que é mais provável, migrar para outras legendas. O partido do vencedor da eleição do dia 28 deve ser o principal beneficiário dessa migração.
 

Novo presidente não terá problemas no Congresso

Nem a hiperfragmentação partidária, tampouco as polêmicas geradas pelas reformas devem dificultar a tarefa do próximo presidente de fazer mudanças nas áreas fiscal, previdenciária e política. Isso porque, de acordo com Marcelo Castro, há dois fatos que favorecem ao próximo presidente: um o apoio popular; outro, o apoio político.

Quanto ao apoio popular, ele se dá tanto da votação alcançada pelo eleito quanto pelo entendimento da sociedade de que as reformas são necessárias. Daí resulta o apoio político: conforme o parlamentar, o Congresso não costuma ir contra o sentimento da sociedade. Além disso, avalia que o presidente que toma posse tem, nos primeiros meses, uma espécie de “cheque em branco”, um crédito para que leve adiante suas diretrizes principais.

Nesse sentido, Marcelo Castro acredita que o próximo presidente, quem quer que seja, não terá dificuldades para empreender as mudanças que desejar.

Aliados de Temer perderam votos no Piauí. Isso explica tudo?

Depois do leite derramado, o choro. Depois da derrota, a tentativa de explicar o insucesso. E não faltam dedos para apontar essa ou aquela causa. No Piauí, onde os aliados de Wellington Dias (PT) fizeram um arrastão eleitoral, um dos culpados encontrados para a derrota de um ou outro foi a proximidade com o governo Michel Temer e especificamente as posições de alguns deputados em três momentos cruciais dessa atuial legislatura: as votações do impeachment de Dilma Rousseff e as das duas denúncias contra o presidente Michel Temer.

Olhando de modo geral, pode-se dizer que aqueles que votaram, pelo impeachment e contra as denúncias perderam votos. Ganham destaque nessa análise os deputados Átila Lira (PSB) e Heráclito Fortes (DEM). Átila, foi pelo impeachment e contra as duas denúncias. Perdeu mais da metade dos votos em relação a 2014 – e foi reeleito graças à legislação. Heráclito teve as mesmas posições de Átila e também perdeu metade dos votos. Não renovou mandato.

Os que abraçam essa explicação também colocam Iracema Portella (PP), que foi a favor do impeachment e contra as duas denúncias: ela conseguiu se reeleger, mas com 25 mil votos a menos que em 2014.

Apesar das aparências, esta é uma explicação limitada, que os próprios resultados das eleições do dia 7 colocam em xeque. Note-se o caso do deputado Júlio César (PSD), que teve as mesmas posições que Iracema, Átila e Heráclito: ele retorna à Câmara com 11 mil votos a mais que na eleição anterior. Ou o caso de Silas Freire, suplente que exerceu quase todo o mandato: foi contra o impeachment (não votou porque a titular Rejane Dias reassumiu o posto) e também a favor das denúncias contra Temer. Perdeu quase 20 mil votos e segue suplente. Se a tese “perto de Temer, longe do eleitor” explicasse tudo, Silas deveria ter crescido.

Pela mesma lógica, Mainha (PP) deveria ter despencado, já que foi a favor do impeachment (não votou porque Fábio Abreu reassumiu o mandato para aquela ocasião) e foi contra as duas denúncias da PGR (votou em uma; na outra, Fábio Abreu exerceu seu direito de titular). Pois Mainha mais que dobrou sua votação entre uma eleição e outra. Como não conseguiu o mandato, alguns tentam associar o resultado à sua atuação no Congresso.

É possível que as posições no Congresso tenham influído sobre alguns votos. Isso pode explicar, por exemplo, que Ciro Nogueira (PP) não tenha conseguido uma dianteira maior sobre o segundo colocado na disputa pelas cadeiras no Senado. E também que Iracema, Mainha e Paes Landim tenham perdido votos em centros maiores e mais críticos, como Teresina, Parnaíba e Picos.

Mas esta segue sendo uma explicação incompleta.
 

A força da estrutura pode explicar melhor

É possível que haja um pouco de cada justificativa apresentada. Mas é muito provável que a explicação mais razoável seja a que associe desempenho eleitoral com estrutura de campanha. Não por acaso Rodrigo Martins (PSB), que votou a favor das duas denúncias contra Temer, desistiu da disputa: não viu sentido em permanecer em uma corrida em que o horizonte eleitoral era medido pelo volume de recursos.

Vale lembrar ainda Marcelo Castro (MDB): ele foi contra o impeachment, é certo, mas se ausentou nas duas votações das denúncias. Ficar no muro pode até não gerar desgaste, mas não produz adesão. Certamente seu extraordinário desempenho em Teresina não deve ser associado a tal posição. Deve ser melhor explicado pelo empenho de 25 vereadores e de uma boa parte das lideranças ligadas ao prefeito Firmino Filho. E seu sucesso no estado, pela ligação com a campanha que tinha mais de 200 prefeitos engajados.

Deve ser lembrado ainda que há diversos tipos de eleitor. Há o que segue a liderança local e que sequer sabe direito em quem votou. E há o crítico, muito descontente com tudo que está aí. Este votou contra os políticos em geral, em especial os que têm jeito de político tradicional.

Na hora da ‘rapa do tacho’, Themístocles vai a Temer

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB) vai inaugurar na terça-feira a operação “rapa tacho”, aquela quando os políticos tentam aproveitar a proximidade do fim de ano para conseguirem algum recurso extra para suas bases. Themístocles terá audiência com o presidente Michel Temer, de quem é amigo de longas datas. 

Themístocles vai à audiência acompanhado do filho Marco Aurélio Sampaio (MDB), que acaba de ser eleito deputado federal. Uma estreia e tanto: no Palácio do Planalto, ainda que falando com um presidente em fim de mandato e com aprovação pelo chão. Mas se o fato de ser fim de mandato é uma desvantagem para Marco Aurélio, é sim uma vantagem para Themístocles.

O presidente da Assembleia vai levar debaixo do braço reivindicações. Entre elas, claro, a conclusão do asfaltamento da BR 222, uma velha debanda da região Norte do estado que o deputado tomou como causa própria. Também vai levar ao presidente outras quatro reivindicações, relacionadas a infraestrutura e educação – no caso, a expansão do Campus da Universidade do Delta para Esperantina.

O cálculo de Themístocles é que não adianta levar 10 ou 20 cobranças para uma audiência desse tipo. É tanta coisa que não sai nada. Daí, diz, tem que levar um número factível – e ele chegará com seus cinco pedidos em uma pasta com os detalhes de cada um: custo, ministério a que está vinculado a ação, tempo de realização, estágio e procedimento que falta para tudo se concretizar.

Dessa forma, quer tirar um pouco da rapa do tacho de Temer, um tacho que já não anda tão farto. E que tende a ficar mais limpo nos próximos três meses porque não é apenas fim de ano. É fim de mandato.



Marco Aurelio Sampaio: recém-eleito deputado federal, estreia em Brasília em audiência com o presidente da República
 

Marco Aurélio vai priorizar esporte e qualificação jovem

A ênfase em projetos educacionais que Themístocles Filho dará na audiência com o presidente Michel Temer não será apenas por desejo próprio. Será também por uma das prioridades que o recém-eleito deputado Marco Aurélio Sampaio quer imprimir em seu mandato. Marco Aurélio tem algumas linhas de atuação projetadas, como desenvolvimento regional, saúde preventiva e combate às drogas. Mas vai ter olhar muito específico para a juventude.

Nessa linha, pretende juntar cultura, esporte e qualificação para o mercado de trabalho. Daí a ênfase na educação, que enxerga como fundamental para a inserção diferenciada no mercado de trabalho. Segundo Marco Aurélio, há um clamor pela geração de emprego. E aí ele quer juntar as peças: desenvolvimento, educação de qualidade e qualificação para o trabalho.

Essas prioridades ele já vai começar a empunhar na audiência com Michel |Temer. Resta saber se da árvore de Temer ainda pode sair algum fruto.

Candidatos fracos ampliam dúvidas sobre o Brasil de 2019


Fernando Haddad e Jair Bolsonaro: discursos desencontrados e propostas imprecisas aumentam dúvidas sobre o futuro

 

As eleições costumam trazer dúvidas sobre os rumos do país, ainda mais quando são “novatos” os postulantes ao principal cargo executivo da Nação. Mas este ano a dúvida ganha uma dimensão ainda maior. A razão é a falta de liderança dos candidatos que chegam, ao segundo turno da disputa pelo Palácio do Karnak. Os candidatos são fracos. E as dúvidas ganham força.

Quando se diz que os candidatos são fracos não tem nada a ver com capacidade técnica, nem mesmo com a força popular. Fernando Haddad (PT) é apontado como tecnicamente capacitado. Jair Bolsonaro (PSL) tem a força popular. Mas ambos carecem de liderança, carente de ressonância substantiva junto aos principais setores do país.

Haddad fala para alguns públicos referenciais, mas por procuração – pelo PT ou por Lula. Mas tanto PT quanto Lula já não têm a força de antes. Se comparado com 2010, há um abismo de distância: à época, Dilma Rousseff carregava uma aura de boa gestora (o que Haddad construiu no MEC e desfez na prefeitura de São Paulo). E tinha o aval de Lula, que Haddad tem – mas Lula hoje é uma sombra do que foi. O próprio PT se desgastou, e basta ver que conseguiu o seu 3º pior desempenho de um primeiro turno nas 8 eleições presidenciais.

Bolsonaro sequer se esforça para dialogar com as instituições, ainda que muitas delas estejam desejosas desse diálogo – em grande parte, por ver nele o futuro presidente. É possível que Bolsonaro recorra a essa estratégia por uma questão eleitoral e que, caso seja mesmo eleito, logo estenda pontes para diversos setores sociais e políticos. Mas até lá, ele ajuda a alimentar as dúvidas.

Dúvidas que são grandes tanto no campo político (onde quem quer que seja o eleito enfrentará muitas dificuldades) como no econômico. Nesse caso, a insegurança aumenta diante das falas superficiais dos candidatos. E mais ainda pelas divergências que têm frente às crenças e falas de seus gurus econômicos.
 

Divergências ficam bem visíveis

Setores do empresariado como a Confederação Nacional da Indústria têm repetido uma reclamação: ninguém sabe o que esperar dos candidatos em matéria de economia. Essa falta de um horizonte minimamente palpável pode ser lida por três motivos. Primeiro, os planos de governo que são propostas inacabadas e genéricas. Segundo, as falas dos candidatos, imprecisas e oportunistas (por exemplo, defender uma reforma da previdência que “corta privilégios” sem dizer o que é isso). Terceiro, as divergências entre candidatos e assessores econômicos.

No caso de Bolsonaro, os assessores (e o plano de governo) falam em vender estatais, mas o candidato acabou de criticar a venda da Eletrobrás. Para completar, diz que estatais como BB, CEF e Petrobrás estariam fora. Ou seja: enterrou a proposta. No lado de Haddad, a assessoria econômica negava a necessidade de reforma da previdência. O candidato diz que fará, sem dizer qual – talvez interessado somente em atrair simpatias junto a investidores.

Seja qual for a intenção das falas, os desencontros ampliam as dúvidas.

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Jair Bolsonaro: depois dos 7 segundos do primeiro turno, dois blocos diários de 5 minutos de propaganda eleitoral no rádio e na TV

 

Recomeça hoje a propaganda no rádio e na TV dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. E a promessa é de muita “propaganda de ataque”, como chamam os estudiosos para a muito conhecida “baixaria”. As propostas que não apareceram no primeiro turno tendem a ficar ausentes no segundo turno, ou pelo menos em uma posição subalterna. A desqualificação do adversário deve ser a tônica.

Historicamente, a etapa de segundo turno de uma eleição costuma ser mais agressiva. É o tudo ou nada. E, como no futebol, o ataque costuma ser a melhor defesa. Isso se faz presente especialmente na propaganda de um candidato com ampla desvantagem.

Neste segundo turno, a ampla desvantagem é de Fernando Haddad (PT). Deve partir para desqualificar Jair Bolsonaro (PSL). Mas não deve ter flores como resposta. O estilo Bolsonaro é hard. E não deve sequer esperar os ataques para também atacar.

O ânimo dos dois candidatos já pode ser visto desde segunda-feira nas redes sociais, com troca aberta de acusações. O detalhe é que ambos se acusam de agredir a democracia. Curioso, né?

A novidade é que Bolsonaro, enfim, terá espaço de propaganda. No primeiro turno eram segundos simbólicos. Agora terá tempo de sobra para dizer o que pensa. E o eleitor está ansioso para saber o que efetivamente ele pensa.
 

Bloco terá 5 minutos para cada candidato

A propaganda eleitoral no rádio e na TV, neste segundo turno, vai garantir um bloco de 10 minutos para os candidatos à Presidência: 5 minutos para cada um, duas vezes por dia. No rádio, os blocos vão ao ar às 7h da manhã e às 12h. Na TV, às 13h e às 20h30. Ao contrário do primeiro turno, que alternava dias, no segundo turno a propaganda é diária – de segunda a sábado.

Além disso, os candidatos terão direito a inserções de 30 segundos no rádio e na TV. Se este ano repetir a prática dos anos anteriores, a baixaria estará presente especialmente nas inserções. Nelas o candidato ataca sem deixar tão evidente quem é o agressor.

Fica claro apenas quem apanha. Quem bate, nem tanto.

5 deputados do Piauí vão buscar novo partido


Teresina Brito: eleita pelo PV, pode buscar nova sigla para ter acesso a espaços de propaganda e Fundo Partidário

 

A cláusula de barreira deverá levar cinco deputados do Piauí a novas siglas. Um deles é a deputada federal Dra. Marina Santos (PTC). Os outros quatro foram eleitos para a Assembleia Legislativa: Fernando Monteiro (PRTB), Evaldo Gomes (PTC), Teresina Brito (PV) e Oliveira Neto (PPS). Se permanecerem nas siglas pelas quais foram eleitos, eles não perderiam os mandatos, mas deixariam de ter acesso a espaço de propaganda no rádio e TV e aos recursos do Fundo Partidário.

A mudança de partido é prevista na legislação, no caso de eleitos por siglas que não atingiram a clásula de barreira. A regra estabelece a seguinte barreira para esta eleição: pelo menos 1,5% dos votos nacionais para a Câmara dos Deputados, com 1% da votação estadual em pelo menos nove unidades federativas; e a eleição de nove deputados, em nove estados diferentes.

Dos 30 partidos que elegeram representantes na Câmara dos Deputados, 14 não alcançaram esse umbral. Assim, os deputados desses partidos têm que buscar novas alternativas ou optarem por permanecer em uma legenda sem Fundo Partidário e sem tempo de propagandfa.

Confira a situação dos partidos que não passaram da cláusula mas elegeram deputados no Piauí:

PTC: Tem dois representantes na Câmara dos Deputados. Aqui, elegeu um federal (Dra. Marina Santos) e um estadual (Evaldo Gomes). Pode se fundir com o Patriota, PHS e PRP, somando 17 deputados. Mas os representantes do PTC no Piauí têm convites de filiação a partidos maiores. Evaldo e Marina vão decidir o futuro em comum acordo.
PPS: Elegeu 8 deputados federais. No Piauí, tem um deputado estadual (Oliveira Neto). No plano nacional, a sigla rejeita PT e PSL. No plano local, Oliveira tem afinidade total com o governo e deve migrar para uma sigla próxima ao Karnak.
PV: Elegeu 4 deputados federais. No Piauí, tem um único deputado estadual (Teresa Brito). Teresa tende a seguir os passos do PV nacional, mas também não está descartada a migração para outra sigla.
PRTB: Não elegeu um único deputado federal. Aqui, tem um deputado estadual (Fernando Monteiro). Aliado do Karnak, deve migrar para uma sigla governista.

Merlong deve assumir vaga na Câmara dos Deputado


Merlong Solano: próximo a Wellington, pode ser chamado a assumir cadeira na Câmara dos Deputados

 

Os aliados do governador Wellington Dias (PT) ainda não têm um sinal claro do encaminhamento a ser adotado na formação do novo governo, a partir de janeiro. As expectativas são sobretudo para a composição do primeiro escalão, e mais ainda para a utilização de deputados eleitos no comando de secretarias. Por enquanto, o que há de mais concreto são as declarações do governador, após a eleição para o quarto mandato.

Em entrevista à TV Cidade Verde, na segunda-feira, antes de seguir para São Paulo, o governador deu duas pistas:

• Vai reduzir a estrutura do Estado, mas nada muito radical;
• Vai chamar menos deputados que no atual governo, já que começa com uma ampla maioria na Assembleia.

As especulações iniciais no ciclo palaciano indicam que talvez chame um único deputado federal e quatro a cinco deputados estaduais. No caso da Câmara Federal, isso deve abrir uma vaga para Merlong Solano (PT), um dos mais próximos aliados de Wellington.

Vale lembrar, em 2014, Merlong foi (a pedido de Wellington) levado a dersistir de uma bem pavimentada reeleição na Assembleia para substituir Jesus Rodrigues como integrande da chapa a deputado federal. Ficou na segunda suplência. Mesmo assim, foi chamado a assumir o Legislativo e em seguida deixar a cadeira vaga para acomodar Mainha, um aliado já próximo de Ciro Nogueira.

Naquele momento, Wellington precisava somar musculatura política. Agora é bem diferente: tem apoio de sobra. E, como primeiro suplente, Merlong deve ser chamado a assumir uma vaga dna Câmara. Mas desta vez sem precisar sair: Merlong poderá ser um reforço do PT e de Wellington a partir de fevereiro, na Câmara dos Deputados.
 

Quem pode ser chamado

No governo atual, Wellington chamou dois deputados federais. Agora deve chamar um. A ordem dos três primeiros suplentes na aliança governista é a seguinte:

1º – Merlong Solano (PT)
2º – Paes Landim (PTB)
3º – Mainha (PP)

Na Assembleia Legislativa, quem está feliz da vida é B. Sá (PP), que ficou na 1ª suplência. Confira a lista dos sete primeiros suplentes da aliança governista:

1º – B. Sá (PP)
2º – Warton Lacerda (PT)
3º – Ziza Carvalho (PT)
4º – Cícero Magalhães (PT)
5º – Belê Medeiros (PP)
6º – Elisângla Moura (PCdoB)
7º – João de Deus (PT)

 

Carlos Augusto é nome mais cotado para Segurança


Coronel Carlos Augusto, quando comandante da PM: possibilidade de ser chamado para a Segurança

 

O governador Wellington Dias (PT) deveria ter hoje à tarde a primeira reunião com seu grupo político para encaminhar a campanha em segundo turno a favor de Fernando Haddad. E também para avaliar o processo eleitoral local recém-encerrado, quando conquistou o quarto mandato no Palácio de Karnak.

A reunião também deveria ser o ponto de partida de discussão do próximo governo, inclusive quanto às intenções de Wellington na redefinição do seu staff adminsitrativo. Nesse quesito está a possibilidade de usar deputados eleitos como integrantes de seu primeiro escalão. Um nome que vem sendo sistematicamente repetido no círculo próximo ao governador é do coronel Carlos Augusto, que pode assumir a Secretaria de Segurança.

Carlos Augusto foi comandante da PM e tem grande proximidade do governador, a quem acompanha desde o primeiro mandato. Nesse sentido atenderia a dois critérios considerados fundamentais para Wellington: conhecimento na área e ser de estreita confiança. Se Wellington assim decidir, não terá voz dissonante. Muito pelo contrário.
 

Poucos deputados serão chamados

No governo atual, Wellington utilizou vários deputados para compor seu primeiro escalão. Um deles, o deputado Fábio Abreu, ocupou precisamente a Secretaria de Segurança. Rejane Dias ocupou a poderosa secretaria de Educação, o que abriu espaço para os suplentes Silas Freire e Merlong Solano, que logo se licenciou para acimodar Mainha. No caso da Assembleia Legislativa, foram convodados até 11 nomes simultaneamente.

O governador já manifestou a intenção de chamar menos deputados, já que não precisa construir uma maioria legislativa: a aliança governista elegeu 8 federais e 24 estaduais. Os cálculos iniciais indicam que tende a chamar um nome entre os eleitos para a Câmara dos Deputados e quatro a cinco da Assembleia.

Votação do PT retorna ao patamar de 1994

 

Desde 2002, o PT chegou ao segundo turno em todas as cinco eleições presidenciais. Mas o resultado deste ano tem duas importantes diferenças. A primeira é que o partido chega à segunda volta sem ser o líder de votação. A segunda diferença, certamente mais preocupante, é que chega em uma enorme desvantagem. Para completar, o PT deu um grande passo atrás e voltou a ter percentual de votos abaixo dos 30%, coisa que não acontecia desde 1994.

O ápice do desempenho de votos do PT nas eleições presidenciais foi em 2006, quando Lula chegou a 48,61% dos votos válidos no primeiro turno. A partir daí começou um decréscimo que culmina agora com os 29,28% dos votos válidos alcançados por Fernando Haddad. Esse desempenho é pouco acima dos 27,07% de Lula em 1994. Está abaixo dos índices registrados nas cinco campanhas seguintes.

Este é o desempenho do PT, em primeiro turno, desde 1989:
1989 – Lula, 17,18% (foi para o segundo turno e perdeu para Fernando Collor)
• 1994 – Lula, 27,07% (perdeu no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso)
• 1998 – Lula, 31,71% (perdeu no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso)
• 2002 – Lula, 46,44% (foi para o segundo turno e venceu José Serra)
• 2006 – Lula, 48,61% (foi para o segundo turno e venceu Geraldo Alckmin)
• 2010 – Dilma, 46,91% (foi para o segundo turno e venceu José Serra)
• 2014 – Dilma, 41,59% (foi para o segundo turno e venceu Aécio Neves)
2018 – Fernando Haddad, 29,28% (vai para o segundo turno contra Jair Bolsonaro).

Claramente, o PT voltou ao patamar de 1994, quando Lula foi derrotado logo no primeiro turno por Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Naquela disputa, FHC alcançou 54,24% dos votos válidos. Agora em 2018, Bolsonaro teve 46,03%. Talvez não tenha vencido logo no primeiro turno pela presença de nomes como Ciro Gomes (PDT), que teve 12,47% dos votos válidos. Em 1994, o terceiro colocado foi o folclórico Eneas Carneiro (PRONA), que alcançou 7,38% dos votos.

O PT terá ainda que superar uma barreira histórica: das sete eleições presidenciais anteriores, houve segundo turno em cinco. Em cada uma delas, o vencedor do primeiro turno foi também o vencedor da disputa final.
 

Partido terá que enfrentar a autocrítica

Seja qual for o resultado do segundo turno, as eleições deste ano devem gerar uma profunda discussão interna no PT. Se o resultado for a derrota para Jair Bolsonaro, a discussão deve ser ainda mais profunda. O partido vem perdendo eleitor desde 2006 e viu agora importantes referências – Dilma Rousseff, Eduardo Suplicy, Lindbergh farias, Fernando Pimentel – ficarem sem mandato.

Para completar, Lula está condenado e preso. O mito em torno do ex-presidente até pode ser fortalecido, mas pode não render mais tantos votos em eleições futuras. E tudo isso obriga o partido a se repensar.

Desde o mensalão, há mais de dez anos, muita gente dentro do PT cobra autocrítica. Não aconteceu. Mas talvez agora aconteça, por absoluta necessidade.

Luciano Nunes anuncia apoio a Bolsonaro


Luciano Nunes: deputado diz que apoia Bolsonaro para evitar a volta do PT, que aponta como pai da crise vivida pelo país

 

Candidato do PSDB ao governo do Estado na eleição de domingo passado, o deputado Luciano Nunes anunciou à coluna que vai apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da disputa pela presidência da República. O deputado diz que o momento vivido pelo país é muito grave e que seria um desserviço ao Brasil optar pelo silêncio ou por decisão nenhuma.

“Não podemos ficar de espectadores, fazendo de conta que não temos nada com isso. Temos sim, porque temos responsabilidades com o país”, disse. Daí, vai fazer a opção por uma alternativa que considera um novo rumo.

A avaliação de Luciano é que a situação vivida pelo Brasil, com uma crise econômica sem precedentes que já dura mais de cinco anos, está diretamente ligada ao PT. “O PT é dono dessa crise. O PT é o pai do desemprego, da saúde precária e da falta de segurança”, disse. Por isso, vê como “sem sentido” apostar na volta de um grupo de gerou essa situação “extremamente grave”.

Luciano afirmou que sua posição não tem nenhum vínculo com espaço em um futuro governo de Bolsonaro. Ainda assim, o deputado acredita que o apoio pode ir além do plano eleitoral, contribuindo na definição de diretrizes para próximo governo.

Ouça o áudio


 

Posição coincide com Robert e Wilson

PSDB, PSB e DEM do Piauí querem mostrar alinhamento também na hora de anunciar o apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da República. Os três estiveram juntos com as candidaturas de Luciano Nunes ao governo e de Wilson Martins (PSB) e Robert Rios (DEM), ao Senado.

As três lideranças acumularam divergências com o governo do Estado, comandado pelo petista Wellington Dias. E vêem na candidatura de Fernando Haddad a repetição das mesmas "receitas amargas" que levaram o Brasil à mais grave crise econômica da história. As lideranças das três siglas no Piauí querem apostar em uma receita diferente, que leve o Brasil a uma situação de mais equilíbrio, longe das crises e de retomada do desenvolvimento e do emprego.

 

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