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João Henrique vai usar estratégia que deu certo com Wilson

Quando iniciar, no próximo dia 15 de janeiro, uma série de eventos pelo interior do Estado voltado para a viabilização de uma candidatura própria ao Palácio de Karnak, o ex-ministro João Henrique Sousa adota uma estratégia já usada por outros postulantes ao governo. Com resultados diversos.

O caso mais vistoso é de Wilson Martins (PSB), que fez uma série de ações pelo estado e conseguiu, com êxito, pavimentar o caminho até o Karnak. Mas há ainda o caso de Hugo Napoleão (então PFL), entre o final de 1997 e maio de 98; e o de Marcelo Castro (PMDB), em 2014. Tanto Hugo quanto Marcelo cresceram com a ação, mas foram atropelados por outros fatores.

A estratégia de João Henrique tem razões bem objetivas. Ela visa mobilizar as bases do PMDB, reaproximar-se das lideranças e criar fatos que justifiquem a badalação do seu nome, na medida em que gera oportunidades para a cobertura midiática e envolvimento através das redes sociais.  

A situação do presidente nacional do SESI é algo semelhante à de Hugo Napoleão, em 1997-1998, com o chamado “Abraça Piauí”. Através do “Abraça”, Hugo “redescobria” o Piauí e reencontrava as lideranças locais. E, em uma época sem redes sociais, entregava-se às entrevistas no rádio, dominando cenário midiático do interior.

Mas João Henrique certamente deve ter em mente o êxito de Wilson Martins, que em 13 meses – janeiro de 2009 a fevereiro de 2010 – realizou 21 eventos no interior e dois outros em Teresina. Wilson animou lideranças, agregou apoios e tornou-se candidato, mesmo sem ser, no princípio, o nome preferido das forças que compunham o governo de então.

Para a empreitada que começa dia 15 e a intenção de se viabilizar sua candidato, João Henrique desembarcar com a credencial de amigo muito próximo do presidente Michel Temer. Não é pouca coisa. Mas o ex-ministro sabe que a trajetória não é tão simples. O cenário político estadual tem a referência primeira em Wellington Dias (PT), que parte com larga vantagem. Além disso, o ex-ministro precisa conquistar o coração de seu próprio partido, o PMDB.

Os deputados Themístocles Filho e Marcelo Castro, principais lideranças no PMDB piauiense, comungam de uma outra convicção: trabalham mais na perspectiva de uma boa aliança que da candidatura própria. Para mudarem de opinião, precisarão enxergar um cenário muito mais favorável ao PMDB, como cabeça de chapa. Coisa que não vislumbram no horizonte.

A intenção de João Henrique com sua caravana será, precisamente, criar esse novo cenário. E contagiar seus correligionários.

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