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PT busca mudança para se reencontrar com sua própria história


Lula, de novo presidente do PT, com a tarefa de reagluticar o partido

O desfecho da renovação dos mandatos nos diretórios (municipais, estaduais e nacional) do PT estava marcado para novembro. Mas tudo foi antecipado e o novo comando nacional da sigla acontecerá no início de abril. A antecipação tem a ver com a necessidade do PT estabelecer uma reorganização, reorientação e renovação partidária. “O grande desafio é retomar o lugar político do partido”, diz a senadora Regina Souza, presidente do PT no Piauí.

O entendimento de grande parte das lideranças petistas é que o partido precisa se reencontra com sua própria história. Reconhece-se que o PT errou muito, sobretudo ao focar no governo e relaxar na relação dom o movimento social. Mesmo diante dos erros, Regina acrescenta: “O partido foi massacrado”, como se responsável solitário por práticas equivocadas na política brasileira.

No âmbito nacional, a “renovação” deve colocar Lula outra vez na presidência do partido, como liderança aglutinadora em momento tão complicado. E, como estratégia de multiplicação das ações partidárias, o PT deve criar cinco vice-presidenciais regionais. Nos estados, esse papel cabe aos diretores regionais – no Piauí, são 18.

O novo comando estadual ainda não está definido. Certo mesmo é que Regina não fica. Ela já teve seis mandatos (não consecutivos) à frente do partido e acha que outros devem tomar o leme. Quem será, ela nem imagina. “Depende da escolha dos delegados municipais”, diz. E aí começa a guerra, embora a palavra do governador Wellington Dias tenha peso muito especial.

O cronograma da renovação de diretórios é a seguinte: dia 12 de março, votação direta dos filiados escolhe os dirigentes municipais e os delegados que vão para o congresso estadual, marcado para 27 do mesmo mês. Daí sairão os delegados que participarão do 6º Congresso nacional, no início de abril.

A senadora acredita que o inferno astral particular está conseguindo reaglutinar os petistas. Para ela, o processo do impeachment foi claro quanto a isso: no sufoco – e sem receber em conta a pouca atenção de Dilma enquanto presidente –, os movimentos sociais foram a sustentação do discurso contra a troca de comando no Planalto.

As mudanças neste início de ano – afirma Regina – pretendem resgatar o PT das ruas. E fazer as pazes com a história do partido.