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Grupo do PMDB que apóia Wellington pode mudar de partido se, se, se...


Deputado João Madison: prefere deixar o PMDB a se afastar do governo Wellington Dias

 

O deputado João Madison (PMDB) é todo sorriso. Não é para menos. E os sorrisos largos estão na face da grande maioria dos peemedebistas piauienses, depois que as águas de março empurraram o grosso do partido para dentro do governo Wellington Dias (PT). A felicidade é tanta que o deputado garante: o PMDB estará de corpo e alma na campanha pela reeleição de Wellington, ano que vem.

Com a mini reforma empreendida pelo governador, o PMDB ganhou duas secretarias, a Fundação Hospitalar e duas coordenações – com ampla autonomia. Se alguém ficou de calundu foi uma fatia importante do PT, que não gostou nada de perder espaço no governo. Sim, há também uma pequena fatia do PMDB, liderada pelo ex-ministro João Henrique, amigo dileto do presidente Michel Temer e que aqui no Piauí faz discurso de oposição.

Mas isso não preocupa o PMDB governista. Aliás, nem mesmo as divergências entre PT e PMDB, no âmbito nacional, preocupam o deputado João Madison. Explico: o enfrentamento nacional poderia levar o PMDB nacional a determinar postura de oposição ao PMDB no Piauí. Pois Madison tem claro: se houver divergência, o grupo peemedebista que apóia Wellington prefere mudar de partido que abandonar o governo.

“Vamos pensar numa hipótese: se, se, se, se... se o PMDB nacional fizer uma intervenção no PMDB do Piauí, obrigando uma postura distinta desse grupo [que dá apoio a Wellington], a gente espera março para tomar um novo destino partidário”, disse Madison. Mas ele mesmo adianta que não acredita na possibilidade de intervenção.

É muito “se”, convenhamos, ainda que em política tantos “ses” não significam uma quase impossibilidade, mas uma porta aberta.

Aliás, o PMDB sempre tem as portas abertas. Tanto a porta aberta para esse grupo sair do próprio partido, como a porta aberta para sair do próprio governo -- lá para os idos de março de 2018. Esta última possibilidade não é a desejada. Mas é sempre um cálculo possível, ainda mais diante das divergências com segmentos expressivos do PT.